quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
A Moça da Pitangueira
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
O Mago da Pitangueira
Naquele dia éramos uns vinte jovens subindo a íngreme colina até a morada do Mago da Pitangueira. Subíamos para beber um pouco do seu profundo conhecimento sobre a vida.
— Mestre, pode-se prometer ser feliz para sempre ao lado de alguém?
— Bem, vou contar-lhes uma história e vocês mesmos analisarão a resposta:
— Ela indagou ao amado: Você promete ser feliz por toda a vida ao meu lado?
— Ele respondeu: Não!
— E foram felizes para sempre.
Como assim, felizes?
—A franqueza antecede à verdade
Como assim, Mestre?
—Saibam, jovens, que a coragem de ser direto, honesto e transparente é um passo necessário ou anterior à revelação ou aceitação da verdade em si.
É isto aí!
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Cartas de desamor
Cartas de Desamor é um desafio que venho adiando. Escrever Cartas de Amor já não é fácil, mas difícil mesmo é a indiferença do desamor. E Desamor não necessariamente é o ex-amor. Os atos mais comuns de desamor em casais muitas vezes estão ligados à negligência emocional, à rotina desgastada e à falta de comunicação. Eles podem ser sutis e/ou cumulativos.
Os atos mais comuns de desamor em casais muitas vezes estão ligados à
— negligência emocional,
— rotina desgastada
— à falta de comunicação.
— Intimidade física e emocional reduzida
— Não perguntar como o outro está se sentindo.
— Minimizar problemas ou sentimentos do parceiro.
— Falta de empatia em momentos de estresse (saúde, crises profissionais, luto).
— Deixar de conversar sobre sentimentos, sonhos ou medos.
Apenas alguns exemplos (prometo voltar ao tema):
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"Estou cansada deste seu olhar desligado. Olhe para mim e fale o que represento para você? O que verdadeiramente você deseja? Fico confusa perante seu silêncio. Você nunca me escuta, nunca conversa comigo, nunca me elogia, nunca me toca e posa de bondoso da porta para fora. Recebe um abraço de pouco caso e ainda escuta — não é por falta de abraço, querida.— Estou cansada demais para brigar com você, querido. ._______________________________________________________________
"Havia cheiro de alho —detesto alho. Não satisfeita, volta à sala novamente interrompendo meu silencio e atrapalhando o jogo na hora do gol. não nos olhamos, apenas negativei a oferta de tira-gosto. voltou para a cozinha e saí para lavar o carro."
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"Ela observava fotos do passado quando ele entrou e disse: "Vou ao futebol", ignorando sua presença. Comentou sobre o convite da filha para jantarem juntos. "Não posso", respondeu, virando-se para a porta. Ela questionou sua ausência constante; ele resmungou algo. "Você não me abraça há anos, e eu parei de insistir", disse, em voz baixa. Ele saiu com um murmúrio sobre deixar um prato coberto. A porta fechou. Viu-se só e, mais uma vez, foi ao refúgio das redes sociais."
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É isto aí!
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Cartas de Amor 114
Querida, o amor não acaba por decreto.
O amor não se acaba às três horas da manhã, num ato repentino de agressividade impulsiva, desproporcional à situação. Até o presente momento não sei quem seria a mulher. A única certeza que tenho é que não parecia você.
O amor não acaba quando os vizinhos chamam, com razão, a polícia. Eu ainda não tinha a menor ideia de quem seria a mulher, se é que existe uma explicação lógica sob seu frágil corpo. Nunca vi algo sequer parecido. É inenarrável.
O amor não acaba com eletrônicos destruídos, cortinas e moveis cortados e vidros pelo chão. Passou uma tempestade violenta por dentro do apartamento, atormentando todo o prédio.
O amor não acaba quando, num ataque de fúria com força desproporcional ao seu tamanho e peso, de posse de um objeto na mão avançou contra os representantes da segurança pública. O amor não tem como intervir num lance de segundos, para protegê-la e mostrar quanto você é frágil.
O amor não acaba na delegacia, pagando fiança de perturbação do silêncio. Não acaba ali. É apenas parte do processo. Neste momento, frente à autoridade, você lançou dois olhares para mim emblemáticos, um olhar de pedido de socorro e a mulher que desconheço, cortou-me os pensamentos com um olhar de ódio.
O amor não acaba no hospital para tratar dos seus ferimentos e sedar sua fúria. Nem na conversa com o psiquiatra e a psicóloga. Não acaba quando seus pais foram ao hospital, me abraçaram e pediram, com abraço forte e lágrimas nos olhos para eu continuar a minha vida.
O amor não acaba com você me expulsando da sua existência. Isto não faz sentido. Tentei conversar e negociar a paz entre nós, mas vez em quando a mulher olha para mim. Confesso que bate uma sensação ruim.
Eu amo você. Esta carta é para dizer que sinto uma profunda e perturbadora dor. Hoje eu não estou perdido, estou juntando os cacos para seguir adiante.
É isto aí!
Cartas de Amor 113
Cartas de Amor 112
Cartas de Amor 112
Reino da Pitangueira,
Planeta Terra&Lua,
3° do Sistema Solar,
Via Láctea, Zona Sul
Querida, não sou poeta, somos o que somos!
Foi com esta frase que amanheci o dia. Não sei ser o tradutor deste sentimento que tanto nos envolve. Há no meu entorno carnal e sobretudo no etéreo esta certeza do nosso entrelaçamento sem amarras. Não somos postos de vigília um do outro; somos o que somos, dois corpos numa só personalidade, num só pertencimento e na mesma candura.
Tantas forem as palavras que se aproximam deste evento, quer seja nas nossas experiências diretas de união com o divino, quer seja nos processos de contemplação profunda, sempre fortalecerão as graças de um pelo outro, com carinho e dedicação natural ao nosso legado.
Querida, hoje atravessamos o deserto com muita resiliência. Já passamos os períodos mais áridos da vida — embora dolorosos — que foram necessários para nos conduzir a este novo lugar, interno ou externo. Sinto sua falta, sinto muito, sinto tudo, queria que esta carta chegasse a você com coisas alegres e belas, pois saiba que em determinado momento, sobre determinada duna, avistaremos um ao outro e retornaremos nosso caminho natural
A sua ausência evoca tanto sofrimento quanto esperança, lembrando que, no silêncio e na aridez, muitas vezes escutei sua voz, profunda e terna a dar sentido aos nossos caminhos.
Afinal, de onde vem tanto amor?
Não sei, sinceramente não sei
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
Cartas de Amor 111
Cartas de Amor 110
Reino da Pitangueira,Planeta Terra&Lua,
3° do Sistema Solar,
Via Láctea, Zona Sul
Cartas de Amor 110
Reino da Pitangueira,
Planeta Terra&Lua,
3° do Sistema Solar,
Via Láctea, Zona Sul
Querida, este é a nosso pacto com a Eternidade
domingo, 1 de fevereiro de 2026
Carta sobre o dia que eu queria me devolver para você.
Tem dia que sinto a sua falta. Tem dia que sinto muito a sua falta. Hoje mesmo quis pular umas etapas da memória e ir direto ao seu encontro. Dói, não é? Dói prá caramba. Não tenho mais seu telefone, perdi o contato com seus olhos. Sabe, ainda sei a data do seu aniversário, isto mesmo, eu sei o dia que comemoro sozinho o seu nascimento.
Tem dia que sinto ausência. É uma ausência tão dolorida, tão ruim, toda ausência é criminosa. Nestes dias eu choro. Não é a sua falta, a saudade, é você não estar preenchendo este imenso vazio que habita minha vida. Deveriam existir regras claras para ausências. Se eu olho e você não está, não está e pronto, mas fica muito ruim ... muito ruim.
Hoje eu fiquei feliz, queria te contar como fiquei feliz, queria ver seus olhos sorrindo, em festa, olhando meus olhos felizes e eu sei que seria assim. Eu sei, a merda toda é esta. Eu sei! Mas você, claro, não estava, eu errei, você errou, eu errei de novo e pronto, perdi você e ganhei o prêmio de ser e estar triste em presídio de segurança máxima..
Amanhã eu vou ficar triste, já sei disto. Depois de amanhã vou ficar triste também. Tudo por que hoje tive este lúmen de felicidade, mas não era felicidade, não era você, não era pra te contar isto. Não era. Não era. Não, não era. Na verdade, e seja lá o que for a verdade, que mundo maluco é este? Como pude ser tão capaz de chegar até aqui?
Como sabe, eu amo sua boca falando palavras proparoxítonas, articulando músculos, ligamentos, movendo os lábios, seus lábios, tão bonitos são seus lábios. Como sabe, eu amo seus olhos, o sorriso deles, a alegria reluzente deles. Um dia eu queria te encontrar, já sei que você vai brigar comigo, não ligo, um dia eu queria me devolver para você.
Desculpe, não sei escrever cartas, não sei falar sem ter você no conteúdo. Não sei, não sei, não sei mesmo. Ontem quase que, gente, que doideira, ontem eu arquitetei um plano de fuga para te ver. Sabe, ainda tenho aquele retrato do seu rosto triste sob uma arco de flores, seu olhar está triste, vago, despido de alegria. Seu olhar não estava naquela órbita terrestre. Então é isto.
É isto aí!








