quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Tempo bom é o Hoje e o Agora


Sou do tempo que havia discos de vinil, em LP e Compacto

As Rádios eram o grande elo entre as culturas e notícias.

O leiteiro vendia o leite no litro pela rua afora

O açougueiro tinha banca na feira

Havia o aplicador de injetáveis nos domicílios

O aplicador carregava uma maleta com seringas de vidro e várias agulhas

O aplicador "esterilizava" — sqn — as seringas e agulhas na água fervente.

A professora era sempre professora e nunca tia

O vendedor de aves vivas as abatia e depenava ao gosto do freguês, ao vivo

Existiam relojoeiros, sapateiros e engraxates 

Existiam os colégios só para meninas

Existiam os colégios só para meninos

Matiné (em francês) sempre após o ato religioso, com os Três Patetas

Só os ricos tinham carros de passeio

As madeireiras eram as grandes empregadoras

Era elegante falar francês e saber algo em latim.

O preconceito social e racial eram despudoradamente naturalizados.

Sou do tempo em que ser pobre era destino fadado ao fracasso.

As moças só podiam comprar absorvente com uma atendente discreta.

Data de validade era algo proibido e desconhecido.

Não havia saúde pública, nem saneamento, nem água potável

Não havia rede de esgoto, e as casas tinham fossa no quintal.

Televisão já era uma realidade quase impossível.

Enfim, minha infância tinha 19 merdas para cada coisa rara e boa a todos.

E os Millennials (Geração Y, ~1981-1996) reclamam

E a Geração Z (~1997-2012) reclama mais um pouco do que a Y.

É isto aí!

 


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