domingo, 22 de setembro de 2013
Quem sabe isto quer dizer amor (Marcio Borges/Lo Borges)
Música Quem sabe isso quer dizer amor
Artista Milton Nascimento
Compositores Marcio Borges / Lo Borges
Álbum Quem sabe isso quer dizer amor
Licenciado para o YouTube por
WMG (em nome de Non-Wea/Other); UNIAO BRASILEIRA DE EDITORAS DE MUSICA - UBEM, LatinAutorPerf, Sony ATV Publishing, SOLAR Music Rights Management e 7 associações de direitos musicais
Quem sabe isto quer dizer amor (Marcio Borges/Lo Borges)
Milton Nascimento
Cheguei a tempo de te ver acordar
Eu vim correndo a frente do sol
Abri a porta e antes de entrar
Revi a vida inteira
Pensei em tudo que e possível falar
Que sirva apenas para nos dois,
Sinais de bem, desejos de cais
Pequenos fragmentos de luz
Falar da cor, dos temporais,
de céu azul das flores de abril
Pensar além do bem do mal
Lembrar de coisas que ninguém viu
O mundo lá sempre a rodar
Em cima dele, tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor
Estrada de fazer o sonho acontecer!
Pensei no tempo, e era tempo demais
Você olhou sorrindo pra mim
Me acenou um beijo de paz
Virou minha cabeça
Eu simplesmente não consigo parar
La fora o dia já clareou
Mas se você quiser transformar
O ribeirão em braço de mar
Você vai ter que encontrar
Aonde nasce a fonte do ser
E perceber meu coração
Bater mais forte só por você
O mundo lá sempre a rodar
Em cima dele, tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor
Estrada de fazer o sonho acontecer!
Cheguei a tempo de te ver acordar
Eu vim correndo a frente do sol
Abri a porta e antes de entrar
Revi a vida inteira
Pensei em tudo que e possível falar
Que sirva apenas para nos dois,
Sinais de bem, desejos de cais
Pequenos fragmentos de luz
Falar da cor, dos temporais,
de céu azul das flores de abril
Pensar além do bem do mal
Lembrar de coisas que ninguém viu
O mundo lá sempre a rodar
Em cima dele, tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor
Estrada de fazer o sonho acontecer!
Pensei no tempo, e era tempo demais
Você olhou sorrindo pra mim
Me acenou um beijo de paz
Virou minha cabeça
Eu simplesmente não consigo parar
La fora o dia já clareou
Mas se você quiser transformar
O ribeirão em braço de mar
Você vai ter que encontrar
Aonde nasce a fonte do ser
E perceber meu coração
Bater mais forte só por você
O mundo lá sempre a rodar
Em cima dele, tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor
Estrada de fazer o sonho acontecer!
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
A porta suicida
Depoimentos:
— A Vítima:
Senhor Delegado, estando eu ainda no interior do habitáculo do meu reluzente DKW Sedan Vemag, modelo 1960, motor dois tempos, três cilindros e o consumo de 1 Litro de óleo 40W a cada 40 litros de Gasolina, com tração dianteira e roda livre nas banguelas, estava quase chegando para estacionar próximo ao Parque Municipal.
— O Delegado:
Senhor, vá direto ao assunto
— A Vítima:
— Tudo bem, serei mais objetivo e menos detalhista .Ocorre, Doutor, que antes de ganhar o sentido da Travessa da Direita, passando pelo Largo da Catedral, indo em direção ao estabelecimento bancário, percebi de relance que os documentos necessários ao encontro reservado agendado com quinze dias de antecedência, com o gerente daquela instituição, não se encontravam onde deveriam estar.
— O Delegado:
Senhor, seja menos prolixo e mais direto ao que o trás aqui.
— A Vítima:
Certo, entendi. Desculpe estou muito nervoso. Mas é que enquanto procurava freneticamente por entre os vazios interiores do veículo, deparei com este elemento aqui presente ao lado, àquele momento trajando uma camisa de Tricoline, com 47% Poliéster; 50% Algodão e 3% de Elastano, com tendência ao Verde Limão, diferente desta preta que está utilizando agora.
— O Delegado:
Como sabe disto?
— A Vítima:
Trabalho com Moda, Doutor, e conheço uma roupa baratinha de longe.
— O Suspeito:
Filho de uma puta...
— O Delegado:
Calma, vai chegar a sua vez...
— A Vítima:
E uma calça surrada, de brim índigo, destas que se encontram em feiras livres...
— O Suspeito:
Vou dar uma porrada neste engraçadinho.
— A Vítima:
Então, Doutor, o elemento suspeito veio pedalando rapidamente em rota de colisão lateral com meu DKW Vemag, cujas portas abrem em sentido inverso, daí a alcunha de portas suicidas. Estava abruptamente em acelerada locomoção. Quando percebi, o meliante já estava bem próximo do veículo, daí o último grau de recurso foi fitá-lo severamente nos olhos, e guardar o seu aspecto fisionômico, para o caso de promover um crime contra a pessoa e o patrimônio desta pessoa que vos fala a verdade.
A perceber que minha expressão severa era contraditória aos seus interesses nefastos, de forma inesperada deu uma volta de 180° em torno do seu próprio eixo e tentava evadir-se do local, como fosse possível ser honesto diante de tamanha demonstração clara de interesses escusos. Foi neste momento que seu pneu traseiro resvalou na porta do meu automóvel.
Daí, aproveitando o descuido deste violento ser social, abri de súbito a porta suicida da minha possante DKW Vemag modelo 1960, e fui ao encontro da sua região posterior, neutralizando-o com uma chave de braço, pois como sabe Vossa Excelência, a contenção de pescoço lateral vascular é um golpe muito potente.
Neste ínterim, transeuntes solidários, ouvindo meus gritos de apelo a um auxílio extra para conter tamanha fúria do meliante, conseguiram, com golpes sedantes, imobilizá-lo até a chegada da força policial.
— O Delegado:
Sua vez de falar, Chico...
— A Vítima:
Chico? Como assim? O senhor conhece este bandidinho a ponto de denominá-lo com uma alcunha?
— O Delegado:
Claro, para o senhor é Doutor Francisco. Ele é amigo de longa data e presta serviços aqui para a delegacia como Delegado Geral Adjunto.
— A Vítima:
Puta que Pariu...
— O Suspeito:
Doutor, eu estava passando, quando vi este engraçadinho tendo uma convulsão dentro daquela sucata que está lá fora. Como estava com um cheiro forte de óleo vindo do carro, resolvi aproximar rapidamente, pois achei que estava com princípio de incêndio, além do tremelique desta pessoinha.
Ocorre que ao aproximar, assim que ele olhou para mim, parou com aquelas macacoas aflitas. Vi que estava tudo bem e resolvi voltar, pois o banco fecharia dali a cinco minutos.
O resto foi isto que esta coisinha aí falou.
— A Vítima:
Pelo amor de Deus, piedade, perdão, desculpa, por favor, piedade, ai meu Jesus, valei-me São Jorge...
— O Suspeito:
Como é que fica, hem Doutor?
— O Delegado:
Olha só, Chico, vou dar uma saída para tomar um cafezinho, e vê se não tira nada do lugar. Daqui a cinco minutos eu volto...
É isto aí!
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Piriguete e Margareth

Margareth Spencer Silva era a melhor amiga de Piriguete Windsor Souza. Onde uma estava, a outra era a sombra. Inseparáveis na instituição das amigas para sempre. Nasceram no mesmo ano, moravam na mesma rua, mãe de uma era madrinha da outra, estudaram na mesma escola, enfim, amizade eterna.
Mas Margareth sempre ouvia falarem - Cuidado com Piriguete, Margareth, ela não é sua amiga. No que respondia sempre - bobagem, conheço Piriguete como a palma da minha mão.
Um dia Margareth foi trabalhar no supermercado do bairro, como caixa. Logo conseguiu uma vaga para Piriguete como embaladora. Iam e voltavam juntas. Margareth se engraçou com Teobaldo Banana, um mulatinho do Estoque, que era uma graça de pessoa. Piriguete viu mil e dois defeitos em Teobaldo.
Teobaldo deu corda para Margareth e enamoraram com acenos e olhares. Piriguete roeu as unhas, pois perderia a melhor amiga para um banana. Aquilo era um absurdo. Logo ela, sempre mais bonita, melhor de aparência, e foi perder logo para Margareth.
Um dia Teobaldo desentendeu com Margareth e os olhares gelaram. A moça desabafou com Piriguete que estava arrasada. Saiu mais cedo, dizendo que estava passando mal. e foi pela rua, olhos em lágrimas permanentes. Entrou em uma das lojas mais caras do bairro, e deparou com uma bolsa prateada, do jeitinho que sempre sonhou ter. Comprou no cartão de crédito em 10 vezes sem juros a bolsa prateada dos seus sonhos.
Chegou em casa e viu que não tinha roupa para combinar com a bolsa. Chorou prá caramba a Margareth. Correu na casa da Dona Cleidinha Esteves, que vendia brechó chique das madames, e comprou um vestido tubinho preto, igual a de uma moça de um filme que passou na sessão da tarde. Margareth se achou o máximo quando chegou em casa e viu que a bolsa combinava com o vestido tubinho preto, salientando suas coxas grossas, na porção inferior de um corpo divino.
Mas Margareth lembrou que não tinha sapato para aquela bolsa que combinava com aquele vestido tubinho preto. Foi na rua, na loja do Alcides do Sapatinho de Cristal e achou um de salto agulha, lindo, preto e prata, com um detalhe em relevo. Margareth até chorou de emoção. Comprou na conta da sua mãe, depois de calcular como pagaria aquilo.
Agora Margareth estava completa. Talvez até Teobaldo iria babar nela. Mas espera aí, pensou Margareth, falta a lingerie. Meu Deus, a lingerie. Foi na casa da Mariinha Gonçalves, sacoleira tradicional da vila, uma gorda preta que criou toda a família vendendo lingerie com Avon.
Margareth estava impossível. Vestida como a Cinderela moderna, de tubinho preto, bolsa prateada, sapato salto agulha preto com detalhes prateados e sua lingerie preta, passou na farmácia da Deisinha e comprou na ficha do seu pai uma meia preta. Deisinha sempre colocava como medicamento, assim o pai nunca reclamava.
Todo ano, no dia vinte e seis de dezembro havia a festa para os funcionários. Margareth se produziu no salão da Belinha, e dirigiu ao evento anual que o Seu Oliveira, um português viúvo e grosso, dava para os empregados. Fechava o comércio e fazia uma gracinha com produtos vencidos e cerveja barata. Mas ninguém ligava, afinal festa é festa. Foi que não se aguentava mais de emoção. Teobaldo iria ver aquilo tudo e na frente de Piriguete, quem sabe, desejá-la ali mesmo, em um dos muitos cantos do depósito do Supermercado.
Ao entrar no recinto, silêncio total. Todo mundo olha para Margareth, que não olha para ninguém, guardando seu olhar para Teobaldo. Ao cruzar o ambiente com o infalível radar feminino, enquadrou Teobaldo em seu campo de visão, abraçado, agarrado, atrelado, colado, beiçado e enviesado em Piriguete.
Margareth conteve a sua felicidade interior, tremeu toda, arrepiou o cabelo com escovinha japonesa, não chorou nada, levantou o queixo, empinou a bunda e entrou na área como se entra em uma castelo. Seu Oliveira, viúvo, 60 anos, filhos criados e bem sucedidos, vendo tudo aquilo de uma forma como nunca se viu, ajoelhou diante da moça e ali mesmo a pediu em casamento.
Margareth estendeu à mão à baba do português, e só então Piriguete viu que Teobaldo era uma cama de gato para deixar a pista livre e mais uma vez tremeu de ódio e de inveja de Margareth...
É isto aí!
domingo, 25 de agosto de 2013
CANÇÃO DA DESPEDIDA / AI QUE SAUDADE D'OCÊ - GERALDO AZEVEDO TEATRO RIVAL
Canção da Despedida
"Canção da Despedida" foi composta em 1968, por Geraldo Azevedo e Geraldo Vandré. Censurada pelo regime militar, ela só foi gravada quase 20 anos depois por Elba ramalho
Mas essa canção aqui que eu vou cantar, eu faço questão de cantar muitas vezes agora porque ela ficou muito tempo, assim, engasgada na garganta.
É uma canção que eu fiz com Vandré em 68. Ela ficou censurada muito tempo, esse tempo todo. Finalmente ela foi desencantada por uma paraibana (Elba ramalho) , né?!
E eu vou cantar agora pra poder registrar assim, de outra forma, mas essa canção, assim eu faço questão de cantar nesse sentido, assim, por que esse tempo todinho eu pelejei pra cantar.
Várias vezes que eu, que eu fazia discos, que eu fazia discos E toda vez eu botava na relação de discos pra censura E nunca, e nunca era liberada, né. Finalmente foi e eu não consegui gravar Agora eu vou conseguir gravar com vocês, 'tá com vocês aí.
Aliás, vocês podem até ajudar assim - Um vocalzinho bonitinho, vai ...
Já vou embora, mas sei que vou voltar
Amor, não chora, se eu volto é pra ficar
Amor, não chora, que a hora é de deixar (ooh)
O amor de agora, pra sempre ele ficar
Já vou embora mas sei que vou voltar
Amor não chora Se eu volto é pra ficar
Amor não chora
Que a hora é de deixar
O amor de agora
Pra sempre ele ficar
Eu quis ficar aqui
Mas não podia
O meu caminho
a ti Não conduzia
Um rei mal coroado
Não queria
O amor em seu reinado
Pois sabia Não ia ser amado
Amor não chora
Eu volto um dia
O rei velho e cansado Já morria
Perdido em seu reinado Sem maria
Quando me despedia
No meu canto lhe dizia
Já vou embora
Mas sei que vou voltar
Amor não chora
Se eu volto é pra ficar
Na ira do Rádio!
Ter um Blog é de uma responsabilidade muito grande. Fica sempre faltando algo para fazer. Mas nestes dias não está dando para ter toda a atenção devida. Mas guardei uma matéria muito doida sobre uma psicanalista de rádio e seu nocauteante "modus operandi" com os ouvintes.
A Dra. Laura Schlessinger se tornou uma famosa figura do rádio norte-americano por suas respostas duras e falta de paciência e compaixão. Sua carreira, marcada pela polêmica parece ter chegado ao fim depois dos incidentes do último dia 10 de agosto, no qual a autora de vários Best-sellers usou termos racistas diversas vezes ao conversar com uma ouvinte negra que pedia conselhos sobre seu casamento inter-racial. Na última terça-feira, 17, Laura Schlessinger anunciou que deixaria o rádio, após 30 anos de carreira. Essa não foi a primeira vez que a língua da Dra atrapalhou os rumos de sua carreira: em 2000, seu programa de TV foi retirado do ar após Schlessinger ter se referido aos homossexuais como “erros biológicos”.
O rádio norte-americano tem sua cota de apresentadores
direitistas e conservadores, como Rush Limbaugh, Glenn Beck e Michael Savage.
Mas esses apresentadores são ligados ao mundo da política, e simplesmente dizem
tudo o que seu público deseja escutar ao repetir qualquer rumor absurdo. Seus
fãs os consideram grandes norte-americanos, e concordam com tudo que dizem,
fazendo deles o alvo favorito dos liberais. Para a porção menos conservadora
dos Estados Unidos, Laura Schlessinger não representa nenhuma ameaça, já que
tudo o que ela faz é dar conselhos ruins a masoquistas que querem ser
humilhados nas ondas do rádio. Suas principais respostas aos ouvintes se
dividem entre “não vamos chegar a lugar nenhum aqui”, “não acredito que estou
perdendo meu tempo com isso” e “Não é possível que você seja tão estúpido”.
“Ela foi insensível e distorceu as palavras da ouvinte”, diz
o DR. Bruce Perry, especialista em traumas infantis. “Laura a pressionou e usou
uma interpretação simplista sem maiores informações sobre o problema. Foi uma
maneira desinformada e nada profissional de responder a um problema grave
apresentado por uma ouvinte. Espero que Jamie procure ajuda profissional”, diz
Perry.
Uma explicação para o comportamento da Dra. Laura seria a
simples conclusão de que ela odeia seus ouvintes ou odeia toda a humanidade.
Mas esse não parece ser o caso. Assim como Limbaugh e Beck, Laura Schlessinger
também dá ao público o que ele pede e deseja. Seus ouvintes, um grupo fiel que
a acompanha diariamente, lê e relê seus livros e busca seus conselhos, são
pessoas ansiosas para serem punidas e maltratadas, e embora muitos possam ficar
chocados quando a doutora reduz problemas sérios a meros dramas descartáveis,
fãs da Dra. Laura afirmam que há todo um prazer especial em ouvi-la dizer a
alguma ouvinte desolada frases como “Sim, você terá uma vida deplorável.
Acostume-se”.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
domingo, 18 de agosto de 2013
Amapola...Gaby Moreno
A canção "Amapola" foi composta pelo compositor espanhol José María Lacalle García. Ela se tornou um padrão do repertório de rumba nos anos 1930 e depois fez parte das paradas de pop. Ao longo do tempo, a música teve diferentes versões, incluindo letras em outros idiomas, como inglês e francês.
Amapola Gaby Moreno: Clique aqui:
Amapola, lindísima amapola
Será siempre mi alma tuya sola
Yo te quiero, amada niña mía
Igual que ama la flor la luz del día
Amapola, lindísima amapola
No seas tan ingrata y ámame
Amapola, amapola
¿Cómo puedes tú vivir tan sola?
Yo te quiero, amada niña mía
Igual que ama la flor la luz del día
Amapola, lindísima amapola
No seas tan ingrata y ámame
Amapola, amapola
¿Cómo puedes tú vivir tan sola?
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Marisa Monte & Cesária Évora - É Doce Morrer no Mar
Fonte da imagem - Last fm
É doce morrer no mar ( Dorival Tostes Caymmi / Jorge Amado)
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
Saveiro partiu de noite, foi
Madrugada não voltou
O marinheiro bonito
sereia do mar levou
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
Saveiro partiu de noite, foi
Madrugada não voltou
O marinheiro bonito, sereia do mar levou
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
Nas ondas verdes do mar, meu bem
Ele se foi afogar
Fez sua cama de noivo
No colo de Iemanja
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
Fonte: Musixmatch
Compositores: Dorival Tostes Caymmi / Jorge Amado
sábado, 3 de agosto de 2013
O inferno somos nós outros
Toda semana um beato alardeia que o mundo vai acabar. Seus alardes são sempre em tom de ameaça e de pecado. Uns falaram do Sol, que está a cumprir profecias, apagando e depois acendendo de novo. Outros falam de atentados mortais contra os paladinos da justiça apache&sioux, e outros falam que já estamos na prorrogação do segundo tempo DC. O primeiro tempo, AC, acabou no ano Zero de Cristo, que nunca falou em fim do mundo, mas em fim dos tempos.
Mas é charmoso falar que o mundo vai acabar. Deliro também com a qualidade das manifestações por escrito em sites famosos da língua pátria. As grandes e poderosas mídias controlam estes espaços e publicam apenas os comentários contra a Cacica, como um simpático e democrático partisan italiano.
Mudando de assunto, mas não fugindo do tema de que alguém quer acabar com tudo que é meu, nos três principais sites deste final de semana, os comentários são sempre escatológicos. É sempre a mesma ladainha:
- Juri condena militares do Carandiru (Uol)
Comentários iniciais - Isto é coisa do PT e dos Petralhas.
- Quadrilha é presa em BH por fraudar o INSS (Uai)
Comentários iniciais - isto é coisa do PT e dos Petralhas
- Cartel de trens superfaturou R$ 577 milhões em SP e no DF, diz jornal (G1)
Comentários iniciais - isto é coisa do PT e dos Petralhas.
Aprendi por aí, nas esquinas da vida, pouco mas valioso pensamento de Sartre, ao salientar que quando nos abstemos da responsabilidade
por nossas escolhas, estamos agindo segundo aquilo que denominou “má fé” da
consciência, ou seja, estamos nos isentando de atentar para a liberdade que
temos à nossa inteira disposição, de graça. A má fé consiste em fingirmos não
ser livres e podermos então, debitar nossa infelicidade ou fracasso à causas
externas a nós (os pais, o “inconsciente freudiano”, o ambiente, a
personalidade indômita etc). Sartre chama isso de covardia. Não sendo livres
para deixar de ser livres, estamos pois “condenados à liberdade”.
Existencialista fosse, com carteirinha de identificação e título na parede, diria que sem que possam sequer expiar suas faltas, descobrem o horror da nudez psíquica que os outros lhes evidenciam. Está revelado o verdadeiro inferno: a consciência não pode furtar-se a enfrentar outra consciência que a denuncia, por isso: “o inferno são os outros”.
“Os Outros” são todos aqueles que, voluntária ou
involuntariamente, revelam de nós a nós mesmos. Algumas vezes, mesmo sufocados
pela indesejada presença do outro, tememos magoar, romper, ferir e, a
contra-gosto, os suportamos. Uma vez que a incapacidade de compreender e aceitar
as fraquezas humanas torna a convivência realmente um inferno, o angustiante
existencialismo ateu sartriano não nos deixa saída. Sem o mínimo de
boa-vontade, não há paraíso possível.
É isto aí!
Outra Vez
Em 1977, um trágico acidente de carro na via Anhanguera, em São Paulo , pôs fim à vida de Milton Carlos, cantor e compositor, parceiro de sua irmã Isolda, com apenas 22 anos de idade.
Isolda, mesmo profundamente abalada com a morte prematura do irmão, companheiro e parceiro musical, compôs sozinha a sua mais importante e bela canção, "Outra vez", que foi gravada no mesmo ano por Roberto Carlos.
Acabou se tornando um dos maiores sucessos do cantor. A letra sugere o fim de um romance, mas na verdade é uma homenagem de Isolda a seu irmão, e trata de um amor fraterno que se mantém vivo através das lembranças.
Elis Regina & Adoniran Barbosa - Tiro ao álvaro
Um encontro de samba entre duas gerações e referências da música brasileira, Adoniran Barbosa e Elis Regina. Entre as músicas de Adoniran "Tito ao álvaro", “Iracema” e “Um samba no Bexiga”, divertem-se na mesa do boteco com risadas e comentários genuínos.
Adoniran elogiou Elis: “Não é porque o samba é meu, mas você canta como eu quero. Você leva a sério as coisas… não fica fazendo gracinha e não tem graça o samba, é um drama, é um drama”. Feliz, ela pede pela nota 10, mas ele lhe dá um belo 11,5.
O compositor, inspirado na cidade e nos personagens de São Paulo, e a intérprete terminam o encontro com um passeio. Caminham pelo Bexiga, onde ele mostra o que restou do bairro antigo ao som de “Saudosa Maloca”, composição de Adoniran, também interpretada por Elis.
Acesse o Youtube daqui e escute Tiro ao álvaro
Acesse também a página do Adoniran Barbosa:
Censura:
Fonte do texto: tenhomaisdiscosqueamigos
“Tiro Ao Álvaro” (Adoniran Barbosa)
A censura não tinha limites. E ela pontuava não apenas o sentido das palavras, mas também a forma como eram pronunciadas.
Uma que foi pega de surpresa foi “Tiro Ao Álvaro“, do paulistano Adoniran Barbosa. Em 1973, o compositor teve cinco canções vetadas. Após o decreto do AI-5, Adoniran temeu lançar novas músicas justamente por conta da forte censura, e lançou um álbum com canções já gravadas anteriormente, algo como um compilado de sucessos.
Mas foi surpreendido, já que cinco das faixas do álbum foram censuradas. O documento oficial que veta “Tiro Ao Álvaro” (canção de 1960) dá a justificativa de “falta de gosto”. A letra brinca com a oralidade do povo de São Paulo ao contar com as palavras “tauba”, “automorve” e “revorve”. A resposta ao pedido de liberação veio com essas palavras circuladas.
Uma clara dedução é que o contexto sociocultural da letra foi completamente ignorado.
Clique aqui e escute no Youtube esta música cantada pela inusitada dupla Adoniram & Elis Regina, em 1978, no bar da Carmela, no famoso bairro do Bexiga.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Não cometi crime
Quando o Itamaraty foi invadido, no dia 20 de Junho, nesta onda de saques, ataques e manifestações livres, pensou-se em tudo, mas o que foi revelado provocou um enorme mal estar na trupe da Rede Marina. Um dos principais diretores do novo partido que está tendo parto lento e doloroso, liderou a invasão depredatória. Pego no flagra, publicou uma resposta no mínimo interessante, onde afirma que não cometeu nenhum crime, mas apenas usou a barra de ferro contra as estruturas.
A questão é: Se as Câmeras de Segurança não o tivessem flagrado, viria a público pedir perdão pelos seus atos?
Abaixo, na íntegra, a defesa do cidadão:
Não cometi crime
20 de junho deste ano, uma quinta-feira, dia da maior das
manifestações acontecidas em Brasília, dentro do ciclo de protestos de rua
naquele período, em todo o país. Três dias antes houvera outra, aquela na qual
os manifestantes subiram nas cúpulas do Congresso. Participei das duas. Na do
dia 20, com mais de 60 mil pessoas tomando a Esplanada, havia um contingente
policial muito maior e mais agressivo, com a presença da tropa de choque. Ao
contrário da anterior, a estratégia repressiva era de impedir a qualquer custo
que as pessoas novamente subissem sobre o Congresso ou passassem para a praça
dos Três Poderes, onde fica o Palácio do Planalto.
Primeiro foi o uso do spray de pimenta, em seguida muitas
bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral para todos os lados. A tensão foi
num crescendo e o único lugar que parecia mais desguarnecido de tropas era o
Palácio do Itamaraty, para onde a PM praticamente empurrou uma parte dos
manifestantes, ao continuar a jogar bombas sobre o gramado diante do Congresso.
O ar estava tomado de gás, os olhos ardiam. Tirei a camiseta e coloquei no
rosto para me proteger. E também corri para o lado do Itamaraty.
Esse foi o contexto de um dia no qual cometi muitos erros,
mas só pude ter plena consciência deles retrospectivamente. O primeiro foi usar
na manifestação a camiseta da Rede Sustentabilidade, que eu vestia porque vinha
de uma atividade de coleta de assinaturas para a formação do partido. Havia
entre nós uma avaliação de que a Rede deveria, como instituição, manter-se
afastada das ruas, para evitar qualquer acusação equivocada (ou manipulada) de
que queríamos nos aproveitar dos protestos, uma vez que, de várias maneiras,
eles se identificavam muito com nossa trajetória e preocupações. Ficara
acertado que os membros da Rede que quisessem participar deveriam fazê-lo como
cidadãos, em caráter individual. No dia 20, eu me orgulhava ingenuamente de
estar com a camiseta, mas em nenhum momento me passou pela cabeça o que estava
por vir e que poderia ser danoso à Rede, algo sob medida para ser explorado por
pessoas de má-fé.
Participo de movimentos sociais e manifestações locais desde
que entrei na UnB, em 2006. Também participei das manifestações na Rio+20, na
Cúpula dos Povos e outras em prol de direitos humanos e do meio ambiente. Mas
nunca havia participado de protestos do porte e do alcance temático e político
dos que ocorreram no mês de junho no Brasil e em Brasília. E nunca de nenhum
que atraisse um aparato policial tão grande e violento como no dia 20.
A manifestação do dia 17 ocorrera sem depredações ou
violência, principalmente porque a PM não reagiu ao acesso de manifestantes ao
teto do Congresso. Fiquei extasiado, pois há muito tempo não se via, no Brasil,
um fenômeno deste tipo, em que a população saía às ruas em peso clamando por
causas que iam de melhores serviços públicos até a refundação da política.
No dia 20, o clima foi totalmente outro. Já começara com a
declaração de confronto de autoridades policiais, segundo as quais todas as
pessoas que descessem na Rodoviária seriam revistadas. A tensão aumentava na medida
em que, a cada movimento da massa de manifestantes em direção ao Congresso ou
aos acessos à praça dos Três Poderes, a polícia reagia violentamente. Até o
momento em que nova investida da PM provocou uma certa reação de pânico e uma
parte dos manifestantes foi em direção ao Itamaraty. Fui junto. Sem nenhuma
intenção de depredar nada, mas tomado de raiva e sob intensa pressão.
Quando cheguei ao corredor estreito que dá entrada para o
prédio, já havia ali muitas pessoas concentradas e começava o quebra-quebra.
Vários manifestantes jogavam diferentes objetos contra as vidraças. Vi uma
barra de ferro no chão e a agarrei, inicialmente com a intenção de me defender,
caso as coisas piorassem por ali. Depois, com as emoções à flor da pele, a
pressionei algumas vezes contra diferentes pontos de uma estrutura também de
ferro do próprio prédio e em seguida a joguei. Não quebrei nada!
Fiquei ali por mais alguns minutos e retornei ao gramado da
Esplanada, onde fui atingido na perna por uma bomba atirada pela polícia, que
deixou um edema de uns 15 cms e uma cicatriz que ainda tenho. Quando cheguei em
casa, mais calmo, tive a clara percepção de ter errado, mas fiquei aliviado por
não ter, afinal, causado nenhum dano a um prédio público e, além disso, tombado
como patrimônio nacional.
Quando a polícia começou a procurar os participantes do
quebra-quebra, fui identificado em fotos nas quais estava com a barra de ferro
nas mãos, mas em nenhuma delas estou quebrando nada.
No dia 24 de julho, por volta das 15 horas, enquanto
trabalhava no processamento de documentos na sede da Rede em Brasília, fui
chamado para fora da sala por uma mulher e um homem que se apresentaram como
sendo da Polícia Civil. Disseram que eu deveria acompanhá-los para prestar um
depoimento sobre as manifestações no Itamaraty. Pedi para ir no final da tarde,
quando terminasse meu trabalho. Responderam que era melhor ir naquele momento
para “evitar constrangimentos”. No caminho perguntei se não deveria chamar um
advogado e me disseram que seria desnecessário.
Fui conduzido à 5ª Delegacia da Polícia Civil, onde falei
com o delegado encarregado de investigações extraordinárias. Eu estava bastante
tenso, já que nunca estive numa situação semelhante. Depois descobri que eu
deveria ter ido apenas com uma intimação formal e acompanhado de advogado.
O delegado me inquiriu com uma câmera gravando. Perguntei
mais uma vez se não precisaria de presença de um advogado e ele me reiterou que
não. Disse que fazia parte de uma policia republicana e que a relação entre nós
ali seria de confiança e que seria honesto comigo, esperando reciprocidade.
Relatei fielmente, respondendo a suas perguntas, o que fui fazer na
manifestação, a que horas cheguei, o percurso da manifestação e o meu.
Mostrou-me fotos das ações no Itamaraty e admiti que estava lá e que escondia o
rosto.
Após a inquirição, o delegado informou que o processo
seguiria para a Polícia Federal, onde seria produzido um inquérito a ser
enviado ao Ministério Público, que decidiria pela abertura, ou não, de processo
judicial. Depois disso, assinei um termo de depoimento após ser mais uma vez
ouvido por outro delegado. Declarei ainda qual era meu estado emocional e que
não ocasionei nenhuma depredação ao prédio do Itamaraty. Finalmente, que agi
por vontade própria, não tendo sido levado ou orientado a nada, por nenhuma
pessoa ou organização.
Hoje vejo com clareza os excessos que cometi e o risco a que
submeti a Rede, de ser caluniada ou passar a ser objeto de insinuações de ter
algo a ver com os quebra-quebras durante as manifestações. Seria algo
impensável, pois a linha política da Rede vai em outra direção, sem nenhuma
afinidade com soluções violentas, venham de que lado vierem. Estou arrependido,
errei politicamente, mas em nenhum momento cometi crime.
O que me resta é dizer a verdade, como estou fazendo aqui, e
reconhecer meus atos. Peço desculpas sinceras a todos os companheiros e
companheiras da Rede. Reafirmo que continuarei sendo um “enredado” convicto,
persistente e esperançoso.
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quinta-feira, 1 de agosto de 2013
A Fatura do Fulano.
Leio tantas notícias, tantas palavras, tantas denúncias, tantas mortes, tantas guerras, tantas maldades, e não absorvo mais nada. Estou anestesiado.
Fulano é suspeito de roubar 425 milhões de reais do metrô - Ah! Deixa prá lá.
Fulano outro é suspeito de desviar 4,3 bilhões da Companhia de Abastecimento de Água - Ah! Será?
Outro Fulano é suspeito de desviar 50 milhões em precatórios - Só isto?
Fulano de Tal é suspeito de roubar 250 milhões da Previdência - Ah! Sozinho?
Fulano da Lata vendeu uma empresa de 100 bilhões por 4 bilhões - Coitado! devia estar muito necessitado!
Fulano da Prancha é suspeito de desviar 120 milhões da Norte Sul - Ah! Tem nada disto não!
Fulano dos Anzóis roubou 1 bilhão é foi inocentado pela idade - Nada como a velhice, hem!!!
Fulanos roubaram, roubam e roubarão. Crianças morreram, morrem e morrerão por estes roubos. Tenho uma dó danada de Fulano quando chegar a fatura.
É isto aí!
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