— Nunca abandone seu amor nas sextas-feiras, disse o Mago aos jovens que subiram a colina para aprender com sua sabedoria.
— Por que, Mestre, perguntou J.T.
— Jovem, a sexta-feira é sagrada. Romper um relacionamento neste dia requer gestão de crise e empatia para não contaminar o seu meio de convivência.
— Mas se for inevitável, Mestre?
— É verdade que não existe hora perfeita e terminar sempre será doloroso. A ideia não é encontrar um dia fácil, mas sim evitar o agravamento desnecessário do sofrimento.
— Então há riscos, Mestre?
— Viver é arriscar cada segundo durante 24 horas por dia. Terminar numa sexta-feira pode amplificar o sofrimento de risco e criar um "fim de semana de crise" ativando desnecessariamente o seu mecanismo de feedback negativo.
— Mago, seria a crise da ruptura na sexta-feira uma ausência não metabolizada?
— Sim, a sexta-feira vira símbolo do tempo insuficiente para digestão emocional.
— Mestre, aqui, aqui! — É possível romper-se na sexta-feira e chegar na segunda sem o vazio da ausência?
— Olha, mocinha, quando há um forte vínculo emocional pelo lado mais frágil da relação, ao sofrer o rompimento na sexta-feira, experimentará uma eternidade de dor até que a vida retorne na segunda-feira pela manhã e recomece o ciclo da rotina.
Já o outro lado, o sujeito da ruptura, cria menos espaço para sedimentar-se nele a ausência, já que é o elo mais impessoal. Assim, dificultará o retorno e aumentará a agonia da falta que aquela pessoa faz.
— Por hoje já basta. Agora podem ir! Bom final de semana!
É isto aí!

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Gratidão!