Quando nasci já havia um par de irmãos em casa e depois de mim veio mais um par. Fiquei ali, no meio, ora na turma mais velha, ora na turma mais nova. Infância em casa com quintal era uma disneylandia com muito mais fantasias. Cada um tinha sua árvore, cada um seu canto e seus sonhos.
Neste momento que escrevo me despeço do meu irmão primogênito, e cá para nós, toda morte é prematura, todo mundo morre antes do tempo e todo mundo vai embora qualquer dia destes. É a inevitabilidade única da vida, passar pela morte para atingir o céu. Eu creio nisto.
Então esta postagem é para o Luiz, que viveu intensamente, de uma forma reta, a vida. Combateu o bom combate e agora o tempo nesta dimensão terminou aos poucos, devagar, numa enfermidade estranha, como são estranhas todas as formas de adoecer.
Não vou estender, não vou procurar palavras que toquem a alma das pessoas, nada isto agora vai locupletar o vazio que sua vida entre nós deixa. Tudo valeu apena, agora é com a Eternidade, a vida semeada aqui deverá ter frutos já a aguarda-lo nesta noite.
Como este blog vai além da minha existência, tem como interesse ser um legado de parte da minha história, registro aqui estas palavras. Um abraço, adeus e até breve, meu irmão!
É isto aí
Espera, espera: Abaixo mesmo texto revisado em 24/janeiro/2026, sem a pressão emocional:
Quando nasci, já havia um par de irmãos em casa, e depois de mim veio mais um par. Fiquei ali, no meio, ora na turma mais velha, ora na turma mais nova. Infância em casa com quintal era uma disneylândia com muito mais fantasias. Cada um tinha sua árvore, cada um seu canto e seus sonhos.
Neste momento em que escrevo, me despeço do meu irmão primogênito, e cá para nós: toda morte é prematura, todo mundo morre antes do tempo, e todo mundo vai embora qualquer dia destes. É a inevitabilidade única da vida — passar pela morte para atingir o céu. Eu creio nisto.
Então, esta postagem é para o Luiz, que viveu intensamente, de uma forma reta, a vida. Combateu o bom combate e, agora, o tempo nesta dimensão terminou, aos poucos, devagar, em uma enfermidade estranha, como são estranhas todas as formas de adoecer.
Não vou me estender, não vou procurar palavras que toquem a alma das pessoas; nada disso agora vai locupletar o vazio que sua vida entre nós deixa. Tudo valeu a pena; agora é com a Eternidade — a vida semeada aqui deverá ter frutos que já a aguardam nesta noite.
Como este blog vai além da minha existência e tem como interesse ser um legado de parte da minha história, registro aqui estas palavras. Um abraço, adeus e até breve, meu irmão!
É isto aí.

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