Sou do tempo que havia discos de vinil, em LP e Compacto
As Rádios eram o grande elo entre as culturas e notícias.
O leiteiro vendia o leite no litro pela rua afora
O açougueiro tinha banca na feira
Havia o aplicador de injetáveis nos domicílios
O aplicador carregava uma maleta com seringas de vidro e várias agulhas
O aplicador "esterilizava" — sqn — as seringas e agulhas na água fervente.
A professora era sempre professora e nunca tia
O vendedor de aves vivas as abatia e depenava ao gosto do freguês, ao vivo
Existiam relojoeiros, sapateiros e engraxates
Existiam os colégios só para meninas
Existiam os colégios só para meninos
Matiné (em francês) sempre após o ato religioso, com os Três Patetas
Só os ricos tinham carros de passeio
As madeireiras eram as grandes empregadoras
Era elegante falar francês e saber algo em latim.
O preconceito social e racial eram despudoradamente naturalizados.
Sou do tempo em que ser pobre era destino fadado ao fracasso.
As moças só podiam comprar absorvente com uma atendente discreta.
Data de validade era algo proibido e desconhecido.
Não havia saúde pública, nem saneamento, nem água potável
Não havia rede de esgoto, e as casas tinham fossa no quintal.
Televisão já era uma realidade quase impossível.
Enfim, minha infância tinha 19 merdas para cada coisa rara e boa a todos.
E os Millennials (Geração Y, ~1981-1996) reclamam
E a Geração Z (~1997-2012) reclama mais um pouco do que a Y.
É isto aí!
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Gratidão!