segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Smile - Al Jarreau - Djavan


"Smile" é uma canção baseada na música tema usada na trilha sonora do filme Modern Times de Charlie Chaplin , de 1936 .

Chaplin, que compôs a música, com a ajuda do compositor David Raksin, inspirou-se em uma sequência do primeiro ato do dueto de amor da ópera Tosca de Puccini , começando com Cavaradossi cantando "Quale occhio al mondo può star di paro". John Turner e Geoffrey Parsons adicionaram a letra e o título em 1954. Na letra, baseada em falas e temas do filme, o cantor diz ao ouvinte para se animar e que sempre haverá um amanhã brilhante, contanto que eles sorriam.

"Smile" tornou-se um padrão popular desde seu uso original no filme de Chaplin e foi gravado por vários artistas




Smile
Charles Chaplin

Smile, though your heart is aching
Smile, even though it's breaking
When there are clouds in the sky
You'll get by

If you smile through your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You'll see the Sun come shining through, for you

Light up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Although a tear may be ever so near
That's the time you must keep on trying
Smile, what's the use of crying?
You'll find that life is still worthwhile
If you'll just smile

That's the time you must keep on trying
Smile, what's the use of crying?
You'll find that life is still worthwhile
If you'll just smile

domingo, 13 de novembro de 2016

Documentário: "Destruição a jato"

Produção: JornalOBah 

Música neste vídeo

Violin Concerto: II.
Artista Naxos:unknown artist
Álbum Strings (Eternal)
Writers Philip Glass
Licenciado para o YouTube por
AdShare MG for a Third Party (em nome de Naxos); UMPG Publishing e 6 associações de direitos musicais
Música

The last butterfly
Artista Wodkah
Álbum Butterlfly
Licenciado para o YouTube por
Interstreet Recordings (em nome de 2328891 Records DK)




A vingança retardada

João Souza era um destes servidores pontuais, exemplares e clássicos no traje e no linguajar. 
Tinha hábitos comuns, mecânicos e previsíveis. Nunca participou de festas, de greves, de confraternizações, eleições e de fuxicos na instituição.
  
Todas as quartas-feiras seu horário de almoço era dividido entre o lanche e o ritual das coisas bizarras. E foi no dia 18 de março de 2015 que tomou a decisão que entendeu ser capaz de abalar a república. Naquela quarta-feira, por sessenta minutos, de 13:32 às 14:41, enquanto impreterivelmente, consultava o Oráculo, caderno de anotações bizarras que aconteceram ao seu redor durante a semana, na sua vida e na sua sala, resolveu zerar o histórico do computador da sua sala. E percebeu que aquilo era bom. Registrou no Oráculo que esta bizarrice deveria ser ampliada e o guardou meticulosamente na segunda gaveta do lado esquerdo, a única com chave.

Com a mente transbordando em mais de mil possibilidades, na quarta-feira seguinte, no ritual de consulta, deu-se conta de novamente zerar o histórico, e estava novamente zerado. Registrou parcimoniosamente. Abriu sua caixa de emails privados e por indução lógica, buscou pelo histórico de recebidos - zerou, enviados - zerou, spam - zerou, lixeira - zerou. Aquilo estava ficando tão prazeroso quanto sinistro, escreveu no Oráculo. Ao final do orgasmo dos zeros, atingiu o gozo encerrando a conta pessoal do e-mail.

Na quarta-feira seguinte verificou Facebook, WhatsApp, Facebook Messenger, Tumbrl, Instagram, Twitter, Skype, Viber, Snapchat, Pinterest e Linkedin e constatou que podia totalmente zera-los sem sentir dor. Tudo apagado, sem registros, sem histórico, sem referências cruzadas, enfim, estava quase no ponto de equilíbrio. Naquela tarde fechou todas as contas, para deleite e regozijo pleno e descansou.

Sete dias depois tomou nas mãos o smartphone e desmontou metodicamente o aparelho com uma naturalidade incomum. Depois de ter todas as peças importantes por sobre a mesa, tornou a utilizar do cinzeiro como uma pira de desapego. Na quinta-feira, apenas um dia depois do último sacrifício, não foi trabalhar pela primeira vez em vinte  e seis anos de repartição pública, por que decidiu ir para local incerto e não sabido até darem por sua falta, o que nunca aconteceu até a presente data.

É isto aí!


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Dita a dura palavra

Cena do filme La noche de los lápices, baseado em história real de prisão,
tortura e assassinato de estudantes secundaristas na Argentina
em 1985
Dita
a dura
palavra
Golpeiam
a nuca
inocente
manchada
pelo sangue
das mãos
do poder
maculado
pela trama
macabra
que edita
a dura
maldade
que lavra
a liberdade
 com spray 
de pimenta
que arde
na alma
da gente. 
E daqui
do alto 
da mágoa
grito
corruptos
usurpadores
cretinos
ladrões
assassinos


É isto aí!



domingo, 6 de novembro de 2016

Quer pagar quanto?



















Quanto é necessário roubar para ser taxado de ladrão neste país?
23 milhões na Suiça?
10 milhões no palácio?
100 milhões na Lista?
3 milhões de propina?
12 milhões pelo contrato?
500 milhões daquele banco do estado imaculado?
4 bilhões da saúde do estado do abominável?

Hipocrisia, teu nome é rasi! Caramba, desconfio que tem até vírus de computador roubando o B e o l!!!

É isto aí!


Papo de Esquina XXIX

- Alguém conseguiria definir o sentido deste puta golpe?

- Puta que os pariu, são fodas perdidas!

- Puta merda, são fodas bandidas!

- Putas, perdoem, mas estes seus filhos foram fodas malditas.

É isto aí!

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Boi da cara preta (Thiago de Mello)


Por que ainda me resisto a dizer tudo?
Quando o que decidi foi simplesmente
tudo aceitar a começar por mim?

Por que me escondo, menino medroso,
da foice da verdade, que só quer,
gume de amor, cortar o que está podre?

A hora é a do boi da cara preta!
Que eu seja capaz dela, puta merda!

(Thiago de Mello)

Fonte: Poesia comprometida com a minha e a tua vida: 
            pequena história natural do homem no fim que vem vindo do século vinte

Editora: Civilização Brasileira, 1975 - 87 páginas

Poema: Boi da cara preta / página 71

Autor: Thiago de Mello  (1926/2022)

Foi considerado um dos poetas mais influentes e respeitados no país, reconhecido como um ícone da literatura regional.





Há um poema (Luis Rogelio Nogueras)


Há um poema

Há um poema que me busca há muito tempo.
Suspeito que já estivemos, sem nos ver, nos mesmos lugares,
e não é improvável que tenhamos amado, alguma vez, a mesma mulher,
que juntos tenhamos rido muito de nada, destinos,
ou que tenhamos perdido alguns cabelos pelos mesmos sofrimentos.
Há um poema que me busca há muito tempo,
e não se cansa,
e este dura já 34 anos.


(Luis Rogelio Nogueras, trad. Jeff Vasques)


Luis Rogelio Nogueras nasceu em El Vedado-Cuba e vem de uma família de escritores. Seu tio materno, o espanhol Alfonso Hernández Catá, foi um escritor renomado; outro editou uma revista; Seu pai era jornalista e sua mãe escrevia por hobby e ganhou prêmios de contos. Recebeu aulas particulares de literatura desde criança, pagas pela avó.

Estudou Comércio na Academia Militar do Caribe até 1960, quando foi para a Venezuela para se juntar à mãe, que morava lá desde 1956. Faleceu em Havana-Cuba, aos 40 anos, em 1985.


Paul Van Ostayen


Seu barco saiu à tempestade. Depois de 32 anos de vida transtornada, Paul Van Ostayen naufragou em 18 de março de 1928 em um sanatório de Miavoye-Anthée, nas Ardenas belgas, vítima da então incurável e muito literária tuberculose.

 Ao longo de sua curta vida Paul Van Ostayen, seguramente o maior poeta de língua islandesa (ou, mais exatamente, língua nurlandesa) do século XX, praticou uma variedade de estilos poéticos que revolucionou a poesia de Flandres e da Holanda e que certamente teria influenciado a poesia internacional se sua língua materna possuísse uma irradiação demográfica mais importante. O que acontece com Van Ostayen acontece também a outros gigantes literários como Fernando Pessoa e Machado de Assis, ainda não inteiramente reconhecidos como escritores do primeiro time da literatura universal por terem escrito em uma língua “clandestina”, é o português. (A ironia da história: é justamente na Holanda através do trabalho do tradutor-escritor August Willemseu, que Machado de Assis começa a ter suas primeiras traduções à altura do original).

 Paul Van Ostayen nasceu em 1896, no porto belga de Antuérpia. Seu pai, pequeno empresário, era de origem holandesa. Sua mãe provinha do norte da Bélgica. A vida do pequeno Paul transcorreu sem maiores acontecimentos, o menino obtendo resultados escolares medíocres até que se afasta da escola, em 1913, para começar a trabalhar como funcionário na prefeitura de Antuérpia. Nesse momento, Van Ostayen  já escreve e se engaja luta de emancipação do povo flamengo contra a opressão de uma burguesia, uma aristocracia e. um clero de Flandres que tinha optado pela língua francesa, renegando a cultura flamenga.

 Os primeiros escritos de Van Ostayen são poemas marcados por um romantismo juvenil, dentro dos padrões tradicionais. Seu primeiro artigo publicado, “Arte de Agora”, revela sua paixão pelas artes plásticas - paixão que persistirá durante toda sua existência. Quase todos os seus melhores amigos são pintores e o elemento pictórico será essencial em livros de poemas como As Festas de Angústia e Dor (De Feesten Van Angst en Píjn). Nos últimos anos de vida ele fará da venda de obras de arte a sua fonte (ainda que precária) de sustento.

 Quando se desencadeia a 1ª Guerra Mundial, Paul Van Ostayen se encontra em Antuérpia, cidade-chave no conflito, já que está rodeada por fortificação. Depois de um intenso bombardeio, a cidade cai finalmente em poder dos alemães. As vivências do poeta durante os enfrenta­mentos são descritas em seu poema longo “Cidade Ameaçada” (“Bedreigde Stad”).

 Em setembro de 1917, sob a ocupação alemã, um acontecimento, até certo ponto banal, será determinante para o curso posterior da vida de Van Ostaven. Durante urna cerimônia religiosa, o poeta vaia o cardeal Mercier, conhecido por suas opiniões abertamente antiflamengas. Van Ostayen é preso e posto em liberdade quase em seguida, mas os diferentes processos que se seguiram aumentarão a pena inicial de três meses de prisão para onze meses, razão pela qual o poeta resolve fugir, um ano depois dos fatos, para a Alemanha, no momento mesmo em que as tropas aliadas a avançam sobre a Antuérpia.

 Durante a ocupação alemã, parte dos flamingantes (partidários da “causa flamenga”) se havia aliado aos alemães pensando que, assim, poderia conseguir quebrar a dominação francófona. Mesmo que Van Ostayen nunca tenha simpatizado com o ocupante alemão, preferiu não correr nenhum risco e não se engajou em nenhuma ação que pudesse levá-lo a uma nova condenação. Em novembro de 1918 Van Ostayen instalou-se em Berlim, onde permaneceu mais de três anos, junto com sua amada Emmeke em condições próximas da miséria.

 O relacionamento de Van Ostayen com Emmeke Clément, com quem manteve relações amorosas e de amizade até o fim da vida, não foi ainda devidamente esclarecido. Van Ostayen conheceu-a no outono de 1917 quando os alemães ainda ocupavam Antuérpia. Emmeke era três anos mais velha que o poeta e saia de um casamento de quatro anos. Paul Van Ostayen permanece­ria sempre ligado a ela, mesmo depois que Emmeke - com o consentimento do poeta - se casou com um alemão. Poeta, que deliberadamente se separou de sua amada, o destino de Van Ostayen é análogo ao de Kierkegaard e Kafka, escritores talvez tão impenetráveis quanto ele.

 Durante sua estada em Berlim, Van Ostayen continuou seu trabalho de escritor e entrou em contato com os dadaístas, com quem finalmente acabou na cadeia por seus “excessos” no comportamento.

Nessa época Paul Van Ostayen publica vários artigos sobre artes plásticas, literatura e sobre a luta de emancipação do povo flamengo.

 Em 1920 publica De Festen Van Angst an Pijn (As Festas de Angústia e Dor) e Bezette Stad (Cidade Ocupada). Por seu niilismo e seu desespero, estes dois livros se demarcam muito claramente de suas obras anteriores Music-Hall e Het Sienjaal, onde transparece sua fé expressionista em um mundo renovado. Não surpreende que em Het Sienjaal se possa rastrear alguma influência de Whitman. Ele próprio admite também a influência de Else Lasker-Shuler. Em As Festas de Angústia e Dor e em Cidade Ocupada é visível a influência da poesia de Apollinaire, o que, aliás, o próprio poeta admite. Estes dois últimos livros - o primeiro escrito a mão e em várias cores - se destacam pela ruptura radical com a tradição poética - eles pertencem à linhagem do Mallarmé do “Coup des Dés” os poemas são palavras soltas, gritos atormentados sublinhados por uma tipografia sofisticadíssima próxima das experiências dadaístas e surrealistas. No entanto, a configuração dos poemas de Van Ostayen é original e guarda independência em relação aos novos padrões da vanguarda européia.

 Não suportando mais sua vida em Berlim, Van Ostayen volta a Antuérpia, onde leva uma vida clandestina, à espera de uma anistia. Anistia que chega finalmente e o poeta passa a ganhar a vida como “marchand”. Desse momento já não publicará nenhum livro de poesia. Em meio de 1926, Van Ostayen descobre haver contraído tuberculose, de que vem a falecer em setembro do ano seguinte.

 A Influência de Van Ostayen nas letras flamengas e holandescas tem sido enorme, a tal ponto que um número considerável de poetas em Flandres e na Holanda se debateu em vão para libertar-se de sua presença esmagadora.

Em pouco mais dez anos de atividade poética, Van Ostayen (que viveu apenas 32 anos) revolucionou a poesia de língua neerlandesa e introduziu nela novos procedimentos, ainda hoje dominantes.

Philippe Humblé e Walter Costa, 
(matéria publicada em jan/1985 no suplemento
da Folha de São Paulo intitulada Folhetim.)


VERSO 6
Eu não posso colecionar selos
Eu não posso colecionar fotos de mulheres
Eu não posso colecionar namoros
nem sabedoria
eu já não posso nada mais
          eu já não posso nada mais
Porque não apago a luz
          e não vou pra cama
Eu quero provar
          estar nú
          pelado quem sabe sim púrpura gelada
                                                e palidez
Não é assim o próprio princípio principiante
Eu não quero saber nada
eu não quero perguntar
          porque
          eu não me tornei um colecionador de selos
Eu começarei por dar meu fracasso
Eu começarei por dar minha falência
Eu me darei um pobre despedaço de terra
                              uma terra pisoteada
                              uma terra de urzes
                              uma cidade ocupada
Eu quero estar nu
     e começar

(tradução de Philippe Humblé e Walter Costa)



MELOPÉIA

Sob o luar escorre o longo rio
Sobre o longo rio escorre cansada a lua
Sob o luar no longo rio escorre a canoa pro mar

Pela canalta
Pelo pradalto
escorre com a lua que escorre a canoa pro mar
Assim são parceiros pro mar a canoa a lua e o homem
Por que escorrem a lua e o homem ambos mansos pro mar

(tradução de Philippe Humblé e Walter Costa)



PAISAGEM  DE OUTONO

Na neblina é devagar um boi com um carro de boi
andando junto à neblina nunca perde o passo
o boi do carro de boi
Fora da neblina dentro da neblina com o carro tropeçando
firme não adormece o carroceiro
num sono sem trilhas

Atrás do carro bóia luz de lanterna
uma mínima cunha de clareza na negrofunda rua

(tradução de Philippe Humblé e Walter Costa)



O VELHO

Um velho na rua
sua pequena história para a velha
não é nada soa como uma tragédia rarefeita
sua voz é branca
parece uma faca tão longamente afiada
até o aço ficar magro
como um objeto fora dele se pendura esta voz
sobre o preto comprido casado
O velho magro em seu casaco preto
parece uma planta preta
Vê você isto joga a angústia por sua boca
o primeiro saborear de uma narcose

(tradução de Philippe Humblé e Walter Costa)



NOITE

Ah, minha alma é só som
Nesta hora de só cor;
Sons que se elevam soltos
Num sonso jardim de odor.

(tradução de Philippe Humblé e Walter Costa)



POEMA

E cada nova cidade
    flor que murcha
              outono amarelece a flor

              serão todas as cidades assim
              serão todas assim
              assim são todas

Em todo lugar
em todo lugar e em nenhum
             todo lugar é nenhum
em todo lugar
             os mesmos bombons tristes em copos
             bebida fica pérola não há sede
uma canção está em todo lugar             de amor e adultério
             serão todas as cidades assim
             serão todas assim
             assim são todas

(tradução de Philippe Humblé e Walter Costa)



BERCEUSE PRESQUE NÈGRE

Não participa o chipanzé

Por que não participa o chipanzé
                              O chipanzé
                                           tem
                               enjôo do mar
Tem tanta água no mar
imagina o chipanzé

(tradução de Philippe Humblé e Walter Costa)

Escrevendo em 1 minuto - Ideia x Escrita

Escrevendo em 1 Minuto - Estilo pessoal

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Papo de Esquina XXVIII

- Mas e a desaposentação?

- Então ... perdeu-se tudo, além disto o aposentado que retorna ao mercado é obrigado a contribuir, mas sem nenhum direito, veja bem - nenhum direito previdenciário, nem o de licença por doença. 

- Melhor morrer?

- Não, melhor viver e aguardar o momento de sorrir.

É isto aí!

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Tempos difíceis

- Você está despedida.
- Como assim?
- Despedida, demitida, eliminada, etc.
- Agenor, esta parte está clara, só quero saber o motivo.
- Clarinha, não há uma justa causa. É demissão sumária.
- Agenor, você tem certeza de que é isto mesmo?
- Não brinco com coisa séria.
- Não estou acreditando nisto. Vou cumprir aviso?
- Não. Vai receber o aviso integral.
- Incluindo as férias vencidas?
- Sim, a vencida e a que venceria neste mês, ambas, com o 1/3
- Os 40% do Fundo?
- Com certeza, já está separado em espécie.
- Seguro desemprego?
- Se o governo não mudou nada ...
- Estou falando daquele subsídio que a empresa utiliza para os executivos desligados.
- Não, Clarinha, este não tem jeito, afinal você não é mais da diretoria.
- E o Plano de Saúde?
- Sem chance. Eliminada assim que assinar os documentos.
- Agenor ... eu estou grávida.
- Quantos meses?
- Dois meses.
- Traga o atestado médico que será incluído no cálculo de acerto trabalhista.
- Vão me pagar tudo? Toda a gestação e licença?
- Sim, tudo.
- Agenor, você pode me explicar por que estou sendo demitida?
- Você sabe.
- Eu sei? Então melhore a minha memória.
- Pergunte ao Dr. Fagundes, que é o patrão, ele saberá te responder.
- Agenor, pela nossa amizade, para com isto de perguntar ao patrão, me responda com sinceridade.
- É por que você pensa, Clarinha, e isto tem irritado muito a diretoria ...

É isto aí!



Ciranda do ódio

http://www.otempo.com.br/charges/charge-o-tempo-24-10-2016-1.1389969


domingo, 23 de outubro de 2016

Pensamentos inúteis por razões sem fim

Arrependido:
Está linda ... Era linda! Trinta anos linda nas lembranças, nos sonhos, no desejo, na memória. Trinta anos ... aí eu a vi no Feissebuque. Saudades, múltiplas saudades!!!

Magoado:
Nem olhou para mim, depois de vinte e cinco anos de suplícios. Enfim é a mesma de sempre, disfarça bem.

Melancólico:
Vinte anos para vê-la novamente e foi  nesta tarde, na praia, com a sua família. É ... parece que estava feliz.

Esperançoso
Espero que todas as lágrimas, que derramei nestes quinze anos, lavem de vez a minha alma das expectativas frustradas de ser feliz ao lado dela.

Sentido
Dez anos sem tê-la ao meu lado e nunca soube o porquê! Isto me faz sentir uma pessoa extremamente triste.

Quantificado
E já se passaram cinco anos. Quase deu certo, quase minha para sempre, quase juntos, quase voltamos, quase melhores amigos, quase para sempre, quase feliz. Quase ... quase ...

Auto-ajuda
Terminamos ontem! Vou ficar bem. Nunca mais a verei, nunca mais sentirei sua falta, nunca mais outra vez.

É isto aí!




sábado, 22 de outubro de 2016

Cantando bolero na chuva ou poderia ter sido pior - poemeu

Queria
 acordar
  amanhã
   também
    bem triste,
      colocar
        um bolero
          na vitrola,
           tomar rum
            e coca-cola,
              tragar um
            charuto havana
           cantar bem
          desafinado
       claudicando
      inevitáveis
    rimas
   pobres
  e perder
 o celular.
na chuva

É isto aí!


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

O Caminho

Vou criar a Filosofia Única, que será conhecida pela posteridade como o Pensamento de Deus. Pensamento de Deus ... Pensamento de Deus ... não, não vai dar certo, e os ateus, os não ateus, os teo alguma coisa, os tao ... melhor achar um nome. Já sei - A Chave da ... a chave da ... a chave ..., que saco, chave lembra fechadura, fechadura lembra porta, enfim, preciso canalizar tudo num só caminho. Caramba, é isto - O Caminho.

Isto, já tenho o nome. nada de Teoria do caos, da relatividade, das Cordas, do Big- Bang, do Criacionismo, enfim, tudo será englobado - O Caminho não é apenas uma teoria é a Teoria. uau, já vejo o Nobel, o sucesso, o dinheiro, as mulheres, a fama, o poder, a inveja dos idiotas de sempre, enfim serei muito muito phodástico.

Bem, uma vez achado o Caminho, agora vou traçar em linhas gerais o conceito desta Teoria de Tudo. Pense ... pense ... pense ... teoria, tempestade de ideias, isto - tempestades, vou guardar esta palavra. Então no princípio havia havia... hummm ... uma ou será um? fator de geração é ela e gerador é ele? Mas isto é nesta dimensão, as pessoas terão que vivenciar uma experiência em 12 dimensões. Isto. No princípio haviam tempestades em doze dimensões. 

Não, como haveria algo se nada foi criado. No princípio havia um silêncio absoluto. Isto, este é o Caminho. Mas aí Ukulelê, o rei das quatro cordas, mas o que é isto .. alô .. alô .. sintonizei uma ideia pirata e ridícula aqui. Mas o importante é a ideia do caminho. Aguardem - serei rico, famoso e nem aí para a choldra.  

É isto aí!

Os ratos rabacués


Estes ratos
poucas dezenas
matam, destroem
dezenas de centenas

São ladrões
da fé
da cultura
da ciência

Uns Imorais
corruptos
outros amorais
polutos

Estes ratos
rabacués
traidores
trazem dores

ao menor
ao desprovido
ao simplório
e ao desvalido

É isto aí!