sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Tem alguém na porta




Olavo, Olavo, acorda Olavo... pelo amor de Deus, Olavo, acorda.Você ouviu um barulho? Acorda, Otávio...





Otávio? Você me chamou de Otávio?





Eu?? Que isto, Olavo, claro que não. Quando foi isto?





Agora, eu estava acordado e...





Você é um cretino, Olavo - eu aqui toda nervosa ouvindo barulho de alguém mexendo na porta, você acordado e fingindo dormir. Mas agora o barulho parou.





Nadir, vai dormir, vai. Amanhã o dia será longo.





Só se for para mim, por que você é um folgado. Mas, espere... ouviu?





Não. O que?





A maçaneta rodou, Olavo. Você não ouviu mesmo? Mas se quiser, posso ir ver.





Não, pode ficar na cama, vou dar uma conferida. Ainda no corredor do quarto para a sala escutou nitidamente som. Ah, bom, agora escutei. Deve ser algum vizinho, com certeza. A portaria não ligou. Vou ver pela câmera de segurança e .. uau... que ruiva gostosa é esta?





Abrindo a porta - Pois não?





Olha, desculpe, meu Deus do céu, que vergonha, errei de porta e de andar. Além de estar te incomodando nesta hora... ai, que vergonha...





Uau, você é linda. Não está incomodando. Espera aí, você mora aqui no prédio? Já nos vimos?





Acredito que sim, já nos vimos no elevador. Eu moro, quer dizer, meu irmão mora dois andares acima do seu, e hoje fui para a balada e esqueci as chaves e ele sempre deixa a porta aberta.





Ah, sim, claro, mas entra um pouco? Meu nome é Olavo.





Olavinho, posso te chamar assim? (alisando a gola do pijama dele). Vou aceitar seu convite. É que estou muito necessitada de beber alguma coisa para acalmar e apagar esta má impressão... sei lá, deu uma vontade louca de beber um whisky.





Humm, vou pegar para nós. Mas entre.





Será que eu não te atrapalho em nada?





Por favor, me acompanhe, e aí poderá escolher o que mais gosta.   





Enquanto isto no quarto - Vai agora Otávio, que a moça já levou o Olavo para a cozinha, vaza e deixa o resto comigo. E nunca mais faça isto de forçar para ficar mais um pouquinho.





E Nadir se encaminha para a cozinha no momento em que o corpete da ruiva já está relaxado nas mãos de Olavinho.





Mas o que é isto Olavo? Quem é esta piranha?





Nadir, para com isto, ela é nossa vizinha e queria beber alguma coisa para pedir desculpas por ter nos acordado, aí sugeri um whyski um gelo.





Só se for para esfriar o calor da bacurinha. Fora daqui sua vadia. Ele é meu marido.





Desculpa, senhora, desculpa, eu não sabia que ele era casado, desculpa...





Vamos dormir, Nadir, olha moça, desculpa aí, foi mal, eu sou um marido sempre fiel, não sei o que aconteceu.





Enquanto isto dois andares acima - querida, muito obrigado por me atender nesta hora. Toma seus duzentos reais e agora some.



Ah, não! Duas horas da manhã, está chovendo. Espera, Otavinho, com mais cinquentinha tem prorrogação neste jogo...



Pago só mais dez e café da manhã com direito a banho.



Fechado... 





É isto aí!

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