quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Eu só queria ver, abraçar e beijar e tocar meu bem (poemeu)




Dezessete e trinta,
faltam poucos minutos
Dezessete e trinta e oito,
quase lá
Dezessete e quarenta e três,
pouco pouco
Dezessete e cinquenta e oito,
vai, passa
Dezoito horas ...
é agora!!

Bater o ponto,
trocar de roupa,
descer as escadarias
E ver, abraçar
e beijar e tocar
meu bem

Passou pela portaria
rapidamente,
quase correndo
O segurança cerca
- pressa tem cheiro de furto

Pensou nos políticos
golpistas
que não
têm pressa
têm apreço
ao preço

Pensou na lista
dos ratos
portuários
estatutários
salafrários
e amoralistas
que não
têm pressa
têm adereços

Lembrou
dos agentes
passivos e ativos
da corrupção
endêmica
podres
e ricos
rindo da desgraça
da choldra
anêmica

E só
a sua pressa
tinha cheiro
de furto

Na ideologia
cínica
sempre cabe
primeiro
a convicção
medíocre
depois o luto

Mas tinha pressa
e empurrou o homem
Então
vários outros,
armados de lápis,
canetas e lcds
feito gatos selvagens
o imobilizaram

Qual é a pressa,
bandido
(agora já era bandido)
Fala
safado
(agora já era safado)

Tomou
um violento
golpe
no abdome (doeu)

Tomou
duas pancadas
de bastão
nas pernas (gemeu)

Tomou um,
dois,
vários
golpes
no corpo nu
(tudo escureceu)

Vinte e duas e dezoito
morreu
num beco imundo
do capital cogente
da capital indigente.

Nunca mais
meu bem
outra vez
seu bem
outra vez

sou só
e mais um
corpo morto
gauche,
pobre e torto
num estado falido
decompondo-se
em rigidez.

É isto aí!



quarta-feira, 14 de setembro de 2016

A Rosa do Povo - Carlos Drummond de Andrade



Publicado em 1945, A Rosa do Povo é a mais extensa obra do Carlos Drummond de Andrade, sendo composta por 55 poemas É também a primeira obra madura e a de maior expressão do lirismo social e modernista. É o seu livro politicamente mais explícito, escrito entre 1943 e 1945. É um poderoso olhar sobre a Segunda Guerra, a cisão ideológica, a vida nas cidades, o amor e a morte. Tudo isso é observado a partir daquela que então era a capital do país (cidade do Rio de Janeiro, capital da Guanabara).

Abaixo publicamos um dos poemas do livro: A flor e a náusea, que representa a explosão revoltada do indivíduo diante do mundo em que vive ao mesmo tempo em que mostra a esperança quando do aparecimento de uma flor que perturba.
 
A flor e a náusea (Carlos Drummond de Andrade)

Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjoo?
Posso, sem armas, revoltar-me?

Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.

Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.

Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.

Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.

Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.

Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

O fato

O fato é que estamos testemunhando a página mais triste da história deste país desde 1500, onde nativos estão destruindo todo o país para agradar a alguém, num mancomunado patricídio.

Quem sobreviver ao holocausto que se desenha na sina golpista, verá e não poderá dizer nada, pois nada mais poderá ser dito.

Leia a carta de Eugenio Aragão ao PGR:

http://www.marceloauler.com.br/de-eugenio-aragao-a-rodrigo-janot-amigo-nao-trai-amigo-e-critico-sem-machucar-amigo-e-solidario/

domingo, 11 de setembro de 2016

Sermão do dia - Leitura da Verdade

Caríssimos, hoje vamos falar sobre o que é a verdade. Afinal, como sabemos se algo é verdadeiro? Vocês teriam como me provar que a verdade existe?

 - Eu!! Aqui, na lateral esquerda.

 - Muito bem, vamos ouvir a moça de azul. Qual o seu nome, mocinha?

- Benedita Benevides Beneplácita, e eu tenho uma verdade.

- Pois não, pode falar.

- A felicidade não existe!

- Eu quero falar também.

- Eu quem?

- Eu, aqui no fundo.

- Muito bem, vamos escutar o rapaz de terno vinho ao fundo. Qual o seu nome, rapaz?

- Eubasídio do Micélio Diplóide, e eu tenho outra verdade.

- Diga, queremos saber a sua verdade.

- A verdadeira amizade sempre tem segundas intenções.

- Eu gostaria de falar outra verdade.

- Pois não, Benedita - pode falar.

- As segundas intenções são o que de melhor há em nossos desejos.

- Eu preciso dizer uma verdade para a .., digo, para o mundo.

- Fale, Eubasídio.

- Nossos desejos sempre passam.

- Desculpe, mas eu tenho que fazer uma revelação da verdade.

- Por favor, Benedita.

- Tudo passa, menos a canalhice que é para sempre.

- Olha, a verdade tem que ser dita.

- Então fale, Eubasídio.

- Nenhuma paixão é santa.

- Senhor, senhor, deixa eu falar só mais uma verdade.

- Sim, Benedita, fale.

- Eu estou grávida.

- (Silêncio total) ...

- Por favor, deixa eu completar meu raciocínio.

- Perfeitamente, Eubasídio.

- A verdade é que aí fodeu de vez!

É isto aí!


sábado, 10 de setembro de 2016

(Jason Mraz) I'm Yours - Jason Mraz ft. Sungha Jung

M = T + P + OE

http://www.timnobleandsuewebster.com/wild_mood_swings_2009-10.html
Como fazer que as coisas pareçam novas, mas continuem como d'antes?

Elementar, meu caro e minha cara - basta mudar o foco, alterar a luz, e não deixar que percebam quem de fato está ali, mas sim a imagem que no cruzeiro resplandece. pelos jornais da pátria mamada idolatrada salve salve.

Vejamos a origem disto tudo: Em 1807, o general francês Jean-Andoche Junot foi enviado por Napoleão Bonaparte para invadir (sic) Portugal. Chegando a Abrantes, conquistou o castelo (sem baixas - sic), lugar militarmente estratégico, e lá se instalou para preparar a tomada (sic) de Lisboa, o que fez pouco tempo depois.

Durante essa espera, um emissário de Dom João VI lhe relatava dia após dia:

 "Tudo como dantes, no quartel-general de Abrantes".

Quatro observações leigas deste escriba pouco dado a talentos históricos:

1 - Dom João não era burro.
2 - Napoleão não era burro.
3 - A corte espanhola não era burra (Opa, mas onde entram os espanhóis?? opa - de onde veio isto? tem nos livros?)
4 - Os ingleses, ah!!! os ingleses ... como eram bonzinhos os ingleses - esperaram pacientemente a saída de Dom João, a tomada de Lisboa (sic) pelos franceses e a benevolência da corte espanhola para tomarem logo as suas providências ao sul do Equador. Que coisa bonita isto.

Bem, vamos dar uma visão diferente do que se vê por aí:

Segundo o mágico Ismael de Araujo, em seu livro  Manual da Mágica (Editora: Matrix Ano: 2008), a Mágica pode ser explicada por uma expressão matemática:

M = T + P + OE

Onde:

M = Mágica

T = Truque

P = Performance

OE = Olhar do espectador 

Mas onde chegaremos com isto? Como qualquer truque de mágica, qualquer semelhança desde Abrantes ao dia do fico com golpe, dito e feito pelo temerário fenício, é passível de verossimilhança. A posse do fidalgo é como a fuga de Dom João VI dos franceses que já estavam dentro de Portugal com o apoio dos espanhóis, monitorados pelos ingleses .... ufa! Enfim, como Dom João, o fidalgo fenício fugiu prá dentro, e ninguém viu por que era um truque de mágica ...

E viva Pindorama, a real e única intenção de domínio dos mágicos de plantão (ah!! os ingleses ..., então se X é igual a -b +/- Raiz quadrada de (b² - 4ac) / 2a, logo ... hummm ... faz todo o sentido, afinal foi o Bhaskara que disse que determinar a solução de uma equação é o mesmo que descobrir suas raízes .. epa!!!) 

É isto aí!

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Acabou, baby

- Claudionor, precisamos conversar ...

- Não é isto que estamos sempre fazendo, Roberta Flávia? De uns tempos para cá nosso clímax é um diálogo cordial.

- Nossa, como você é grosso.

- Olha, Roberta Flávia, não dá mais. Eu não queria assim, não quero assim e estou saindo deste relacionamento.

- Eu te amo, Claudionor!! 

- Sim, e daí? Eu não te amo. E pronto, este é o ponto final.

- Eu te amo muito!

- Não se quantifica o amor, a dor, a saudade, a falta, a angústia, o escambau. Portanto não vem com isto de muito.

- Eu te amo para sempre!

- Eu não sou eterno, não sou uma estátua romana numa praça com tanque de moedas, nem ponte de cadeado francês. Estou fora.

- Eu amo a sua vida, o seu corpo, a sua voz, o seu cheiro de moleque suado, as suas roupas.

- Ama merda nenhuma. Vive me dando esculacho sobre como estou assim, assado.  Para com isto.

- Você tem outra, não é isto? Você só pode ter outra. Quem é a vadia?

- Olha, não dá mais. Eu não queria assim, não quero assim e estou saindo deste relacionamento.

- Então a piranha é conhecida. Olha nos meus olhos e me diz a verdade. Quem é a biscate? Você teve a coragem de me trocar por outra?

- Sim, e daí? Eu não te amo. E pronto, este é o ponto final.

- Puxa vida, você não está nem conseguindo formar frases novas. Você é uma fraude. Sabe o quanto isto me dói? Me dói por toda a vida!

- Não sei mais o que te falar, então resolvi ser repetitivo. Não se quantifica o amor, a dor, a saudade, a falta, a angústia, o escambau. Portanto não vem com isto de muito.

- Mas o que é isto? Você decorou estas falas na cama com a vagabunda? Quem é esta piranha? Fala, caramba, fala logo. Foi ela que te deu este roteiro? Fala, merda!  Quer saber de uma coisa, Claudionor? Eu vou agora lá na sua casa e ter uma conversa com a sua mãe. Eu quero saber de tudo. Ah! Aquela ali adora uma fofoca, e sei que vai me contar.

- Minha mãe não, de jeito nenhum. Não coloca  a minha mãe nisto.

- Ah! O bebezinho está com medinho da mamãe? hem, neném, a mamãe te coloca de castigo?! 

- Medo não, é que ..., tudo bem, pode ir.

- Quer saber? Posso ir o caralho - acabou, baby, não sou vaca para bater de frente com a sua mãe, assim, tipo de graça no "tudo bem, pode ir" ... aí tem macumba. E tem mais, já despachei minhas malas, já encerrei a nossa conta conjunta, já entreguei o apartamento na imobiliária e adeus.

- Não, espere, eu posso estar enganado, espere ... estou confuso ... eu estou terminando com você porquê é você que quer terminar comigo? É isto? É para que eu me sinta culpado?

- Idiota! Já acabou há muito tempo, baby!

É isto aí!

domingo, 4 de setembro de 2016

Diolinda

Diolinda nasceu delicada feito uma flor do campo e cresceu linda tal as noites de outono sem luar. Havia brilho nos seus olhos feito as estrelas e o relume do universo sem fim. Nova, bem nova, deu-se a enamorar aqui e acolá, com fernandos, mulambos, joões e josés, com marcos, antônios e andrés, com todo mundo conhecido e desconhecido que sua boca poderia alcançar, com seu sorriso alvo em orla carmim por sobre um corpo torneado pelo próprio criador.

O tempo andava, corria e corroía os sonhos. A moça franzia a testa em completa solidão, na angústia dos seus pensamentos . Diolinda sofria do mal do não amor - uma coisa que aprendera com os homens que tocaram sua pele e nunca entraram no seu coração. Era tão linda a ponto de ser só e somente só desejada, excluindo o amor das mulheres felizes para sempre nos seus sonhos de fadas.

Também nunca amou alguém, nem conheceu a dor da paixão, nem chorou com músicas tristes, nem fez juras secretas, nem suspirou atrás da porta - enfim, havia uma blindagem em seus sentimentos, que lhe permitia ser insensível, indolor e inalcançável nas coisas do amor.

De certa feita, numa volta no entorno da praça, conheceu e enamorou de Beto Manco, um mulato escovado, de andar gingado e fala macia. Já no olhar desejou ser dele para todo o sempre. Entregou-se como se aquilo fosse uma promessa cumprida. Era ele o dono do seu destino.

Passados os dias do encantamento e das ilusões perpétuas, o rapaz passou a se desviar das juras, atrasar no tempo dos diálogos criando aquele vazio entre as partes, e com o avançar das semanas deu de ser covarde, agredindo-a com sopapos, chutes, berros, tapas, socos, murros e indiferença.

Diolinda deu de definhar, desfaleceu das palavras, esmoreceu nos quereres, esvaiu nos prazeres, prisioneira de uma paixão louca, doentia, que sabia ser errada mas que não conseguia sair dela. Diolinda estava morta em vida e tudo o que sofria já não lhe tocava mais. Deu de andar nua pela casa, fazer suas necessidades aqui e ali, deixar a sujeira acumular, até que um dia saiu pela rua, onde foi morar aqui e ali, e deu de não dar mais nada de si ao mundo.

Numa desta noites geladas, foi levemente sacudida por um toque de mão calejada, que a fez pular de sobressalto, mãos em garra com unhas longas e imundas, procurando o agressor, que deteve seu golpe com agilidade e firmeza. E sussurrou - calma!!! calma!!!!

- Quem é você? O que quer de mim? Gritou desesperada.
- Diolinda, sou eu, Crispim.
- Você sabe meu nome? Crispim? Quem é você?
- Eu sou seu amigo de infância, fui seu vizinho. Vim te buscar assim que soube que estava neste estado. Eu estou aqui para te ajudar, vem comigo e poderá ter um lugar quente e acolhedor para viver.

Diolinda levantou-se semi-nua, suja, confusa e com medo. Deu-lhe a mão, e ele a cobriu com uma manta, levou-a para a sua casa, e a tratou, a vestiu, a confortou e a fortaleceu naqueles dois anos que se passaram. Voltara a ser linda por dentro e por fora, os pensamentos agora estavam alinhados, a vida lhe dera uma segunda e enorme chance de ser feliz.

Até que na festa de maio, na praça da igreja, a cidade toda ali reunida, música, comida, muita alegria e muito tumulto pela quantidade de pessoas de toda a região, enquanto pegava um algodão doce, sentiu um forte e dolorido beliscão entre as costelas, gritou e virou-se a tempo de ver Beto Manco puxar a mão do seu vestido, com seu jeito tosco e seu olhar de dor. De repente, como fumaça, sumiu no ar. Diolinda sentou-se ali mesmo no chão e chorou até não aguentar mais chorar.

Dali em diante a sua vida foi perdendo a consistência. Acamou-se, veio doutor, farmacêutico, rezadeiras, benzedeiras, o padre, o pastor, as beatas, teve novena na casa e nada a tirava da agonia. O que mais ardia no seu corpo era o estranho desejo de ter Beto Manco consigo, dizendo que a amava, e assim foi até o último e derradeiro segundo, no ultimo suspiro quando achou que ele a esperava na porta do Paraíso. 

É isto aí!

sábado, 3 de setembro de 2016

O Medo (Carlos Drummond de Andrade)

O Medo
Em verdade temos medo. 
Nascemos no escuro. 
As existências são poucas; 
Carteiro, ditador, soldado. 
Nosso destino, incompleto. 
E fomos educados para o medo. 
Cheiramos flores de medo. 
Vestimos panos de medo. 
De medo, vermelhos rios 
Vadeamos. 

Somos apenas uns homens e a natureza traiu-nos. 
Há as árvores, as fábricas, 
Doenças galopantes, fomes. 
Refugiamo-nos no amor, 
Este célebre sentimento, 
E o amor faltou: chovia, 
Ventava, fazia frio em São Paulo. 
Fazia frio em São Paulo... 
Nevava. 

O medo, com sua capa, 
Nos dissimula e nos berça. 
Fiquei com medo de ti, 
Meu companheiro moreno. 
De nos, de vós, e de tudo. 
Estou com medo da honra. 
Assim nos criam burgueses. 
Nosso caminho: traçado. 
Por que morrer em conjunto? 
E se todos nós vivêssemos? 
Vem, harmonia do medo, 
Vem ó terror das estradas, 
Susto na noite, receio 
De águas poluídas. Muletas 
Do homem só. 
Ajudai-nos, lentos poderes do 
Láudano. 

Até a canção medrosa se parte, 
Se transe e cala-se. 
Faremos casas de medo, 
Duros tijolos de medo, 
Medrosos caules, repuxos, 
Ruas só de medo, e calma. 
E com asas de prudência 
Com resplendores covardes, 
Atingiremos o cimo 
De nossa cauta subida. 
O medo com sua física, 
Tanto produz: carcereiros, 
Edifícios, escritores, 
Este poema, 
Outras vidas. 

Tenhamos o maior pavor. 
Os mais velhos compreendem. 
O medo cristalizou-os. 
Estátuas sábias, adeus. 
Adeus: vamos para a frente, 
Recuando de olhos acesos. 
Nossos filhos tão felizes... 
Fiéis herdeiros do medo, 
Eles povoam a cidade. 
Depois da cidade, o mundo. 
Depois do mundo, as estrelas, 
Dançando o baile do medo.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Papo de Esquina XXV

- Preciso definir o momento, mas faltam palavras.

- Que tal canalhas, safados ou ordinários?

- Ou então patifes, bandidos, ladrões, afanadores?

- Palavras ... muitas ainda serão ditas aos protagonistas, mas nenhuma conseguirá definir a atitude vil, o motivo torpe e a sordidez atávica destes biltres.

É isto aí!

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Miguel Aceves Mejía "La malagueña"



Miguel Aceves Mejía (13 Novembro 1915 – 6 Novembro 2006), ou "o Rei do falsete" como era popularmente conhecido, nasceu em El Paso, Texas, e foi registrado em Ciudad Juárez no estado de Chihuahua. Tornou-se uma estrela popular do filme mexicano durante sua época de ouro e foi amplamente considerado por suas interpretações de vários gêneros musicais mexicanos, especialmente a ranchera.

Originalmente parte de uma companhia de teatro itinerante, Aceves começou a gravar pela primeira vez em 1938 com o trio Los Porteños . No início de sua carreira interpretou principalmente ritmos boleros e afro-cubanos. Durante sua carreira, ele gravou mais de 1600 canções em 140 discos e estrelou em 64 filmes.

Foi um dos três maiores de todos os tempos com os seus queridos amigos Pedro Infante e Jorge Negrete. Foi o primeiro cantor folclórico mexicano a viajar pelo continente americano em turnês mundiais, acompanhado pelo Mariachi Vargas de Tecalitlán. Sua fama o levou em uma turnê pela Espanha, onde filmou dois filmes com a grande atriz e cantora La Faraona Lola Flores.

Em 1945, Aceves passou a dedicar-se exclusivamente ao canto e, após as mortes de Pedro Infante e Jorge Negrete aventurou-se no mundo do cinema.

Aceves morreu poucos dias antes de seu 91º aniversário, em 6 de novembro de 2006 na Cidade do México. Como é tradição no México, seu corpo jaz sob a rotunda do Palacio de Bellas Artes as capital mexicana. Esta homenagem é reservada apenas às maiores figuras mexicanas das artes e letras.


Malagueña salerosa, ou somente La malagueña, é uma canção popular mexicana que ganhou notoriedade a partir de 1947, sendo atribuída aos compositores Elpidio Ramírez e Pedro Galindo Galarza. Conhecida internacionalmente, a canção foi registrada em pouco mais de 200 regravações​ por artistas dos mais diversos gêneros musicais. Apesar da atribuição a Ramírez e Galarza, sua autoria é contestada por outros autores que defendem a canção como de domínio público.

La malagueña tem sido uma das canções mais reconhecidas mundialmente, participando recentemente da trilha sonora do filme Kill Bill, de Quentin Tarantino, numa das melhores regravações pelo grupo Chingon.

La malagueña refere-se a uma moça nascida em Málaga, Espanha. A música é um lamento pela traição da moça.

Qué bonitos ojos tienes
Debajo de esas dos cejas
Debajo de esas dos cejas
Qué bonitos ojos tienes

Ellos me quieren mirar
Pero si tú no los dejas
Pero si tú no los dejas,
Ni siquiera parpadear

Malagueña salerosa
Besar tus labios quisiera
Besar tus labios quisiera
Malagueña salerosa

Y decirte niña hermosa
Eres linda y hechicera
Eres linda y hechicera
Como el candor de una rosa

Con tus ojos me anunciabas
Que me amabas tiernamente
Que me amabas tiernamente
Con tus ojos me anunciabas

Ingrata, me traicionabas
Cuando de ti estaba ausente
Cuando de ti estaba ausente
De mi pasión te burlabas

Malagueña salerosa
Besar tus labios quisiera
Besar tus labios quisiera
Malagueña salerosa

Y decirte niña hermosa
Eres linda y hechicera
Eres linda y hechicera
Como el candor de una rosa
Como el candor de una rosa

O Hábito de Falar Mal dos Outros • 19.08.2016 • Leandro Karnal

Aqui jazeu - Poemeu

E quando você passa
e passa
e pensa
e pisca
E no meio da praça
apressa
a prece
aos passos
E vê aflito
aguado
amoado
aturdido
a casa abandonada
E sente um arrepio
do nada
apeado
aguado
E sabe que ali
Por causa de você
perdeu a amada
perfumada
arrumada
singular
E nela tem uma placa
sem graça
sem graça
sem graça
VENDE-SE
E no peito amargurado
finca a lápide
aqui jazeu
eu
eu
eu.

É isto aí!





quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Falar de amor - Poemeu

Falar de amor
falar de
falar,
não resolve
Aflige
Resolver amar
absolve
aí se se envolve
aí se se ama
aí sim
Falar de amor
pode!

Arlindo Cruz & Sombrinha - Alvorada / Estrela da paz





Arlindo Domingos da Cruz Filho, mais conhecido como Arlindo Cruz (Rio de Janeiro, 14 de setembro de 1958), é um músico e compositor brasileiro de samba e pagode. Arlindo Cruz participou do grupo Fundo de Quintal. Em 17 de Março de 2017, o compositor sofre um acidente vascular cerebral. O estado de saúde do músico é grave, porém estável. O fato ocorreu quando o músico e compositor se preparava para viajar a São Paulo, onde faria um show na cidade de Osasco, com seu filho, no projeto "pagode 2 Arlindos". Três anos após a enfermidade, Arlindo volta a falar algumas palavras, demonstrando uma melhora significativa de seu quadro inicial. (texto revisto e atualizado em 2024)


Montgomery Ferreira Nunis (São Vicente, 30 de agosto de 1959), mais conhecido como Sombrinha, é um cantor, compositor, cavaquinista, bandolinista, banjoísta e violonista brasileiro.

É fundador do grupo Fundo de Quintal. Ao longo da carreira, Sombrinha colecionou 10 Prêmios Sharp de Música, desde os tempos de Fundo de Quintal. Três deles foi como melhor composição, para as canções "Além da razão", "Nas rimas do amor" e "Ainda é tempo pra ser feliz".

Alvorada (Jacob do Bandolim
Foi lançada em 1955 pelo selo RCA Victor, em Compacto simples, sendo o labo B o choro Meu Segredo. 
Fonte: IMMuB (Instituto Memória Musical Brasileira) 

Estrela da Paz (Acyr Marques / Arlindo Cruz)
Letra de Estrela da paz © Universal Music Publishing Group
Fonte: LyricFind


Teu amor é demais
Faz ficar tudo azul
Minha estrela da paz
Meu Cruzeiro do Sul
Vem brilhar por favor
Que eu não posso viver
Longe do teu amor
Que eu não posso viver
Longe do teu amor

Pra gente fugir da rotina
Encontro marcado, te espero na esquina
Lá do outro lado que nem namorado
No primeiro encontro te dou uma flor
Eu posso lutar contra o tempo
Eu posso soprar contra o vento
Eu posso fazer o que for
Só não posso viver
Longe do teu amor

Teu amor é demais
Teu amor é demais (laraiá)
Faz ficar tudo azul (laraiá)
Minha estrela da paz (laraiá)
Meu Cruzeiro do Sul
Vem brilhar por favor
Que eu não posso viver
Longe do teu amor
Que eu não posso viver
Longe do teu amor

Eu quero você todo dia
A noite inteira, a semana todinha
Domingo a domingo, janeiro a janeiro
Te quero só minha, quero teu calor
Eu posso fazer juramento
Eu falo até em casamento
Eu posso fazer o que for
Só não posso viver
Longe do teu amor

Teu amor é demais
Teu amor é demais (laraiá)
Faz ficar tudo azul
Minha estrela da paz
Meu Cruzeiro do Sul
Vem brilhar por favor
Que eu não posso viver
Longe do teu amor
Que eu não posso viver
Longe do teu amor


Fonte: LyricFind
Compositores: Acyr Marques Da Cruz / Arlindo Domingos Da Cruz Filho
Letra de Estrela da paz © Universal Music Publishing Group

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A mulher dos olhos lindos

Resultado de imagem para tarde triste

Dia destes andava pelo Hospital, entre corredores estreitos e rostos tristes. É impressionante o quão tristes são as faces na porta dos atendimentos especializados. De alguma forma, a pessoa tenta transparecer ao máximo a sua dor para convencer o médico de que a dor do mundo é nada comparada ao seu sofrimento. 

Sentei ao lado de uma senhora, um pouco mais velha do que a minha avançada idade. Ela tinha um par de olhos dos mais lindos que já vi, coisa de cinema, e. claro, era triste prá caramba. Conversamos de tudo um pouco, até que perguntou se eu estava ali acompanhando alguém. Sim, claro, óbvio, eu disse - afinal como dizer a uma pessoa prestes a entrar num consultório que aquele sujeito desconhecido, pletórico, falante, animado e sorridente é hóspede da suíte master? Melhor que não.

Mas a maior dor daquela mulher dos olhos lindos era a solidão. Bateu nesta tecla umas dez vezes pelo menos, uma pela viuvez e as outras nove divididas entre os três filhos (duas moças e um rapaz). Fiquei sabendo dos seus nomes, profissão, cônjuges, defeitos graves da nora, etc, e que só falam com ela no Whatsapp, num aparelho no qual ela não vê nenhuma chance de ter intimidade com ele.

Na verdade, quer dizer - eu acho - que não é o aparelho que o genro maravilhoso presenteou-a no dia das mães, ao contrário dos dois filhos que sequer vieram visitá-la - meu genro é como meu filho, disse algumas vezes. Ela parece ter sentimento negativo do significado do smartphone - a simbologia que ele representa na sua solidão é um fator estarrecedor. E seus lindos olhos não continham as lágrimas discretas e eu ali, parado feito um paciente a espera de um exame.

Creio que fiquei ali sentado pelo menos por uma hora, ambos sozinhos, e ela solitária na sua dor. Meu estoico Nokia vibrou algumas poucas vezes,  e em apenas uma atendi para resolver uma questão inadiável. Já o super-maxi-potente-modernoso e maçanetado da dona não fez alarde nem alarmes (existe isto? Sim, maçanetado é o ato de dar forma de maçaneta a algo e maçaneta vem de “maçã”, devido à semelhança de formatos. E “maçã” vem do Latim MALA MATTIANA, “maçã de Mattius”, o nome de um antigo estudioso da agricultura.).

Amanhã conto mais, e me lembrem de falar sobre as duas moças do caixa do supermercado, engraçadíssimas cujos assuntos os mais variados possíveis renderam muitas gargalhadas enquanto esperávamos que a gerência resolvesse um imbróglio cibernético da máquina registradora.  Cada dia temos uma possibilidade de descobrirmos pessoas, histórias e novidades - o mundo é grande.

É isto aí!

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Oração de São Miguel Arcanjo



Fonte: http://saoraphaelarchanjo.blogspot.com.br/2010/06/oracao-forte-que-sao-miguel-fez-em-09.html

† Oração de São Miguel Arcanjo

Fonte/autor: Cláudio Dias Coelho

Jogo agora para fora de mim todos os maus pensamentos, pensamentos de desânimo, pessimismo, desnorteio. Coloco aos pés da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo todas as minhas dores físicas e espirituais.

Coloco no Sangue Sagrado de Nosso Senhor Jesus Cristo todas as ciladas armadas e praticadas pelo poder diabólico. Nenhum poder satânico é mais forte que o Poder que está envolto em minha pessoa, pois sou pessoa de Cristo Jesus. Pertenço a Ele de corpo e alma.

Pelas Santas e Sagradas Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo, eu renuncio neste instante a todas as tentações que vêm me perseguindo, porquanto sou criatura de Deus Pai, Deus Filho e do Espírito Santo, e por que eu creio no Mistério da Santíssima Trindade, e por que eu creio no Seu Sangue derramado na Cruz para a Salvação dos meus pecados e dos pecados do mundo inteiro.  

Eu creio em Maria santíssima, que escolhida, fora ser a Mãe Gloriosa de Cristo, o Verbo Encarnado. E eu creio na solução de todos os meus problemas, sejam de ordem emocional, material, físico ou espiritual, sendo eles difíceis ou não. 

Eu creio nas portas abertas para a minha vida, não por que eu as vejo abertas, mas por que sei que meu Pai, o meu Criador, o Criador de todas as coisas as está abrindo para mim. 

Repreendo toda a confusão satânica que tenta subjugar a minha mente, prostrando-me em dores físicas. 
† Corto todo o mal que tenta desfazer o Bem, em Nome do Pai.
† Corto todo o mal que tenta desfazer o Bem, em Nome do Filho.
† Corto todo o mal que tenta desfazer o Bem, em Nome do Espírito santo.
† Uno o Bem ao Bem para que o Bem se espalhe e corto, desamarro, desato, desenlaço o que é mal do   mal para que seus grilhões se enferrujem e apodreçam no fogo eterno.

Toda Potência Infernal fica agora subjugada aos pés da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, e meu corpo torna-se são, minha mente pacifica e serena e meu coração iluminado pelo poder do Céu, do Alto, do Infinito mais belo que há. 

A Cruz é a minha Luz!
A Cruz é o meu Símbolo!
O Terço é a minha arma mais potente!
Minha Família é Jesus, Maria e José!

Amém!

Orações finais: 

Oração de São Bento: 
A Cruz Sagrada seja minha luz Não seja o dragão meu guia Retira-te, satanás, nunca me aconselhes coisas vãs É mau o que ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos" 
"Crux Sacra Sit Mihi Lux Non Draco Sit Mihi Dux Vade Retro Sátana Nunquam Suade Mihi Vana Sunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas" 

Oração do Arcanjo Raphael: 
Como a uva é triturada no Lagar, seja destruído o poder das trevas, esmagada a cabeça da serpente, por Virgem Maria, São Gabriel, São Raphael e São Miguel. E nossos corpos sejam restaurados e revigorados para nos consagramos ao Serviço do Reino de Deus. Amém! 


Eu e a COPASA





Eu recebo uma água da COPASA de péssima qualidade para consumo, escura, barrenta, mal-cheirosa e cara. Tenho três filtros para tentar fazer o que pago para supostamente a COPASA oferecer. Um, de areia, fica ao lado do hodômetro e os outros dois, nas fotos acima, ficam dois metros após o primeiro. Um de celulose e o último de cerâmica.

Bem, este "sistema" de tratamento de água tratada, com estas múltiplas filtragens não permite que o barro, a lama e seja lá o que for isto, chegue à caixa d'água. E funciona assim há pelo menos treze anos.

A questão é que estou sem água desde a quinta-feira da semana passada. Poderia ser apenas algum problema de abastecimento geral, pois li que a COPASA não abasteceria alguns bairros da região naqueles dias, apesar do meu bairro não constar da relação. 

Na manhã da segunda-feira, ontem, liguei para a COPASA, protocolei uma solicitação e de fato, na parte da tarde um técnico esteve aqui em casa, olhou, olhou, olhou e disse que iria verificar a pressão em algum ponto do abastecimento.

Nesta manhã da terça-feira, vieram três técnicos e verificaram que meu problema são os filtros - rá-rá-rá!!!
É aquela história do marido que encontra a esposa com o amante no sofá da sala e manda tirar o sofá para que ela não o traia mais. Treze anos filtrando a lama que me vendem como água potável e agora isto. 

É isto aí!





Só uma pequena pausa


Caros e fieis amigos que por aqui vagueiam no ócio, 

Este reino não passa por processos de golpe baixo, por motivos claros, óbvios e cristalinos. É governado de forma monocrática, única e sob forte legislação de vida em pleno direito. Mas passa por processos de verificação aqui e ali.

Estamos em reforma, tentando mudar o estilo, retirando umas postagens e modificando outras. Por exemplo, existem várias crônicas ainda guardadas, são centenas delas que escrevi e não publiquei por diversos motivos. Além disto tem as que fiz com personagens fixos, como sobre um casal neurótico Carminha&Armandinho que estão sendo garimpadas, revisadas e colocadas bem devagar na lateral da página principal, tal como estão Odete - a musa da Pitangueira e os contos do Analista da Pitangueira, bem como o Papo de Esquina. E este garimpo leva tempo.

Tem algumas postagens que estão sendo relidas. Como o Papo de Esquina, onde três pessoas, em quatro frases, onde uma faz a abertura, outras duas comentam e a quarta frase fecha, requer objetividade e fluidez, o que não é fácil para ser feito sempre, pois sempre acho que ficou ruim. Mas vamos em frente.

Então, enquanto as coisas fluem com estas mudanças, vou postando poemas, músicas e outras coisas mais que puder, para não perder o ritmo.

Muito obrigado a vocês que visitam este Blog, saibam que fico feliz quando vejo o número de visitantes que passam por aqui todos os dias, e isto é bom, muito bom. Um abraço,

Paulo

domingo, 21 de agosto de 2016

João Bernardo (Dinda) - Queria Me Enjoar de Você


Fonte da imagem João Bernardo: Last fm



João Bernardo Neves Rodrigues, nascido em 2/12/1970 em Belo Horizonte, MG. É Cantor. Compositor e  Instrumentista.

 Autodidata na música, começou a compor aos 11 anos de idade. Sua primeira composição foi uma música para a campanha de limpeza da escola Notre Dame no Rio de Janeiro.

Formou-se em psicologia pela PUC-MG e é radicado no Rio de Janeiro RJ.

Começou a trabalhar com música em Belo Horizonte, onde se apresentou em bares e casas de show da cidade. Chegou a abrir os shows da banda Pato Fu e do cantor Beto Guedes. Montou a banda Matita Perê, com repertório próprio.

No Rio de Janeiro, apresentou-se em muitas casas como Teatro Sérgio Porto, Oi Futuro Ipanema, StudioRJ, Audio Rebel e Comuna.

Formou a banda Vende Peixe-se, para tocar suas composições, com a qual lançou um EP homônimo em 2003. Posteriormente formou a banda Dinda, lançando em 2011 o CD “Ano que vem eu vou ser na avenida o palhaço que eu fui na sua vida”, com onze faixas autorais. 

Participou como convidado do projeto londrino “SOFAR”, que aconteceu em Botafogo, no Rio de Janeiro.

Em 2015 lançou seu primeiro CD solo “Meu coração não para de me bater”, com músicas autorais sendo essas “Se eu fosse Tom Jobim”, “Engenho de cama”, “Virandáda” (c/ Rodrigo Cascardo), “Flor de Saturno”, “O veneno da vida” (c/ Paulo Monarco), “Não fui eu, foi o carnaval” (c/ Piero Grandi), “Roupas no varal”, “Da cor mais azul”, “Certas palavras”, “Roça” (c/ Rogério Von Krueger) e “Queria me enjoar de você”, cujo clipe atingiu mais de um milhão de visualizações no canal de vídeos na online Youtube.

Teve composições gravadas por artistas como Julia Bosco, Ana Lomelino (Tono), Ana Ratto, Ana Clara Horta, Paulo Monarco, Lila, Karla da Silva, entre outros.


Dinda é uma banda que não precisou usar de clichês mercadológicos para alcançar o espaço que hoje tem. Grupo encabeçado pelo cantor e compositor João Bernardo que surgiu na cena índice carioca já ultrapassou os 240 mil views no Youtube. Com letras e melodias simples, o grupo vem divulgando o disco “Ano que vem eu vou ser na avenida o palhaço que eu fui na sua vida”



Queria Me Enjoar de Você
Músicos: Banda Dinda
Compositor: João Bernardo
Fonte: Letras

Lembra que no primeiro toque deu choque?
Lembra que você mudou de cor?

Queria me enjoar de você
Do doce do seu beijinho
Do cheiro, do jeito, da fauna
E da flora

Lembra dos dias azuis?
Que luz!
Lembra?
Seu corpo junto do meu?

Queria me enjoar de você
Mas não consigo
O jeito é deixar doer pra ver se sara

Eu não vou fazer mais nada
Nem vou me lembrar de te esquecer

Voltando da sua casa ontem
Reparei que eu tinha ficado lá

Voltando da sua casa ontem
Reparei que eu tinha ficado lá

Queria me enjoar de você
Eu queria me enjoar de você


Composição: João Bernardo.