sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Eu e minha insensatez


Logo cedo, bem cedinho, recebi uma mensagem eletrônica por meio desta evolução pré-neandertal. Fui convidado a comparecer a um determinado endereço, numa determinada hora. Entendo sua preocupação: de onde tirei esse pré-neandertalismo que apregoo? Haveria uma explicação, segundo tese própria a ser publicada na Universidade Pitangueira, na qual discorro sobre esse pesadelo abissal entre os novos conhecimentos e os conceitos modernos.

Não dei ouvidos à personalidade crítica e praticante do ateísmo que me habita, acompanhada de outras três: uma boazinha e gaga; outra, indiferente; e, por fim, a tímida e temerária — excessivamente temerária — Alto Estima. Mas isso não é assunto para o público, sabe? É que sou muito introspectivo.

Onde eu parei? Não parei: estou parado. Onde deixei o aparelho pró-Gênesis, aquele, sabe? O de um novo céu e de uma nova terra. Acho possível, desde que venha com mais dois pares de cromossomos. Digo isso porque não posso falar de evolução apenas de fora para dentro, com o passado desalinhando meu terno de linho e mentindo ao meu ego.

A manhã segue, pois há um conflito interno grave: estou só, mas não desisto.

É isto aí!


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