Tem dia que não deveria ser exatamente aquele dia,
deveria ser outro dia, outra época
Tem dia que você se dá conta
Tem dia que deveria se repetir de tão bom que foi,
Agora preciso de tua mão,
não para que eu não tenha medo,
mas para que tu não tenhas medo.
Sei que acreditar em tudo isso será,
no começo, a tua grande solidão.
Mas chegará o instante em que me darás a mão,
não mais por solidão, mas como eu agora:
Por amor.
Fonte do poema: refletirpararefletir
Clarice Lispector - uma das maiores escritoras do século XX
O Professor Emérito de Literatura Brasileira da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP , escritor e crítico literário Alfredo Bosi apresenta três características do estilo narrativo de Clarice Lispector:
1 - o uso intensivo da metáfora insólita,
2 - a entrega ao fluxo de consciência e,
3 - a ruptura com o enredo factual.
Bosi afirma que, na gênese das histórias da autora, há uma exacerbação tal do momento interior que a própria subjetividade entra em crise, fazendo com que o espírito procure um novo equilíbrio, trazido pela "recuperação do objeto", "não mais [no nível psicológico], mas na esfera da sua própria e irredutível realidade." Para Bosi, "trata-se de um salto do psicológico para o metafísico".
Bosi vê também, na escrita da autora, exemplos de três crises literárias:
1 - a crise da personagem-ego ("cujas contradições já não se resolvem no casulo intimista, mas na procura consciente do supra-individual");
2 - a crise da fala narrativa ("afetada agora por um estilo ensaístico, indagador") e,
3 - a crise da velha fundação documental da prosa de romances.
01. Líder idiota
02. Líder incompetente
03. Crupiê do Lupanar
04. Líder autocrático
05. Líder democrático
01 - O Líder Idiota
Grandes organizações tendem a colocar em determinados e específicos departamentos uns líderes completamente idiotas. São mais comuns do que se imagina. Estão ali para manter interesses e privilégios de diretores e partes interessadas. Nunca subestime um líder idiota, por que ele é idiota, mas não é burro.
No grego antigo a raiz etimológica da palavra “idiota” vem doidios, que significava “privado” ou “pessoal”. Termo que se transformou em idiotes, para designar as pessoas focadas nos seus próprios interesses e que não exerciam nenhum tipo de trabalho público na Grécia antiga, o oposto ao político.
Com o passar do tempo, o significado de idiotes se modificou, passando a estar relacionado com os “homens comuns”, ou seja, aos indivíduos que não tinham nenhuma distinção ou qualificação diferenciada. Por fim, o significado chegou ao conceito generalizado indivíduo ignorante ou com pouca inteligência, excetos os líderes idiotas.
O enorme número de idiotas em cargos importantes liderando outros idiotas, serve para formar uma dinastia de idiotas. Idiotas formam idiotas que formam idiotas. Além disto temos também Idiotas escrevendo manuais definitivos sobre como ser um líder idiota.
02 - O Líder Incompetente
O Líder incompetente não é idiota, é apenas limitado intelectualmente. É o capacho feliz. Está ali para satisfazer o ego do diretor, que se julga o czar do império, o rei de tudo, o máxi-superfodástico. Tem conhecimento de livros de auto-ajuda e manuais de instalação de ar-condicionado e televisores moderninhos.
O Líder Incompetente tem capacidade decorrente de raso conhecimento sobre quaisquer assuntos. É um especialista em não saber algo. Assiste séries policiais e gosta do Batman. Para a empresa ele é um grande inibidor de despesas, pois o encarregado acaba carregando sozinho o piano nas costas, com raiva, magoado e estressado, enquanto o Líder incompetente ganha metade do que o encarregado receberia se fosse o ocupante da vaga.
03 - O Crupiê do Lupanar
O Crupiê do Lupanar não é necessariamente um Líder, mas é o cara. É o doutor do departamento. Todo mundo conhece o sujeito, do porteiro às faxineiras do noturno. Todo mundo adora ele, todo mundo elogia ele, todo mundo quer ser como ele, todo mundo tem uma pontinha de inveja dele.
É o Líder Operador. Faz ligações, ilações, conclusões, análise de consequências, corolários, deduções, induções e inferências. Na prática, só um ou dois diretores sabem a função do Líder Crupiê do Lupanar. O salário é por participação nos lucros com conta em paraísos fiscais.
Na maioria das vezes, na intimidade da instituição, é chamado de "dealer", o intermediário que trabalha como líder, mas sem liderados, quase sempre por conta própria. Tem um sorriso largo, um olhar sério e um andar elegante. Raramente fala sobre negócios, não frequenta clubes nem rodas sociais e nunca vai nas festas do departamento.
04 - O Líder Autocrático
O líder autocrático é o chefe inseguro e ignorante. Ele é quem toma todas as decisões e sua equipe apenas segue seu comando. Concentra muito poder e ignora (em parte ou totalmente) as opiniões dos colaboradores.
É um forte candidato a ditador, só que não acredita em eleições, pois alguém pode trair sua confiança. Este líder está ali para que a empresa não mude seus negócios, por que nunca se sabe no andar térreo quais acordos são feitos entre os que realmente mandam lá na cobertura.
05 - O Líder Democrático
É o chefe bonzinho. Os líderes democráticos são fãs da participação da sua equipe. Eles gostam de receber sugestões dos liderados e estimulam-nos para que assim o façam. Além disso, gestores com tal perfil são muito preocupados com a satisfação e o bem-estar do time.
Geralmente ocupam setores de pouco prestígio na instituição, e quando começam a mostrar serviço são imediatamente trocados por um idiota disrruptivo. Depois reinicia-se o ciclo com um novo líder democrático.
É isto aí!
Decidiu voltar
deu meia volta
estava decidido
retornar ao ciclo
da comunhão
com ela, para ela
Desistiu de voltar
volta e meia recuada
estava indeciso
pelas palavras ditas
mal proferidas
por ela, per se.
Decidiu voltar,
seguiu pela diagonal
estava perdido
ao amar o olvido
perdeu a vida
sem ela para si
É isto aí!!
- Senhor presidente da mesa, este senhor que se apossou do microfone, sem mérito, é nóxio ao ambiente, um abantesma para a nossa sociedade, solicito pois que o serviço de segurança interna o retire, fazendo uso, se necessário, dos moldes da força de expressão.
- Um aparte, presidente, já que fui citado por este bonifrate...
- Questão de ordem.
- Aqui, senhor presidente, este aparte deve ser impugnado pelo volume da obra concupiscente deste senhor.
- Questão de Ordem, senhor presidente. Tenho esta prerrogativa...
- Olha, só, Vossa Excelência, o peralvilho do Congresso clamando por prerrogativas.
- Senhor Presidente, não bastava termos um dendroclasta do mau ambiente, que é parte interessada na aprovação deste projeto - sic - presente no recinto, ainda temos que aturar esta trupe de espurcícia venal? Nós somos o povo aqui, vamos nos ater à pauta, à verdade e à democracia.
- Se continuarem a tumultuar, terei que suspender a sessão.
- Questão de ordem, senhor presidente, enquanto estes futres de rapina permanecerem no recinto, não temos como dar prosseguimento.
- Com a palavra a representante da minoria da comunidade das mulheres eleitas.
- Questão de ordem, senhor presidente, esta grasnadora não é digna de colocar seu salto agulha neste tapete.
- Salto agulha eu uso nos pés, já vossa excelência aprecia por outras necessidades, não é, vossa excelência?!?! Seu histrião caquético.
- Ora, ora, a nobre legisladora está se saindo uma digna representante da zoantropia nacional.
- Silêncio... ordem ... mais um desvio e encerro os apartes.
- Senhor presidente, posso falar?
- Tem a palavra o líder da bancada da língua pátria.
- Um aparte, senhor presidente, este líder não passa de um intrujão golpista. Seu nicho é a bancada apátrida, reconhecidíssima e abonadíssima pelo seu vício xenômano.
- Protesto!!! Eu, como se diz na língua nativa ... OMG, esqueci ...
- Questão de ordem, senhor presidente, Vossa Excelência não deveria abrir apartes para jacobeus e liliputianos traidores da família, da moral, da igreja e da propriedade.
- Quem vossa excelência pensa que é, exatamente, para ditar normas aqui dentro? Seu ... seu ... seu misólogo.
- Discutida a matéria, pelos poderes por mim e a mim constituídos, vamos colocar em votação:
Os que aderem permaneçam como estão. Aprovado sem alterações o projeto de lei PL2698, que cria a obrigatoriedade de instalação imediata de Porteiras de Madeira de Reflorestamento, reforçadas com a exclusiva tramela Tabajara, segura e inoxidável, nos portos, postos alfandegários e aeroportos da grande nação guarani / tupi / guajajara / tupinambá / krenake / aimoré e todos os demais que Tupã guarda e protege.
É isto aí!
“Desiderata: um caminho para a vida”.
Perdão não é emoção
Perdão não é sentimento
Perdão não é sensação
Perdão é decisão
Perdão é escolha
Perdão é ato de amor próprio
Perdão é respeito por si mesmo
Perdão é o ato de significância perante o universo
Perdão é a preservação da alegria
Perdão é a floração do prazer de viver
Perdão é amor puro, na essência
Perdão é inspirar e expirar Paz.
É isto aí!