sábado, 9 de junho de 2018

Al Green - How Can you Mend a Broken Heart



Página Youtube luizmarcosdasilva silva
Música How Can You Mend a Broken Heart (Orchestral)
Artista  Al Green
Álbum  Give Me More Love
Compositores  Barry Gibb, Robin Gibb
Licenciado para o YouTube por
PIAS, The Orchard Music (em nome de Fat Possum); LatinAutor - UMPG, LatinAutorPerf, UNIAO BRASILEIRA DE EDITORAS DE MUSICA - UBEM, UMPG Publishing, BMI - Broadcast Music Inc., CMRRA, UMPI e 11 associações de direitos musicais




sexta-feira, 8 de junho de 2018

Rod Stewart & Amy Belle I Dont Want To Talk About It 360p SD

10 - Odete, a rainha das boléias de Ceilândia



Odete, a rainha das boleias de Ceilândia - publicado 2018



Quatro horas da manhã, meu Nokia tem seu primeiro acesso do dia. Acordo dormindo, ou durmo acordando e atendo. Do outro lado da célula, Odete, a ex-vedete e ex-rainha dos caminhoneiros de Ceilândia. Reza a lenda que em determinada época folclórica de Bananaland, navegando numa carreta bi-trem numa solitária e reta rodovia que liga o nada ao lugar nenhum, Odete fez uma parada rápida em pacata e famosa cidade ao norte, que naquele momento acolhia cerca de duzentos rapazes de verde-oliva, em intenso treino de resistência. Atenta à voz de comando, fez com que pelo menos 28 dos pletóricos rapazotes, segundo fontes fidedignas, não obtivessem o pleno êxito, sendo dali mesmo devolvidos à sua vidinha civil, sem graça e sem Odete. 

Odete, meudeusdocéu, que saudade ...

Meu amore, saudade tenho eu desta sua marcha forte de câmbio manual, mas eu que estou louca mesmo é com esta vontade doida de você dar uma turbinada neste meu motor bem (e muito bem) rodado de 16L com 610 hp

Odete ... puxa vida! - Gente, não entendi nada, mas parece ser bom, sei lá ... mas o que está mandando, meu bem?

Pelo amor das boleias, amore, não sabe o que está acontecendo não?

Sim e não, mais ou menos, parece uma coisa e parece outra, enfim, saber, saber, não sei.

Credo, amore, tenho que parar de te abandonar. Neste momento estou num trecho travado, blindada por valorosos pilotos em missão de paradinha no acostamento, que estão a locupletar-me com estabilidade permanente, visibilidade ativa e completa, visão total do meu eu interior, mão boba com direção dinâmica em meus Airbags e um vibrante câmbio automático ...

Madre-de-dios, o que é isto? Odete, você está interagindo ao novo caos? Pode me explicar o que de fato está ocorrendo?

Olha, amore, como sabe, eu só falo coisas que posso provar.

Claro, Odete, sei bem da sua dignidade.

Uau! Bem, deu que euzinha estava na Asa Norte dias destes no escritório da Margô, uma moça de negócios de atenção diferenciada a clientes especiais do poder nuclear central, procurando reagendar um compromisso com determinado senador que precisava de uma pessoa culta e bilíngue para compor sua comitiva internacional na Hungria. É só Hungria, hem ... não confunda com aquela outra ... bem, dei minhas referências, mas o danado conseguiu mais uma escorregada no quiabo dos amigos dos amigos, onde colhe frutinhas de frotas do submundo, se é que me entende.

Interessante, meu bem! E ...?

Uau, amore, me chamou de meu bem? Uau uau uau - orgasmos múltiplos te aguardam. Bem, enquanto eu conversava com Margô, ela me disse que Laurinha, uma vagabundinha da Asa Sul, deu de querer abrir concorrência. Aí Margô procurou levantar a ficha, não é? No Plano Piloto tudo tem que estar fichado. Margô foi atrás de Aparício um trans-conservador da ala ortodoxa neocon direitosa, que tem uma relação estável com Carminha, a devassa do oculto e secretíssimo Anexo V do Olimpo do Planalto Central.

Onde chega isto?

Credo, euzinha estou relatando em detalhes, você aparece aquele funesto senil que só passa rapidinho ...

Desculpa, querida, foi mal, desculpa ... é o clima, é a copa, é pau, é pedra e estes filhos de uma pata a derreter nossas esperanças.

Ai, quero que venha me ter logo em Brasília depois desta, hem ... pedido de desculpas, me chamou de querida e ainda por cima abriu a caixa blindada deste coração insensível... bem, seguindo. Falei da Carminha? Falei, sim, lembrei. Bem, aquela devassa tem um romance de cinema com K32, um agente triplo trans-infiltrado na 5ª sub-secretaria de assistência ao mundo civil, ficante da Madame D+, aquela conhecida pilantra de função de 3ª classe da quarta sub-gestão, vinculada ao Dr. Coisado, um faz tudo pau-mandado do CEO Fulano, indicado ao elevado cargo pelo recente hóspede gerado, não criado pelas urnas. Bem, de fato quem manda naquela merda toda é o ex-deputado Dr. X-Tudo, nossa, arrepiei todinha, lembrei de uma paradinha que tive com Dr. X-Tudo em Berna, ele e aquelas suíças ... hummm, delícia ...

Odete ...

Nossa, irritadinho hoje, hem! Então. Voltando ao foco, meu bem, ao foco - Segundo Margô, que acabou chamando a piranha da Laurinha para dividir uma Maison na orla do Paranoá ...

Olha só, hem Odete, até entre profissionais do âmbito de lazer personificado tem fusão de negócios, que coisa interessante.

Meu bem, isto aqui é Brasilia, tudo é moderninho. Esquece esta Laurinha, sem chance de te apresentar à perua. Voltando - Carminha contou à Margô que escutou de Aparício, o neocon trans-conservador, num momento de raro prazer entre olhares, - ai, gente, só rindo, - bem, Aparício tem um amiguinho de coisas comuns entre os dois, de alta relevância no cenário nacional, que também leva Carminha no arame. Este sena..., digo, este senhor que frequenta o Anexo 5 confidenciou à Carminha que ninguém é de alguém, tudo junto e misturado, tomaram Pindorama de assalto e só largam no dia que aquele que não pode ser nomeado for reconhecido como o pai da pátria amada, aquele estranho no ninho, safado, gerado e não criado pela santa malandragem da ribeira baixa.

Odete, meu bem, não entendi nada!

Mas a função é esta mesmo. Quem falar que está entendendo é retardado. Ai, amore, agora que demonstrou sua inteligência QI três dígitos, não custa nada me ter em Brasília. Vem, amore, vem ...

Odete, eu, eu, eu ... alô alô, droga, caiu a ligação enquanto eu tentava pegar no tranco desta ladeira abaixo que nosso grandioso líder gerado e não criado nas urnas, está nos levando.

É isto aí!


quinta-feira, 7 de junho de 2018

Chico Trujillo - Conductor + No me busques

Tus Besos Son (Chico Trujillo)


Tus besos son
Los que me dan alegria,
Tus besos son
Los que me dan el placer
Tu besos son
(tus besos son)
Son como caramelo
(caramelo)
Me hacen llegar al cielo
Me hacen hablar con dios
(x2)

Tus besos son
Toda mi vida
Tus besos son
Mi mundo entero
Tus besos son
(tus besos son)
Son como caramelo
(caramelo!)
Me hacen llegar al cielo
Me hacen hablar con dios.

Revelação (Fagner)



Música: Revelação
Compositores:  Clodo FerreiraClésio Ferreira
Artista: Fagner
N° Faixa: 1
Lado: A
Album: Eu Canto - Quem Viver Chorará
Código LP: 230020
LP: 1ª Edição, 1978
Selo: DISCOS CBS

Um dia vestido
De saudade viva
Faz ressuscitar
Casas mal vividas
Camas repartidas
Faz se revelar

Quando a gente tenta
De toda maneira
Dele se guardar
Sentimento ilhado
Morto, amordaçado
Volta a incomodar





domingo, 3 de junho de 2018

Soneto de Separação - Vinícius de Moraes

De repente do riso fez-se o pranto 
Silencioso e branco como a bruma 
E das bocas unidas fez-se a espuma 
E das mãos espalmadas fez-se o espanto. 

De repente da calma fez-se o vento 
Que dos olhos desfez a última chama 
E da paixão fez-se o pressentimento 
E do momento imóvel fez-se o drama. 

De repente, não mais que de repente 
Fez-se de triste o que se fez amante 
E de sozinho o que se fez contente. 

Fez-se do amigo próximo o distante 
Fez-se da vida uma aventura errante 
De repente, não mais que de repente.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Saíram com o rabo entre as pernas


Há alguns meses, apoiados numa histérica misoginia (pleonasmo de reforço - há histeria na misoginia sempre sempre sempre), foram os heróis da vitória dos patos e agora ... hummmm ... pois é, josé, e agora?!

Rabo entre as pernas.

Expressão popular que significa: sair humilhado, acovardado, apavorado. Os animais fugitivos ou amedrontados fogem com a cauda abaixada, entre as pernas. Não teve jeito, fulano teve que sair correndo, com o rabo entre as pernas.

O texto abaixo e a gravura acima copiei e colei literalmente do blog 

Muitos donos de cães têm-nos para poderem dar ordens a alguém:
- Senta! Deita! Rebola! Vai buscar!
Depois de guardarem os cães vão sentar, deitar, rebolar e buscar às ordens de políticos medíocres, de empresários gananciosos ou de badamecos da função pública. Vidas de cão.

É isto aí!

Saia da sombra, venha para a luz

Preciso começar falando de sombra por Jung:

a sombra, porém, é uma parte viva da personalidade e por isso quer comparecer de alguma forma. Não é possível anulá-la argumentando, ou torná-la inofensiva através da racionalização. Este problema é extremamente difícil, pois não desafia apenas o homem total, mas também o adverte acerca do seu desamparo e impotência” (JUNG, 2008d, p. 31)

A definição junguiana da sombra foi muito bem colocada por Edward C.Whitmont, analista de Nova York, ao dizer que sombra é “tudo aquilo que foi reprimido durante o desenvolvimento da personalidade, por não se adequar ao ideal de ego.

Se você teve uma educação crista, com o ideal do ego de ser benevolente, moralmente reto, gentil e generoso, então certamente você precisou reprimir todas as suas qualidades que fossem a antítese desse ideal: raiva, egoísmo, loucas fantasias sexuais e assim por diante. Todas essas qualidades que você seccionou formariam a personalidade secundária chamada “sombra”.

Hoje eu quero convidar você a incidir a luz sobre as sombras da sua alma, aqueles sentimentos que foram sendo varridos para debaixo das suas vontades, em função de uma verdade que não é a nossa.

Somos um país livre com as nossas vidas, nossa alegria, nosso carnaval, nossa ancestralidade negra, branca e índia tudo junto e misturado, nossa macumba, nosso terço, nosso candomblé, nossas procissões, nossas novenas, nossas crenças nas mais diversas formas transformadas em um objeto na sombra de uma poderosa rede nacional de mídia invasiva. Permita se descobrir - não há dia sem sol e lua, noite e dia, escuridão e luz - traga sua sombra novamente para  a luz e verá que um filho não foge à luta. 

A sombra contém grandes possibilidades e potencialidades que o ego reprimiu por falta de afinidade e ou repulsa provocada pelo outro. A sombra é nosso lado obscuro com características construtivas e destrutivas, ou seja, contém aspectos ocultos, afetivos, autônomos, suficientemente, capaz de ameaçar e dominar o ego, este processo de edificação por valores dominantes. 

Assim definiu o poeta Gilberto Gil:

O mundo da sombra, caverna escondida
Onde a luz da vida foi quase apagada
mundo da sombra, região do escuro
Do coração duro, da alma abalada, abalada
Hoje eu canto a balada do lado sem luz
Subterrâneos gelados do eterno esperar
Pelo amor, pelo pão, pela libertação
Pela paz, pelo ar, pelo mar
Navegar, descobrir outro dia, outro sol
Hoje eu canto a balada do lado sem luz
A quem não foi permitido viver feliz e cantar
Como eu
Ouça aquele que vive do lado sem luz
O meu canto é a confirmação da promessa que diz
Que haverá esperança enquanto houver
Um canto mais feliz
Como eu gosto de cantar
Como eu prefiro cantar
Como eu costumo cantar
Como eu gosto de cantar
Quando não tão a balada, a balada, a balada
do lado sem luz


terça-feira, 29 de maio de 2018

A pátria da minha rua

Quero essa pátria parida
nas margens turbulentas da vida
em raios múltiplos do sol nascente
reluzente ao céu da minha rua

Quero uma pátria
conquistada com braços fortes
cabelos ao vento, peito aberto
Desafiando a própria sorte!

Quero uma pátria amada
uma pátria amante
que não seja idolatrada, nem salvífica
mas que seja acolhedora e destemida.

Uma pátria atenta, flamejante
amor sincero, resolvida e pronta
que resplandeça o sorriso
do seu povo fulgurante

Uma pátria gigante
bela, formosa e aconchegante
Onde todas as crianças têm futuro
acionados pela grandeza pulsante

pátria amada
única neste planeta de mundo finito
seja pai, mãe, filha
dos filhos deste solo, aflitos.

É isto aí!

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Só coisando.




Ando tão angustiado e desacreditado que de repente acho possível uma conjunção planetária reversa.

Na verdade estou atento e tenso com tudo que vejo acontecer. Há um grande e nada amistoso negócio por detrás desta grande e ruidosa coisa. Mas como está tudo coisado, não sei de nada, apenas coiso. 

Estamos em 2018 e digo que os próximos quatro anos serão inenarráveis. Está feia a coisa.

É isto aí!

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Perfeição - Legião Urbana (Renato Russo)


Perfeição
Renato Russo (1960 - 1996), compositor, poeta, cantor e pensador brasileiro.

Vamos celebrar a estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos
Covardes, estupradores e ladrões
Vamos celebrar a estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação
Celebrar a juventude sem escolas
Crianças mortas
Celebrar nossa desunião
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta de hospitais
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras e sequestros
Nosso castelo de cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia e toda a afetação
Todo roubo e toda a indiferença
Vamos celebrar epidemias:
É a festa da torcida campeã
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar um coração
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos o hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
E comemorar a nossa solidão
Vamos festejar a inveja
A intolerância e a incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer da nossa gente
Que trabalhou honestamente a vida inteira
E agora não tem mais direito a nada
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isso
Com festa, velório e caixão
Está tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou esta canção

Venha, meu coração esta com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça:
Venha que o que vem é perfeição...

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Marling - by Usman Haque

A palavra é viva - tem energia. Veja aqui: 
Sua voz cria o espaço ao seu redor, reverbera de várias maneiras muito depois de você ter parado de falar. Em Marling - Holanda, as vozes dos cidadãos são dadas através de efeitos espetaculares que pairam no ar acima da multidão, formando um teto delicado e complexo de cores animadas. As pessoas se tornam atores no cenário urbano, trazendo o espaço à vida através de suas ações e sons, e construindo uma memória pública compartilhada de colaboração que, esperamos, durará muito tempo depois do evento.


sábado, 19 de maio de 2018

Nunca foi deste jeito

Senhoras e senhores, respeitável público, nesta noite esta casa de espetáculos, a grande casa das artes e da cultura, o Teatro Imperial da Pitangueira, tem a honra de apresentar a peça - Nunca foi deste jeito.

o Sofá

A cena - O casal está em beijos e abraços num sofá lounge vermelho e inicia a discussão do relacionamento a partir da cor do sofá.

Ele - gostosa ... gostosa ... gostosa - beija alisa beija esfrega beija aperta - gostosa, gostosa, gostosa ...

Ela - Hummmm ... hummmmmmmmm ... hummmmmmmmmm ... beija, abraça, beija, abraça ... hummmmm

Ele - Mas que merda, assim não dá - este sofá é vermelho, seu salto alto é vermelho, tudo bem, mas até sua calcinha é vermelha ... não dá ... não dá ...

Ela - Desculpa amor, fui traída pelo minhas crenças limitantes. Nunca foi deste jeito!

É isto aí!



quarta-feira, 16 de maio de 2018

Pra dizer adeus (Torquato Neto)

Sad Asian Girl Sitting Alone Near Railway Stations ,vintage Tone Banco De  Imagens Royalty Free, Ilustrações, Imagens E Banco De Imagens.. Image  43214188.

Adeus

Vou pra não voltar

E onde quer que eu vá

Sei que vou sozinho

Tão sozinho amor

Nem é bom pensar

Que eu não volto mais

Desse meu caminho

Ah, pena eu não saber

Como te contar

Que o amor foi tanto

E no entanto eu queria dizer

Vem

Eu só sei dizer

Vem

Nem que seja só

Pra dizer adeus




segunda-feira, 14 de maio de 2018

ADORO AMAR VOCÊ (Agnes Jamille e Daniel Romagnolo)

O poder da auto-estima

Era uma vez num distante reino das flores onde existiam cetenas de flores das mais belas variedades, cores, fragrâncias e texturas. De todas a mais popular era a Rosa cor-de-rosa

Rosas cor-de-rosa: gratidão, agradecimento, o feminino (muitas vezes aparece simbolizando o útero em algumas culturas, como o gineceu está para a cultura ocidental - ver cor-de-rosa)

A rosa (do latim rosa)[1] é uma das flores mais populares no mundo. Vem sendo cultivada pelo homem desde a Antiguidade. A primeira rosa cresceu nos jardins asiáticos há 5 000 anos. Na sua forma selvagem, a flor é ainda mais antiga.[2] Celebrada ao longo dos séculos, a rosa, símbolo dos apaixonados, também marcou presença em eventos históricos importantes e decisivos. Fósseis dessas rosas datam de há 35 milhões de anos.

Cientificamente, as rosas pertencem à família Rosaceae, e ao gênero Rosa L., com mais de 100 espécies

São arbustos ou trepadeiras, providos de acúleos. As folhas são simples, partidas em 5 ou 7 lóbulos de bordos denteados. As flores, na maioria das vezes, são solitárias. Apresentam originalmente 5 pétalas, muitos estames e um ovário ínfero. Os frutos são pequenos, normalmente vermelhos, algumas vezes comestíveis.


domingo, 13 de maio de 2018

A Inutilidade de Guerras e Revoluções - Fernando Pessoa

A Inutilidade de Guerras e Revoluções (Fernando Pessoa)

As guerras e as revoluções - há sempre uma ou outra em curso - chegam, na leitura dos seus efeitos, a causar não horror mas tédio. Não é a crueldade de todos aqueles mortos e feridos, o sacrifício de todos os que morrem batendo-se, ou são mortos sem que se batam, que pesa duramente na alma: é a estupidez que sacrifica vidas e haveres a qualquer coisa inevitavelmente inútil. 

Todos os ideais e todas as ambições são um desvario de comadres homens. Não há império que valha que por ele se parta uma boneca de criança. Não há ideal que mereça o sacrifício de um comboio de lata. Que império é útil ou que ideal profícuo? 

Tudo é humanidade, e a humanidade é sempre a mesma - variável mas inaperfeiçoável, oscilante mas improgressiva. Perante o curso inimplorável das coisas, a vida que tivemos sem saber como e perderemos sem saber quando, o jogo de mil xadrezes que é a vida em comum e luta, o tédio de contemplar sem utilidade o que se não realiza nunca - que pode fazer o sábio senão pedir o repouso, o não ter que pensar em viver, pois basta ter que viver, um pouco de lugar ao sol e ao ar e ao menos o sonho de que há paz do lado de lá dos montes. 

Fernando Pessoa, in "Livro do Desassossego" 

sábado, 12 de maio de 2018

Carta Aberta

CARTA ABERTA
Ao Exmo. Sr. Ministro do Supremo Tribunal Federal
Gilmar Mendes

Excia., eu poderia estar me dirigindo a qualquer um dos Ministros da Suprema Corte, e o fato de tê-lo escolhido reside em que é o de maior visibilidade, o mais presente, via mídia e redes sociais, na vida dos brasileiros.
Não me aterei à sua biografia, aos fatos, reais ou não, airosos ou desairosos à sua imagem, e muito menos ao seu posicionamento ideológico, público e notório, assumido.
O que me leva a escrevê-lo é o questionamento, que acredito ser o da maior parcela de brasileiros, a respeito do comportamento dos Ministros, seus pares, na Suprema Corte, o Senhor, inclusive.
Não se chega à posição que os Senhores chegaram sem um grande cabedal de conhecimentos, do Direito e de outros assuntos, dando-lhes vasta cultura geral, universal. Dos senhores podemos afirmar tudo, menos que não sejam inteligentes.
Ora, Senhor Ministro, por exigência dos próprios mecanismos cerebrais, a primeira exigência a se fazer a um homem ou mulher inteligente, é a coerência, o não se permitir que em si habitem contradições, a menos que falsas, postiças, atendendo a interesses determinados.
Todos os Ministros do Supremo, sem que em possa isentar nenhum dos onze, vem se pautando por incoerências, contradições, volubilidade nas decisões, mudando-as ao sabor do vento e do momento.
Um vota justificando não concordar com o dito pelo relator, mas que votará a favor porque “a literatura jurídica assim me permite”, o outro passa a semana inteira na mídia, defendendo um determinado ponto de vista, e depois vota contra, ou criticando e votando a favor, até chegarmos na Ministra Rosa Weber que justificou um voto com argumentação totalmente contrária ao voto proferido, negando-o, o que, data máxima vênia, chega a beirar à insanidade.
E chego ao meu questionamento: o que se esconde por trás do comportamento dos senhores?
Fosse eu reducionista, colocando todas as atividades institucionais no patamar do ilícito mercantilismo e diria que a Justiça brasileira está comprada, que as decisões têm preço, o que me recuso a fazê-lo, por ferir os mais elementares princípios de dignidade, honra e decência.
Assim, ficam restando duas possibilidades de justificativas.
Recentemente p ex Presidente Lula referiu-se ao Supremo como “acovardado”.
De um ex Presidente da República pode-se esperar tudo, menos que seja mal informado e que seja leviano.
O que os acovarda, ministro? O que os assusta, põe medo?
Na primeira votação do HC de Lula um general fez ameaças. Ontem outro militar de alta patente repetiu, quando deveriam ter ficado calados, por dever de ofício, em respeito à disciplina e à hierarquia.
De onde partem as pressões, Ministro? Das Forças Armadas? De grupos fascistas? De partidos? Do exterior? O que temem? 
A ser verdade, o que está gerando esta situação, a de tomarem decisões em oposição às justificativas?
Ontem o Senhor, depois de sinalizar, por uma semana, que votaria contra a orientação do relator, votou a favor, justificando de uma maneira que pode ser entendida como espírito de corpo, corporativismo, o que é uma afronta ao bom senso. 
Se isto pauta os votos dos magistrados, basta que o relator o faça, em decisão monocrática, nos poupando tempo e dinheiro, por redução no número de votantes, entre os de maior remuneração do planeta, na mesma atividade.
Por fim, a terceira hipótese: por mais que o Senhor discorde, a situação presente, neste país, é resultado de um golpe de Estado.
O Senhor, tanto quanto todos, inclusive os de Douto Saber Jurídico, aqui e no exterior, não acredita em pedaladas, improbidade... Qualquer coisa capaz de justificar o que aconteceu, com a sua participação direta, inclusive em reuniões de conspiração, nas casas de Eduardo Cunha e Heráclito Fortes.
O resultado é que o país está hoje sendo governado em favor de menos de 1% dos brasileiros, com os pobres voltando para miséria, a classe média caindo na pobreza e o patrimônio público sendo doado ou vendido por valores irrisórios.
Estivéssemos sob o império da lei, subordinados à Constituição, isto estaria sendo impedido, mas não é o que está acontecendo, e lhe faço a derradeira pergunta: o STF da República Federativa está agindo de forma covarde porque ameaçado ou age, de forma covarde, ameaçando?
Sem confiar nas Instituições, onde se inclui a responsável pelo respeito à lei, o que nos resta fazer?
Precisamos de respostas, Ministro.

Rio, 10/05/2018.