quarta-feira, 2 de maio de 2018

A mulata é nossa




Jota Smith III Souza era um destes djênios apaches natos. Loiro, ( ... este trecho foi censurado etc e tal, mas vamos recorrer ao supremo tribunal da consciência ...), alto, olhos azuis, domínio completo do idioma nativo das treze colônias do norte, com língua guarani de relativa compreensão.


Considerava-se e assim se apresentava como um legítimo descendente direto dos grandes momentos da nossa história, desde o sequestro de Europa, filha do rei da Fenícia - Agenor - que foi raptada por Zeus disfarçado de touro - em terras tabajaras disfarçou-se de golpista; até recebermos Cabral e o elegermos governador, não, este foi outro, mas também o é, mas neste caso estamos falando do das caravelas.


Na boca miúda, nos guetos e calabouços sussurram que Jota Smith III, como gosta de ser chamado entre seus pares, havia aprendido o idioma tupi-guarani com a ama de leite, uma mulata alforriada, de alcunha Maria Souza, de quem adaptou o sobrenome para soar melhor aos ouvidos da choldra. Assim, entre caboclos, morenos e mulatas era conhecido como Jota Souza.





Jota Souza sempre queria mais. Era insaciável. Já era dono de quase tudo na Grande e retardada Terra Tabajara, mas nunca conseguiu a simpatia de Miss Massa, uma mulata inzoneira,  neta e herdeira do corpo e da alma de famosa e estonteante rainha de bateria do primeiro grupo desde os imemoriais tempos de desfile na Getúlio Vargas.





Jota Souza deu de levar o problema para Mister K.Penga IV, um homem típico da nação gloriosa. Mister K.Penga apresentou-lhe a solução - vai dando golpes baixos aqui e ali, e se não resolver, manda bater nela até amolecer o corpo e apareça como seu salvador e dirá - Miss Massa, eu te salvarei e não pagarei o pato, mas tu serás minha para uso e desuso até que a sua morte nos separe! 





Faça tudo dentro dos parâmetros que lhe apresentei, orientou Mister K.Penga IV. Dedique a sua, a nossa, a minha mídia fulana de tal ( ... censurado ...) em todo seu tempo à Miss Massa, pois ela agora é seu foco e sobretudo missão.



Primeiro dá porrada, prende, solta a cachorrada, prende, arrebenta na cacetada, prende, invade a porra das comunidades, destrói, atropela, derruba, deturpa, prende e acaricia nas animadas tardes de domingo com o incrível fulano de tal - vocêsabedequemestoufalando.



Depois crie e dê uma lei que sugira proteção, segurança, e ela ficará ali, com aqueles olhos compridos, te tocaiando de longe, mas evite levá-la a Wonderful Land, onde jorra leite e mel e outras coisas esquisitas, pois os homens de bem não gostam muito, sabe? Nem as histéricas blonder deixam isto passar desapercebido, pois nem de longe têm a silhueta moral da Massa Tabajara.



Jota Souza ouviu lá no fundo uma voz interior dizendo que ao conquistar Miss Massa, ganharia o Nobel da Paz, o troféu Faz a Diferença, a medalhinha da mídia que faz a diferença ( ... censurado ...), etc. Voltou repleto de confiança, afinal esta voz interior o alimentou de confiança, esperança, dólar e coragem para enfrentar o que seria meu maior desafio. Fez tudo, mas só esqueceu de combinar com Miss Massa.





É isto aí!

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