terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Casos da repartição



—Nome?

—Tenório Tiamu.

—Humm, entendo...

—Não é o que a senhora está pensando.

—Alto lá! Alto lá! Senhorita, meu bem — senhorita — se-nho-ri-ta.

—Desculpe, senhorita. Apenas deduzi por processos observacionais da minha profissão.

—Já que falou, qual é a sua profissão?

—Ficólogo.

—Para tudo! Mariinha, traz um chá calmante para mim. Fico, logo existo? É isto?

—Eu não disse isso, senhorita... Perdão, mas não sei o seu nome. Eu disse que sou ficólogo.

—E, antes de ser ficólogo, fazia o quê?

—Era chanfrador.

—Uau! Rapaz, você, com essa carinha lerda, vai longe, hein!?

—Mariinha, chama aí o Parreira e o Farias... Precisam ouvir isto.

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