Reino da Pitangueira,
Planeta Terra & Lua,
3º do Sistema Solar,
Via Láctea, Zona Sul
Cartas de Amor 122
Epistulae Amoris CXXII
Querida, somos mutantes existenciais
Calma, meu bem! Tome um chá relaxante, banhe os pés numa salmoura, respire fundo e me beije logo, porque é isso o que une silenciosamente nossos vocábulos de uma forma direta e intensa, sem um propósito pré-determinado. Em seguida, construiremos nosso próprio significado e identidade através de nossas escolhas.
Meu bem, já parou para refletir sobre o que nos une nesta simbólica persistência afetiva? Fique tranquila, isto não é um jogo de certo ou errado; é apenas o que é: um diálogo franco sobre a concomitância de dois seres que optaram por uma permanência emocional dentro da própria consciência, mesmo quando vieram as tempestades e mudamos, cada um, para uma galáxia distante e silenciosa.
Não significa necessariamente algo perdido ou sem sentido. Basta ver que, apesar da ausência, nos adaptamos feito mutantes intergalácticos. Como diria meu mestre de priscas eras: mutatis mutandis, já que aqui também se aplica o mesmo princípio universal da incerteza aplicado a nós, onde certezas absolutas são substituídas pelo acolhimento das ambiguidades da mente humana.
Calma, não chore. Palavras são o que são, e ainda não estou fora do juízo normal, graças a Deus. Não, você não é necessariamente um espécime mutante, mas há em você algo feito Rita Lee.
Querida, um cafuné no cabelo, um afago na face, um abraço apertado e um beijo apaixonado.
É isto aí!
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