segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Odete, a única gueixa hentai psicanalizada de Brasília







Odete, a única gueixa hentai psicanalizada de Brasília liga
às 18 horas e 17 minutos, sempre para tratar de assuntos referentes aos seus
interesses, segundo revelou-me ter-lhe dito sua própria psicanalista, que
também é astro-naturo-taro-sexo-bióloga, e que a acompanha a mais de doze anos,
na Asa Sul.









- Amore, Brasília está em efervescência de tal forma, que
até pantomina é gesto de provocação. Mas isto aí é o de menos, queria te falar
sobre a Dil – mais íntima que isto é impossível, querido.









- Espere Odete, há uma intensa demanda de interesses sobre o
Bruce Wayne, a Rapel Cheiraazar, a moça que fugiu do Pará, Edu e sua sanha, a
Bailarina do Acre, O Moço do Leblon...









- Nossa! Como você não entende nada. Estes aí são apenas a
arte imitando a vida num eterno vai e vem. Sempre existiram e sempre existirão,
mas sempre serão apenas personagens.









- Caramba, Odete, sempre enigmática...









- Tenho que te ensinar tudo – lembra que fomos ao Teatro
Nacional e assistimos já a esta peça, onde tinha o pai, que variava de melífluo
a áspero; a mãe carrancuda sempre de preto, com semblante apavorado, olhar
perdido e a pele como fosse de cera; a enteada belíssima e petulante com cara de
madrasta estéril; duas crianças, um menino de olhar perdido e jeito simples e
uma menininha que era o xodó da enteada ; e o filho com desprezo pelo pai e
ódio da mãe?









- Espera aí, Odete, isto é Pirandello! Mas e a ordem deles
no contexto?









- A ordem não importa Amore, são apenas personagens em busca
de um autor. Não passam disto, não têm vida própria nem são capazes de fugir do
roteiro, apesar de eventualmente provocarem a platéia.












- Entendi, estão perdidos na história enquanto a Dama de
Vermelho vai ao ritmo de Alvorada por mais quatro anos.





É isto aí






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