terça-feira, 10 de maio de 2016
Yamandu Costa ao Vivo
Yamandu Costa (Passo Fundo, 24 de janeiro de 1980) é um violonista e compositor brasileiro. Adepto do violão de sete cordas modelo brasileiro, é considerado um dos maiores violonistas do Brasil e do mundo
O primeiro DVD (2005) da carreira do violonista Yamandu Costa traz versões para temas de grandes nomes da música nacional, como Baden Powell, Caetano Veloso e Radamés, além de canções de sua autoria nas 15 faixas do álbum. Nos extras, o DVD conta com imagens do músico em turnês por diversas cidades brasileiras e internacionais.
Yamandu Costa - Ao Vivo (2005)
00:00 01. Aurora (Yamandu Costa)
04:46 02. Tareco No. 2 (Yamandu Costa)
07:53 03. Valsa No. 1 (Baden Powell)
11:58 04. Paz de Maria (Yamandu Costa)
18:26 05. Besteira (Yamandu Costa)
21:57 06. Tango Amigo (Yamandu Costa)
25:58 07. Susto (Yamandu Costa)
30:06 08. Sanfonema (Toninho Ferraguti)
35:00 09. Yamamé (Yamandu Costa)
40:26 10. Suíte Retratos – 1o. Movimento (Pixinguinha/Radamés Gnattali)
45:44 11. Nuages (Django Reinhardt)
52:33 12. Taquito Militar (Mariano Mores)
57:05 13. Vou Deitar e Rolar (Baden Powell/Paulo César Pinheiro)
1:01:45 14. Disparada (Theo de Barros/Geraldo Vandré)
15. Extra: Sampa (Caetano Veloso)
Yamandu Costa - Spotify link
Facebook: https://www.facebook.com/yamandu.cost...
Instagram: https://www.instagram.com/yamandu.cos...
WebSite: https://www.yamandu.com.br
Fonte do vídeo -Youtube: DVD Yamandu Costa 2005 ao vivo
Mercedes Sosa - Sólo le pido a Dios (Con León Gieco)
Fonte da imagem Mercedes Sosa: Wikipédia
Mercedes Sosa foi uma cantora argentina, uma das mais famosas na América Latina. A sua música tem raízes na música folclórica argentina. Ela se tornou uma das expoentes do movimento conhecido como Nueva canción. Apelidada de La Negra pelos fãs, devido à ascendência ameríndia (no exterior acreditava-se erroneamente que era devido a seus longos cabelos negros), ficou conhecida como a voz dos "sem voz".
Nasceu em São Miguel de Tucumã, na província de Tucumã, no noroeste da Argentina, cidade onde foi assinada a declaração de Independência da Argentina em 9 de julho de 1816, na casa de propriedade de Francisca Bazán de Laguna, que foi declarada Monumento Histórico Nacional em 1941.
Nascida no dia da Declaração da Independência, e na mesma cidade onde foi assinada, Mercedes sempre foi patriota. Afirmou inúmeras vezes que "pátria só temos uma". Foi também uma árdua defensora do Pan-americanismo e da integração dos povos da América Latina.
Faleceu em Buenos Aires, 4 de outubro de 2009
"Sólo le pido a Dios" é uma das canções mais conhecidas do cantor e compositor argentino León Gieco pela qual alcançou reconhecimento internacional. Em 2002, a revista Rolling Stone e a MTV a elegeram como a sexta melhor canção da história do rock argentino. Segundo Rock.com.ar, em 2007, foi posicionada como a décima melhor canção da história do rock argentino.
Fonte: LyricFind
Compositor: León Gieco
Solo le pido a Dios
Que el dolor no me sea indiferente
Que la reseca muerte no me encuentre
Vacía y sola sin haber hecho lo suficiente
Solo le pido a Dios
Que lo injusto no me sea indiferente
Que no me abofeteen la otra mejilla
Después que una garra me arañó esta suerte
Solo le pido a Dios
Que la guerra no me sea indiferente
Es un monstruo grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente
Es un monstruo grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente
Solo le pido a Dios
Que el engaño no me sea indiferente
Si un traidor puede más que unos cuantos
Que esos cuantos no lo olviden fácilmente
Solo le pido a Dios
Que el futuro no me sea indiferente
Desahuciado está el que tiene que marchar
A vivir una cultura diferente
Solo le pido a Dios
Que la guerra no me sea indiferente
Es un monstruo grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente
Es un monstruo grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente
Es un monstruo grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente
Papo de Esquina XVIII
- Claro. Nunca mais o país será governado por corruptos. Só teremos pessoas de bem, só notícias gloriosas no formol nacional, só atos heroicos, só atitudes humanas, enfim, a pátria amada será novamente feliz. Vou estar na avenida cantando "todos juntos vamos, prá frente bra sil bra sil, salve a ...
- Esperem, mas e os juros dos bancos, do cartão de crédito, e os pobres, os índios, os negros, a violência contra a mulher, o tráfico de tudo, e os processos na Lava-Lama, os cunhas, as cunhãs e os cunhados, e as operações dantescas?
- Isto não vem ao caso, e no mais acho que vai chover ... vou nesta. Espera, eu vou com você ...
É isto aí!
segunda-feira, 9 de maio de 2016
Papo de Esquina XVII
- Vocês viram a confusão em Brasília? Alguma lição cristã disto tudo?
- Tem aquela - do Egito chamei meu filho ...
- Mas foi do Maranhão que chamei o empecilho ...
- Caramba, este negócio vai dar merda!
É isto aí!
- Tem aquela - do Egito chamei meu filho ...
- Mas foi do Maranhão que chamei o empecilho ...
- Caramba, este negócio vai dar merda!
É isto aí!
sexta-feira, 6 de maio de 2016
Papo de Esquina XVI
- Gente, a partir de hoje vamos maneirar o papo, por que tem uma menina nova aí lendo a gente. Ela se chama Júlia.
- Nova? Júlia? Ela é bonita?
- Ela é solteira? Ela é loira? Ela é inteligente?
- Seus tarados. A menina é amiga da filha do chefe.
- Então, todos juntos - bem vinda, Júlia!!!
É isto aí!
- Nova? Júlia? Ela é bonita?
- Ela é solteira? Ela é loira? Ela é inteligente?
- Seus tarados. A menina é amiga da filha do chefe.
- Então, todos juntos - bem vinda, Júlia!!!
É isto aí!
Brincadeiras de roda
Vamos brincar de congressitas?
Acho que o certo é crongüecistas.
Sabem de nada. É conflessistas, espera, é conversistas, não, acho que é ...
Não, não!! É congre ... congruenticistas ...ah! Deixa prá la!
Muito bem, terminada a abertura, vamos à fechadura. Atenção para a chamada por estado emocional
Fulano de Tal.
- Presente, mas ocupado desviando recursos.
Beltrano da Silva
-Presente, mas atarefado com improbidades administrativas.
Cicrano da Piedade Divina
- Hummmmmmpresente, mas nonseidondequitô, nem prondeuvô, mas meu voto é sim.
Martíria Soledade
- Ai ui ai ui ai ui isto isto sim sim sim, não para, não para, sim, meu é sim ai ui ai ui...
É isto aí!
Acho que o certo é crongüecistas.
Sabem de nada. É conflessistas, espera, é conversistas, não, acho que é ...
Não, não!! É congre ... congruenticistas ...ah! Deixa prá la!
Muito bem, terminada a abertura, vamos à fechadura. Atenção para a chamada por estado emocional
Fulano de Tal.
- Presente, mas ocupado desviando recursos.
Beltrano da Silva
-Presente, mas atarefado com improbidades administrativas.
Cicrano da Piedade Divina
- Hummmmmmpresente, mas nonseidondequitô, nem prondeuvô, mas meu voto é sim.
Martíria Soledade
- Ai ui ai ui ai ui isto isto sim sim sim, não para, não para, sim, meu é sim ai ui ai ui...
É isto aí!
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Eu sou a Lei
Vossa Majestade Imperial, Real e Fidelíssima decreta:
Está toda a corte, plebe, sicários, nobres, mecenas, mercantilistas, ricos, mestres, doutores, professores, letrados, iletrados e demais membros do amplo espectro de funções e matizes, doravante plena do saber de que este Magno Imperial decreta:
Fica toda a extensão de pessoas, de quaisquer castas deste reino, proibidos de falarem à meu respeito.
- Ministro:
Perdão, Vossa Majestade Imperial, Real e Fidelíssima, ouso, se assim permitir, e não pretendendo com isto ofuscar a Vossa Imperial Luz que ilumina vosso reino, tomar um passo diminuto da minha desprezível e insignificante existência, para propor-lhe uma pequena alteração no texto.
- Imperador:
Pela sua ousada e intempestiva coragem de conflitar minha benevolência, senhor ministro, permito que se manifeste, obedecendo aos critérios imperiais, justos, imparciais e legais.
- Ministro:
Vossa Majestade Imperial, Real e Fidelíssima, ouso emitir minha diminuta opinião de que àqueles que falam bem de Vossa Majestade Imperial, Real e Fidelíssima, dever-se-ia, se assim permite vossa magnânima benevolência, que continuem a fazê-lo.
- Imperador:
Comove-me saber que o senhor ministro conseguiu perceber minha real intenção de promover esta ressalva à lei, senhor ministro. Já havia pensado nesta possibilidade, mas preferi provocar sua corajosa exposição. Doravante o texto ficará:
Fica toda a extensão de pessoas, de quaisquer castas deste reino, proibidos de falarem à meu respeito, exceto as que falarem da bondade, do altruísmo, da generosidade e da benevolência imperial.
- Ministro:
Perdão mais uma vez, Vossa Majestade Imperial, Real e Fidelíssima. Jamais deveria interferir na vossa magna inteligência e novamente ouso, se assim permitir, pois não pretendendo com isto ofuscar a Vossa Imperial sabedoria que transcende vosso reino, tomar outro passo diminuto da minha desprezível e insignificante existência, para propor-lhe uma mínima alteração no novo texto imperial.
- Imperador:
Apesar de causar-me espécie a sua ação, acredito que aquilo que dirá será exatamente o que refleti em minhas preciosas horas de divagações e elucubrações imperiais.
- Ministro:
Vossa Majestade Imperial, Real e Fidelíssima, meu desejo é e será sempre tudo o que Vossa Majestade deseja, e neste instante diante de Vossa Majestade, ouso novamente emitir minha insignificante opinião de que além daqueles que falam bem de Vossa Majestade Imperial, Real e Fidelíssima, dever-se-ia, se assim permite vossa magnânima benevolência, permitir que os que falam mal continuem a fazê-lo, para que Vossa Imperial Guarda saiba identificar pelos atos, palavras, atos e omissões todos aqueles que deturpam vossa imaculada realeza..
- Imperador:
Bravíssimo, senhor ministro. Suas palavras são exatamente as que guardei antecipando esta questão de relevante valor administrativo em todo o Reino. Desta forma, de caráter irrevogável, sem mais nenhum adendo real, eu, Majestade Imperial, Real e Fidelíssima deste reino e anexos, decreto:
Fica toda a extensão de pessoas, de quaisquer castas deste reino, proibidos de falarem à respeito das supostas maldades, desmandos, e atos de força necessários para a manutenção da ordem, da paz e do progresso do nosso Reino. Aos que falarem da bondade, do altruísmo, da generosidade e da benevolência imperial, gozarão de harmônica e resplandecente tranquilidade. Os abjetos que se manifestarem em contrário suportarão as agruras da lei justa e igualitária.
Revogam-se as disposições em contrário.
Esta Lei entra em vigor nesta data, sem contestação ou manifestações em contrário.
É isto aí!
Ode ao Fígado - Pablo Neruda
"Tradução Livre Ao Pé da Pitangueira"
Modesto,
organizado
amigo,
trabalhador
profundo,
deixa-me te dar a asa
do meu canto,
o golpe
de ar,
o salto
de minha ode:
ela nasce
de tua máquina
invisível,
ela voa
partindo de teu infatigável
e fechado moinho,
entranha
delicada
e poderosa
sempre viva e obscura.
Enquanto
o coração sonha e atrái
a partitura do bandolin,
lá dentro
tu filtras
e repartes,
separas
e divides,
multiplicas
e engraxas,
sobes
e recolhes
os fios e os gramas
da vida, os últimos
licores,
as íntimas essências.
Víscera
submarina,
medidor
do sangue,
vives
cheio de mãos
e de olhos
medindo e transvasando
em teu escondido
quarto
de alquimista.
Amarelo
é o teu sistema
de hidrografia vermelha,
búzio
da mais perigosa
profundidade do homem
ali sempre
escondido,
sempiterno,
na usina,
silencioso.
E todo
sentimento
ou estímulo
cresceu em teu maquinário,
recebeu alguma gota
de tua elaboração
infatigável,
ao amor agregaste
fogo ou melancolia,
uma pequena
célula equivocada
ou uma fibra
gasta em teu trabalho
e o aviador se engana de céu,
e o temor se precipita em assovio,
o astrônomo perde um planeta.
Como brilham acima
os olhos feiticeiros
da rosa,
os lábios
do cravo
matutino!
Como ri
no rio
a donzela!
E abaixo
o filtro e a balança,
a delicada química
do fígado,
a adega
dos câmbios sutis:
ninguém
o vê ou o canta,
porém,
quando
envelhece
ou desgasta seu morteiro,
os olhos da rosa se acabaram,
o cravo murchou sua dentadura
e a donzela não cantou no rio
Austera parte
ou todo
de mim mesmo,
avô do coração,
moinho
de energia:
te canto
e temo
como se foras juiz,
metro,
fiel implacável,
e se não posso
entregar-me amarrado à pureza,
se o excessivo
comer
ou o vinho hereditário de minha pátria
pretenderem
perturbar minha saúde
ou o equilíbrio da minha poesia,
de ti,
monarca obscuro,
distribuidor de mel e de venenos,
regulador de sáis,
de ti espero justiça:
Amo a vida: cumpre! Trabalha!
Não detenhas o meu canto.
Oda al Hígado
Pablo Neruda
Modesto,
organizado
amigo,
trabajador
profundo,
déjame darte el ala
de mi canto,
el golpe
de aire,
el salto
de mi oda:
ella nace
de tu invisible
máquina,
ella vuela
desde tu infatigable
y encerrado molino,
entraña
delicada
y poderosa,
siempre
viva y oscura. Mientras
el corazón suena y atrae
la partitura de la mandolina,
allí adentro
tú filtras
y repartes,
separas
y divides,
multiplicas
y engrasas,
subes
y recoges
los hilos y los gramos
de la vida, los últimos
licores,
las íntimas esencias. Víscera
submarina,
medidor
de la sangre,
vives
lleno de manos
y de ojos,
midiendo y trasvasando
en tu escondida
cámara
de alquimista.
Amarillo
es tu sistema
de hidrografía roja,
buzo
de la más peligrosa
profundidad del hombre,
allí escondido
siempre,
sempiterno,
en la usina,
silencioso.
Y todo
sentimiento
o estímulo
creció en tu maquinaria,
recibió alguna gota
de tu elaboración
infatigable,
al amor agregaste
fuego o melancolía,
una pequeña
célula equivocada
o una fibra
gastada en tu trabajo
y el aviador se equivoca de cielo,
el tenor se derrumba en un silbido,
al astrónomo se le pierde un planeta.
Cómo brillan arriba
los hechiceros ojos
de la rosa,
los labios
del clavel
matutino!
Cómo ríe
en el río
la doncella!
Y abajo
el filtro y la balanza,
la delicada química
del hígado,
la bodega
de los cambios sutiles:
nadie
lo ve o lo canta,
pero,
cuando envejece
o desgasta su mortero,
los ojos de la rosa se acabaron,
el clavel marchitó su dentadura
y la doncella no cantó en el río.
Austera parte
o todo
de mi mismo,
abuelo
del corazón,
molino
de energía:
te canto
y temo
como si fueras juez,
metro,
fiel implacable,
y si no puedo
entregarme amarrado a la pureza,
si el excesivo
manjar
o el vino hereditario de mi patria
pretendieron
perturbar mi salud
o el equilibrio de mi poesía,
de ti,
monarca oscuro,
distribuidor de mieles y venenos,
regulador de sales,
de ti espero justicia:
Amo la vida: Cúmpleme! Trabaja!
No detengas mi canto
Pablo Neruda
quarta-feira, 4 de maio de 2016
terça-feira, 3 de maio de 2016
Papo de Esquina XIV
- Me deem três motivos para mantermos o otimismo.
- A história, o tempo e o povo.
- A justiça, a honra e a lei.
- Caramba ... vou para Pasárgada.
É isto aí!
- A história, o tempo e o povo.
- A justiça, a honra e a lei.
- Caramba ... vou para Pasárgada.
É isto aí!
Delírio (Olavo Bilac)
DELÍRIO
Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
– Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!
Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.
Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:
– Mais abaixo, meu bem! – num frenesi.
No seu ventre pousei a minha boca,
– Mais abaixo, meu bem! – disse ela, louca,
Moralistas, perdoai! Obedeci....
quinta-feira, 28 de abril de 2016
Papo de Esquina XIII
- Imaginem uma ilha, num lugar distante, ermo, atrasado, ok? Então, caso neste torreão abandonado ocorra um golpe no poder da tribo, qual seria o próximo passo do novo cacique?
- Defesa da tradição, da família e da propriedade.
- Censura, repressão e corrupção.
- Caramba ... esta merda vai dar pau!!!
É isto aí!
quarta-feira, 27 de abril de 2016
Papo de esquina XII
- Luta greco-romana. Ela invoca os sentidos mais primitivos do homem, que lutam sem o auxílio de quaisquer equipamentos de proteção, mas sob um nobre código de conduta, que proíbe socos e golpes baixos e inclui complicadas táticas de derrubadas e imobilização do adversário.
- Luta cunha-temeriana. Ela invoca os sentidos mais primitivos do homem, que lutam com o auxílio de quaisquer equipamentos de ataque, mas sob um sinistro código de conduta, que permite socos e golpes baixos e inclui táticas mercantis de derrubadas e imobilização do adversário.
- Credo!! E eu achando que sabia de todas as lutas ... Esta merda vai dar pau.
É isto aí!
Meu cartão me ama - sqn
Na sexta-feira, à noite, vi um anúncio interessante de dois produtos eletrônicos em determinada grande rede de vendas pela internet. Como havia a intenção prévia de adquiri-los, fiz o que manda a rotina moderna. Verifiquei o preço praticado no mercado, fiz estudos comparativos dos aparelhos, etc. Finalmente acessei, marquei, e pedi o pagamento por determinado cartão, aproveitando o parcelamento sem juros, pelo mesmo preço à vista, o que era um bom negócio.
Para minha surpresa, na segunda-feira recebo e-mail afirmando que o pedido fora cancelado por que a operadora do cartão negou o crédito (que eu achava que tinha). Como esta foi a segunda ocasião proporcionada pela agente financeira em menos de 30 dias, aquilo não era coincidência, e como não tenho saldo devedor neste cartão, o qual ofereceram com insistência, liguei e solicitei o cancelamento do cartão. De que serve um cartão de crédito que desacredita o credor?
A atendente, educadamente, ouviu minha solicitação, pediu as confirmações de dados de praxe, sabe? CPF, data de nascimento, nome da mãe, nome completo, confirmação de endereço, etc. Depois desta xaropada toda, falou que iria me passar para o setor responsável.
Aqui cabe um adendo - as agências terceirizam todo o sistema de comunicação com o cliente, para que não tenhamos acesso a eles. De maneira que esta passagem para o setor responsável nada mais é do que transferir a ligação para um atendente disponível, qualquer um, que já recebeu todas as informações na tela do seu computador e vai nos passar a sensação de estarmos falando com quem resolve.
Novamente a mesma conversinha, até que sem argumento, o educado rapaz afirma que o sistema saiu do ar, veja só você que coisa mais estranha - o sistema pode ler até o que eu vadiei na rede em qualquer dia, mas para suspender um raio de um cartão, ele agilmente sai do ar.
Aí você pensa assim - bem, parece que tudo acabou. Mas, porém, todavia, contudo, na terça-feira à noite recebo e-mail da loja/rede de que a compra foi autorizada pela financeira - ohhhh!! Nesta quarta-feira, pela manhã tento inúmeras vezes falar ao telefone com a loja/rede e não consigo. Daí envio um e-mail explicando toda a história e pedindo o cancelamento total da compra.
Lega isto, não é? Só que não. A loja/rede responde que como o pedido foi, veja só você, terceirizado para uma outra empresa, não teriam como protocolar o cancelamento imediatamente que eu devo aguardar 48 horas para que a empresa terceirizada se posicione. Enfim, viva a pátria amada!!
É isto aí!
domingo, 24 de abril de 2016
Papo de esquina XI
- Vocês acham que Nelson Rodrigues encaixa bem nesta crise?
- Claro, vem dele o pensamento vivo de que só o inimigo não trai nunca.
- E também disse que convém não facilitar com os bons, convém não provocar os puros. Há, no ser humano, e ainda nos melhores, uma série de ferocidades adormecidas. O importante é não acordá-las.
- Então, como afirmou o Nelson, também quero crer que certas épocas são doentes mentais. Por exemplo: a nossa.
É isto aí
quinta-feira, 21 de abril de 2016
O Golpe, os golpistas e A Igreja do Diabo do Machado de Assis
Machado de Assis escreveu um dos mais curiosos e tocantes contos da sua vasta coleção, intitulado: A Igreja Do Diabo.
Nesse conto, o Diabo funda uma Igreja e consegue obter adeptos e ouvintes todos os dias. Então, segundo as leis do Diabo, o mais importante na vida é promover prazeres de todos os tipos e não e preciso ter éticas nos negócios e nem tao pouco na política. Havendo condições para ganhar, mesmo que seja de forma desonesta, para a tal Igreja isso e que era válido.
Também não seria preciso ajudar os outros ou então preocupar-se com os amigos e familiares. Que cada um cuide de si, diziam os padres da Igreja do Diabo. Com o andar do tempo, por mais apegados que os crentes estivessem no novo credo, as pessoas começaram a não acatar as tais leis. Às escondidas passaram esmolar aos mais pobres, e escutavam com certa atenção e cuidado os lamentos dos conhecidos e ofereciam os seus préstimos e amizade.
Também os casados evitavam trair seus parceiros e os comerciantes e políticos honravam seus compromissos, mesmo que declarassem seguir à risca a hedonista lei do Diabo. Realmente o que Machado de Assis nos revela, é que todas as pessoas têm duas facetas e posições. Podemos ser amorosos com alguns e zangados com outros; honestos em certas circunstancias e ludibriar em outros aspectos. Qualquer que seja a lei, portanto, jamais se poderá compreender essa disparidade do ser humano. A lei escolhe um lado da oposição como certo e o outro como sendo errado, e isto demostra que o nosso coração possui sempre dois aspectos antagônicos.
É isto aí!
É isto aí!
Papo de esquina X
- O que você quer ser quando crescer?
- Eu queria ser o Mario Quintana.
- Eu queria ser igual àquele procurador, e ficar por ali com cara de paisagem, só procurando ... procurando ..., até cansar.
- É ... para ser um Mario Quintana depende de muita coisa, mas para ser um engavetador-desachador mor ... hummm ... bem, deixa prá lá.
É isto aí!
- Eu queria ser o Mario Quintana.
- Eu queria ser igual àquele procurador, e ficar por ali com cara de paisagem, só procurando ... procurando ..., até cansar.
- É ... para ser um Mario Quintana depende de muita coisa, mas para ser um engavetador-desachador mor ... hummm ... bem, deixa prá lá.
É isto aí!
Papo de esquina IX
- A gente poderia falar de outra coisa que não fosse política?
- Poderíamos falar então de esposas dedicadas, fieis e obtusas?
- Poderíamos falar então de crimes, mistérios e suspenses?
- Hummm ... parece que não tem jeito. Tudo isto é fado!!!
É isto aí!
- Poderíamos falar então de esposas dedicadas, fieis e obtusas?
- Poderíamos falar então de crimes, mistérios e suspenses?
- Hummm ... parece que não tem jeito. Tudo isto é fado!!!
É isto aí!
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