terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Cartas de Amor



Cartas de Amor 110
Reino da Pitangueira,
Planeta Terra&Lua,
3° do Sistema Solar,
Via Láctea, Zona Sul

Querida, este é a nosso pacto com a Eternidade

Querida, há em mim uma solidão cósmica sem você ao meu lado nesta tarde de chuvas torrenciais. Penso em Adão, recentemente expulso do Jardim do Paraíso diante de uma enorme tempestade, ocorrendo de uma forma estranha, com aquele material fluido a dançando ao léu dos ventos, por todas as direções, os trovões, os raios e a desorientação.

As primeiras gotas seriam uma curiosidade. Mas conforme o céu escurecesse, o vento aumentasse e as primeiras cortinas de água descessem, viria uma sensação de impotência absoluta. Era uma água que não surgia pacificamente da terra, mas atacava do céu. Para eles, esse céu era agora a morada de um Deus distante e, em seu imaginário, possivelmente irado, e ao fim o arco-íris oferecendo o que há de belo na luz.

Lembra quando corremos no parque nestas condições climáticas? Nós dois entregues um ao outro, buscando exatamente o contrário, numa busca inenarrável pelo nosso paraíso? Hoje, distante do seu calor, olhando as estrelas e sentindo a brisa fria, a solidão soçobra a esperança da brevidade. Estou longe e triste.

Não era intenção inicial vincular você à Eva, mas de certa forma me contemplou saber que muito além do figurativo, está ali, ao meu lado, pro que der e vir. Meu bem, esta contenda profética um ia terá fim e nós dois vamos viver a eternidade que merecemos.

Eu amo você para todo o sempre!

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