terça-feira, 31 de dezembro de 2019

2020 o ano em que faremos contato!


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domingo, 29 de dezembro de 2019

I Get Along Without You Very Well (Hoagy Carmichael)

Eu me dou muito bem sem você, 
claro que sim.

Exceto quando a chuva cai suave 
e goteja das folhas, 
então me lembro

A emoção de estar protegido nos seus braços, 
é claro que sim.
Mas eu me dou bem sem você - muito bem.

Eu esqueci de você, 
como eu deveria, 
é claro que eu esqueci.

Exceto quando ouço o seu nome, 
ou a risada de alguém que é a mesma da sua.
Mas eu esqueci de você como eu deveria.

Que cara! Que tolo sou eu?
Para pensar que o meu coração partido 
poderia brincar com a lua.

O que está guardado? 
Devo telefonar mais uma vez?
Não, é melhor que eu fique com minha música.

Eu me dou muito bem sem você, 
claro que sim.

Exceto talvez na primavera, 
mas eu nunca deveria pensar na primavera.
Porque isso certamente quebraria meu coração em dois.



I Get Along Without You Very Well
I get along without you very well, of course I do;

Except when soft rains fall and drip from leaves, then I recall
The thrill of being sheltered in your arms, of course I do.
But I get along without you very well.

I've forgotten you, just like I should, of course I have;

Except to hear your name, or someone's laugh that is the same.
But I've forgotten you just like I should.

What a guy! What a fool am I?
To think my breaking heart could kid the moon.

What's in store? Should I 'phone once more?
No, it's best that I stick to my tune.

I get along without you very well, of course I do;

Except perhaps in pring, but I should never think of spring
For that would surely break my heart in two

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Já é quase 2020 - escapei com vida em ritmo de Fado



Acabei com tudo
Escapei com vida
Tive as roupas e os sonhos
Rasgados na minha saída
Mas saí ferido
Sufocando meu gemido
Fui o alvo perfeito
Muitas vezes no peito atingido

Animal arisco
Domesticado esquece o risco
Me deixei enganar
E até me levar por você

Eu sei quanta tristeza eu tive
Mas mesmo assim se vive
Morrendo aos poucos por amor

Eu sei, o coração perdoa
Mas não esquece à toa
E eu não me esqueci

Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração
Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração

Eu andei demais
Não olhei pra trás
Era solto em meus passos
Bicho livre, sem rumo, sem laços

Me senti sozinho
Tropeçando em meu caminho
À procura de abrigo
Uma ajuda, um lugar, um amigo

Animal ferido
Por instinto decidido
Os meus rastros desfiz
Tentativa infeliz de esquecer

Eu sei que flores existiram
Mas que não resistiram
A vendavais constantes

Eu sei que as cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não me esqueci

Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração

Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração

Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração

Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração

Compositor: Roberto Carlos E Erasmo Carlos

Então é Natal




A verdade é que 2019 foi um ano bom para mim. Não vou entrar no mérito das políticas públicas, apenas estou focando o Eu. Tive muitos encontros co Cristo, e muitos muitos natais. Hoje agradeço a Deus

Hoje é noite de Natal, do nascimento do Cristo. Assim escreveu e descreveu em boa ordem São Lucas:

 7.E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria.
8.Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e guardavam seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite.
9.Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor.
10.O anjo disse-lhes: “Não temais, eis que vos anuncio uma Boa-Nova que será alegria para todo o povo:
11.hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor.
12.Isto vos servirá de sinal: achareis um recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura”. 13.E subitamente ao anjo se juntou uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus e dizia: 14.“Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência (divina).”
15.Depois que os anjos os dei­xaram e voltaram para o céu, falaram os pastores uns com os outros: “Vamos até Belém e vejamos o que se realizou e o que o Senhor nos manifestou”."

https://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/sao-lucas/2

Feliz Natal

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Medo é coisa do futuro


Saiu o ranking do que mais foi pesquisado no Google em 2019. Em terceiro lugar, no Brasil, no item "Como fazer", ficou a pergunta:

"Como fazer que as pessoas gostem de mim".

Este blogueiro confessa que ficou triste em saber que centenas de milhares de pessoas buscaram esta informação no Google. É uma pergunta que não tem resposta fácil, mas mesmo assim, ainda existem pessoas que arriscam um palpite mágico. Acreditam que algo surreal, místico, mágico, esotérico, etc., pode acontecer a ponto de numa palavra exótica, num estalar de dedos, a pessoa estará cercada de amigos e amigas.

Vamos lá:

Por que eu tenho que fazer as pessoas gostarem de mim? 

Por que eu tenho a certeza de que esta pergunta tem resposta  pronta, e esta resposta está no Google?

Estas pessoas não aprenderam o mínimo para sobreviver neste mundo hostil - sim, viver não é para amadores. Viver requer experiência adquirida desde o ventre da mãe, daí constrói-se o amor próprio. Se os passos não seguirem uma ordem cósmica, divina e espiritual, a pessoa pagará caro, e sofrerá com o desamor.

Aqui temos uma reflexão - Então quer dizer que eu não sou culpado pelo desamor, mas a partir do momento que tomo consciência disto, que sofro do desamor, daí para frente estarei errando conscientemente (e com dor, com medo, com angústia ou o nome que você quiser dar à sua dor de estimação).

Sabemos, por exemplo, que perder um grande amor é das coisas que mais doem no mundo, e só se perde um grande amor por medo de amar. A maioria dos que padecem deste mal, sofrem a vida toda buscando culpados, respostas, receitas milagrosas. Mas não se resolve assim - é preciso olhar para dentro de si. E descobrir que a fonte de tudo é o amor próprio (ou a falta dele).

Quando falamos em amor próprio nós estamos falando do primeiro amor que uma pessoa deve ter – que é o amor por si mesma. Amar quem sou; reconhecer minhas qualidades, limitações, talentos, dons, meus defeitos, etc. descobrir que sou único e que esta unicidade é muito importante. Ser único é a melhor forma de relacionar comigo e quanto mais me descubro, mais amor frutifico para atravessar esta maravilhosa experiência universal chamada Vida.

Jesus afirma - Ama ao próximo com a ti mesmo. Apenas isso, por si só, abre todas as portas, mas cá prá nós, ninguém nos ensina a nos amarmos. Nossos pais deram o melhor de si para tocarmos a vida, apenas isto, tocarmos a vida. E não há nada de errado em amar a si mesmo, a si mesma. Há muito de errado em não se amar - daí a pessoa vai no Google  e faz a busca: "Como fazer que as pessoas gostem de mim".

Há um poema bonito, apócrifo, que circula nas redes (alguns citam como da autoria de Charles Chaplin só para dar maior credibilidade), que por si só é uma ampliação do que disse Jesus:

“Quando me amei de verdade, 
eu realmente entendi que, 
em qualquer circunstância, 
diante de qualquer pessoa e situação, 
eu estava no lugar certo 
e no momento exato. 
Foi então que eu pude relaxar. 
Hoje eu sei que isso tem um nome: 
autoestima”.

Como coach, eu encontrei e ainda encontro muitas pessoas que têm tudo, menos amor próprio. Isso as impede de assumir suas vontades, de realizar seus desejos e sonhos e coloca sua luz própria numa enorme caixa com uma tampa de crenças limitantes que lhes inibem de sair de dentro de si e amar seu reflexo no espelho. Daí buscam no Oráculo do Google a solução para seus problemas.

Mas e o Medo? Coloquei na chamada do texto e ainda não disse nada sobre ele. Vamos lá:

O Medo é uma projeção da dor que vem do passado. É um ponto futuro. Ele é construído pela dor. Só existe por que é semeado, adubado e cultivado pelas nossas crenças. Mas isto é assunto para outro dia. Por hoje saiba que ao se descobrir, ao se amar, o medo vai embora.

É isto aí!


sábado, 21 de dezembro de 2019

O que você vai pedir ao Papai Noel?


Pensei nisto hoje, achei meio estranho ter estas coisas esquisitas na mente quando se sabe que black-friday na nação tupi-guarani e Papai Noel não existem, mas na última hora as pessoas acabam fazendo uma fezinha.

Vamos lá - hipoteticamente - primeiro deveria considerar que Papai Noel é um ser senciente, consciente e onisciente. E não é um deus, uma divindade, então não é único, não faz milagres, não cria as coisas a partir da sua vontade, até mesmo por que Papai Noel só funciona em cima do desejo do outro. Isto é fantástico - Papai Noel é o vetor do desejo entre o doador e o receptor.

Então temos vários papais noeis (ou noels?) atendendo desejos? Sim e não. Tem aqueles que acertam, tipo uns 5%, os que fazem alguma coisa, tipo 25% e os que sacaneiam, lembrando que apenas 25% da população mundial, em tese, é cristã. Então, para 75% não existem estas lendas malucas.

Dentro destes 25% da população mundial, tem aqueles casos onde a pessoa nem desejou e ganha assim mesmo, e tem aqueles casos onde a pessoa não mereceu  e ganhou assim mesmo e também tem aqueles casos que a pessoa fez tudo por merecer e ganhou nada, nem uma banana do bom velhinho. Então, o que tem de bom neste sujeito? Seja lá o que for, a estratégia de marketing funciona que é uma beleza.

Em 1920, a mais poderosa e famosa indústria de refrigerantes do mundo começou-se a criar o personagem, baseado num poema de Clement Clarke Moore* (poema abaixo). 

O personagem foi inspirado em São Nicolau, bispo católico que viveu no século IV na cidade de Mira, atual Turquia. Diz a lenda que Nicolau presenteava as crianças no dia de seu aniversário, em 6 de dezembro. Nos séculos seguintes se espalhou pela Europa e a data da entrega de presentes acabou se confundindo com o nascimento de Cristo. Quando a história chegou à Alemanha, no século XIX, o personagem ganhou roupas de inverno, renas, um trenó de neve e uma nova casa: o Polo Norte.

Nessa época, Noel ainda era representado como um homem alto e magro com roupas que variavam de cor - dependendo do relato, elas eram azuis, amarelas, verdes ou vermelhas. A silhueta rechonchuda, o rosto barbudo e os trajes vermelhos que conhecemos hoje apareceram pela primeira vez em 1881, nos Estados Unidos.

O nome “Santa Claus”, como Noel é conhecido em inglês, é uma adaptação de “Sinterklaas”, forma como São Nicolau era chamado pelos holandeses, que levaram suas tradições natalinas para colônias na América. Já por aqui, a origem da expressão "Papai Noel" tem raízes no idioma francês, no qual Noël significa "Natal". Ou seja, no Brasil, o bom velhinho ganhou um carinhoso nome que significa literalmente "Papai Natal".

Uma visita de São Nicolau
Clement Clarke Moore - 1779-1863

Era a noite antes do Natal, quando toda a casa
Nem uma criatura estava mexendo, nem mesmo um rato;
As meias foram penduradas na chaminé com cuidado.
Na esperança de que São Nicolau logo estivesse lá;
As crianças estavam aninhadas em suas camas,
enquanto visões de ameixas dançavam em suas cabeças;
E mamãe em seu lenço e eu de boné.
Acabamos de descansar nossos cérebros para uma longa soneca de inverno.
Quando no gramado surgiu um barulho tão grande,
eu me levantei da cama para ver qual era o problema.
Longe para a janela, voei como um flash,
Tore abriu as persianas e vomitou a faixa.
A lua no seio da neve recém-caída
dava o brilho do meio do dia aos objetos abaixo,
Quando, o que, para meus olhos imaginativos, deveria aparecer?
Mas um trenó em miniatura e oito renas minúsculas.
Com um motorista velho, tão animado e rápido,
eu soube em um momento que devia ser St. Nick.
Mais rápido do que as águias, seus coursers vieram,
e ele assobiou, e gritou, e os chamou pelo nome;
"Agora, Dasher! Agora, Dançarina! Agora, Prancer e Vixen! Vamos
, Cometa! Vamos, Cupido! Vamos, Donder e Blitzen!
Para o topo da varanda! Para o topo da parede!
Agora corra! afaste tudo! "
Como folhas secas que antes do furacão selvagem voam,
Quando se depararem com um obstáculo, subam ao céu;
Assim, até o topo da casa, voavam as gravatas,
com o trenó cheio de brinquedos e também São Nicolau.
E então, num piscar de olhos, ouvi no telhado
o empilhamento e a batida de cada casco.
Quando entrei na minha cabeça e me virei,
pela chaminé, São Nicolau veio com um nó.
Ele estava todo vestido de peles, da cabeça aos pés,
e suas roupas estavam manchadas de cinza e fuligem;
Um pacote de brinquedos que ele havia atirado nas costas,
e ele parecia um vendedor ambulante apenas abrindo sua mochila.
Os olhos dele - como eles brilhavam! suas covinhas, que alegre!
Suas bochechas eram como rosas, seu nariz como uma cereja!
Sua boquinha fofa estava desenhada como um arco,
e a barba do queixo era branca como a neve;
O toco de um cachimbo ele segurava firme nos dentes,
e a fumaça que circundava sua cabeça como uma coroa de flores;
Ele tinha um rosto largo e um pouco de barriga redonda,
que tremia quando ele ria, como uma tigela cheia de geléia.
Ele era gordinho e rechonchudo, um elfo velho e alegre,
e eu ri quando o vi, apesar de mim;
Um piscar de olhos e um giro de cabeça,
Logo me fez saber que não tinha nada a temer;
Ele não falou uma palavra, mas foi direto ao seu trabalho,
e encheu todas as meias; depois virou-se com um empurrão,
e afastou o dedo do nariz
e, assentindo com a cabeça, subiu pela chaminé;
Ele saltou para o trenó, sua equipe deu um assobio,
e todos eles voaram como o cardo,
mas eu o ouvi exclamar, antes que ele sumisse de vista:
"Feliz Natal a todos e a todos um bom- noite."

A Visit from St. Nicholas
Clement Clarke Moore - 1779-1863

'Twas the night before Christmas, when all through the house
Not a creature was stirring, not even a mouse;
The stockings were hung by the chimney with care,
In hopes that St. Nicholas soon would be there;
The children were nestled all snug in their beds,
While visions of sugar-plums danced in their heads;
And mamma in her ’kerchief, and I in my cap,
Had just settled our brains for a long winter’s nap,
When out on the lawn there arose such a clatter,
I sprang from the bed to see what was the matter.
Away to the window I flew like a flash,
Tore open the shutters and threw up the sash.
The moon on the breast of the new-fallen snow
Gave the lustre of mid-day to objects below,
When, what to my wondering eyes should appear,
But a miniature sleigh, and eight tiny reindeer,
With a little old driver, so lively and quick,
I knew in a moment it must be St. Nick.
More rapid than eagles his coursers they came,
And he whistled, and shouted, and called them by name;
"Now, Dasher! now, Dancer! now, Prancer and Vixen!
On, Comet! on, Cupid! on, Donder and Blitzen!
To the top of the porch! to the top of the wall!
Now dash away! dash away! dash away all!"
As dry leaves that before the wild hurricane fly,
When they meet with an obstacle, mount to the sky;
So up to the house-top the coursers they flew,
With the sleigh full of Toys, and St. Nicholas too.
And then, in a twinkling, I heard on the roof
The prancing and pawing of each little hoof.
As I drew in my head, and was turning around,
Down the chimney St. Nicholas came with a bound.
He was dressed all in fur, from his head to his foot,
And his clothes were all tarnished with ashes and soot;
A bundle of Toys he had flung on his back,
And he looked like a pedler just opening his pack.
His eyes—how they twinkled! his dimples how merry!
His cheeks were like roses, his nose like a cherry!
His droll little mouth was drawn up like a bow
And the beard of his chin was as white as the snow;
The stump of a pipe he held tight in his teeth,
And the smoke it encircled his head like a wreath;
He had a broad face and a little round belly,
That shook when he laughed, like a bowlful of jelly.
He was chubby and plump, a right jolly old elf,
And I laughed when I saw him, in spite of myself;
A wink of his eye and a twist of his head,
Soon gave me to know I had nothing to dread;
He spoke not a word, but went straight to his work,
And filled all the stockings; then turned with a jerk,
And laying his finger aside of his nose,
And giving a nod, up the chimney he rose;
He sprang to his sleigh, to his team gave a whistle,
And away they all flew like the down of a thistle,
But I heard him exclaim, ere he drove out of sight,
"Happy Christmas to all, and to all a good-night."

Samba em prelúdio (Vinicius de Moraes)


Eu sem você
Não tenho porquê
Porque sem você
Não sei nem chorar

Sou chama sem luz
Jardim sem luar
Luar sem amor
Amor sem se dar

Eu sem você
Sou só desamor
Um barco sem mar
Um campo sem flor

Tristeza que vai
Tristeza que vem
Sem você, meu amor, 
eu não sou ninguém

Ah, que saudade
Que vontade 
de ver renascer 
nossa vida

Volta, querida
Os meus braços 
precisam dos teus
Teus braços precisam dos meus

Estou tão sozinho
Tenho os olhos cansados 
de olhar para o além
Vem ver a vida

Sem você, meu amor, 
eu não sou ninguém
Sem você meu amor, 
eu não sou ninguém

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Roy Orbison - "Blue Bayou"


I feel so bad I've got a worried mind
I'm so lonesome all the time
Since I left my baby behind on Blue Bayou

Saving nickels, saving dimes, working 'till the sun don't shine
Looking forward to happier times on Blue Bayou
I'm going back some day come what may to Blue Bayou
Where you sleep all day and the catfish play on Blue Bayou

All those fishing boats with their sails afloat if I could only see
That familiar sunrise through sleepy eyes, how happy I'd be

Go to see my baby again
And to be with some of my friends
Maybe I'd be happy then on Blue Bayou

I'm going back some day, gonna stay on Blue Bayou
Where the folks are fine and the world is mine on Blue Bayou
Oh, that girl of mine by my side the silver moon and the evening tide
Oh, some sweet day gonna take away this hurtin' inside
I'll never be blue, my dreams come true on Blue Bayou

Blue Bayou
Eu me sinto tão mal, eu tenho tido uma mente preocupada
Estou sempre tão sozinho, o tempo todo
Desde de que deixei o meu amor para trás em Blue Bayou

Economizando os níqueis, economizando os centavos,trabalhando até o sol não brilhar
Ansioso por tempos mais felizes em Blue Bayou
Eu estou voltando algum dia, venha o que vier para Blue Bayou
Onde você dorme o dia todo e os peixes-gatos brincam em Blue Bayou

Todos aqueles barcos de pesca com suas velas flutuando se eu pudesse somente ver
Aquele nascer do sol familiar através de olhos sonolentos, como eu estaria feliz

Vou ver meu amor de novo
E estar com alguns de meus amigos
Talvez eu estaria feliz então em Blue Bayou

Eu estou voltando algum dia, para ficar em Blue Bayou
Onde as pessoas são legais e o mundo é meu em Blue Bayou
Oh, aquela garota da mina ao meu lado, a lua de prata e as marés da noite
Oh, alguns dias felizes vão levar embora esta dor profunda
Eu nunca estarei triste, meus sonhos se realizam em Blue Bayou

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Eu gosto de você

O beijo - Rodin
Hoje é um dia bom 
para dizer que gosto de você. 
Gosto do cheiro do seu corpo 
quando passeia sob o dezembro 
pelas ruas, galerias e boulevares

Hoje é um dia bom
para dizer que amo você
Gosto do seu olhar perdido,
sob sua beleza, escondido, 
feito uma escultura de Rodin

Hoje é um dia bom
para dizer que adoro você
de tarde beijar sua boca
e em seus braços vadiar,
até desaparecer a vontade.

É isto aí!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

A loucura do amor



Descobriu-se louco quando se reconheceu no espelho do provador da loja de departamentos. Olhou bem no interior de seus olhos e viu o terror aflorar, feito um bicho enorme, feroz e forte, muito forte. Não titubeou, enfrentou o algoz com fúria lancinante. Atracaram-se no cubículo, ele nu e a criatura a agredi-lo sem piedade.

Rolaram para o lado externo, e foram destruindo tudo à volta - manequins caindo, crianças apavoradas chorando, mulheres com gritos histéricos, vendedoras desesperadas e seguranças sem tempo de reação - era o caos imperando. Araras, bancas, suportes, caixas, tudo tudo indo ao chão e aos ares.

Deu de puxar com a mão direita a língua do bicho, com tal força que um enorme músculo destravou a boca da fera, que urrou agonizantemente. Aproveitou a vantagem, e com o dedo indicador da mão esquerda bateu com toda a força no esbugalhado olho direito do ser asqueroso. Vazou uma seiva amarelo-esbranquiçada pela face que expressou dor urdida. O ser medonho, a coisa, no hiato temporal, desprendeu-se e fugiu rumo ao provador. 

Correu atrás a tempo de pegá-lo pelas pernas entrando no espelho. Calculou mal desta vez, pois no impulso foi parar do outro lado do lado de dentro das coisas que estão do lado de fora. Uma vez no lado de dentro de si olhou em sua volta, o esquerdo era direito, o avesso era o lado certo das coisas. Não havia espelhos, não havia a coisa, nem a dor a atacá-lo, nem o medo, nem a falta. Não estava mais louco. 

Foi quando a viu. E foram se afastando, assim ficavam cada vez mais próximos. Ela tem nome, tem vida, tem brilho nos olhos, tem saudade, tem empatia, tem sensualidade. Ele estava feliz e ela estava linda. Dançaram um som vindo do nada, sorriram, encantaram-se, abraçaram-se, beijaram-se e foram loucamente felizes ao avesso
para sempre.  

É isto aí!



   

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Haverá pranto e ranger de dentes. (Eis os tempos preditos)



Mateus 24

1 E, quando Jesus ia saindo do templo, aproximaram-se dele os seus discípulos para lhe mostrarem a estrutura do templo.

2 Jesus, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada.

3 E, estando assentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?

4 E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane;

5 Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos.

6 E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim.

7 Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares.

8 Mas todas estas coisas são o princípio de dores.

9 Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.

10 Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarào.

11 E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.

12 E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.

13 Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo.

14 E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.

15 Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, entenda;

16 Então, os que estiverem na Judeia, fujam para os montes;

17 E quem estiver sobre o telhado não desça a tirar alguma coisa de sua casa;

18 E quem estiver no campo não volte atrás a buscar as suas vestes.

19 Mas ai das grávidas e das que amamentarem naqueles dias!

20 E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado;

21 Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver.

22 E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.

23 Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito;

24 Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.

25 Eis que eu vo-lo tenho predito.

26 Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto, não saiais. Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis.

27 Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem.

28 Pois onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão as águias.

29 E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas.

30 Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.

31 E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.

32 Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão.

33 Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas.

34 Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam.

35 O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.

36 Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai.

37 E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem.

38 Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca,

39 E não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem.

40 Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro;

41 Estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra.

42 Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor.

43 Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa.

44 Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis.

45 Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o seu senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo?

46 Bem-aventurado aquele servo que o seu senhor, quando vier, achar servindo assim.

47 Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens.

48 Mas se aquele mau servo disser no seu coração: O meu senhor tarde virá;

49 E começar a espancar os seus conservos, e a comer e a beber com os ébrios,

50 Virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera, e à hora em que ele não sabe,

51 E separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes.

domingo, 15 de dezembro de 2019

O Fuso, a Roca e o poema Reflexão nº 1 (Murilo Mendes)

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Estava num ambiente agradável, pré-natal, onde idosos contavam suas histórias de 70, 80 anos. Fiquei ali escutando estas aulas de vida. 

Uma senhora, de quase cem anos, lúcida, começou a contar a sua juventude:

"Lembro da minha mocidade, quando após a colheita do algodão, a cada mês de maio, todas  as moças continuavam na lida, em torno das matriarcas. Representavam uma considerável força de trabalho, que se multiplicava nas fainas da roça. Dentre tantas, essas reuniões davam ensejo ao aprendizado das prendas domésticas, que as fariam casadouras.

Seguindo-se à grosseira limpeza manual, com a retirada dos corpos estranhos e dos chumaços de seus capulhos, as sementes de algodão eram extraídas às maniveladas do descaroçador. O batedor permitia a separação das impurezas menores, dando lugar, então, ao desembaraçamento das fibras. Esses mutirões femininos, para o processo do cardamento, resultavam freqüentemente em verdadeiras tertúlias.

Enquanto as mãos das mais novas ocupavam-se nas cardas ou nos fusos, as mais experientes pedalavam compassadamente a roca, aprontando os fios a serem trabalhados em seu tear pente-liço. Antes de tudo, era necessário o enrolamento em meadas, nos sarilhos, para serem branqueados ou corados e transformados finalmente em novelos, através da dobadeira, ultimando desse modo a fiação.

O debuxo concebido, com suas picas e deixas, materializando-se ponto-a-ponto pelo cruzamento ortogonal da trama, num vai-e-vem contínuo, por entre os fios da urdidura. Sincronia perfeita entre os liçaróis, o sobe-e-desce dos liços, para a formação das calas e passagem dos navetes e das lançadeiras, rematada pelo batimento do pente. Raramente o ajuste de algum fio com o pescador. As sarjas de algodão e, ocasionalmente, outros padrões iam surgindo, como os cetins e tafetás.

Fez uma pausa e refletiu - A vida não seguiria também um debuxo? Seu fluxo não teria linhas predeterminadas, como regras imutáveis, leis; assemelhando-se aos fios da teia, da urdidura? O tecido da vida não se faria por ação voluntária? Não teceríamos as nossas próprias tramas, em livre arbítrio, através dos navetes de nosso caráter?" 

Sua amiga falou: "Quiçá, devaneios semelhantes ocupavam a mente daquelas mulheres, quando se recolhiam em bando de sororidade, e punham-se a tear."

 Ali, por obra do acaso, ocorreu-me um poema do Murilo Mendes:

Reflexão nº 1 (Murilo Mendes)

Ninguém sonha duas vezes o mesmo sonho
Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio
Nem ama duas vezes a mesma mulher.
Deus de onde tudo deriva
E a circulação e o movimento infinito.

Ainda não estamos habituados com o mundo
Nascer é muito comprido.

É isto aí!



Glossário:

Batedor: Instrumento de limpeza do algodão feito com um galho de árvore retesado em forma de arco.

Batimento: Processo de limpeza do algodão, feito com um galho de árvore retesado em forma de arco, denominado batetor.

Batimento do pente: Consiste na junção do fio de trama inserido, ao tecido já formado, através do pente.

Cala: Abertura entre os fios da urdidura por onde passam os fios da trama.

Capulho: Cápsula dentro da qual se forma o algodão.

Carda: Instrumento semelhante a uma escova, de forma quadrangular e dotado de um cabo para o seu manuseio. Sua superfície é coberta por dentes de madeira, muito próximos, que permitem o desembaraçamento das fibras do algodão ou da lã.

Cardamento: Processo final de desembaraçamento das fibras de algodão ou de lã, efetuado por um par de aparelhos denominados cardas.

Cetim: Tecido de seda, lustroso e macio. Um dos padrões de tecelagem.

Debuxo: Modo como se faz o entrelaçamento dos dois sistemas de fios no tear e que pode ser representado graficamente em papel quadriculado. Ponto.

Deixa: No esquema do debuxo, em papel quadriculado, corresponde a um quadrado vazio. Significa que a teia (urdidura) passa por baixo da trama.

Descaroçador: Aparelho movido à manivela, que movimenta dois cilindros de madeira, através dos quais se processa a retirada das sementes dos chumaços de algodão.

Descaroçamento: Processo de retirada das sementes de algodão dos seus chumaços, através do descaroçador.

Dobadeira: Aparelho que permite transformar as meadas em novelos. Compõe-se de quatro varas dispostas vertical e paralelamente em torno de um eixo, e em volta das quais se enrolam meadas, seguras duas a duas nas extremidades por meio de réguas dispostas em cruz. Dobadoura, dobadoira, meadeira.

Fiação: Processo de preparação do fio que consiste em puxar as fibras da massa e enrolá-las em seguida no fuso, ou através da roca, no carretel.

Fuso: Instrumento roliço sobre o qual se forma, ao fiar, a maçaroca, isto é, os fios de algodão ou de lã.

Lançadeira: Peça em forma de barco usada no tear e que contém um cilindro ou canela por onde passa o fio da tecelagem.

Liçarol: Conjunto formado pelo caixilho (barras de metal ou madeira) e pelas malhas (malhas de arame torcido, ou de aço, que possuem um anel central chamado olhal) por onde passam os fios da teia ou urdidura.

Liço: Cada um dos fios, entre dois liçaróis do tear, que sobem e descem para serem atravessados pelos fios da trama.

Meada: Porção de fios dobrados.

Navete: Lançadeira, na qual os fios ficam enrolados de uma à outra extremidade, e vão sendo lançados através das calas, formando, assim, a trama do tecido, entre os fios da urdidura. Naveta.

Pente: Peça básica do tear pente-liço, que levanta e abaixa alternadamente os fios da urdidura, provocando a abertura da cala, a qual permite a passagem dos fios da trama.

Pente-liço: Tear simples constituído de pentes liços.

Pescador: Instrumento manual cuja extremidade contém um pequeno gancho ou anzol, que se presta para a pescagem de fios no tear.

Pica: No esquema do debuxo, em papel quadriculado, corresponde a um quadrado pintado. Significa que a teia (urdidura) passa por cima da trama.

Roca: Aparelho de madeira, dotado de uma roda, movida a pedal ou manivela, com bojo na extremidade, no qual se enrola a rama do algodão ou da lã, no processo da fiação. Instrumento de fiação.

Sarilho: Aste, com dois braços em posição desencontrada, que se serve para enrolar o fio, proveniente do fuso ou da roca, em meadas.

Sarja: Um dos padrões de tecelagem. Tecido entrançado, de seda, lã ou algodão.

Tafetá: Um dos padrões de tecelagem. Tecido lustroso e armado, de seda, de trama finíssima.

Tear: Aparelho simples, em que se realiza o cruzamento ordenado de dois conjuntos de fios, denominados trama e urdidura, dando como resultado uma malha chamada tecido.

Teia: O mesmo que urdidura.

Trama: Conjunto de fios, passados no sentido transversal do tear, com auxílio de uma agulha, o navete, ou a lançadeira. A trama é passada entre os fios da urdidura (ou teia) por uma abertura denominada cala.

Urdidura: Conjunto de fios tensos, paralelos e colocados previamente, no sentido do comprimento do tear. Teia.

Fonte: http://www.campograndems.net





Samba da Rosa (Vinícius de Moraes/Toquinho)


Vinicius e Toquinho - Fonte da Imagem: Vagalume


“Samba da Rosa” (samba, 1970) – Vinicius de Moraes e Toquinho

Se as fronteiras entre música e literatura estão mais fluidas hoje na vida cultural do Brasil, o crédito deve ser dado a Vinicius de Moraes (1913-1980). Quando começou a compor com Tom Jobim (1927-1994), na década de 60, o então diplomata já era praticamente um veterano dos sonetos e das baladas. Somente nos anos 30, ele publicou quatro livros, sendo o primeiro “O Caminho para a Distância”, de 1933. De apelido Poetinha, o carioca é certamente o maior exemplo de sucesso nessa seara. Autor de versos solenes para livros de poesias e peças teatrais, Vinicius entrou de cabeça no universo da canção popular e foi um dos grandes artífices da bossa nova, com letras coloquiais e, ao mesmo tempo, sofisticadas. “Samba da Rosa”, de 1970, é um belo exemplo. 

Rosa prá se ver, 
Prá se admirar
Rosa prá crescer, 
Rosa prá brotar

Rosa prá viver, 
Rosa prá se amar
Rosa prá colher, 
E despetalar...

Rosa prá dormir, 
Rosa prá acordar
Rosa prá sorrir, 
Rosa prá chorar

Rosa prá partir, 
Rosa prá ficar
E se ter mais uma Rosa
 mulher...

É primavera
É a rosa em botão
Ai! Quem me dera!
Uma rosa no coração...


Essa faixa pertence ao álbum "Toquinho, Vinicius & Amigos", do Toquinho & Vinicius de Moraes. 
Fonte Youtube: MPB :: As Melhores!










sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

As ruas, mamãe e a seiva de alfazema.

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Cidadãos e cidadãs, povo amado e querido, gente da minha gente, deste palanque sairá a revolução da modernidade antropológica, filosófica, psicanalítica, ectodérmica, endodérmica e mesodérmica que mudará substancialmente a história das nossas histórias.

Doravante tudo que fizermos deverá ter a mãe no meio, a mulher, a avó, a tia, as filhas, as sobrinhas, as professorinhas e até as psicólogas e assistentes sociais, depois de passarem por um crivo de questões moderadoras. Prestem atenção, por que o que vou revelar está escrito num livro que li de que feliz é o mundo depois que a mulher passa, pois seu perfume continua tão doce como seiva de alfazema.

Vejam, meus queridos eleitores - um homem, basta ter uma coisinha a mais, logo depois que morre será homenageado virando nome de rua. Está aí uma coisa que não quero. Virar nome de rua é continuar vivo, permitindo que vidas passem, repassem, e dissipem sob sua custódia. Uma morte violenta, um acidente trágico, uma cena exótica, erótica, tudo vira notícia com seu nome. Não necessariamente notícia de larga escala, mas fica comentado. 

Viu fulano? Foi traído na Rua João Esse, outro dia teve um assalto na João Esse; a idiota da minha ex tem uma irmã que mora na João Esse.

Este agravo do artigo definido destrói a honra e macula a virilidade masculina dos homens de bem, pois invariavelmente ruas, avenidas, alamedas, estradas,  passarelas, rampas, escadarias e vielas serão sempre tratadas no feminino, por mais alfa que o cidadão tenha sido no plano material. Além disto ainda temos as praças, que sofrem todos os tipos de processos civilizatórios para o bem e para o mal. - Fui na Praça Dr Jabá Kulê e perdi cem contos de réis - maldita hora que fui na Jabá ...  

Só becos serão a salvação, mas quem quer ser um beco?

Neste processo apenas as mulheres se enquadram - a avenida Maria Efe - fica muito mais harmônico. Se algum dia um antropólogo resolver estudar a relação dos logradouros públicos com os nomes, é provável que descobrirá que quanto maior o conflito entre ser alfa e estar na feminilidade, numa enorme tensão cósmica e energética, haverá de existir um aumento de fatos ruins ao lugar.

Se eleito for para representar o povo da pátria amada, para acabar com a violência, a desordem, a imoralidade e os maus costumes, levarei à plenária a proposta de que todas as  ruas, avenidas, alamedas, estradas, passarelas, rampas, escadarias e vielas sejam doravante para sempre batizadas no feminino, preferencialmente ofertando os créditos às mães. 

Mas só poderá ingressar na listas a mãe de bem, batizada, casada com homem de bem e de bens, zelosa, caprichosa, elegante, educada, prendada, religiosa e zeladora da família. As outras são as outras, mãe é mãe e o parâmetro é minha santa mamãe.

Nas justificativas do Projeto de Lei estará exposto que só a mulher, como mamãe, que é santa, gera vida em seu ventre, e uma vida é sempre renovação de esperança, e eu sou a prova viva disto. E gratidão por terem escutado. Sendo eleito farei isto e muito mais pela pátria, pela honra, pela tradição e pela família. E viva a minha santa mãezinha!!

É isto aí!





O Mago da Pitangueira


O Mago da Pitangueira, cada vez mais recluso, antecipou por escrito algumas pequenas ações que poderão acontecer em 2020:

01 - 2020 somando dá 4, o número da organização e da prática do vôbatêpátubatêpátu.
02 - A ciência revelará um grande segredo jamais revelado.
03 - Um famoso ator sofrerá um acidente
04 - Um famoso cantor abandonará os palcos
05 - Uma famosa atriz casará com um portenho.
06 - Uma famosa cantora engravidará in vitro.
07 - Um famoso jornal omitirá notícias.
08 - Um famoso jornal fabricará notícias.
09 - Dois aviões descerão até dezembro.
10 - Famoso Clube de futebol dissertará falência
11 - Três políticos famosos poderão sofrer com problemas renais.
12 - Um Templo Salvífico abrirá as portas e e e e e e e e  salvará um país.
13 - Falar-se-á português em terras lusitanas.
14 - Uma criança nascerá de uma mulher grávida.
15 - Acém sura frita, mal passada ou moída vem aí!
16 - Nibiru finalmente mandará um whatsapp avisando que vem em 2099.
17 - Seres de Andrômeda entrarão em contato com o governo do Paraguai.
18 - Miríades de anjos salvarão uma grande potência bélica da fraude financeira.
19 - Homens debenss ganharão medalhas de honra ao mérito demauss.
20 - Professores e professoras poderão dar aulas de power point online, sem precisar falar.
21 - Estará liberada a plantação de nada, desde que a semente seja transgênica.
22 - Estarão liberadas terapias para fins sociais, psicanalíticos, comportamentais e estatatatais.
23 - Uma música feita por um desconhecido correrá o mundo.
24 - Um carro desgovernado sairá da pista e sofrerá perdas materiais.
25 - Famosa ex-atriz, ex-cantora, ex-vedete, ex-chacrete, ex-confete, anunciará casamento.
26 - O campeão nacional de futebol bretão será xxxxxxx (depende do warrrrrrr)
27 - A NASA não revelará o que está acontecendo em Marte.

Segundo o Mago, depois receberemos mais fantásticas profecias

É isto aí!

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Nunca mais outra vez

Imagem relacionada
Nunca mais 
outra vez!
Este poema 
dorido e rápido 
rapta e capta
o findo sim.
 Acabei sem você.

É isto aí!

Lá vai a vida a rodar

O Trenzinho do Caipira é uma composição de Heitor Villa-Lobos e parte integrante da peça Bachianas Brasileiras nº 2. A obra se caracteriza por imitar o movimento de uma locomotiva com os instrumentos da orquestra.

Anos depois, a melodia recebeu letra composta por Ferreira Gullar em Poema Sujo:

Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade noite a girar
Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra, vai pela serra, vai pelo mar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar, no ar, no ar... 






terça-feira, 10 de dezembro de 2019

60 coisas que pretendo realizar em 2020, além de vive-lo intensamente

Felix Baumgartner out2012 

Coisas para se fazer em 2020:

1 — Viajar no feriado do carnaval

2 — Não passear em um balão

3 — Apreciar a vista do jardim daqui de casa

4 — Nada por 24 horas

5 — Ler livros de escritores dos cinco continentes.

6 — Fazer um check up

7 — Usar a máquina de datilografia que está guardada (rá rá rá)

8 — Pescar

9 — Andar descalço

10 — Passar um dia escrevendo coisas que não farei em 2021

11 — Estreitar a amizade comigo mesmo.

12 — Trocar de carro

13 — Deville

14 — Praticar a memória mais vezes

15 — Visitar algum vizinho

16 — Andar de bicicleta

17 — Ficar uma semana sem assistir TV

18 — Nomear as sete maravilhas do meu mundo

19 — Observar de perto formigas trabalhando

20 — Doar sangue

21 — Assistir pelo menos três espetáculos de teatro

22 — Passar em um lugar deserto (deserto mesmo)

23 — Ir ao velório de um desafeto sem ódio

24 — Não subir numa roda gigante

25 — Ir ao Rio de Janeiro e tomar um chopp no Leblon

26 — Escrever um livro

27 — Comemorar o dia de Santa Gemma Galgani

28 — Ter uma conversa séria com o passado

29 — Ir a um circo

30 — Comer em um restaurante seis estrelas

31 — Andar de ônibus

32 — Ver meu sonho mais perto

33 — Não fechar o Blog

34 — Viajar para Natal RN

35 — Abandonar de vez o facebook

36 — Assistir um espetáculo do Cirque du Soleil

37 — Passear no Bairro da Liberdade SP

38 — Escrever uma carta, à mão, legível (e postar?)

39 — Criar uma hora vazia

40 — Dormir cedo e acordar tarde

41 — Ser palestrante de sucesso

42 — Conhecer pelo menos 3 pessoas legais

43 — Beber o vinho português Porca de Murça, tinto seco.

44 — Assistir uma maratona

45 — Aprender uma frase em árabe

46 — Assistir  um jogo do Cruzeiro

47 — Fazer um mexidão de madrugada

48 — Beijar sob uma chuva intensa (intensa mesmo)

49 — Fazer trabalho pastoral

50 — Visitar um asilo

51 — Dar um presente sem nenhum motivo

52 — Ver o sol nascer e morrer no Solstício de Verão

53 — Ver o sol nascer e morrer no Solstício de Inverno

54 — Comprar um livro no sebo

55 — Conhecer uma comida exótica

56 — Fazer um pedido de desejo numa Fonte

57 — Comer um tradicional Fondue com queijo Suíço

58 — Dizer eu te amo mais vezes

59 — Postar uma palestra minha no Youtube

60 — Escrever um poema poemáximo


sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Sou Coach

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Eu ajudo você a superar obstáculos, vencer medos e a conquistar autoconfiança.


terça-feira, 3 de dezembro de 2019

A lógica da coisa


Saiu de casa cedo, passou na venda, comprou um cigarro picado, passou na Preta e tomou um gole do resto de café da noite, pelo qual não paga, atravessou a rua, leu as manchetes nos jornais esticados feito corpos nus sendo revistados por uma força da curiosidade. Celular sem crédito, sem cartão para o ônibus, sem recursos para um carro de aplicativo, fez o que se faz quando o deslocamento exige - iniciou a marcha de duas horas até chegar ao centro.

Desta vez resolveu cortar caminho pela marginal do Córrego Novo, que recebeu este nome quando transpuseram o Córrego Velho para dar lugar a avenida das Águas. Sempre que pensava nisto, ria sozinho da falta de criatividade. Passou pelos galpões da antiga fábrica têxtil, depois uma casas grandes e maltratadas, depois a zona boêmia, depois o mercado municipal, e a marcha ia dando sentido ao rumo.

Atravessando o Beco da Jandira, foi barrado por um sujeito alto, muito alto, forte, muito forte e com cara boa, destes que parecem ser amigos para sempre. 

- Olá, disse o homem muito grande.
- Olá, respondeu.
- Sabe quem sou eu? perguntou o estranho.
- Olha, não sei, tenho dúvidas, mas eu te conheço.
- Sim, você me conhece. Faz um esforço ... Lembrou agora?
- Rapaz, você me é familiar, mas não... não  lembro mesmo.
- Tudo bem. Vou te ajudar. Lembra da Creuzinha, uma menina loirinha que você passava as tardes na casa dela, só por que ela tinha um computador com Second Life instalado?
- A Creuzinha, puxa vida, era isso mesmo. Isto é piada, não é? Olha só, a Creuzinha... bem, nós dois criamos um avatar para cada um. Mas eu nunca ... olha, eu nunca, quer dizer...
- Fique tranquilo, sim, eu sei disto. Por isto mesmo estou aqui.
- Como assim?
- Você me criou para ser seu avatar, e um dia sumiu e eu segui adiante com a Creuzinha movimentando a minha vida e me seduzindo por toda a Matrix.
- Ah!! Agora lembro de tudo, eu criei você e ficávamos descolando umas meninas por aí. Mas espera lá, se você era um avatar, como está aqui?
- Senta, que lá vem história: A Creuzinha era louca por você e se apaixonou comigo por que eu era você, e eu era você só que numa outra dimensão, aí ela conseguiu me convencer no jogo a casar com ela, senão seria defenestrado.
- Rapaz, que história sinistra.
- Você ainda não ouviu tudo. Agora você é pai de três crianças, e vai ter que passar lá para assumir, porque a Creuzinha cansou de ser mãe matrix e fugiu com o Góia, lembra do Góia?
- Góia era um amigo avatar que ela criou para ...
- Isto, para fazer ciúmes em você ou em mim, não sei mais.
- Mas, como você saiu de lá? 
- Rapaz, presta atenção, eu nunca sai de lá, não existe o "lá". Eu sou você dissociado na Matrix para você entender que você sou eu. Assim que cair a ficha fundimos novamente e a realidade abre suas cortinas de nove dimensões.

Corta para a volta para casa:

Então, Sandra, foi assim que eu fui parar dentro do Second Life, e tive que trazer estes catarrentos  ... papai papai ... sai prá la moleque ... e não é que as porqueiras parecem comigo? Aí a Creuzinha sumiu do nada, como quem não fez nada de errado, estes terroristazinhos inquietos foram entregues a mim e aí eu negociei com um cracker “Black Hat” a saída da Matrix ...

Sei, Júlio César, sei ... você é um safado, um tarado, um sem vergonha, eu vou, eu vou ... te deletar, seu vagabundo ...- Que papo é este rapaz? Qual é a lógica da coisa? Eu, hem?!?!

- Sandra ... volta aqui, pelamordedeus, é a pura verdade, eu fui abduzido por um programa Beta  experimental ultra-secreto e só hoje que descobri que meu avatar era casado e pai de trés crianças num mundo virtual, Sandra ... amor, volta ... Sandra, eu te amo ... a Creuzinha não é nada para ... não, para, não aperta este botão, Sandra, nããããããooooooooo ... nããããããaããããõoooooo ... zapt puff tchum

É isto aí!

sábado, 30 de novembro de 2019

Coluna Social da Marquesa - A Festa da Ilha Azul



Coluna Social da Marquesa
Diário da Cidade DC 
Em sociedade tudo é brilho 
Reino da Pitangueira 23 março

Foi um estrondoso sucesso do Clube Real Sociedade a Festa da Ilha Azul "Fashion & light", promovida pela locomotiva Naná Vintém, crème de la crème da sociedade que interessa de fato para nós outros e talvez (o que não nos diz respeito)  para os proletários da decadente e operária civilização pitangui, quando ficam sem assunto em noites de tempestades e apagões.

Em tempo: como educada que sou, ofereço a tradução para a choldra apedeuta da palavra "Pitangui", que em tupi-guarani significa literalmente: "o rio das pitangas", e a Ilha Azul, lógico - é uma ilha - fica no rio Pitangueira, que cruza o portentoso reino governado, com magistral sabedoria, pelo nosso soberano e real monocrata  imperial, que permite civilizadamente nossa existência por estas terras.

Aqui para nós, tudo bem, tudo certo, mas chega, não é? Naná Vintém já deu tudo que tinha que dar para tudo e para todos e além disto estava vestida com uma cortina enrolada no tronco. E pelo calendário romano é da época de Locomotiva a vapor, faz muita fumaça, ocupa muito espaço, é lenta, pesada e tem pouca bagagem neste mundo high-tech, além de uns tempos para cá ter como foguistas, sempre que aparece, uns rapazinhos elegantemente vestidos na Scia do Terno.


Nota de esclarecimento - DC 24 de Março

Prezado Sr. Diretor do Diário da Cidade.
Nós, da diretoria Clube Real Sociedade, que promovemos um grande evento junto à grande mulher da sociedade regional, Dra Naná Vintém, vimos por meio desta repudiar a nota da infame coluna da Sra. Maquete, que contém inverdades, além de agredir gratuitamente a classe operária proba e honesta da nossa cidade.


Coluna Social da Marquesa
Diário da Cidade DC 
Em sociedade tudo é brilho
Reino da Pitangueira 25 março

Gentem!! Nada como um dia após o outro. Ontem os velhinhos e velhacos do decadente Clube Real Sociedade deram de fieis depositários da moral e da ordem pública, saindo em estranha defesa prévia da cafetina mais antiga da área, que em alguns casos conheceu até a terceira geração dos rábulas ofendidinhos. Morri de medinho, ai, que dó! ai, que dó! Reparem, leitores e leitoras amigas, não omiti fatos, apenas descrevi o ambiente.

Nota de esclarecimento - DC 26 de Março

Eu estou repassando estas graves acusações levianas da Madama Maquete para que meus advogados tomem as devidas previdências.

Coluna Social da Marquesa
Diário da Cidade DC 
Em sociedade tudo é brilho
Reino da Pitangueira 27 março

Gentem!!! Cansei destes ex-ricos. Aff.
Hoje vou falar do jantar servido na imponente mansão dos Jacatés. Mercedinha Jacaté abafou com seu vestido branco esvoaçante, com manchas exóticas e herdado da sua tia avó, Apolínia Jacaté, que usou quando era moda em 1955, desenhado na época pela estilista Vivi de Trivela, avó de Carminha Trocoly, que para a surpresa geral, arrasou de mulher para mulher com Marisa, se é que me entende.

Na mesa dos empoderados homens de negócios estava o superfantásticomáximo Jean Tyllofola, o alfa-power responsável pela serena sensação de segurança armada no ambiente, acolhendo carinhosamente ao seu lado a ninfeta supersugarbaby Pérola Plaarsten, filha do magnata do recursos maviosos, Kaká Plaarsten (maviosos - eu escrevi maviosos), um agropromoter de fogos e artifícios neurosensoriais de grande envergadura internacional. Adoro estes empresários destemidos.

Visitei o banheiro feminino da mansão Jacaté. Jacáteve muita coisa ... pelas deusas do Olimpo, aquilo era o paraíso de reabastecimento e massagem no ego e em todos os poros passíveis de acesso. Tinha de tudo, desde mocinhas e rapazinhos, até filmes da ordem das coisas inimagináveis e hoje em franca decadência com papel higiênico barato e sabonete requissona nas pias.

Num canto da sala de estar estava Madame Temalia (sem acento, corretor, não é Temália). Nossa, tenho que contar, o ambiente estava todo em neon azul, com malabaristas subindo e descendo por tecidos finos - uau. Madame Temalia, ex-tudo hoje vive de ler a mão, Tarot, íris, e em casos muito específicos lê pensamentos e prevê coisas. Temida pelos invejosos e amada pelos poderosos, não erra uma das suas maravilhosas previsões. Tudo que acontece na alta nata passa, literalmente, pelas suas mãos. Uau ... Madame Temalia canaliza Ishtar, humm, esta tenho que contar para o deleite e a delícia de ser o que é quem é da nata da sociedade.

Madame Temalia reúne o crème de la crème da alta sociedade num paiol escondido e promove o culto aos deuses com rituais Psi-Gamma. Quando canaliza Ishtar, o ritual é de caráter íntimo, digamos assim, uma vez que é a deusa da sexualidade e da fertilidade, e Ishtar faz em corpos olímpicos a libação do vinho e do mel para que os presentes possam sorver o alimento de que precisam. Assim fica garantida a libido de perpetuação do poder.

Em sociedade tudo é brilho!
Por hoje só amanhã!

É isto aí!







sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Paciência, Angústia e Tristeza

"Anguish," by Isabella Petty
“Anguish,” by Isabella Petty


Tenho feito estudo em várias fontes para trazer à Pitangueira uma visão mais abrangente sobre a Angústia, mas não tenho  encontrado nada que seja surpreendentemente novo.

O que temos para hoje:

A Angústia é uma resposta às ações externas, principalmente a Tristeza. Sim, sei que você aprendeu o contrário, mas você nunca fica triste, a Tristeza é uma emoção que vem do exterior para dentro de você. Ela não é um sentimento.

Quando você se depara com esta energia negativa, seu corpo sofre uma alteração no seu estado físico que provoca, entre tantas outras coisas, a libertação de um hormônio: a Norepinefrina, que tem a capacidade de vasoconstrição, ou seja, reduz o fluxo sanguíneo nos órgãos vitais, diminuindo a abertura dos vasos sanguíneos. 

A Norepinefrina, é uma das monoaminas, também conhecidas como catecolaminas, que mais influencia o humor, ansiedade, sono e alimentação junto com a Serotonina, a Dopamina e a Epinefrina.

Quando este fenômeno físico acontece, há menos circulação sanguínea e mais pressão, os pulmões recebem menos sangue e diminuem o ritmo respiratório, o cérebro recebe menos oxigênio e diminui as suas funções. São estes efeitos físicos que produzem a sensação de Angústia.

Assim, sempre que o mundo exterior nos oferece uma emoção que chamamos de Tristeza, nós sentimos, percebemos, imaginamos ou vivemos uma experiência onde nosso cérebro cria um estado introspetivo para nos resguardar, que chamamos de Angústia.

É isto aí!