quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Cartas de Amor 113


Reino da Pitangueira,
Planeta Terra&Lua,
3° do Sistema Solar,
Via Láctea, Zona Sul

Saiba, minha amada, que um pedido de perdão será sempre uma tentativa de justificar a você o injusticável, uma vez que minhas ações e decisões não podem ser explicados à luz da realidade binária. Nunca serei capaz de defender-me ou justificar-me de maneira satisfatória,
onde estarei quase sempre carecendo de fundamentação moral, lógica ou legal. Sei que do seu ponto de vista meus erros exigem desculpas documentadas, já que referem-se a atos indefensáveis, imperdoáveis ou infundados, cuja razão válida é sempre existente.

Não é fácil escrever-lhe esta carta sem os fundamentos que criaram os pilares do nosso grande amor equilibrando-me feito um malabarista na tênue corda cujo equilíbrio dá-se entre a minha percepção da verdade e a sua posição diante de uma possível não verdade.

Antes de você existir como meu grande amor, andei pelos desertos das emoções, perambulei sobre o enigma do Não como benesse e do Sim quanto Mácula. Guardei comigo o que a vida me ensinou às duras penas: "às vezes, o amor pede razão. Outras, pede um bom álibi." O que estou vendo aqui são duas pessoas adultas, centradas, que se amam pedindo razão para o inefável.

Não posso pedir perdão, e que esta carta guarde este testemunho por toda nossa jornada, porque além de não ter errado, não conseguirei paz para outra vez enfrenta-la neste tribunal de princípios,


Você foi, é e será para sempre o meu amor.

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