terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

O analista da Pitangueira e a felicidade de cada dia.


Acho que nunca fui tão feliz

Entendo. Pode falar mais sobre isto?

Sobre ser feliz?

Não, sobre o que acha disto, já que acha.

Como assim - acho?

Você iniciou com Acho.

Tudo bem mudo então - Acredito que nunca fui feliz ...

Hummm, ficou mais claro.

Mas só mudei o acho pelo acredito, vocês analistas ...

mas esqueceu ou negou o "não" quando se fez acreditar.

Não, tem nada disto não, eu falei o não.

Negar que falou fará seu dia mais feliz?

Eu acho.

Então confessa que nega

Negar o que?

Que acha que negar o que falou fará seu dia mais feliz.

Eu não disse isto.

Sim, não disse.

Resolve, eu disse sim ou não?

Sim ou não?

Você analistas são ridículos. 

Falar que seu analista é ridículo satisfaz o seu dia?

De certa forma ... não sei, engraçado isto. Apesar disto, acho que nunca fui tão feliz.

Quer falar sobre isto?

De ser engraçado?

Não da certa forma, há uma forma definida para ser a certa forma?

Não entendi.

Nem eu, mas o caso é que acabou o meu Brandy Courvoisier e a importadora fecha em 10 minutos, semana que vem no mesmo horário.

É isto aí!


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

08 - Odete, a musa do laranjal




Madrugada estava quente, abafada e mal dormida quando soou meu Nokia original, único dono e do outro lado da célula, Odete, a musa do laranjal. Reza a lenda que em inenarrável baile de reveillon, num hotel seis estrelas do Distrito Federal, Odete saiu de dentro de uma gigantesca laranja, tomada apenas de glacê e lantejoulas e encantou determinada e deslumbrada plateia que ali se instalara provisoriamente enquanto suas mansões funcionais eram reorganizadas para receber o neopower. Desde então passou a ser a musa do imaginário alaranjado do planalto central.

Odete, meu amor...

Para tuuuuudoo!!!! Você me chamando de meu amor ... ai ai vou ter um orgasmo quíntuplo ...

Diga, querida a que devo a honra da sua voz em minha vida, às três e quarenta da manhã?

Nossa, amor ... querida ... não quero mais nada, vem me ter em Brasília ...

Irei, mas antes conte o que te trouxe aqui.

Humm, virá!! Bem, amore, como sabe, euzinha jamais aumento ou invento, tudo que conto tem detalhes, testemunhas e provas.

Sim

Bem, como vou explicar isto?! Olha só, estava euzinha dia destes com a poderosa Eulália Calíope, a musa das eloquências de Brasília ... que eloquência é aquela, meu deusinho do balacobaco, que eloquência é aquela? Bem, então, não posso perder o foco, escuta amore, tenho que invadir sua privacidade, mas quando você vai ter um smartphone com recursos audio-visuais?

O que tem a Eulália Calíope com eloquências e um smartphone, Odete?

A princípio nada, mas u-la-lá, ai-ai, suspiros, nossa, que falta de imaginação a sua. Bem, estava euzinha com Eulália, quando adentrou ao ambiente o Oscar, um faz-tudo da terceira seção do segundo departamento da sub-secretaria executiva de análise prévia do Conselho de Arquivos de determinado ministério da administração direta eleita pelo Sufrágio Universal.

Eulália? Oscar? Uai, mudou tudo? Cadê as primas, as amigas do salão, os senis ricos, limpinhos e corruptos das margens do Paranoá?

Ai, amore, navegar é preciso, viver não é preciso. Bem, aí adentrou Oscar, alto, forte, bonito, hétero assumido, mas monogâmico, deusmmelivre - mas ninguém é perfeito. Veio pegar assinatura da Eulália para a liberação de um lote de pastas lacradas de uma coisa lá super-secreta de tal lugar desconhecido onde ela é lotada e manda-chuva. Aí a Eulália olhou para ele, buscando se recompor, mas não no sentido lato, e sim no sentido fatal, entende? - Olha, Oscarzinho, conta aqui para a sua Lalá sobre o que tem de novo no subterrâneo dos bastidores.

Sua Lalá? Mas o sujeito não é monogâmico, Odete?

Nossa, se não fosse euzinha, seu ouvido continuaria escutando nana-neném. Amore, monogâmico é que ele, hummm, como vou explicar, hummmm, ele está incluído numa variante da monogamia social, que nós, adultos esclarecidos do Planalto Central, denominamos de monogamia em série, entende? Uma de cada vez.

Ah, entendi. 

Bem, retornando, tremendo e suando feito uma chaleira diante da "sua" Lalá, Oscar revelou que ouviu de Marieta, sua fiel ex-esposa e eventual em hiatos passionais e também melhor amiga da vida pública e privada, soube por seu maridinho Adolfo, um almofadinha engomado, meio paetê, meio esquisitinho, enfim - um subalterno do terceiro escalão da segunda seção, que escutou de Débora, sua amante fixa, que confidenciou que seu amante, Manézinho Ferrão esteve reunido com Claudinho Bond, que contou-lhe que soube através do complicadíssimo subalterno Alarido Quark, lotado como adjunto do primeiro secretário da segunda comissão de ética provisória daquele poderoso Ministério, que ouviu da boca da gostosinha assistente de cafezinho da ante-sala do sub-ministro ...

Odete, qual é o nome da gostosinha do café?

Eu, hem!!!! Me poupe e me respeite, é ruim que vou dar nome de concorrentes diretas ... mas continuando, a gostosinha sussurrou ao Alarido Quark que dia destes estava atenta à conversa entre Jack Staff e Gherydelson Silva, quando escutou que a ordem dada pelo assessor de assuntos patrimoniais, Zé Limbo, era que se cumprisse imediatamente determinação do lugar tenente Perro Loco, irmão da dupla cantareira Serpiente Loco e Cabrio Loco, que é a dupla que manda de fato do Oiapoque ao Chuí, que está tudo do jeito que o diabo gosta, e o que está ruim, vai piorar.

Nossa ... Odete ...

Calma, amore ... - O que mais? - perguntou Lalá, dando dois passos em direção a Oscar, o hétero monogâmico serial. Olhando para mim e olhando para ela ininterruptamente, quase em colapso, entre soluços e lágrimas, falou - puxa vida, vendo vocês duas aqui, enfeitiçado pelas forças ocultas do fantasma Jaburu, não sei mais se há em mim adjunto adnominal ou complemento nominal, gente eu sou monogâmico ... para, não para, para, não para ...

Odete?! Que coisa maluca foi esta?

Não foi nada maluco, amore, apenas uma fraquejada do rapaz ...

Não, nada disto, falo da notícia de que está ruim e vai piorar...

Ah! Era isto! Bem, amore, prepare sua mochila, que logo logo, no caos apoteótico, viraremos andarilhos em busca de incertezas para entretermos nossas vidas. Ah, chega de falar destas coisas e  vem me ter em Brasília, amore, vem, vem logo, vem que sua Odetinha está alucinada só de pensar em você me ter em Brasília. Vem, amore, vem ...

É isto aí!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

La Vie en rose

"La vie en rose" tornou conhecida mundialmente na voz de Édith Piaf, e  virou o seu principal sucesso após ter sido lançada em 1946.

A letra foi escrita por ela, Édith Piaf, e a melodia por seu parceiro Louis Gugliemi e fala sobre a percepção do amor pelo olhar feminino, e é de uma candura apaixonante. Abaixo do vídeo, a letra  original e uma tradução livre do site Vagalume.



La Vie En Rose

Des yeux qui font baisser les miens
Un rire qui se perd sur sa bouche
Voilà le portrait sans retouche
De l'homme auquel j'appartiens

Quand il me prend dans ses bras
Il me parle tout bas
Je vois la vie en rose

Il me dit des mots d'amour
Des mots de tous les jours
Et ça me fait quelque chose

Il est entré dans mon cœur
Une part de bonheur
Dont je connais la cause

C'est lui pour moi, moi pour lui dans la vie
Il me l'a dit, l'a juré pour la vie

Et dès que je l'aperçois
Alors je sens en moi
Mon cœur qui bat

Des nuits d'amour à ne plus en finir
Un grand bonheur qui prend sa place
Des ennuis, des chagrins, s'effacent
Heureux, heureux à en mourir

Quand il me prend dans ses bras
Il me parle tout bas
Je vois la vie en rose

Il me dit des mots d'amour
Des mots de tous les jours
Et ça me fait quelque chose

Il est entré dans mon cœur
Une part de bonheur
Dont je connais la cause

C'est toi pour moi, moi pour toi dans la vie
Il me l'a dit, l'a juré pour la vie

Et dès que je t'aperçois
Alors je sens dans moi
Mon cœur qui bat

A Vida Cor de Rosa

Olhos que fazem baixar os meus
Um riso que se perde em sua boca
Aí está o retrato sem retoque
Do homem a quem eu pertenço

Quando ele me toma em seus braços
Ele me fala baixinho
Eu vejo a vida em rosa

Ele me diz palavras de amor
Palavras de todos os dias
E isso me toca

Ele entrou no meu coração
Um pouco de felicidade
Da qual eu conheço a causa

É ele para mim, eu para ele na vida
Ele me disse, me jurou pela vida

E desde que eu o percebo
Então sinto em mim
Meu coração que bate

Noites de amor a não mais acabar
Uma grande felicidade que toma seu lugar
Os aborrecimentos e as tristezas se apagam
Feliz, feliz até morrer

Quando ele me toma em seus braços
Ele me fala baixinho
Eu vejo a vida em rosa

Ele me diz palavras de amor
Palavras de todos os dias
E isso me toca

Entrou no meu coração
Um pouco de felicidade
Da qual eu conheço a causa

É ele para mim, eu para ele na vida
Ele me disse, me jurou pela vida

E desde que eu o percebo
Então sinto em mim
Meu coração que bate






domingo, 17 de fevereiro de 2019

Pausa para agradecer as visitas de Pitangueiras - SP


Este blog, edificado no interior do interior do interior de Minas Gerais, teve nas últimas semanas uma intensa visita de pessoas que buscam notícias de Pitangueiras, a ponto de chamar a minha atenção. Não das árvores, cujo exemplar tenho plantado no meu quintal, já que resido no interior do interior, mas estou falando de uma cidade bonita do oeste paulista, que pessoalmente não conheço.

O Google não permite que saibamos quem acessa o Blog, mas dá a origem das buscas, e como fui investigar na rede, achei simpático o município, por isto vou falar sobre Pitangueiras, localizada entre Ribeirão Preto e Barretos, com cerca de quarenta mil habitantes.

Quanto ao registro histórico, tem-se documentado que O "Pouso de Passagem", precursor do povoado de Pitangueiras, situava-se em local estratégico nas rotas comerciais dos centros de criação de gado do Norte do Estado, bebedouro, Jaboticabal e Barretos, com São Carlos e São Paulo. Parte das rotas utilizava-se das vias fluviais, principalmente o rio Moji-Guaçu. No entanto, devido a maleita comum naquela época, o pouso afastou-se do porto, para uma clareira no caminho de Jaboticabal, conhecida por Pitangueiras, por ser comum estas árvores nativas na região. 

A data de fundação do povoado não é precisa, contudo sabe-se que houve duas doações de terras ao padroeiro São Sebastião: a primeira, de oitenta alqueires, por Manoel Felix e sua mulher, Ana Batista de Morais, em 1858; outra de cinco alqueires, em 1892, pelo casal Joaquim Moço. 

Por volta de 1880, em torno de uma capela aí existente, viviam cerca de oitocentas “almas”, conforme levantamento da Igreja. Estes, na sua maioria de origem mineira, dedicavam-se a pecuária e cultivo de milho, feijão e mandioca. A atividade comercial era representada por quatro empórios. 

Bem, do fundo do meu coração, espero que este Blog, que abriga o Reino da Pitangueira, tenha sido de alguma forma útil, e não decepcionante, na busca dos que procuraram por Pitangueiras no Google. Um abraço, que sua cidade continue assim, com este ar de tranquilidade e prosperidade.

E o nome do blog tem relação com Pitangueiras-SP?

Não. Apesar do meu pai ter nascido no Triângulo Mineiro, portanto bem próximo à esta região, nasci no leste de Minas Gerais, onde resido até hoje. O nome do blog deve-se a uma centenária pitangueira que tinha na casa da minha avó materna, local de longas horas de sonhos e diversões da minha infância.  

Um abraço a todos vocês de Pitangueiras-SP, um dia, quem sabe, terei a honra e o privilégio de passear pela Avenida das Pitangueiras e confirmar o que vi pelos vídeos e fotos que pesquisei - vocês moram no paraíso. 

É isto aí!





sábado, 16 de fevereiro de 2019

O FUTURO SOMBRIO DA HUMANIDADE! (2019-2020)



01 - Youtube: Apocalipse News 
 
O FUTURO SOMBRIO DA HUMANIDADE! 2019 2020
              
Incríveis avanços em inteligência artificial e rede 5G abrindo caminho para a marca da besta. 2019 computador quântico o informante inteligência artificial. 

02 - Youtube: Elprofessordaoratória 

03 - YoutubeSuperinteligência e o futuro da humanidade – Observatório Itaú Cultural (2019)

Que tipo de futuro buscamos? Que riscos existem com as novas tecnologias e o que podemos fazer para reduzi-los? Como controlar uma tecnologia que não existe ainda, mas que pode ser mais esperta do que nós? Abordando imortalidade, pós-humanismo, transumanismo e os princípios éticos da inteligência artificial, Anders Sandberg, do Instituto do Futuro da Humanidade, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, levanta questões teóricas e práticas ligadas à inteligência artificial e ao futuro da humanidade.
 
Depoimento gravado por ocasião do seminário A Máquina, Inteligência e Desinteligência: Utopia e Entropia à Vista, no Itaú Cultural, realizado em São Paulo/SP, em novembro de 2018.


" O Segundo Sol " de Nando Reis - Interpretada por Cássia Eller - Letra
Fonte Youtube: Wigvan Miranda


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Um poema da poetisa, ativista e escritora palestina Suheir Hammad

Eu não vou dançar ao ritmo do seu tambor de guerra.
Autora: Suheir Hammad
Fonte: Opera Mundi

Suheir Hammad

Eu não vou dançar ao ritmo do seu tambor de guerra.
Não vou emprestar minha alma e meus ossos ao seu tambor de guerra.
Eu não vou dançar no seu ritmo.
Eu conheço esse ritmo, é um ritmo sem vida.

Eu sei muito bem que a pele que você bateu.
Ainda estava vivo depois de ser caçado, roubado, expandido.
Eu não vou dançar a batida do seu tambor de guerra.
Eu não irei odiar por você, eu nem vou odiar você.

Eu não vou matar por você. Especialmente, eu não vou morrer por você.
Eu não vou lamentar a morte com assassinato ou suicídio.
Eu não vou dançar com bombas porque todo mundo está dançando.
Todos podem estar errados.

A vida é um direito, não um dano colateral ou casual.
Eu não vou esquecer de onde eu venho. Eu tocarei meu próprio tambor.
Vou reunir meu amado perto e nossa música será dança.
Nosso burburinho será o ritmo. Eu não serei enganado.

Eu não vou emprestar meu nome ou meu ritmo ao seu som.
Eu vou dançar e resistir e vou dançar e vou persistir e dançar.
Essa batida do meu coração soa mais forte que a morte.
Seu tambor de guerra não soará mais alto que minha respiração.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Incidente? Sério isto, Sr. Governador?

Incidente: sinônimo de confronto ou inconveniência

O substantivo masculino INCIDENTE se refere a um desentendimento, a um atrito. É UM EPISÓDIO imprevisto que altera o desenrolar dos acontecimentos, mas SEM CONSEQUÊNCIAS DESASTROSAS. Pode ser também um adjetivo, tendo significado de: algo que incide ou alguma coisa que tem caráter secundário, entre outras.

Mas, porém, todavia, contudo:





segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Caramba, Boechat, é muita sacanagem você pedir conta agora.

Picasso - Dom Quixote
A Vale promoveu a tragédia com mais de trezentas pessoas mortas. Trezentas pessoas, mais de trezentas pessoas. Sabe onde vai dar isto? No nada.

Destas tantas mortas pela morte da Terra em troca de prazeres carnais, materiais e espirituais e outras coisas mais e mais baratos legais, cerca de 160, eu falei cento e sessenta, deverá passar pelo crivo da Morte Presumida. Eu disse - Morte Presumida. Estou com muita raiva de escrever isto. Ela só pode ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do falecimento, ou seja ...

Em apenas 2 dias depois do Massacre, o Rio Paraopeba começa a morrer também. 346,1 Kg de chumbo; em 3 dias, 73,6 Kg de cádmio e, em 7 dias, 181,2 Kg de mercúrio foram despejados no Rio Paraopeba. Estavam contidos nos "rejeitos de mineração" da VALE.

Dois aspectos surpreendem:

1 - A grande mídia, juntamente com alguns órgãos públicos estaduais, omitem o raríssimo fato. Tais metais acarretam não só a a bioacumulação, como a bioconcentração (absorvidos nos organismos em concentrações mais elevadas que a existente no ambiente circundante) e, pior, a biomagnificação (ocorre entre os diferentes níveis da cadeia alimentar - níveis tróficos).

2 - A Fundação SOS Mata Atlântica prestou um bom serviço à Rede Globo, e certamente, a VALE. Mas não aos usuários das águas do Rio Paraopeba e, muito menos, aos cidadãos e cidadãs de Brumadinho e da RMBH. CORREÇÃO: A TV Globo não explicitou, em suas reportagens, a totalidade das ações da SOS Mata Atlântica, que sempre foi parceira e continuará sendo. Por justiça, devemos desculpas à SOS.

O chumbo, o mercúrio e o cádmio são metais que não existem naturalmente em nenhum organismo. Não desempenham funções nutricionais ou bioquímicas em microrganismos, plantas ou animais. Ou seja, a presença destes metais em organismos vivos é prejudicial em qualquer concentração.

E hoje, puxa vida, que sacanagem, Boechat! Que sacanagem! Não era hora, caramba! Não era hora.

É isto aí!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Sabrina de Campos Bittencourt

NOTA DE FALECIMENTO

O grupo Vítimas Unidas comunica com pesar o falecimento de Sabrina de Campos Bittencourt ocorrido por volta das 21h deste sábado, 02 de fevereiro, na cidade de Barcelona, na Espanha, onde vivia atualmente.

A ativista cometeu suicídio e deixou uma carta de despedida relatando os porquês de tirar sua própria vida.

Pedimos a todos que não tentem entrar em contato com nenhum integrante da família, preservando-os de perguntas que sejam dolorosas neste momento tão difícil.

Dois dos três filhos de Sabrina ainda não sabem do ocorrido e o pai, Rafael Velasco, está tentando protege-los.

Ainda não temos informações sobre o local do velório, nem mesmo onde ela será enterrada.

A luta de Sabrina jamais será esquecida e continuaremos, com a mesma garra, defendendo as minorias, principalmente as mulheres que são vítimas diárias do machismo.

Agradeço o apoio de todos. Maria do Carmo Santos Presidente Vana Lopes Fundadora.

Carta de Sabrina:

"Marielle me uno a ti. Somos semente. Que muitas flores nasçam dessa merda toda que o patriarcado criou há 5 mil anos! Eu fiz o que pude, até onde pude. Meu amor será eterno por todos vocês. Perdão por não aguentar, meus filhos. VOCÊS TERÃO MILHARES DE MÃES NO MUNDO INTEIRO. Minhas irmãs e irmãos na dor e no amor, cuidem deles por mim… Eu sempre disse que era só uma pequena fagulha. Nada mais. Só pó de estrelas como todos.

USEM A SUA PRÓPRIA VOZ. A SUA PRÓPRIA VONTADE. TOMEM AS RÉDEAS DE SUAS PRÓPRIAS VIDAS E ABRAM A BOCA, NÃO TENHAM VERGONHA! ELES É QUEM PRECISAM TER VERGONHA. Não aguento mais. Todas as provas, evidências, sistemas de apoio, redes organizadas e sobretudo, meu legado e passagem por aqui está entregue ou chegará às mãos corretas. As REDES DE APOIO AOS BRASILEIR@S FORAM CRIAD@S E SE EXPANDIRÃO NA VELOCIDADE DA LUZ! Não se desesperem. Dessa vida só levamos o mais bonito e o aprendido. Paulo Pavesi, eu sinceramente sinto muito pela morte do seu filho. Tenha certeza, que se eu soubesse da sua história na época, implicaria minha vida e segurança como fiz com centenas de pessoas.

Damares, eu sei que você não teve tratamento psicológico quando deveria e teve sequelas, servindo de marionete neste sistema de merda que te cooptou, acolheu e com o qual você se sente em dívida o resto da sua vida. Não tenho dúvidas que você amou e cuidou da sua 'Lulu' como gostaria de ter sido cuidada e protegida na sua infância, mas ela nao é uma bonequinha bonita que você poderia roubar e sair correndo… Giulio Sa Ferrari, eu te considerei um irmão e você sabia de todas as minhas rotas de fuga… eu vi em você a pureza de um menino que nunca foi notado por uma sociedade neurotípica que não entendia os neuroatípicos, mas reputação é algo que se constrói e não é de um dia ao outro.

Gabriela Manssur, muito obrigada por me fazer ter esperança de que elas serão ouvidas e atendidas em suas necessidades. João de Deus, Prem Baba, Gê Marques, Ananda Joy, Edir Macedo, Marcos Feliciano, DeRose Pai, DeRose filho, todos os padres, pastores, bispos, budistas, espíritas, hindús, umbandistas, mórmons, batistas, metodistas, judeus, muçulmanos, sufis, taoístas, meus familiares, Marcelo Gayger, Jorge Berenguer, eu desconheço a sua infância e a sua criação pelo mundo, mas sei no meu íntimo que TODO MENINO NASCEU PURO e foi abusado, corrompido, machucado, moldado, castrado, calado, forçado a fazer coisas que não queria, até se converter talvez, cada um à sua maneira, em tiranos manipuladores (em maior ou menor grau) que ao não controlar os próprios impulsos, tentam controlar a quem consideram mais frágil e assim praticam estupros, pedofilia, adicções diversas…

Eu sei, eu sinto, eu vi. Mas ainda assim, preferi SEMPRE ficar do lado mais frágil nesta breve existência: mulheres, crianças, idosos, jovens, povos originários, afrodescendentes, refugiados, ciganos, imigrantes, migrantes, pessoas com deficiência, gays, pobres, lascados, fudidos, rebeldes e incompreendidos… Essa vida é uma ilusão e um jogo de arquétipos do bem e do mal, de dualidades… desde que o mundo é mundo. Vivo num outro tempo desde que nasci e sempre senti que vivia num mundo praticamente medieval. Volto pro vazio e deixo minha essência em PAZ. Aos meus amigos, amadas e amantes, nos encontraremos um dia! Sintam meu amor incondicional através do tempo e do espaço. SIM e FIM.”

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

O seu problema é que você não entende nada de sexo.

O Experimento da Fenda Dupla foi apresentado pela primeira vez ao mundo científico em 1801. Isto mesmo, 1801, por um renomado médico, egiptólogo, poliglota e físico britânico, Thomas Young . Ele suspeitava que a luz era uma onda eletromagnética, e decidiu testar sua hipótese de um jeito bem simples: fez duas fendas retangulares e perpendiculares num anteparo plano e com espelhos refletores verificou como a luz saia do outro lado, depois de atravessá-las.

Se a luz fosse feita de pequenas partículas, como afirmara Sir Isaac Newton cem anos antes, ela entraria pelas fendas e formaria, na parede que está ao fundo, uma versão iluminada exata da superfície vazada, no formato de duas colunas retangulares e perpendiculares.

Se a luz, por outro lado, fosse uma onda, iria se dividir na hora de cruzar as duas fendas, e do outro lado, as duas ondas menores se cruzariam no ar, criando algo chamado “padrão de interferência”. O resultado, que foi justamente o que aconteceu com a luz de Young.

Young calou a física clássica, e sua teoria ficou escondida pelos próximos 200 anos, pois ia contra o poder central, a fé, a esperança e o amor até então concebidos. E olha que naquela época já se sabia que a Terra era redonda. Estes estudos só foram retomados no final do século XIX e início do século XX, dando um Nobel a Einstein e depois acelerado alucinadamente com o advento da física quântica. 

Bem, o que descobriram com as modernas máquinas e instrumentos de precisão da física quântica?

- Descobriram que aquelas leis do Isaac Newton que você decora para passar de ano, não servem para a realidade que vivemos, servem apenas como conteúdo histórico.

- A partir dos anos 1930, físicos levaram mais a sério o assunto e fizeram diversas experiencias. Mudaram o material onde estavam as fendas - papel, plástico, chumbo, alumínio, ferro, bronze, etc, e o resultado era sempre o mesmo.

- Aí tiveram uma ideia sensacional. Vamos colocar um detector de elétrons em cada fenda, aí quando o elétron passar, estaremos monitorando para descobrirmos o segredo do universo.

Meus amigos, é nesta hora que você descobre que não sabe fazer sexo. Quando espionados, os elétrons param de promover o movimento ondulatório e conduzem sua energia em sua forma sólida, material, canalizada.

Sacanagem, hem... como explicar isto? Quem souber a resposta controlará o espaço, o tempo, fará milagres, canalizará tudo que desejar e conquistará o mundo.

No mundo das terapias quânticas, isto foi um achado e tanto. Significa que ao passar a focar seu desejo e seu objetivo, você tem como canalizar a energia para produzir a sua realidade. É claro que os cientistas caíram de pau nos terapeutas quânticos, mas não conseguem explicar o resultado das pesquisas que vem sendo feito na área (veja aqui o prof Hélio Couto falando sobre o assunto) 

Enfim, é de quem chegar primeiro. "Buscai, assim, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas".

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Brumadinho em mim - Dorme, que a vida é nada! (Fernando Pessoa)


Dorme, que a vida é nada!
Dorme, que tudo é vão!
Se alguém achou a estrada,
Achou-a em confusão,
Com a alma enganada.

Não há lugar nem dia
Para quem quer achar,
Nem paz nem alegria
Para quem, por amar,
Em quem ama confia.

Melhor entre onde os ramos
Tecem dosséis sem ser
Ficar como ficamos,
Sem pensar nem querer,
Dando o que nunca damos.


10/10/1933

Fernando Pessoa nasceu a 13 Junho 1888 e morreu em 30 Novembro 1935 em Lisboa- Portugal



Poeta, filósofo e escritor português, Fernando Pessoa é o mais universal poeta português.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Professor Yuval Noah Harari Speaks at Davos 2018


What can we learn from a history of the future? Historian Yuval Harari takes us on a journey through technological development and challenges leaders to develop a substantive vision of what it means for society, politics, religion and ideology.

Introduced by · Gillian R. Tett, Managing Editor, US, Financial Times, USA

With · Yuval Noah Harari, Professor, Department of History, Hebrew University of Jerusalem, Israel



domingo, 13 de janeiro de 2019

Memórias esquisitas do dia que morri

Flanagan's wake

Cheguei atrasado ao meu velório e, pelo que ouvi, perdi cenas imperdíveis de olhares atravessados, fidelidades e infidelidades em disputa de território, Uns estranhamentos entre a turma da ladeira e a turma do beco, aí a lei chegou, rolou um B.O. e outras coisas mais. 

Tentei explicar o atraso da funerária para a titular espiritual, conforme seu crachá, do ministério conjugal, mas sua face em estilo de arrogância imperturbável denunciava que era melhor ficar calado. Vi uns dois ou tres amigos que já partiram também - o Gasolina, o Moita e 
Poucas pessoas, o que de certa forma me confortou, pois sempre odiei tumultos e multidões. Veio a Gelinha — na realidade o nome dela era Jacira, mas parecia um gelo chupado. Um dia a chamei de Gelinha, ela sorriu e perguntou o por que daquilo, e eu:

— Ora, ora, ora, Jacira, você é Gelinha só para mim e para mais ninguém. E por isso, por ser só minha Gelinha, não vá sair por aí declarando nosso segredo.

Bem, ela contou o segredo do nome, mas guardou consigo o segredo do nosso tórrido romance.

Veio o Juca Franco; sinceramente, um chato de galocha. Nunca gostei desse cara, e agora o vejo e a viúva em entreolhares táticos. E não é que o coisa ruim  mancomunado se aproximou e colocou a mão na nuca dela? Eu sabia... eu sabia.

Também estavam a Dentinha, a Bolinha e a Feinha, três irmãs do carcamano do italiano da padaria, que foram aos poucos me levando para o depósito de farinha, onde acabei me revelando um grande entendedor de massas e folheados. Italianinhas das mais doidas que já conheci.

Agora aquele filho de uma gata de rua do Juca Franco saiu para o quarto de repouso e fez um sinal discreto com a cabeça para a desavergonhada da viúva. Mas veja só, nem o velório serve mais como lugar de respeito! Tentei entrar no ambiente e dar logo uma porrada no sujeito, mas um cara enorme, de asas, me barrou. No que tocou a mão direita no meu ombro esquerdo, voei para uma sala estranha.

Era uma enorme e silenciosa sala. Pensa num silêncio total. Era aquilo. O sujeito de asas ficou encostado num canto, atrás de mim, com os braços cruzados, sem olhar para lugar algum, e eu fiquei ali. A sala era ovalada, sabe? O teto era alto, o piso de pedra, não tinha bancos, não tinha luz, mas era clara — uma claridade meio penumbra, meio luz.

Aí, do nada, surgiu uma cadeira e uma mesinha, então o ser alado me puxou para sentar. Um homem sem asas entrou sem tocar os pés no chão e me entregou um formulário imenso. Gente, tinha pelo menos umas dez páginas e umas duas mil questões abertas! Olhei para o sujeito, olhei para aquela enciclopédia de perguntas e fiz três questionamentos. Só três. Na realidade tinha uns doze para fazer, mas só deu tempo de três bem rapidinhos. E puxa vida, quando você não sabe o que falar diante de um cenário desconhecido, só fala bobagem e sempre vai dar merda.

— Posso ir ao banheiro?

— É de consulta?

— Vai liberar o gabarito?

Gente, o sujeito me olhou com uma fúria bem lá no fundo do fundo, e só ouvi aquele barulho maluco, meio chiado, meio lascado... e caí aqui, no meio do velório. Vi um tanto de olhares curiosos e rostos desconfiados e então meu corpo foi virando no caixão, acho que em convulsão, e fui pulando ao encontro do filho de uma descomungada do Juca Franco. Aí o filho de uma égua morreu de susto. Como eu suspeitava, era uma coisinha fraca o fresco do filhinho de mamãe do Juca Franco...



É isto aí!
É isto aí!


sábado, 12 de janeiro de 2019

Rosa (Pixinguinha / Otávio de Souza)

Tu és divina e graciosa
Estátua majestosa do amor
Por Deus esculturada
E formada com ardor
Da alma da mais linda flor
De mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor
Se Deus me fora tão clemente
Aqui nesse ambiente de luz
Formada numa tela deslumbrante e bela
Teu coração junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado sobre a rósea cruz
Do arfante peito teu

Tu és a forma ideal
Estátua magistral. Oh, alma perenal
Do meu primeiro amor, sublime amor
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração sepultas um amor
O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor
És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza

Perdão se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh flor meu peito não resiste
Oh meu Deus o quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar em esperar
Em conduzir-te um dia
Ao pé do altar
Jurar, aos pés do onipotente
Em preces comoventes de dor
E receber a unção da tua gratidão
Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te até meu padecer
De todo fenecer


sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Rábula dativo

Minas Gerais neste sombrio verão de 2019

Meritíssima Amanda Machado,

Referente ao Processo 

Eu preciso falar sobre o caso Allan/Alice. Considerando que os membros do juri ainda não se pronunciaram em seus comentários, como rábula dativo, vou defender os princípios do Allan, para que fique registrado nos autos do processo da Alice.

É...hummmm...então, lembro das aulas de catecismo onde a professorinha de voz baixa e olhar duro falava que as palavras sagradas não devem ser analisadas ao pé da letra. E as palavras de Allan soam sagradas, pois as reforça com Verdade; Abençoa; Éden e Amor.

Allan escreveu "Alice, não era para sermos". Não era para sermos e fomos assim mesmo. Está lá, como prova 1, irrefutável, Meritíssima, irrefutável. 

Allan escreveu "Felizes para sempre". Ora, direis, ouvir estrelas, até o átimo, senhores jurados, é um processo infinito. Felizes para sempre não é uma prerrogativa de um processo duradouro, é o êxtase do momento, e êxtase é infinito enquanto dura.

Aqui, senhores e senhoras do Juri, há uma dubiedade, pois na Prova 3, Allan denuncia que "A verdade é a felicidade". Assim está escrito que devemos procurar a verdade porque a verdade nos liberta - esta é a chave para a felicidade.

Na prova 4, "O mundo nos abençoa em todo deserto". Ora, ora, ora. Não foi assim com Israel nos 40 anos de deserto? Não foi assim com João Batista? Não foi assim com o Cristo? 

Na prova 5, nosso Allan fala de uma forma fantástica "Há oasis um Eden. Aqui, senhores e senhoras membros deste tribunal, na verdade eu vos falo que sobre as Memórias de Futuro do Amor dos quais evolui sua linha de raciocínio a doce e meiga Alice, não hão de ser invalidadas ou anuladas por que ela deseja. 

Meritíssima, saiba que a memória de longa duração fica no hipocampo, situado no sistema límbico, e é a principal ferramenta capaz de formar e evocar memórias e/ou de induzir o resto do córtex cerebral a fazer o mesmo, volutaria ou involuntariamente. 

Allan, um erudito da língua portuguesa, trás Oásis no plural, pois há um só Paraíso, entre tantas ofertas de prazer e descanso.

Concluindo, Meritíssima, "O amor sempre anda no infinito". Como definir o abstrato? Como tangenciar um sentimento? Se se morre de amor, se morre? Foi assim que aprendemos? 

Data venia, Meritíssima, Allan está condenado à paixão, e Alice tem o direito de se desvencilhar deste caminho, mas não pode jurar que será tão fácil assim. Amar dói!

Senhores jurados, julguem com o coração!

Paulo Abreu - rábula dativo das causas perdidas 

É isto aí!

domingo, 6 de janeiro de 2019

(Coldplay) Viva La Vida - Sungha Jung


Fonte Youtube: Sungha Jung 

Sungha http://www.sunghajung.com arranged and played "Viva La Vida" by Coldplay using loopstation.

Sungha Jung Live in Singapore 2014!
 
Sungha Jung Live in Saigon 2014!

Música: Viva La Vida
Compositores: Berryman Guy Rupert / Buckland Jonathan Mark / Champion William / Martin Christopher Anthony John
Licenciado para o YouTube por:
WMG (em nome de PLG UK Frontline)
Fonte Youtube: Coldplay

Felix Baumgartner Space Jump World Record 2012 (Red Bull Stratos)


Fonte Youtube: Felix Baumgartner Space Jump World Record 2012 Full HD 1080p [FULL]

Veja também: Red Bull Stratos FULL POV | Felix Baumgartner's Stratosphere Jump


Felix Baumgartner (Salzburgo, 20 de abril de 1969) é um paraquedista e base jumper austríaco.

No dia 14 de outubro de 2012 fez o salto em maior altitude de todos os tempos (39 mil metros), e bateu um recorde estabelecido em 1960 por Joseph Kittinger.

Após ser adiado por 2 vezes (primeiramente foi marcado para o dia 09/10 e depois para 12/10) devido ao mau tempo, Felix saltou no dia 14 de outubro de 2012 de uma cápsula levada por um balão à estratosfera por volta das 15h05min (horário local de Roswell-EUA). A subida demorou 2h30min.

Para saltar, teve de respirar oxigênio puro para eliminar o nitrogênio de seu sangue, que poderia se expandir em alturas elevadas e com isso ameaçar sua saúde.

Com o sucesso do salto, o austríaco afirmou que quer “inspirar a próxima geração”. “Quero ajudar quem quiser vir e quebrar meu recorde”, contou ele.

Red Bull Stratos: 

Red Bull Stratos foi um projeto realizado no dia 14 de outubro de 2012 que envolveu o paraquedista e base jumper austríaco Felix Baumgartner, e que foi patrocinado pela Red Bull. O projeto teve como objetivo quebrar vários recordes ao mesmo tempo e ajudar a contribuir em pesquisas científicas.

Preparativos e Treinamentos
Os preparativos para esta missão começaram em 2007. Felix Baumgartner, que tem o apelido de Felix Sem Medo recebeu um longo tratamento psicológico. Por ser claustrofóbico, ele sofria ataques de pânico toda vez que tinha que vestir o macacão e o capacete reforçado para deixá-lo totalmente isolado do ambiente hostil durante o salto. Assim, ele foi submetido a um acompanhamento psicológico realizado por Michael Gervais, especializado em atender esportistas de aventura. A equipe técnica também contribuiu para Baumgartner superar a claustrofobia e criou um procedimento detalhado antes do salto para manter sua mente ocupada e longe dos medos.

Além disso, o salto estava cercado de riscos, já que Baumgartner poderia perder a consciência e sofrer uma hemorragia cerebral caso começasse a rodar de forma descontrolada.

Perigos
A estratosfera é um ambiente extremamente hostil, com pouca presença de oxigênio e temperaturas baixíssimas, que chegam abaixo de -50 C°. Com isso, o paraquedista poderia morrer congelado ou por asfixia.

Qualquer dano à sua roupa especial poderia fazer com que o ar escapasse, provocando uma despressurização do equipamento. Isso poderia ocasionar a formação de bolhas de gás no sangue (conhecida como embolia gasosa). Ou seja, o paraquedista sofreria um efeito de como se ele estivesse sendo fervido por dentro. Ou seja, morte instantânea.

Baumgartner precisava saltar em uma posição previamente calculada, evitando a perda de controle do voo. Caso ele começasse a rodar, ele poderia desmaiar e continuar girando até que as forças aplicadas sobre seu corpo rompessem o seu tronco encefálico. (De fato ele chegou a rodopiar fortemente, mas conseguiu estabilizar).

O paraquedista poderia vomitar dentro do capacete e ter sua visualização do exterior e da linha do horizonte obstruída, ficando assim completamente desorientado.

Ninguém, até então, sabia como o corpo humano livre (protegido apenas pelo traje especial) iria se comportar ao ultrapassar a barreira do som, já que ninguém tinha conseguido a tal proeza até então.

Equipamentos e Vestimentas

Cápsula
A cápsula foi desenvolvida especialmente para este projeto. Ela possuiu mais de 1.300 quilos e espaço útil de 1,80 metros. Além de manter o aventureiro em segurança durante a subida, a cápsula possuía todos os instrumentos de navegação, câmeras e também um sistema de segurança. Ela também seria quase indestrutível, em caso de um impacto.

Balão
Foi utilizado um balão com aproximadamente 850 milhões de metros cúbicos de hélio. Contando com o peso da cápsula, todo o sistema do balão pesou ao redor de 3200 kg.

Traje
O traje especial pressurizado foi feito baseado nos equipamentos utilizados pelos astronautas. O material utilizado é resistente ao fogo e funciona como isolante térmico. A roupa pesou aproximadamente 13 quilos, sem considerar o capacete e o visor. O traje completo levava quase duas horas para ser colocado e verificado.

Capacete
O capacete também foi pressurizado. O equipamento possuiu mecanismos de aquecimento interno para que o visor não embaciasse ou congelasse. Esse visor ainda contava com uma película protetora contra os raios ultravioleta. Dentro do capacete, haviam também um microfone de comunicação, o canal que levava 100% de oxigênio e um dispositivo que despejava alimentos no estado líquido na boca do tripulante. Ao todo, o capacete pesava pouco mais de 3,5 kg.

Sistemas de segurança, comunicação e localização
Preso ao seu tórax, Baumgartner carregou durante o salto, uma espécie de bolsa na qual estavam todos os dispositivos eletrônicos responsáveis pela sua comunicação com a equipe de solo, o monitoramento de seus sinais vitais e o seu rastreamento no globo terrestre (um GPS melhorado), além do IMU (“Unidade de Medida Inercial”), que registrou todos os dados (altura, velocidade, tempo de queda, etc.), e uma câmera de alta definição com ângulo de visão de 120°. Fora dessa caixa, foi acoplado ao traje um dispositivo designado "CYPRES 2", que seria acionado automaticamente em caso de emergência.

Paraquedas
Além dos dois paraquedas tradicionais (o principal e o reserva), o paraquedista ainda contou com um paraquedas específico para estabilizar o seu voo caso ele começasse a girar. Nas laterais do macacão, existiam mecanismos para cortar algum dos paraquedas caso ele se enrolasse.

Treinamentos
Na sua preparação Baumgartner realizou vários saltos, entre eles, um a 20 km de altitude que atingiu 580 km/h.

O Salto
“Quando você está no topo do mundo, torna-se mais humilde. Eu não pensava em recordes, nada disso. Só não queria morrer na frente dos meus pais e da minha namorada, que estavam me vendo. Era só nisso que eu pensava. Pensei em todo mundo que estava me vendo, torcendo por mim... Às vezes, é preciso ir muito alto para compreender quão pequenos somos!”
Felix Baumgartner

A Complexidade do Projeto
Por causa da complexidade do projeto, condições climáticas perfeitas eram fundamentais para o sucesso da missão. Assim, inicialmente marcado para o dia 09/10/2012, e após mais dois adiamentos devido ao forte vento, o salto "estratosférico" finalmente ocorreu no dia 14 de Outubro de 2012. A missão, bem sucedida, levou Baumgartner a aproximadamente 39 quilómetros de altura, na estratosfera sobre o Novo México num balão de hélio, fazendo uma queda-livre e depois usando um paraquedas. Chegou a alcançar a velocidade de 1.342 quilómetros por hora (em condições normais -- pressão 1 atm e temperatura 20oC -- no ar denso da atmosfera terrestre a velocidade do som é de 1.234 km/h, enquanto na estratosfera devido ao ar rarefeito o valor tipico é 1.110 km/h, segundo a missão que coordenou o salto). 

A Expectativa de Recordes
Com o salto, Baumgartner esperava superar 4 recordes: ser o primeiro humano a superar a velocidade do som sem ajuda mecânica; realizar o mais alto salto de paraquedas, subir ao ponto mais distante da Terra e protagonizar a queda livre mais longa. Destes, os 3 primeiros foram superados. A queda livre de Baumgartner foi de 4 min e 19 seg, o que não permitiu que ele batesse o recorde mundial nesta modalidade, que era de 4 min e 36 seg.

A queda livre foi prevista para cinco ou seis minutos, mas acabou por durar 4:19. O salto total (sem haver contato com o chão) durou aproximadamente dez minutos.

O Salto em Números
Tempo de Subida: 2 horas e 35 minutos
Tempo de Queda Livre: 4.19 min
Duração do Salto: 9.3min
Velocidade Máxima atingida em Queda Livre: 1357,6km/h (atingida durante os primeiros 40 segundos de queda)
Altitude Máxima : 128.097 pés (ou 38 969,4 metros)

Os Recordes
Primeira pessoa a romper a barreira do som em queda livre (atingiu a velocidade de 373 metros por segundo = 1,24 vezes a velocidade do som)
O salto mais alto de todos os tempos (39.045m de altitude)
Maior distância vertical percorrida (36.529m)
O pulo de paraquedas mais alto (39.045m de altitude).
A transmissão ao vivo de seu salto da estratosfera tornou-se o vídeo ao vivo com maior número de visualizações simultâneas: 8 milhões (pico).

O Legado
O projeto visou contribuir em vários aspectos científicos. Dentre eles:

Ajudar no desenvolvimento de roupas espaciais, isso poderá ajudar até em caso de emergência, com o astronauta saindo da nave e reentrando na atmosfera.

Ajudar no desenvolvimento de protocolos de exposição a altas altitudes e altas acelerações.

Ajudar na exploração dos efeitos do corpo humano em acelerações e desacelerações supersônicas.

Ajudar a desenvolver paraquedas no estado da arte, envolvendo maior segurança e precisão.

Assim, o legado deixado por essa missão foi proporcionar aos cientistas descobertas importantes para a melhoria da segurança dos programas espaciais, principalmente no tocante a maneiras de escape dos astronautas durante emergências em altitudes muito elevadas.

Curiosidades
A data do salto (14 de outubro) coincidiu com o 65.º aniversário da primeira vez que a barreira do som foi rompida. O feito foi do americano Chuck Yeager, a bordo de um Bell X-1, no dia 14 de outubro de 1947.