Bem, Anônima Triste, a mensagem está aí, na íntegra:
Em primeiro lugar olá e obrigado antecipadamente por me ler e me guiar ... Adoro ler seu blog. Minha história não é fácil e eu sei que há piores... mas eu estou triste e preciso aliviar-me com as pessoas que eu não conheço, evitando assim juízos de valor influenciados por preconceitos e emoções. E, quem sabe, às vezes, pode ser um conselho muito melhor do que o que escuto de alguns amigos.
Minha história é tão comum quanto são as histórias que envolvem paixão e final triste. Tudo começou quando resolvi ficar cerca dois anos com um homem, que chamarei de "Nero", já que incendiou meu coração para depois ter o prazer de destruir minha vida. Nós não caímos no amor imediatamente, e decorreram meses até que a atração mútua produzisse seu efeito mágico. Lembro que começamos a nossa história, um caso de paixão ardente, com muita presença dele em minha vida. Pela primeira vez me senti uma mulher feliz.
Quando começamos a namorar, ele trabalhava no Rio de Janeiro de segunda a quinta feira e de sexta a domingo ficava com seus pais, já idosos, vizinhos do nosso apartamento. Eu sempre saía nos finais de semana com minhas amigas, e foi um sábado torrencialmente chuvoso o vetor do nosso primeiro encontro. Ao entrar no elevador, ouvi uma voz pedindo para segurar um pouco enquanto chaveava a sua porta. Nos cumprimentamos, ele devorou-me com seu olhar. Descemos e ficamos conversando no Hall até a madrugada clarear.
Aí, depois desta noite, andei nas nuvens por cerca de dois anos.
Um dia uma amiga enviou-me um endereço na rede social, para que eu tirasse minhas próprias conclusões. Era a página de uma mulher muito bonita, mostrando seu dia a dia como mãe, esposa e artista plástica. Ela era esposa dele.
Liguei para o idiota — afinal, quem ele pensa que é?— Daí ele veio com conversa mole e disse que estava envergonhado, e falou que tinha um relacionamento superficial com a esposa, e que até a mãe dele sabia e além disto afirmou que eu levava as coisas muito na mão, tipo, achava que nosso caso era sério. Tivemos uma discussão. Disse a ele que não queria esse tipo de relacionamento, e que não faria parte de um jogo de sedução.
Ele então teve que ir ao estrangeiro para três meses de serviço, Aproveitei e disse que iríamos usar este tempo para cortar os laços. O problema é que desde quando chegou lá, mandava mensagens lindas, fotos dele sozinho falando que eu estava ali no seu pensamento, etc. Retornou com muitos presentes para mim e um para minha mãe.
Ganhei cartão de inocência 100%, dizendo que ele tinha vindo por mim, que este caminho era o que ele tinha feito, foi a sua escolha, e que não foi pela outra, talvez, afinal eu era a garota que ele amava mais do que tudo... E então na última semana, quando eu menos esperava, ele ligou dizendo que sentia muito, mas estava a partir daquele dia oficialmente cansado de mim. Disse adeus e desejou boa sorte com o próximo da fila.
Perguntei-lhe porquê e me disse que sempre amou a esposa e pensou que eu sabia! Sei que muito do meu sofrimento é devido apenas à minha estupidez de não ter me informado antes, mas eu estava tão confiante, comportamento tipo vida parafuso. A alquimia estava lá, eu sei, mas talvez não possa contra o amor dela ... Obrigado por ler meu desabafo, se tem uma palavra para me dar, promova então um sorriso nas profundezas do fundo da minha tristeza ...
Prezada Anônima Triste:
Sinto muito que você esteja passando por essa dor e, creia, você tem todo o direito de se sentir assim, neste misto de tristeza com raiva de si, principalmente. Sinto-me honrado com sua mensagem e saiba que estou aqui para o que você precisar, seja para conversar ou para ficarmos em silêncio.
Saiba e assuma de uma vez por todas que isso não é culpa exclusivamente sua, além disso, o erro do outro não define quem você é. Estou ao seu lado, independente do que você decidir fazer, estarei sempre ao seu lado. Não tome nenhuma decisão sobre quaisquer assuntos referentes a ele. Neste momento é necessário mudar a rotina, entrar numa academia ou num pilates, comece a correr no parque, comece um curso de EAD e sobretudo pare de falar nele ou dele. Você é muito maior que isto.
Moça, você é muito maior do que esta dor. E um dia você agradecerá ao homem que apelidou sabiamente de Nero por estar livre deste peso e por não ter sido você a esposa dele.
Um abraço! Volte para contar seu progresso emocional.
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