domingo, 29 de novembro de 2015

A deusa da minha rua (Newton Carlos Teixeira e Jorge Vidal Faraj, 1939)








A Deusa da minha rua


Tem os olhos onde a lua


Costuma se embriagar


Nos seus olhos eu suponho


Que o sol num doirado sonho


Vai claridade buscar


Minha rua é sem graça


Mas quando por ela passa


Seu vulto que me seduz


A ruazinha modesta


É uma paisagem de festa


É uma cascata de luz





Na rua, uma poça d'água


Espelho da minha mágoa


Transporta o céu para o chão


Tal qual o chão da minha vida


A minh'alma comovida


O meu pobre coração


Espelhos da minha mágoa


Meus olhos são poças d'água


Sonhando com seu olhar


Ela é tão rica, eu tão pobre


Eu sou plebeu , ela é nobre


Não vale a pena sonhar











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