terça-feira, 28 de maio de 2024

Uma viagem


Depressa, apressa, depressa 

agora agora agora

vai, vem, voa meu bem

volta, dê vagarosamente

o retorno de frenagem 

e desapressa, sem pressa

com carinho e apreço,

pousando no oceano

desta leve e astronômica

viagem à constelação

do seu bólido desejo.


É isto aí!


sábado, 25 de maio de 2024

Cartas avulsas XIV



Reino da Pitangueira, 25 de maio de 2024
Outono

Bem antes de você existir no meu sistema vital, processando todas as informações sensoriais à minha racionalidade e à espiritualidade, preciso dizer-lhe que morava dentro de mim, na infância, um ser que voava, sorria, brincava para nunca mais deixar de ser feliz, dava cambalhotas, gargalhadas e travessuras.   

Havia o céu todo para conquistar, a Lua, as estrelas, o chão do terreiro para ser meu mundo e a infância infinita. Tudo isto estava ali, nas mãos inquietas de unhas sujas, nas solas dos pés ágeis, nas asas da imaginação, nos sonhos de resolução de todos os problemas. 

Havia desde as dores do mundo, passando pelos pais eternos, que nunca erravam, nunca mentiam, nunca faziam algo de maneira equivocada. Tinha a professora linda e apaixonante, a escola mágica, as amizades para sempre e a inocência.

Havia os amigos imaginários e a as super qualidades da minha identidade secreta salvadora do mundo. Sim, eu e este universo que existia dentro de mim éramos imbatíveis. Tinha a bola, os amigos pedra, as formigas e seus exércitos do mal, a corrida dos besouros, o banho gelado e o sono reparador. 

De uma maneira que só a vida explica, tudo isto agora faz sentido. Você é parte deste todo do mundo que habita em mim.

Fonte da Fotografia: Pinterest

É isto aí!

quarta-feira, 22 de maio de 2024

Cartas avulsas XIII



Reino da Pitangueira, 22 de maio de 2024
Outono

A muito tempo não escrevo estas cartas livres sem preocupações outras que não seja a  de apenas escrever. Isto pode parecer estranho, mas estava envolvido num túnel de hiato passional isento dos pecados mortais - graças a Deus - aqueles que todo mundo sabe que existem mas talvez se lembre somente de um ou dois: avareza, gula, inveja, ira, luxúria, preguiça e soberba não estavam neste túnel. 

Falo do hiato passional como o período sabático que criamos ao alterarmos a rota de colisão da vida com nossos desejos, entrando numa estrada desconhecida, em fuga, e lá longe faz-se a saída numa rota alternativa supostamente mais segura. Enfim, o hiato passional é o período de cicatrização das dores feitas ou recebidas, não importa a origem, dor é dor, alegria é alegria e euforia passa rápido e vicia. 

Nesta manhã de temperatura baixa estava pensando nas músicas que permitiria tocar no meu velório. Sim, é um assunto que parece fúnebre, mas convenhamos, nunca vi e ouvi músicos e músicas de tamanha péssima qualidade como as que são divulgadas pela mídia em massa neste  século XXI, deixando os ouvintes intoxicados por lixo sonoro. Como meus descendentes explicarão aos seus descendentes  que nesta época o lixo muxical imperou na pátria amada, idolatrada salve salve.

E a chuva avança em várias partes do mundo desmatado e desaguado. Vai ser difícil as condições nos próximos cem anos, mas você poderá estar lá para relatar que conheceu árvores frutíferas, frondosas, regatos, córregos, corredeiras, cascatas, rios e lagoas. Lembrará das famosas sacolas de plástico e garrafas PET que entupiram até os oceanos. E tem gente que acha que só aquele artefato bélico, que faz devastação concomitante em massa, seria danoso.

Por hoje é só! Guarde esta carta num cofre, sei lá, pode ser interessante lermos daqui a 40 anos para rirmos um pouco. Ah, e as músicas para tocar no meu velório,  depois escolho, estou sem pressa.

Um abraço!

terça-feira, 21 de maio de 2024

Papo de Esquina 19/05/24



- Eu sou do tempo em que havia tempo para tudo ...

- E hoje o povo sempre  reclama que o tempo passa depressa demais.

- Sabe que é engraçado ter tanta rede social, registrar tudo, e reclamar que não tem tempo ...
  

É isto aí!

sexta-feira, 17 de maio de 2024

Troco por nada nesta vida ...

Fonte da imagem: Pinterest


Acordou ainda sonolento, vestiu  a roupa amarrotada, fez um rápido ritual de ablução, olhou para os cabelos, passou a água fria neles, enxugou com um pano velho, que um dia foi a camisa com a qual corria as várzeas como um herói da periferia, o xerife do meio de campo do time da comunidade. 

Procurou café, acabou; procurou leite, acabou; procurou pão, acabou; fechou o punho e o encostou na boca, buscando uma solução para a necessidade imediata. Saiu no quintal, puxou um abacate do pé da vizinha, e ao puxar, caíram dois. Partiu-os ao meio cerimoniosamente, raspou com a colher e deu-se por satisfeito. 

Ao sair da casa, percebeu que estava descalço. Retornou, procurou pelas sandálias de couro cru, calçou-as, já bem gastas e manchadas, mas era o que tinha. Pegou a velha bicicleta e atravessou a trilha no meio do mato, ora morro acima, ora morro abaixo,  e com sorte, em cerca de meia hora chegaria ao trabalho.

Na volta passou na venda, comprou café, leite, pão, trigo, maisena, farinha de milho, farinha de mandioca, sal, açúcar, arroz, cachaça e fumo de rolo. Tomou um banho frio, sentou-se com a companheira de longa data, na frente da casa, espiando o por do sol. Daí filosofou em voz alta:

Vidão, hem Nenzinha!!! Troco por nada nesta vida ...


É isto aí!

  

quinta-feira, 16 de maio de 2024

Conheça o poder do ato de abandono




Jesus disse que não existe novena melhor do que esta (e ela só tem 11 palavras):

Ó meu Jesus,

Eu me abandono ao Senhor!

Jesus, assuma o controle.

Conheça o poder do ato de abandono

Eu peço a Deus tudo aquilo de que preciso. Muito. Às vezes, parece que isso é constante e eu vivo dizendo, de manhã até a noite: “Senhor, por favor me dê isso” ou “eu preciso disso”. Frequentemente, as minhas necessidades também se espalham para as conversas com amigos. Sempre peço que orem em meu nome por diversas intenções.

Embora eu tente não deixar minhas necessidades serem o foco exclusivo da minha oração, isso é quase inevitável. Tanto que, às vezes, eu me pergunto se eu não estaria sendo muito carente.

E chego à seguinte conclusão: todos somos carentes; isso é parte da condição humana. Porém, embora nossa necessidade nos torne um pouco vulneráveis ​​e fracos, Deus vê isso de forma diferente. Ele conhece nossas necessidades. E elas o glorificam, dando-lhe a oportunidade de nos dominar com sua bondade e piedade.

Dolindo Ruotolo, um frade capuchinho que viveu de 1882 a 1970, compreendeu profundamente a relação entre nossa necessidade e a bondade de Deus.

Ordenado aos 23 anos, Dolindo passou a vida em oração, sacrifício e serviço. Ele ouviu confissão, deu orientação espiritual e cuidou dos necessitados. Por um tempo, serviu como diretor espiritual de Padre Pio. Inclusive, quando alguns peregrinos de Nápoles, onde residia Dolindo, iam para Pietrelcina, Padre Pio costuma dizer: “Por que vocês veem aqui, se vocês têm Dom Dolindo em Nápoles? Vão até ele, ele é um santo! ”

O frade tornou-se conhecido por sua espiritualidade de rendição. Bem consciente da fraqueza e da necessidade humanas, Dolindo viu isso como uma forma de promover uma união contínua com Deus.

Ao nos convidar a levar continuamente nossas preocupações e preocupações ao Senhor, ele nos ensina que o foco de nossas orações não deve permanecer em nossas necessidades. Ele nos encoraja a levar nossas necessidades a Deus, deixando-o livre para cuidar de nós em sua sabedoria. Dolindo nos diz que o Senhor prometeu assumir plenamente todas as necessidades que confiamos a ele. 

Nas palavras de Jesus a Dolindo:

“Por que você se confunde com a sua preocupação? Deixe o cuidado de seus assuntos para mim e tudo ficará em paz. Digo-lhe, na verdade, que todos os atos de entrega verdadeira, cega e completa produzem o efeito que você deseja e resolvem todas as situações difíceis. (…)

Mil orações não são iguais a um ato de abandono; nunca esqueça isso. Não há melhor novena do que esta: ó Jesus, eu me abandono ao senhor. Jesus, assuma o controle.”

Muitas pessoas já testemunharam curas e graças obtidas depois de seguir os conselhos de Dolindo sobre a constante realização do ato de abandono à Divina Providência. A oração de rendição também pode ser feita em sua totalidade ou em nove segmentos mais curtos, como uma novena diária.

Eu tenho feito a novena sugerida pelo frade Duolindo há quase um ano e acho que ela não é apenas uma lembrança da importância de trazer minhas necessidades e preocupações ao Senhor, mas também uma fonte de grande consolo e encorajamento.

Dolindo Ruotolo é atualmente Servo de Deus; sua causa de beatificação está aberta.

Ato de abandono à Divina Providência:

“Meu Deus, eu desconheço o que me poderá acontecer neste dia. Sei, porém que tudo o que me acontecer Vós o haveis disposto, previsto para o meu maior bem. Basta-me sabê-lo, ó meu Deus, para sossego e tranquilidade do meu coração.

Sei que tudo estará em conformidade com a vossa vontade e o Amor infinito que me consagrais como Pai, o mais amável e amigo, o mais fiel. Sou qual frágil criança, que nada posso nem na ordem da natureza, nem na graça e nem sequer posso ter um bom pensamento em Vós.

Entrego-me totalmente ao vosso paternal amor, sabendo que, assim como a mãe conduz só para o bem o filho que leva nos braços, assim Vós e melhor do que ela, só podereis dar-me o que for melhor para minha felicidade, santificação e salvação. Abandono-me inteiramente aos vossos santos, impenetráveis e eternos desígnios, e a eles me submeto de todo o coração.

Quero tudo, aceito tudo, tudo Vos ofereço, unindo-me ao sacrifício do Vosso querido Filho Unigênito e meu Salvador. Em nome de Jesus Cristo, pelo seu Santíssimo Coração e pelos seus merecimentos infinitos, peço-Vos a paciência nos sofrimentos e a perfeita conformidade com Vossa vontade por tudo o que Vós quiserdes e permitirdes. Amém”.

Fonte: pt.aleteia.org

Há uma guerra


Nada se fala, mas ...
há uma guerra
louca e fratricida

todas as guerras
são parricidas ... 
pessoas parecidas ...

matar e destruir
sem remorso 
a mística alma

é matar os sonhos
fazendo da guerra
um ser suicida.

É isto aí!

quarta-feira, 15 de maio de 2024

Cartas de Amor LXXXVI

 


Reino da Pitangueira,
Planeta Terra&Lua,
3° do Sistema Solar,
Via Láctea, Zona Sul


Querida, vamos mergulhar no Mar dos Sargaços


Calma, meu bem, calma!! Isso... inspire... expire...relaxa, de 10 a 1 bem devagar, sei que você gagueja do cinco para o quatro, mas não vou rir. Não desta vez. Vamos ficar aqui, frente a frente, face a face, olhos fechados, mãos dadas até nossas respirações parearem, até nossos corações serem a mesma batida, está sentindo? Sente as sinapses em luminescência quântica espalhando nosso amor, um no outro, num fluxo contínuo e conjugal?

Saiba querida, que este mar dos Sargaços é o único mar da Terra que não possui costa, nem praia, nem falésias, nem pessoas admirando o sol escaldante de um dia de verão. É uma enorme piscina de água quente e salinidade acima da existente no Oceano Atlântico. Além disto, possui uma enorme massa de algas (Sargassum, daí o nome) que viaja todos os anos da Europa e África Ocidental até o Golfo do México.

Veja, meu bem, o Mar dos Sargaços é um mistério, como o amor é um mistério. Do século XIV até os dias atuais, centenas de histórias, testemunhos e documentos narram desaparecimentos de navegações de vários portes e até aviões. Mergulharmos no Mar dos Sargaços seria como abandonar o padrão do amor deste século que se torna “líquido”, como constatou o sociólogo Zygmunt Bauman

Eis que segundo Bauman, cada um está sendo levado a inventar seu próprio “estilo de vida” e a assumir seu modo de gozar e de amar. Os cenários tradicionais de amor, respeito, parceria, conexão natural, cumplicidade, etc caíram em lento desuso. 

Então, querida, eu convido você a fazermos uma incursão ao desconhecido dos Sargaços. Perdoe, meu bem, não saber dizer de uma maneira mais comum, pois estamos em tempos incomuns, onde a verdade líquida, as fake news, o ódio, o engano, a traição, a violência física, o gaslighting, enfim, todo o mal está concentrado em pelo menos três gerações perdidas.

Eu não sei não amar você. Um cafuné no cabelo, um afago na face, um beijo apaixonado e um abraço apertado. Saudades!

É isto aí!

Fonte Youtube:   PENAS DO TIÊ (Folclore Brasileiro) Coral Raio de Sol
Página Youtube: Denys Nunes
            Maestro: Kaiky Nunes e Coral Raio de Sol

segunda-feira, 13 de maio de 2024

Você é um escolhido. Nunca revele estas quatro coisas:


Salmo 1

1 Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.

2 Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.

3 Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.

4 Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.

5 Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.

6 Porque o Senhor conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá.


 Fonte Youtube Manuscrito Sagrado (@manuscritosagrado

Você é um escolhido. Nunca revele estas quatro coisas:


01 Nunca revele suas primeiras vitórias e avanços. Salmo 23,5

02 Nunca revele Planos, Sonhos, Desejos: Seja cuidadoso ao revela-los Proverbio 29,11

03 Nunca revele Assuntos Familiares. São privados. 

04 Nunca revele Encontros Espirituais íntimos com Deus. 

domingo, 12 de maio de 2024

Meu encontro comigo


Certo dia estava numa igreja, contemplando o Divino Eterno, quando sentou ao meu lado um homem que era eu. Como isto pode acontecer - perguntei? Ele estava confuso e disse que não reconhecia nada, sequer arquitetura das casas, traçado das cidade, automóveis, roupas, etc. Como parecia ser alguém em quem confiar, pedi que contasse a sua história. Assim narrou:

"Era domingo, ou sábado, não me lembro bem, mas o dia do mês era três ou seis, ou um dos dois, ou talvez sete. Espera, com certeza era dia oito, uma quinta feira, do mês de setembro do ano de sei lá, isto tem muito tempo.

Naquele dia saí de casa determinado a ser feliz. Parei no sinal para pedestres, demorou muito tempo para ficar verde, atravessei e só vi o clarão seguido de um profundo silêncio. Agora estou lembrando, havia uma senhora que conversou comigo e era muito simpática e um ar de calma. Perguntou meu nome esqueci - caramba - esqueci meu nome e a minha identidade como indivíduo. 

Não havia mais ninguém. Só eu e aquela senhora simpática de sorriso largo. Isto, ela tinha um sorriso largo e dentes alvos. Aproximou delicadamente do meu ouvido e falou algo ininteligível. Enquanto falava ou quando acabou de falar, ouvi passos, e ela desapareceu. Tive a impressão que desintegrou no ar. Estava confuso e quando recordo fico muito mais confuso. 

Escutei sirenes, senti meu corpo amarrado, três ou quatro pessoas em cima de mim falando coisas abstrusas, supostamente complexas, numa enigmática caixa de luz, com vários bips soando a sirene de um lugar sacolejante. O corpo ia ora para a direita, ora para a esquerda, num turbilhão de sacolejos, e vez ou outra sentia meu corpo tentar sair das amarras que o continham.

De repente sofri uma imensa força gravitacional para a esquerda, seguida de várias voltas em torno do próprio eixo da caixa de luz. Levou um tempo infinito até parar de girar. Era um silêncio nunca percebido, a paz me serenou os ânimos e adormeci. Acordei numa confortável cama, e ao meu lado a mesma senhora simpática de sorriso largo.

Olhou para mim sorrindo e sem abrir a boca e disse para meu eu interior - não vai acontecer nada, fique tranquilo, é hora de voltar. Foi então que fechei os olhos e acordei num domingo ou sábado, não me lembro bem, mas o dia do mês era três ou seis, ou um dos dois, ou talvez sete. Espera, com certeza era dia oito, uma quinta feira, do mês de setembro do ano de sei lá, isto tem muito tempo. Chovia muito e resolvi ficar em casa.

Quando saí de casa, não mais reconheci o lugar, comecei a vagar por entre estruturas físicas de onde entram e saem pessoas, devo ter andado por horas, até que uma senhora simpática de sorriso largo me trouxe até a entrada este lugar e disse que neste templo eu me reconheceria. E agora estou aqui "

Ao escutar a narrativa daquele estranho que sou eu, mas não está em mim, corri em direção à porta, que se fechava lentamente. Saltei desesperadamente na intenção de fuga. Passei pela fresta e  só vi o clarão seguido de um profundo silêncio...

É isto aí!


sábado, 11 de maio de 2024

Eu sonhei com você!


Sonhar é a manifestação
da melhor parte da vida.
É render-se à imaginação
desligada da dor profunda

Há o mundo das graças
que não se apagam jamais,
Há o desejo, a falta, o éter
da vida abrindo portas

Sonhar não se restringe
às coisas inatingíveis, 
querer muito alguma coisa
ou pensar insistentemente.

Sonhar é um ato de amor
indelével para consigo,
desejo de paixões vívidas
restritas a si e à alma


É isto aí!




sexta-feira, 10 de maio de 2024

Pindorama e a quadrilha



 Olha o passeio na cidade!

 Balancê! 

Preparar para o cumprimento! 

Damas pra um lado, cavalheiros para o outro. 

Dama cumprimenta cavalheiro! 

Cavalheiro cumprimenta dama! 

Anarriê! 

Olha o passeio na cidade! 

Balancê! 

Preparar para a cesta! 

Cestinho de flor! 

Anarriê! 

Olha o passeio na cidade! 

Balancê! 

Voa andorinha! 

Voa gavião! 

Anarriê! 

Olha a grande roda! 

Preparar o caracol. 

Começar! 

Anarriê! 

Olha o caminho da roça! 

Olha a chuva! 

É mentira! 

A ponte caiu! 

É mentira! 

Olha o pai da noiva! 

É mentira! 

Olha a cobra!

É mentira!

Olha a árvore caída!

É mentira!

Olha a  ventania!

É mentira!

Olha a tempestade!

É mentira!

Olha o buraco!

É mentira!

Olha a vacina!

É mentira!

Olha o aquecimento global!

É mentira

Olha a mentira!

É mentira, quer dizer, é verdade, espera, vou consultar no meu grupo ...


É isto aí!


quarta-feira, 8 de maio de 2024

O tempo é inexorável


Acordei velho. 
Não, não é meu aniversário. 
nem uma data especial, 
nem comemoração de algo inusitado. 

Acordei velho, sim, 
acordei para a velhice
tudo que passou, passou
ficaram os sonhos

Hoje é o primeiro dia
que a sinto em mim, 
por todo o meu ser
está demarcado o tempo

Sinto uma paz imensa,
sem esperanças ou apegos
Não sinto mais o muito
sinto apenas o nada.

É isto aí!

quarta-feira, 1 de maio de 2024

Sentimentalidades


ela Amor, diga a primeira palavra que vem à sua borda externa da mente ...

ele Da borda externa? Não pode ser das profundezas da minha existência?

ela É isto?

ele Isto o que?

ela Vai querer discutir relação aqui e agora?

ele Mas não é exatamente o que fazem os amantes?

ela Eu não sou sua amante, sou sua amada, ou deveria ser.

ele Onde você quer chegar com isto tudo?

ela Não se trata de onde quero chegar, mas sim de onde estamos.

ele Não sei o que dizer, tudo que falar será interpretado pela sua previa cognição.

ela Eu sabia. Ela ainda existe entre nós.

ele Outra vez nesta tecla? 

ela Sempre, e cansei de lutar sozinha. Nunca mais outra vez.

ele Você que começou

ela Não dá para competir contra a blindagem do seu coração.

ele Melancia

ela que merda é esta agora? 

ele Foi a primeira palavra que veio à tona da borda externa da minha mente.

ela raiva raiva raiva ... eu odeio você. Me fez abrir todo o flanco de sentimentalidades.

ele Eu amo você!

ela Eu amo mas hoje eu odeio mas eu amo muito muito você.


É isto aí!

Pensar em nada e fazer as contas


Estava fazendo as contas e as contas recusaram-se a fechar. Números, às vezes, parecem ser  sencientes, pensei, pois para o bem ou para o mal, possuem  a capacidade de ter percepções conscientes do que lhes acontece e do que os rodeia, apesar de serem o que são, sem a consciência com a qual todos os seres vivos possuem.

Meditou sobre o número π, famosa constante matemática que é razão entre o comprimento de uma circunferência e seu diâmetro, aproximadamente igual a 3,14159, independente do tamanho da circunferência, das cores dela, da situação geográfica dela, etc. 

Fechei os olhos, fiquei ali parado, deitado e refletindo profundamente sobre a razão 1/137 (1dividido por 137). Sabia que trata-se de um número mágico, chamado constante de estrutura fina, cuja constante fundamental é denotado pela letra grega alfa – α.

O que é especial sobre este 1/137 ou alfa é que ele é considerado o melhor exemplo de um número puro, que não precisa de unidades. Na verdade, ele combina três constantes fundamentais da natureza – a velocidade da luz, a carga elétrica transportada por um elétron e a constante de Planck. 

Ousei raciocinar então que o fato dele aparecer na interseção de áreas-chave da física como relatividade, eletromagnetismo e mecânica quântica é o que dá a 1/137 seu fascínio.

Tem muitos mais números mágicos na estrutura do universo, mas estes dois já darão trabalho a você o suficiente para investigar os números que o cercam.

É isto aí!


As relações tóxicas


Um relacionamento tóxico é caracterizado pela falta de apoio mútuo, pela competição, desrespeito e, muitas vezes, pelo conflito. Ele mina a sua autoestima, faz você se sentir triste e enche você de culpa. Também passa a fazer com que o outro se sinta fragilizado em momentos difíceis, gerando insegurança e dependência por meio de um controle. Ele pode envolver múltiplas formas de violência: física, psicológica, emocional, financeira, sexual, entre outras. 

As relações tóxicas são profundamente desgastantes e prejudiciais para a saúde emocional das pessoas envolvidas — tanto em relacionamentos com sinais mais explícitos, quanto naqueles que apresentam características mais sutis de serem reconhecidas.

Entre os sinais que indicam um relacionamento tóxico, destacam-se a falta de apoio, a comunicação tóxica, ansiedade e medo, além de ciúmes, controle, ameaças, críticas disfarçadas de elogios e outros. Se você está em um relacionamento com alguns desses sinais, esse é o momento de procurar entender o que está havendo.

Geralmente se torna difícil sair de um relacionamento abusivo, Há o medo de buscar apoio nas pessoas em quem você confia, pois podem estar contaminadas pela pessoa tóxica, com preconceitos sobre você. 

Ninguém precisa passar por isso só! Lembre-se de amar a si primeiro. E jamais romper a sua rede de amizades verdadeiras, afetos e cuidados por causa de outra pessoa.

Fonte: UNICEF