Reino da Pitangueira,
18 de Janeiro de 2026
18.º dia do ano no calendário gregoriano.
Faltam 348 dias para acabar o ano.
Dia Internacional do Riso.
Por do Sol às 18h35 min
Lua Nova às 16h51
Estação Verão
A última vez que escrevi uma carta avulsa foi na terça-feira, 27 de maio de 2025 — pouco mais de um ano se passou, e envelhecemos nesse ínterim. O fato é que me invadiu a saudade — saudade profunda, multiplicada. Um trecho de um poema de Gonçalves Dias passou pela minha memória, insistente e vívido. Ainda não sei se posso publicá-lo aqui… sabe como é, talvez haja crianças lendo.
Despertei com uma música diferente na cabeça, fixa e persistente por mais de treze horas. Lembrei-me de tantas coisas. Tenho certeza de que, por sua curiosidade — tão aguçada quanto gentil — você não repousará enquanto não falarmos de música. Creia: você adoraria as escolhas que me vieram à mente. Assim como você gosta de Giuseppe Verdi e Giacomo Puccini, eu ouvi no pensamento o virtuosismo barroco de Antonio Vivaldi, Arcangelo Corelli e Domenico Scarlatti, e a sensibilidade dos renascentistas Giovanni Pierluigi da Palestrina e Claudio Monteverdi.
Antecipando o maestro e simplificando a partitura de minhas memórias, digo o seguinte: enquanto Vivaldi, com ousadia e maestria, elevava aos céus As Quatro Estações, o mensageiro da lembrança me alcançou — sempre viajando em turnê clássica — e trouxe-me a última estrofe de “Se se morre de amor”. Não demorei nada… Era você o tempo todo:
Compreender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
E, temendo roçar os seus vestidos,
Arder por afogá-la em mil abraços:
Isso é amor, e desse amor se morre!
Seja esta — em sua intensidade e revelação — a definição que meu coração encontrou para nomear o que sinto.
É isto aí!

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