Este texto não é meu
Autoria Desconhecida
Confesso que copiei e colei
Antes de falar da autoria, leia o texto abaixo:
Antes de falar da autoria, leia o texto abaixo:
O poema "Já escondi um amor com medo de perdê-lo" é de autoria desconhecida, e a sua história é um exemplo clássico de como ocorrem os equívocos de autoria na internet.
Trata-se de um texto apócrifo, ou seja, que circula sem um autor identificado e que é frequentemente atribuído a figuras famosas como Clarice Lispector .
A confusão com Clarice Lispector acontece por alguns motivos:
Estilo e Tom: O texto possui uma profundidade emocional e um tom confessional que o público em geral associa à obra de Clarice .
Falsa Atribuição: Sites, blogs e redes sociais passaram a compartilhar o texto com o nome de Clarice, o que ajudou a perpetuar o erro . É importante saber que Clarice Lispector foi uma consagrada romancista e contista, mas não escrevia poesia . Os poemas que levam seu nome são, na verdade, adaptações de seus textos em prosa feitas por terceiros ou, como neste caso, atribuições equivocadas .
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— Já escondi um amor com medo de perdê-lo, já perdi um amor
por escondê-lo.
— Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo,
ao ponto de nem sentir minhas mãos.
— Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi
por isso.
— Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir
tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
— Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não
existem.
— Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas
que me amaram.
— Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem
sou.
— Já tive tanta certeza de mim, a ponto de querer sumir.
— Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também
me arrependi.
— Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais
tarde chorar quieta em meu canto.
— Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto
rir.
— Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de
acreditar nas que realmente valiam.
— Já tive crises de riso quando não podia.
— Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
— Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
— Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria
gritar.
—Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns,
outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
—Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o
que não sou para desagradar outros.
— Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um
amigo feliz.
— Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a
quem precisava.
— Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade.
— Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me
agacho, fico ali".
— Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já
me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
— Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para
quem realmente queria.
— Já corri atrás de um carro por ele levar embora quem eu
amava.
— Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um
pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
— Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri
que não eram. Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e
serão especiais para mim.
— Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente, sou diferente.
— Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para sempre.

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