terça-feira, 8 de março de 2016

Seio de Virgem - Álvares de Azevedo



O que eu sonho noite e dia,

O que me dá poesia

E me torna a vida bela,

O que num brando roçar

Faz meu peito se agitar,

É o teu seio, donzela!



Oh! quem pintara o cetim

Desses limões de marfim,

Os leves cerúleos veios

Na brancura deslumbrante

E o tremido de teus seios?



Quando os vejo, de paixão

Sinto pruridos na mão

De os apalpar e conter...

Sorriste do meu desejo?

Loucura! bastava um beijo

Para neles se morrer!





Álvares de Azevedo

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