Vídeo para assistir sempre e refletir sobre a sua existência. Narrado por Morgan Freeman.
quinta-feira, 21 de junho de 2018
As águas de Minas estão indo embora, literalmente
A Associação Mineira de Defesa do Ambiente (AMDA) afirma que os poços artesanais implantados pela concessionária de abastecimento de Itabirito para a unidade da Coca-Cola (apelidada de "Fábrica da Felicidade") estão secando nascentes dos rios Paraopeba e das Velhas – responsáveis por quase toda a água de Belo Horizonte.
quarta-feira, 20 de junho de 2018
Se eu não escrever sobre ti hoje (Inês Leitão)
Alto lá
Este poema não é meu
Autora - Inês leitão
Fonte - http://desfibrilhador.blogspot.com/2018/06/se-eu-nao-escrever-sobre-ti-hoje.html#comment-form
Este poema não é meu
Autora - Inês leitão
Fonte - http://desfibrilhador.blogspot.com/2018/06/se-eu-nao-escrever-sobre-ti-hoje.html#comment-form
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| The Lovers, 1928 by Rene Magritte |
Se eu não escrever sobre ti hoje,
os meus dedos vão cair à terra sem que nada nasça deles à laia de semente,
e as minhas mãos avisaram-me que não vão aceitar outra pele;
outra pele que venha a nascer.
Se eu não escrever sobre ti agora, nem sobre os teus olhos,
nem sobre os fios que te fazem cabelo,
são as orelhas: as orelhas e logo depois o nariz a descolarem-se do meu corpo
como pessoas a cair de mim
(a minha cara a desaparecer porque a seguir o meu queixo)
Se eu não falar de ti aos outros, há uma agulha pronta
para me coser os lábios: para os bordar e fazer deles napron de sofá antigo
numa casa sozinha.
Se eu não falar de ti agora aos outros, a lua vai para Júpiter
e marte recuará a sua órbita.
Se eu não falar de ti,
se eu não te traduzir para grego, aramaico e latim,
tu nunca saberás de nada,
nada de tudo aquilo que mora aqui.
A hipocrisia dominante
Assisti nesta tarde ao jogo Irã X Espanha. Os locutores do canal que monopoliza a transmissão, a cada cinco minutos falavam do sofrimento das mulheres persas por não poderem ter acesso aos estádios de futebol. Cada vez que falavam eu tinha lá no fundo aquele sentimento de imbecilidade que permeia esta gente.
Na última Copa, em Pindorama, esta mesma emissora covardemente, ou estrategicamente, calou-se quando uma corja da nata branca e empoderada iniciou o grito (com microfones abertos) - Ô Dilma, vai tomar no c* ... Esta deve ser a forma civilizada com a qual julgam receber mulheres nos estádios.
Canalhas, canalhas, canalhas
É claro que poderia explorar este processo até chegar na Vereadora Marielle Franco, mas não precisa, eles sabem e sabem que sabemos que tudo está junto num mesmo processo. E se pensa que não pode piorar, sim, pioram pelo mau-caratismo quando silenciam pelas mães que entram em território apache, ilegalmente, que não bastando serem expulsas de forma não civilizada, têm seus filhos enjaulados em praça pública, sem condições higiênicas e humanitárias.
Ao vencedor as batatas!
Canalhas, canalhas, canalhas
Ao vencedor as batatas!
Canalhas, canalhas, canalhas
É isto aí!
Fica comigo (poemeu)
Ainda não sei,
confesso que não sei mesmo,
se dizer que te amo
é de alguma utilidade
Fica comigo
da forma que puder
fica visível, invisível
partícula onda ou luz
fica do meu lado
fica pertinho
fica longe
mas fica aqui
eu te amo
com medo
desesperadamente assustado
feito uma criança perdida
eu te clamo
entrelace nosso destino
e no acalanto a vida
ascenderá em nós
É isto aí!
É isto aí!
Quando as perguntas são mais poderosas do que as respostas
1. Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?
2. O que é pior, falhar ou nunca tentar?
3. Se sabemos que a vida é finita e curta, por que acabamos fazendo tantas coisas que não gostamos e gostamos de tantas coisas que não fazemos?
4. Quando todas as coisas já estão ditas e feitas, será que você disse mais do que fez?
5. De que forma você gostaria de mudar o mundo?
6. Se a felicidade fosse a moeda nacional, qual seria o trabalho que te tornaria rico?
7. Você está fazendo aquilo em que acredita, ou você se conforma com o que está fazendo?
8. Se a expectativa média de vida humana fosse de 40 anos, você estaria vivendo sua vida de outra maneira?
9. Até que ponto você realmente controlou o sentido da sua vida?
10. Você está mais preocupado em fazer as coisas direito ou só quer fazer as coisas certas?
11. Você está em um jantar com quatro pessoas que admira muito, mas todos começam a me criticar não sabendo que você me ama. A crítica é injustificada e de mau gosto. O que você faz?
12. Se você pudesse dar a uma criança só um conselho, qual seria?
13. Você quebraria a lei para me salvar?
14. Você já viu insanidade em mim onde acabou percebendo criatividade?
15. Pense em algo que você sabe que faria diferente da maioria das pessoas - Acha loucura?
16. Como você explicaria o fato de que aquilo que te faz feliz, muito provavelmente não faz todas as pessoas felizes?
17. O que está prendendo você de fazer aquilo que realmente quer?
18. Você está se apegando a algo que precisa deixar de ir?
19. Se você tivesse que se mudar agora para um estado ou país muito diferente do que você vive no momento, você iria? Conseguiria abandonar tudo, eu inclusive ...?
20. Você acha que as coisas são como são ou aperta o botão do elevador mais de uma vez, acreditando que isso fará o elevador chegar mais rápido? Você insiste naquilo que acredita ou permite que a aceitação domine você?
21. Hemingway afirmou que felicidade em pessoas inteligentes é coisa mais rara que ele já viu. Mas então,você prefere ser um gênio triste ou uma pessoa simples e alegre?
22. Por que você está onde está? Falando nisto, onde nós estamos onde você está?
23. Você gostaria de conhecer alguém exatamente como você? Gostaria de ter a sua própria amizade?
24. O que é pior, quando um grande amor se afasta, ou perder o contato com um grade amor que mora bem perto de você?
25. Qual é a coisa pela qual você é extremamente grato? Há algo que você possa dizer que é maravilhoso em sua vida?
26. Qual a sua melhor opção - Perder todas suas velhas memórias ou nunca ser capaz de fazer novas?
27. É possível conhecer a verdade sem desafiá-la primeiro?
28. Seu maior medo, em algum momento, se tornou realidade?
29. O que te chateava há 5 anos atrás, ainda te chateia?
30. Qual é a sua memória mais feliz na infância? O que a torna tão especial?
31. Em que momento no últimos tempos você se sentiu mais apaixonado e vivo?
32. Esse não é o momento, mas então quando?
33. Caso você não tenha conseguido ainda, o que você tem a perder?
34. Alguma vez você já esteve com alguém , não comentou, mas sentiu que tinha tido a melhor conversa da sua vida?
35. O que a religião representa na sua vida?
36. É possível distinguir, sem sombra de dúvida, o que é bom e o que é mau?
37. Se você ganhasse na loteria, sairá do seu trabalho atual ou está fazendo aquilo que gosta?
38. Você prefere ter menos trabalho para fazer, ou mais trabalho que você realmente gosta de fazer?
39. Você sente como todos seus dias fossem iguais?
40. Quando foi a última vez que você seguiu um caminho apenas com o brilho suave de uma ideia em que você acreditava fortemente?
41. Se você soubesse que todos que você conhece morreriam amanhã, quem você visitaria hoje?
42. Você estaria disposto a reduzir sua expectativa de vida em 10 anos somente para se tornar extremamente atraente ou famoso?
43. Você conhece a diferença entre estar vivo e realmente viver?
44. Quando é o momento de parar de calcular riscos e recompensas, e ir em busca daquilo que se quer?
45. Se aprendemos com os nossos erros, por que estamos sempre com medo de cometer um erro?
46. O que você faria de forma diferente se soubesse que ninguém iria julgá-lo?
47. Quando foi a última vez que você prestou atenção na sua própria respiração?
48. O que você ama de verdade? Alguma de suas ações recentes expressou abertamente esse amor?
49. Em 5 anos a partir de agora, você vai se lembrar o que você fez ontem? E sobre o dia antes disso? Ou no dia anterior? Os seus dias são marcantes?
50. As decisões estão sendo feitas agora. A pergunta é: Você está as tomando por si ou você está deixando que os outros as tomem por você?
É isto aí!
terça-feira, 19 de junho de 2018
Insônia, memórias e outras coisas esquisitas
Aos meu queridos amigos que sempre experimentam o famoso chá de Pitanga, especialidade deste reino monocrático e democrático, minha cabeça hoje dá voltas. Não, este blog não é espaço para cura de transtornos psi alguma coisa, mas mesmo assim de repente penso alguma coisa sobre a verdade vegana, sei lá, estranho, sim, estou estranho, estranhíssimo, insone e enfim, como diz mamãe - Nunca foi normal e agora isto!
Hoje vamos falar do deus sedutor que está fazendo você mudar a sua personalidade, sim, transtornos da sua personalidade estão sendo implantados sem dó, criando uma outra personalidade para a mesma pessoa. Daí pode ser justificado o aumento de suicídios, comportamentos bizarros, etc. (e até hábitos veganos? será? credo, a coisa é séria!)
Bem, vamos lá para as memórias. É provável que você nunca, mas nunca mesmo tenha escutado alguém falar sobre um austríaco de linhagem judaica, chamado Eric Kandel. Estava na incômoda insônia de ontem (hoje estou vendo que vai de novo), e fui ler Adorno, não não é aquelas coisas que têm no Pinterest, falo do Theodor Adorno, um alemão contemporâneo do Eric Kandel, que fez seus estudos filosóficos em Viena, no período de dominação nazista. Lembre-se que Eric foi expulso da Áustria pelo mesmo motivo que levou Adorno para lá (seriam as sincronicidades, diria Jung).
Parar a aula, só um pouco. Gente! Está chato? Está confuso? Não, né?!
Adorno foi, no resumo do resumo do resumo do resumo, um anti-iluminista, e defendeu a tese de que toda linguagem conceitual realiza alguma forma de violência cognitiva, pois nunca é possível conformar totalmente às palavras aos objetos e sentimentos tais como eles são.
Até aqui, tudo bem, gente? Não alimentem sua insônia. Bem, voltando, agora ao Eric Kandel. Ah, já ia esquecendo - Adorno era psicanalista convicto.
Kandel foi para os USA e se formou em medicina, foi ser psicanalista e não se deixou encantar muito com a arte freudiana, encontrou lacunas imensas no processo. Precisou da ajuda dos animais para trazer o Ego, o Superego e o Id para o centro do estudo.
Sabe aquele negócio do príncipe ou da princesa montado por sobre uma confortável sela fixa com fortes arreios a um imenso garanhão? Imagina a cena, isto, feche os olhos e imagine a cena.
O Id é fácil de ser identificado, é seu lado animal, que age por instinto de sobrevivência, com ataque ou fuga. Claro, não é? É o garanhão, o cavalo ou égua, se preferir, mas égua tem cio e ... olha o meu lado vegano acenando para mim, gente ...
O Superego é a sela, que mantém você na zona de conforto das suas crenças. Andar pelado/pelada não convém, apaixonar-se por uma pessoa maravilhosa que não é a pessoa da sua realidade cotidiana, não deve. Enfim, a sela te mantém confortável para que você fique exatamente sempre do mesmo jeito. Se quiser dar um tapa numa erva medicinal, isto pode custar caro.
E ego, ah! o Ego, o ego é você, sua força e sua voz. O ego é o defensor ardente e pujante da sua personalidade, sendo responsável por impedir que os conteúdos inconscientes passem para o campo da consciência, acionando assim os seus mecanismos de defesa.
Chegamos lá!!!!! Viva!!!! Gente, canta aí "Evidências" para dar aquele toque diferenciado a este momento!!!
Depois eu volto ao assunto, mas vou encerrar de uma forma que você pode até querer parar de cantar "Evidências", mas que cantou pelo menos um trecho, ah! isto cantou - está na sua memória permanente.
Bem, evidentemente, é daqui para frente que a porca torce o rabo (com todo o respeito vegano que transita cutucando este desejo de memória permanente da minha existência).
Bem, evidentemente, é daqui para frente que a porca torce o rabo (com todo o respeito vegano que transita cutucando este desejo de memória permanente da minha existência).
Kandel não se dava por satisfeito com o empirismo da Psicanálise e partiu para o campo científico para descobrir como funciona a nossa memória. Achou coisas que estão mudando o planeta Terra.
Foi quando percebeu em suas experiências, que não vou entrar em muitos detalhes (uma sinopse reduzidíssima abaixo, que o levou ao Nobel), de que uma memória implícita, inconsciente e passageira, pode se tornar definitiva após várias repetições (ou seja, muda toda a personalidade), mas ... calma, está acabando.
Ele fez a engenharia reversa do sistema nervoso de uma Lesma marinha, a Aplisia. Usando eletrodos e sondas químicas ele e sua equipe montaram o diagrama de quase todas as conexões entre os pouco mais de 40 mil neurônios do animal. Na conclusão, que levou muitos anos, Kandel sabia exatamente que neurônio deveria ser cutucado para que a lesma disparasse o comportamento de botar ovos, por exemplo.
Mas lesmas, como seres humanos, logo esquecem as coisas se elas não forem realmente importantes.
Ouviu Adorno gritando para você escutar o Kandel?
Entendeu, ou sentiu-se tocado pela sua natureza morta de que quando ganhou o Nobel com este estudo, foi por que ele demonstrou que eu, você, todo mundo pode ser manipulado pelo Grande Irmão Orwelliano, uma vez que o mote da sua descoberta foi que qualquer memória passageira, pode se tornar definitiva após várias repetições?
Então se você tiver o mesmo estímulo toda noite - "plim plim boa noite está no ar o MalMal Nacional, O Fulano é ladrão, a fulana é biscate, o ciclano é vegano" (hummm, obsessão, será?). Isto, anos a fio, levam o telespectador a mudar sua concepção de mundo. Vira um robô sexual, destes que estão dominando o processo, digamos assim..
Então, a pessoa que era direcionada para ser tropical, faz movimentos coordenados contra os amigos, perde o interesse pela pátria, pelo futebol, pelas riquezas do país, que são valores que agregam o sentimento nacionalista, se julgando um basset dinamarquês ao melhor estilo Caco Antibes. Ufa, então é isto.
Depois eu falo deste negócio de memória de curto e de longo alcance.
É isto aí!
segunda-feira, 18 de junho de 2018
Soneto do amor total Vinicius de Moraes
Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade
Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
Insônias indiscretas
Segundo estudos realizados por mim mesmo, utilizando metodologia quântica, já deveria estar dormindo desde as 23 horas.
Insônia, insônia, insônia ...
Já falei da insônia? Vou ler um livro, e tomara que seja bem chato, pois a reunião é oito horas. caramba, por que eu deixei agendar uma reunião para as oito horas?
domingo, 17 de junho de 2018
The Barberettes
The Barberettes é um grupo feminino sul-coreano retrô e doo-wop que estreou em 2014 como um trio e tem sede em Seul. Eles reproduzem o som da música dos anos 50 - 60 com seus covers e músicas originais ¹. O grupo é composto por Shinae An Wheeler e Seon (ou Sunnie) Lee Kyeong.
Elas começaram a cantar para se divertir em outubro de 2012, quando Wheeler teve a ideia de criar um grupo feminino de inspiração retrô.. Eles se apresentaram em vários lugares, incluindo locais de música indie na área de Hongdae, perto da Universidade Hongik, em Seul, e para o público da geração coreana mais velha.
O nome "Barberettes" foi escolhido porque queriam se batizar com o estilo musical de barbearia a cappella, na esperança de usar um nome como "Barbershop Quartet", mas na falta de um quarto membro, adicionaram o sufixo "ettes", como muitos grupos femininos das décadas de 1950 e 1960.
Elas costumam usar um microfone para apresentações, inicialmente para imitar os grupos femininos daquela época, mas depois perceberam a vantagem quando descobriram que podiam se ouvir melhor, o que as ajudou a controlar o equilíbrio da harmonia. Eles também usam figurinos, maquiagem e coreografias para recriar o efeito¹.
Clique aqui e assista as Barberettes cantando Be my baby no Youtube
"Be My Baby" é um single de 1963 escrito por Phil Spector, Jeff Barry e Ellie Greenwich, interpretado por The Ronettes, lançado como o primeiro single do grupo e produzido por Spector.
A canção é uma de uma série de produções de Spector que contam com o vocal de apoio de Cher, até então uma aspirante a cantora de dezessete anos.
A canção está na posição de n° 22 na lista das 500 melhores canções de todos os tempos, publicada em 2004 pela revista Rolling Stone. (Wikipédia)
Fonte do vídeo: The Barberettes
Original Song by The Ronettes
Music arrangement & Recording by The Barberettes
Filmed & Edited by The Barberettes
Hair & Make up by The Barberettes
Caso o vídeo esteja sem acesso, clique abaixo:
Amei-te e por te amar (Fernando Pessoa)
Amei-te e por te amar
Só a ti eu não via...
Eras o céu e o mar,
Eras a noite e o dia...
Só quando te perdi
É que eu te conheci...
Quando te tinha diante
Do meu olhar submerso
Não eras minha amante...
Eras o Universo...
Agora que te não tenho,
És só do teu tamanho.
Estavas-me longe na alma,
Por isso eu não te via...
Presença em mim tão calma,
Que eu a não sentia.
Só quando meu ser te perdeu
Vi que não eras eu.
Não sei o que eras. Creio
Que o meu modo de olhar,
Meu sentir meu anseio
Meu jeito de pensar...
Eras minha alma, fora
Do Lugar e da Hora...
Hoje eu busco-te e choro
Por te poder achar
Não sequer te memoro
Como te tive a amar...
Nem foste um sonho meu...
Porque te choro eu?
Não sei... Perdi-te, e és hoje
Real no [...] real...
Como a hora que foge,
Foges e tudo é igual
A si-próprio e é tão triste
O que vejo que existe.
Em que és (...) fictício,
Em que tempo parado
Foste o (...) cilício
Que quando em fé fechado
Não sentia e hoje sinto
Que acordo e não me minto...
[...] tuas mãos, contudo,
Sinto nas minhas mãos,
Nosso olhar fixo e mudo
Quantos momentos vãos
Pra além de nós viveu
Nem nosso, teu ou meu...
Quantas vezes sentimos
Alma nosso contacto
Quantas vezes seguimos
Pelo caminho abstracto
Que vai entre alma e alma…
Horas de inquieta calma!
E hoje pergunto em mim
Quem foi que amei, beijei
Com quem perdi o fim
Aos sonhos que sonhei…
Procuro-te e nem vejo
O meu próprio desejo…
Que foi real em nós?
Que houve em nós de sonho?
De que Nós fomos de que voz
O duplo eco risonho
Que unidade tivemos?
O que foi que perdemos?
Nós não sonhámos. Eras
Real e eu era real.
Tuas mãos — tão sinceras…
Meu gesto — tão leal...
Tu e eu lado a lado...
Isto... e isto acabado...
Como houve em nós amor
E deixou de o haver?
Sei que hoje é vaga dor
O que era então prazer...
Mas não sei que passou
Por nós e acordou...
Amámo-nos deveras?
Amamo-nos ainda?
Se penso vejo que eras
A mesma que és... E finda
Tudo o que foi o amor;
Assim quase sem dor.
Sem dor... Um pasmo vago
De ter havido amar...
Quase que me embriago
De mal poder pensar...
O que mudou e onde?
O que é que em nós se esconde?
Talvez sintas como eu
E não saibas senti-lo...
Ser é ser nosso véu
Amar é encobri-lo,
Hoje que te deixei
É que sei que te amei...
Somos a nossa bruma…
É pra dentro que vemos...
Caem-nos uma a uma
As compreensões que temos
E ficamos no frio
Do Universo vazio...
Que importa? Se o que foi
Entre nós foi amor,
Se por te amar me dói
Já não te amar, e a dor
Tem um íntimo sentido,
Nada será perdido...
E além de nós, no Agora
Que não nos tem por véus
Viveremos a Hora
Virados para Deus
E n'um (...) mudo
Compreenderemos tudo.
I Am What I Am - Gloria Gaynor
Fonte Youtube - I Am What I Am - Gloria Gaynor
Provided to YouTube by The Orchard Enterprises
I Am What I Am (Long Version) · Gloria Gaynor
I Am Gloria Gaynor
℗ 2011 Silver Blue Productions
Released on: 2011-10-28
Auto-generated by YouTube.
sábado, 16 de junho de 2018
Eric Kandel
Foi agraciado, juntamente com o sueco Arvid Carlsson e com o estadunidense Paul Greengard, com o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2000, por descobertas envolvendo a transmissão de sinais entre células nervosas no cérebro humano.
Nascer de novo (Carlos Drummond de Andrade)
Nascer: fincou o sono das entranhas.
Surge o concreto,
a dor de formas repartidas.
Tão doce era viver
sem alma, no regaço
do cofre maternal, sombrio e cálido.
Agora,
na revelação frontal do dia,
a consciência do limite,
o nervo exposto dos problemas.
Sondamos, inquirimos
sem resposta:
Nada se ajusta, deste lado,
à placidez do outro?
É tudo guerra, dúvida
no exílio?
O incerto e suas lajes
criptográficas?
Viver é torturar-se, consumir-se
à míngua de qualquer razão de vida?
Eis que um segundo nascimento,
não advinhado, sem anúncio,
resgata o sofrimento do primeiro,
e o tempo se redoura.
Amor, este o seu nome.
Amor, a descoberta
de sentido no absurdo de existir.
O real veste nova realidade,
a linguagem encontra seu motivo
até mesmo nos lances de silêncio.
A explicação rompe das nuvens,
das águas, das mais vagas circunstâncias:
Não sou Eu, sou o Outro
que em mim procurava seu destino.
Em outro alguém estou nascendo.
A minha festa,
o meu nascer poreja a cada instante
em cada gesto meu que se reduz
a ser retrato,
espelho,
semelhança
de gesto alheio aberto em rosa.
Carlos Drummond de Andrade
sexta-feira, 15 de junho de 2018
30 anos em um minuto
Fonte da imagem: Wikipédia / Marina Abramović, Wiedeń, Viennale 2012
Nos anos 70, Marina Abramovic viveu uma intensa história de amor com Ulay. Durante 5 anos viveram num furgão realizando todo tipo de performances. Quando sentiram que a relação já não valia aos dois, decidiram percorrer a Grande Muralha da China; cada um começou a caminhar de um lado, para se encontrarem no meio, dar um último grande abraço um no outro, e nunca mais se ver.
23 anos depois, em 2010, quando Marina já era uma artista consagrada, o MoMa de Nova Iorque dedicou uma retrospectiva a sua obra. Nessa retrospectiva, Marina compartilhava um minuto de silêncio com cada estranho que sentasse a sua frente. Ulay chegou sem que ela soubesse...
O vídeo no Youtube com o título Marina e Ulay (Reencontro Emocionante) , foi postado por Nereu Fajardo
Marina Abramović (em sérvio, no alfabeto cirílico: Марина Абрамовић, pronúncia em servo-croata: "Marina Abrâmovitch") (Belgrado, Sérvia, 30 de novembro de 1946) é uma artista performática que iniciou sua carreira no início da década de 1970 e manteve-se em atividade desde então. Considera-se a “avó da arte da performance". Seu trabalho explora as relações entre o artista e a plateia, os limites do corpo e as possibilidades da mente.
Biografia
Nascida na Iugoslávia, Abramovic teve uma infância bem difícil, com pouco afeto maternal, que futuramente influenciaria suas obras. Nasceu durante um regime paternal do ditador Josip Broz, seus pais eram heróis comunistas de guerra (Segunda Guerra Mundial). Formada e pós-graduada em Belas Artes, suas performances começaram nos anos 70. Brincadeiras com facas;(Rhythm 10), deitar no meio de uma estrela de fogo (Rhythm 5), ficar sob efeito de drogas controladas (Rhythm 2), se colocar à disposição dos espectadores (Rhythm 0) – era assim que ela mostrava a relação humana consigo e com os outros.
Foi parceira profissional do artista Ulay, de 1976 até 1988, período em que mantiveram um relacionamento. Neste período de 12 anos realizaram diversas obras em conjunto. Eles se separaram em 1988, através de uma performance intitulada The Lovers. Partindo de lados opostos da Grande Muralha da China, eles caminharam um em direção ao outro e se despediram depois de se encontrarem no meio.
Processo
Em 2015 seu ex-parceiro, Ulay, a processou, alegando que Abramović rompeu um contrato que eles assinaram em 1999, sobre trabalhos que eles fizeram em parceria. Após o rompimento da relação entre os dois, em 1988, acetaram uma divisão no lucros das obras, mas a divisão não teria sido respeitada por ela. Em 2016 saiu decisão do processo, onde Ulay ganhou a causa, e seria indenizado em U$ 250 mil.
Em 2010 foi realizada uma exposição no MoMA, Museu de Arte Moderna de Nova York, que ocupou todos os seus seis andares com a retrospectiva da carreira da artista, abrangendo 50 trabalhos de 40 anos de carreira. Foi lá que sua apresentação mais marcante aconteceu: ela ficou durante os três meses de exposição disponível ao público – quem quisesse chegava e passava um minuto de silêncio sentado olhando para Marina (ela passou mais de 700 horas sentada numa cadeira sem se mexer) – intitulada “The Artist is Present” (“A artista está presente”). Nessa exposição Ulay, após anos sem se falarem, sentou-se diante dela, e sem conversarem, se deram as mãos e choraram
quarta-feira, 13 de junho de 2018
A auto sabotagem do amor (poemeu)
Terminaram com lágrimas
em deformação caótica
estupidamente idiota (e dramática)
o relacionamento que o universo doou
(aos dois).
Ele a amava verdadeiramente,
ela o amava integralmente
e os dois, caramba,
não se amavam (o suficiente)
Não entenderem merecedores
do amor tão bonito
amor infinito (e divino)
doado pelo céu.
Não sabiam (ninguém sabe)
que estavam contaminados
pelas castrações do passado
que um dia desperta (e chora)
Condenados a sofrer
uma dor contínua
fizeram outras pessoas chorarem
ao lado dos seus fardos (doentes)
Cujos fatos (deprimentes)
ficaram presos
em câmara ardente
do lado de dentro (da dor).
É isto aí!
segunda-feira, 11 de junho de 2018
O sentido da vida
Agradeço daqui, deste simbólico espaço, ao Anthony Bordain e à Kate Spade por terem ajudado este mundo a se tornar melhor enquanto deram sua genialidade para a edificação de um sentido para esta geração que nasceu no período da Guerra Fria e sobrevive neste tempo de pós-verdade ou realidade líquida, enfim, este nebuloso momento onde o sentido da vida começa a ser espremido por processos desumanos, feitos por humanos.

Fonte Foto: Kate Spade
domingo, 10 de junho de 2018
E-mails de repartição
Chefe / Secretária - Prezada senhorita Fragoso Neves, favor providenciar a folha de rosto do processo nº 34.457 da empresa RL D'Bosts. Cadê o café? Lembro à senhorita que este é o terceiro e-mail que envio sobre o mesmo assunto. Você me deixa louco!
Secretária / Chefe - Prezado senhor, desconheço este processo. O senhor já solicitou na semana passada e a Contabilidade garantiu que não existe. Estou levando o café. Um abraço!
Chefe / Secretária - Um abraço? Uau! Eu quero mais que um abraço, mas trás o café também.
Secretária / Chefe - O café e o abraço, nesta ordem? Mas aqui mesmo? Não podemos esperar??
Chefe / Secretária - Uau. Do jeito que você achar melhor. Mas quero você agora...
Secretária / Chefe - Nossa!!! Estou até tremendo.
Chefe / Secretária - Vem, e me aqueça com seu café ... seus beijos ...
Secretária / Chefe - Nossa, você me enlouquece, Dudu ... você sabe me deixar louca ...
RH / Secretária - Odete, pode me dizer que dia o Chefe retorna da viagem?
Secretária / RH - Viagem??? Está viajando? Então ...
Corre, abra a porta da sala do chefe e três marmanjos do Comercial, em gargalhadas e olhar tarado.
É isto aí!
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