Cartas de Amor 112
Reino da Pitangueira,
Planeta Terra&Lua,
3° do Sistema Solar,
Via Láctea, Zona Sul
Querida, não sou poeta, somos o que somos!
Foi com esta frase que amanheci o dia. Não sei ser o tradutor deste sentimento que tanto nos envolve. Há no meu entorno carnal e sobretudo no etéreo esta certeza do nosso entrelaçamento sem amarras. Não somos postos de vigília um do outro; somos o que somos, dois corpos numa só personalidade, num só pertencimento e na mesma candura.
Tantas forem as palavras que se aproximam deste evento, quer seja nas nossas experiências diretas de união com o divino, quer seja nos processos de contemplação profunda, sempre fortalecerão as graças de um pelo outro, com carinho e dedicação natural ao nosso legado.
Querida, hoje atravessamos o deserto com muita resiliência. Já passamos os períodos mais áridos da vida — embora dolorosos — que foram necessários para nos conduzir a este novo lugar, interno ou externo. Sinto sua falta, sinto muito, sinto tudo, queria que esta carta chegasse a você com coisas alegres e belas, pois saiba que em determinado momento, sobre determinada duna, avistaremos um ao outro e retornaremos nosso caminho natural
A sua ausência evoca tanto sofrimento quanto esperança, lembrando que, no silêncio e na aridez, muitas vezes escutei sua voz, profunda e terna a dar sentido aos nossos caminhos.
Afinal, de onde vem tanto amor?
Não sei, sinceramente não sei

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Gratidão!