sexta-feira, 26 de outubro de 2018

A Canção do Idiota (Rainer Maria Rilke)

Auguste Rodin

Não me incomodam. Deixam-me ir.
Dizem que não pode acontecer nada.
Ainda bem.
Não pode acontecer nada. Tudo chega e gira
sempre em torno do Espírito Santo,
em torno de determinado espírito (tu sabes) —
que bem.

Não, realmente não deve pensar-se que haja
qualquer perigo nisso.
Sim, há o sangue.
O sangue é o mais pesado. O sangue é pesado.
Por vezes penso que não posso mais —
(Ainda bem.)

Ah, que linda bola;
vermelha e redonda como um Em-toda-a-parte.
Ainda bem que a criastes.
Ela vem quando se chama?

De que estranha maneira tudo se comporta,
apressa-se a juntar-se, separa-se nadando:
amigável, um pouco vago.
Ainda bem.

Rainer Maria Rilke, in "O Livro das Imagens"
Tradução de Maria João Costa Pereira

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Pauli, Jung e a Sincronicidade


AUTOR - Professor Doutor Osvaldo Pessoa Jr.
Filósofo da Ciência, professor no Depto. de Filosofia da USP, fez doutorado na Indiana University (1990) sobre filosofia da física quântica. É autor do livro "Conceitos de Física Quântica" (Livraria da Física, 2003).


Pauli, Jung e a Sincronicidade 

Wolfgang Pauli (1900-58) foi um dos físicos que participaram ativamente da formulação da mecânica quântica, em 1926. Nascido em Viena, trabalhava como professor em Hamburgo quando descobriu em 1924 o princípio de exclusão dos elétrons (dois elétrons nunca ocupam o mesmo estado no átomo), o que lhe renderia o Prêmio Nobel de 1945. Foi Pauli quem propôs em 1930 a existência de uma nova partícula, o neutrino (detectada em 1956). Dois outros resultados teóricos importantes foram a conexão entre spin e estatística (1940) e a simetria CPT envolvendo carga, paridade e tempo (1954). 

Pauli era um físico matemático muito rigoroso, e um severo crítico do trabalho de seus colegas. Ele tinha uma personalidade complicada, misturando inteligência, agressividade e humor, recebendo por isso apelidos como “Mefistófeles”, “o chicote de Deus” e “a consciência da física”. 

Desde jovem era colega de Werner Heisenberg, mas enquanto este gostava de fazer caminhadas nas montanhas com seus amigos do Movimento da Juventude, Pauli gostava da vida noturna, em companhia da bebida e de mulheres, e frequentemente se metia em brigas. 

Seu pai abandonou sua mãe e esta suicidou, o que o deixou mais perturbado, com ódio do pai, sem no entanto afetar sua produção científica. 

Em 1928, foi contratado na Politécnica de Zurique (ETH), na Suiça, e acabou se casando com uma bonita dançarina de cabaré. Em menos de um ano o casamento afundou e ela o trocou por um professor de química. 

Em 1932, deprimido, Pauli resolveu se submeter à psicanálise, e procurou um renomado discípulo de Freud que residia em Zurique: Carl Jung. De início, Jung o encaminhou para uma psicanalista mulher, Erna Rosenbaum, que ajudou Pauli por cinco meses, mas depois ela foi embora da cidade, e Pauli começou a se encontrar com Jung. 

Iniciou-se um diálogo que perduraria por um quarto de século. Nesse meio tempo, casou-se novamente, com Franca Bertram, e manteve um relacionamento estável até o fim da vida, encontrando enfim o equilíbrio desejado. 

Um dos livros que trata do diálogo entre Pauli e Jung, e que usei como base para o presente texto, foi escrito pelo historiador e filósofo da ciência Arthur I. Miller, e se chama Deciphering the cosmic number: The strange friendship of Wolfgang Pauli and Carl Jung (W.W. Norton, Nova Iorque, 2009). 
A base do método psicanalítico de Jung era a análise de sonhos, e Pauli anotou centenas de sonhos, que eram analisados a partir da concepção junguiana de que o tratamento envolve um processo de “individuação” em que as quatro funções da consciência – pensamento, sentimento, sensação e intuição – devem ser equilibradas e integradas. 

Um aspecto do método de Jung é relacionar os conteúdos dos sonhos com símbolos que apareceram na história cultural da humanidade, e que estariam incorporados em um “inconsciente coletivo”, ao qual todos nós teríamos acesso, e que estaria por trás dos fenômenos de “sincronicidade”. 

A “sincronicidade”, para Jung, seriam coincidências que aconteceriam não por acaso (como diria um materialista), mas de maneira significativa, com um propósito. Um célebre exemplo é o de uma paciente de Jung que sonhara com um escaravelho. Enquanto ela relatava o sonho, Jung ouviu um barulho na janela: ao abrir, entrou um escaravelho na sala. Para Jung, isso não foi mero acaso. A coincidência deixou a paciente perplexa, e seu lado excessivamente racional cedeu, permitindo que ela encontrasse o caminho para a renovação psíquica. 

Na antiga mitologia egípcia, o escaravelho era símbolo de renascimento. Este então seria um exemplo de sincronicidade, uma coincidência significativa. Essa concepção mística não é aceita entre os cientistas de mentalidade mais materialista, incluindo Freud. Mas, para Pauli, a concepção de Jung fazia sentido, e ele a esposou, apesar de esconder esse seu interesse de seus colegas universitários. 
Pauli via a verdade como um caminho estreito entre os dois perigos do “nevoeiro do misticismo” e do “racionalismo estéril”. E a chave para este caminho estaria relacionada com o princípio de complementaridade, proposto por Niels Bohr, que equilibraria duas tendências da humanidade, o racionalismo ocidental e o misticismo oriental. 

Segundo Pauli, a irracionalidade (manifesta nos sonhos e no inconsciente coletivo) e a racionalidade seriam aspectos complementares da unidade do pensamento. Para ele, a ciência materialista representada pela física quântica não poderia ser uma descrição completa da realidade, pois ela deixa de fora todo o fenômeno da consciência humana. 

A realidade teria dois lados: o físico e o psíquico, o quantitativo e o qualitativo. Em 1957, escreveu que, em sua opinião, “a realidade última não é pessoal”, ao contrário da crença das religiões monoteístas, compartilhando assim do “misticismo” que encontrou no vedanta, no taoísmo, no budismo e no Ain Soph da cabala. 

É curioso que a noção de sincronicidade dava um certo sentido ao mito conhecido como “efeito Pauli”. Esse mito surgiu quando Pauli era um jovem professor, e dizia que toda vez que ele passava perto de um laboratório, algum equipamento quebrava. Em seu livro, Miller reúne várias histórias dessas coincidências desastrosas para seus colegas, mas que sempre deixariam Pauli ileso. Para um místico, não seria mero acaso, mas fruto da sincronicidade. 

Jung acreditava na realidade de efeitos parapsicológicos, como a telepatia. Pauli era mais cético, mas colocou Jung em contato com outro importante físico quântico, Pascual Jordan, que publicou artigos buscando uma base física para a telepatia. Jung estava impressionado com os experimentos do psicólogo norte-americano Joseph Rhine, que publicou suas pesquisas no livro Percepção Extra-Sensorial (1935). 

Pauli desde cedo havia se interessado pelo trabalho de dois cientistas renascentistas, o famoso astrônomo Johannes Kepler e o menos conhecido Robert Fludd. Boa parte do livro de Kepler, A Harmonia do Mundo, era um exercício de numerologia, dentre os quais estava a sua famosa “terceira lei” do movimento planetário. Kepler defendia que o número 3 era a chave para o funcionamento do universo, ao passo que Fludd defendia que seria o número 4. Isso era significativo para Pauli justamente porque o seu princípio de exclusão introduzia um quarto número quântico na descrição do átomo. 

Seu interesse nesses dois autores culminou em um artigo que publicou em 1952, intitulado “A influência das ideias arquetípicas nas teorias científicas de Kepler”, em um livro cujo outro autor era Jung, que escreveu o artigo “Sincronicidade: um princípio de conexão acausal”. O livro foi traduzido para o inglês com o título The interpretation of nature and the psyche (Pantheron, Nova Iorque, 1955). 
Outro interesse numerológico de Pauli, que dá o título ao livro de Miller, é o número 1/137 que aparece na teoria atômica, e é conhecida como “constante de estrutura fina”. O número foi encontrado em 1916 pelo orientador de Pauli, Arnold Sommerfeld, e seu inverso é muito próximo do número 137; para ser mais exato, é 137,036... O interesse neste número surge do fato de que ele não depende das unidades adotadas (por exemplo, metros ou centímetros). 

Um povo na galáxia de Andrômeda encontraria o mesmo valor 1/137 para esta constante, cujo valor é calculado a partir da expressão (2 pi) e² / (h c), onde “e” é a carga do elétron, “h” a constante de Planck e “c” a velocidade da luz no vácuo. 

O primeiro a perceber que a constante de estrutura fina é o inverso de 137 foi o astrônomo Arthur Eddington, em 1929, que buscou uma explicação numerológica para este fato, o que foi recebido com risos pela comunidade científica. Porém, o próprio Pauli se voltou para esta questão, em 1934, buscando derivar o valor desta constante a partir da teoria quântica de campos que ele e Heisenberg estavam tentando desenvolver (e que acabou não vingando).

Voltaram ao assunto em 1957, novamente fracassando. Vários físicos refletiram sobre este número e sua importância, como Max Born e Richard Feynman. Um amigo de Pauli observou que o número 137 tem significado especial na cabala judaica, e o número apareceu em sonhos de Pauli e fez parte de suas discussões com Jung. 

Quando Pauli morreu, ele estava internado no quarto 137 do Hospital da Cruz Vermelha de Zurique! Ao contrário de Jung, Pauli não considerava que a noção de sincronicidade se aplicasse ao contexto da física, mas apenas ao domínio da consciência, regida pelo inconsciente coletivo. 

Questionado por Jung, Pauli examinou o fenômeno do decaimento radioativo como possível manifestação da sincronicidade. Neste fenômeno, os decaimentos medidos surgem de maneira completamente aleatória. 

Pauli sugeriu que o estado de um núcleo radioativo antes da medição seria análogo à relação de um ser humano com seu inconsciente coletivo. E em analogia à redução de estado (colapso quântico), no instante que uma consciência individual fosse analisada, a sincronicidade (dada pela conexão com o inconsciente coletivo) desapareceria. 

O mais irônico na busca de Pauli e Jung pela sincronicidade na física quântica é que Pauli desprezou completamente o fenômeno em que este conceito se manifesta de maneira mais clara: o emaranhamento de duas partículas, exposto no artigo de Einstein, Podolsky & Rosen (EPR, 1935), e explorado por Schrödinger e Furry. 

Hoje em dia, o conceito de sincronicidade, definido como uma correlação acausal, se aplica muito bem para o que geralmente é chamado “não-localidade quântica”, envolvendo partículas que interagem e depois se separam espacialmente, sem sofrer muita perturbação do ambiente externo. 

Está claro que, no contexto da física, o termo “sincronicidade” não deve ser usado com a conotação de uma coincidência “significativa” (como fazia Jung), a não ser por físicos místicos. Pauli chegou a estudar o artigo de EPR, mas ele descartou sua importância ao comentar (em 1948) que o estado quântico, que sofre alterações instantâneas ao ser medido, não representa uma entidade real, mas apenas o nosso conhecimento ou informação a respeito do sistema emaranhado.

Comício (Pier Paolo Pasolini)


Comício **

Aqui é mais puro, em seu quieto
terror – se as noites já difusas
tremem aos últimos poéticos rumores
de mera vida –, o encontro dos beirais
urbanos com o breu do céu.
E muros empalidecidos, infecundos

canteiros, delgadas cornijas, no mistério
que as embebe de cosmo, familiar
e alegremente, fundam o seu segredo. Mas

esta noite uma imprevista viravolta sobre
as ignaras fantasias do pedestre se desata
e gela o seu arroubo pelas quentes, amadas

paredes mundanas...

Não mais, como num adro de passos sonoros
porque raros, de vozes transparentes
porque quietas, entre esplendores

de pedra humilde, a praça dança
no breu das esquinas: já não rumorejam
solitários os carros dos poderosos,

a tocar de raspão o flanco do jovem pária
que embriaga com seus assobios a cidade...
Uma pálida multidão enche o ar

de irreais rumores. Um palco está
acima dela, coberto de bandeiras,
de cujo branco a luz morena faz

um sudário, o verde cega, enegrece
o vermelho como o sangue seco. Espiga
ou tétrico vegetal, tremula, cérea,

ao centro, a chama fascista.
A dor, inesperada, faz-me
recuar, quase como se não quisesse ver.
E reagindo às lágrimas que apagam

o mundo tão vivo ao meu redor, no entardecer
da praça, lanço-me desesperadamente
em meio a esta feira

de sombras. E observo, escuto. Roma
ao meu redor emudece: a um só tempo
o silêncio é da cidade e do céu. Não retumba

voz alguma sobre estes gritos; o quente grão
que o maio faz germinar até no frescor
noturno, um grave e antigo gelo comprime

sobre os muros robustos, já aflitos,
como os sentidos de um menino
angustiado...E quanto mais crescem

os urros (e no coração o ódio), mais árido
se faz o deserto no entorno
da tarde, onde o trivial e indolente

sussurro está perdido na noite...

Eis quem são os exemplares vivos,
vivos de uma parte de nós que, morta,
nos havia iludido com novidade – privados

para sempre dela. E assim percebida
de repente, nesta delicada praça
oriental, eis a sua falange, espessa,

ululante – com os signos da raça
que no povo é obscura alegria
e nesta outra apenas triste obscuridade –

que delira cantando a sanidade. E esta energia
não é senão fraqueza, insulto sexual,
pois não dispõe de outro caminho

para ser paixão na mente acesa,
a não ser ações demasiado lícitas ou ilícitas:
e aqui urra tão somente a burguesa

impotência a transcender a espécie,
na confusão da fé que
a exalta, e desesperadamente cresce

no homem que não sabe que luz tem dentro de si.

Fico de pé em meio a esta multidão quase
de gelo, e desde Trinitá dei Monti,
desde os duros vegetais do Pincio, arrasados

sob as estrelas e os horizontes cerrados,
a cidade se apaga – se me apaga o peito,
meus mutilados sentimentos tornam-se

puro estupor, piedade, amargura. Lanço
ao meu redor olhares que não parecem meus,
eu que tão diferente sou. Não têm eles o aspecto

de gente viva como eu, nos seus
rostos há um tempo morto que retorna
inesperado, odioso, quase como se os belos

dias da vitória, os amenos dias
do povo, estivessem mortos.
Eis, para quem andou avante,

o passado, os fantasmas, os instintos
renascidos ao redor. Estes rostos juvenis
precocemente velhos, estes turvos

olhares de gente honesta, estas vis
expressões de coragem. Seria
a memória tão amortecida e suave

que não recorda? Entre os clamores,
caminho mudo, ou talvez sejam mudos
tais clamores na tempestade que tenho no peito.

E ao sentir que perco o próprio corpo,
o que me dá uma angústia
imprevista, em silêncio ao meu lado

aparece um companheiro. Como eu,
decidido e indeciso, move-se na massa, junto
comigo olha os rostos desta gente, como eu

o mísero corpo arrasta entre peitos
condecorados de vil orgulho. Depois sobre mim
pousa o olhar. Tristemente ardem-lhe

pudores que bem conheço; e é
muito minha aquela mirada fraterna!
tão profundamente irmão

no seu pesar que dá a estes atos um sentido
eternal! E neste triste olhar acordado,
pela primeira vez, desde o inverno

em que o seu destino foi detido,
e jamais estimado, meu irmão me sorri,
fica perto de mim. Tem dolorosa e viva,

no sorriso, a luz com a qual mirava,
obscuro partigiano, com menos
de vinte anos, o jeito como decidia

com verdadeira dignidade, com fúria
sem ódio, a nossa história nova: e há uma sombra,
humilhante e solene, naqueles pobres olhos...

Ele pede piedade, com aquele seu modesto,
imenso olhar, não para o seu destino,
mas para o nosso...E é ele, honesto demais,

puro demais, quem deve andar cabisbaixo?
Mendigar um pouco de luz para este mundo
renascido nesta obscura manhã?

** Tradução de Alexandre Pilati - professor de literatura brasileira da Universidade de Brasília. É autor de A nação drummondiana (7Letras, 2009) e organizador do volume de ensaios O Brasil ainda se pensa – 50 anos de Formação da Literatura Brasileira (Horizonte, 2012). Acaba de lançar o livro de poemas e outros nem tanto assim (7letras, 2015)

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

À flor da Pele (Chico Buarque)


O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita

O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os unguentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
E nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite

O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores me vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus nervos estão a rogar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Meditação (Tom Jobim)

Meditação - Tom Jobim

Quem acreditou
No amor, no sorriso, na flor
Então sonhou, sonhou...
E perdeu a paz
O amor, o sorriso e a flor
Se transformam depressa demais

Quem, no coração
Abrigou a tristeza de ver tudo isto se perder
E, na solidão
Procurou um caminho e seguiu,
Já descrente de um dia feliz

Quem chorou, chorou
E tanto que seu pranto já secou
Quem depois voltou
Ao amor, ao sorriso e à flor
Então tudo encontrou
E a própria dor
Revelou o caminho do amor
E a tristeza acabou


quinta-feira, 11 de outubro de 2018

How to fix a broken heart | Guy Winch

Eu sou App, o deus do Monte Whats

Estava Geraldinho contemplando o imenso vazio existencial da sua vida quando de repente, não mais que de repente, um flash de luz clareou a escuridão na qual estava mergulhado. Sentindo o chamado, subiu no Monte Whats, e eis que surgiu uma energia manifesta.

Geraldinho, retire as havaianas, aqui é um lugar secreto, asséptico e profano, porém limpinho.

Mas ... mas ... quem é você?

Eu sou seu deus OApp.

Caramba, o deus do Monte Whats, OApp? Então você existe mesmo?

Sim, Geraldinho, e vim trazer as leis que passarão a vigorar para todos que me adoram, eu OApp, o Bom.

Diga-me deus do Whats, OApp, que farei tudo que mandar.

Eis que lhe digo e assim deverá divulgar as palavras de OApp, o deus do Whats:

Eu sou OApp, o deus do Whats, agora o teu deus, que te fez sair do emprego, da sua casa, da sua família, dos seus amigos e das suas crendices tolas e vãs.

Não terá nunca mais outros deuses, pois os falsos ídolos como UOrkut, UFassebuk, OInstagrão, etc são falsos deuses, com cultos pagãos.

Farás para ti um movimento que se assemelhe ao que já existe lá.

Perdão, deus OApp do Monte Whats, mas lá onde?

Lá. Não te interessa onde é lá. Apenas faça o movimento. Além disto se prostrarás diante desse movimento e o servirás, e ele será o teu senhor, ciumento, que pune a adversidade até a terceira e quarta geração dos que o odeiam, e que também age com descaso e desprezo até a milésima geração para aqueles que o cercam

Não pronunciarás em vão o meu nome, porque o movimento não deixará impune qualquer pessoa que pronunciar em vão o meu nome.

Lembra-te do dia de sexta-feira. Trabalharás todos os sete dias e neles realizarás todos os teus serviços, para continuar sendo pobre e herdar a minha simpatia.

Contudo, abrirá mão das férias, do décimo terceiro, do retorno de férias, do fundo de garantia, das horas extras, que serão doadas e consagradas ao movimento.

Farás todo dia algum serviço de pelo menos quatro horas em doação a mim, o deus OApp do Monte Whats, tu, tuas amigas, tua esposa, tuas concubinas, teu filho, tua filha, teu escravo, tua escrava, teu animal, e o estrangeiro (cunhado, sogra, genro, etc) que estiverem morando em tua casa.

Porquanto eu, o OApp, abençoo a sexta-feira.

Honra teu pai e tua mãe, desde que eles me honrem, eu sou OApp do Monte Whats.

Não matarás a todos que adoram, honram, rastejam por mim e idolatram o movimento, meu representante. Eu sou OApp, o deus do Monte Whats

Não adulterarás, se não for necessário.

Não furtarás o que for meu.

Darás falso testemunho contra o teu próximo em casos de interesses meus, seu deus OApp do Monte Whats.

Cobiçarás a casa do teu próximo, se ele for um idiota.

Cobiçarás a mulher do teu próximo, seus servos ou servas, seu boi ou jumento, e coisa alguma que lhe pertença sendo ele idólatra de Uorkuts, fassebuks e outros falsos deuses. Eu sou seu deus, OApp do Monte Whats.

deus OApp, posso fazer só uma pergunta?

Fale, servo.

Qual é o significado da sexta-feira?

Não te interessa saber, Geraldinho.

É isto aí!

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Previsão do Senhor Tempo



Comunicamos a todos que teremos para os próximos dias um tempo fechado para portos, aeroportos, rodovias, ciclovias, chegando às vias de fato, com muita instabilidade, nuvens carregadas, alta pressão e fortes tempestades no decorrer do período. Hão de ter muitas pancadas aqui e ali, com possibilidade de rajadas e relâmpagos.

A temperatura permanecerá subindo, subindo, subindo por que a frente de distensão está dispersa em locais de difícil acesso, não determinados pelo GPS.

Segundo fontes que acessaram o satélite meteorológico, um forte maremoto promoverá tsunami em todo litoral, e terremotos de alta intensidade afetarão os grandes centros, com epicentro aqui e ali. 

Infelizmente tem quem goste ...

É isto aí!



sábado, 29 de setembro de 2018

Em algum lugar da Idade das Trevas


Estamos aqui, direto do Templo do Monge Trammas Gazin, que após insistentes pedidos dos seus fieis, fará uma curta aparição para responder sobre quem vencerá a eleição mundial. Senhoras e Senhores, ajoelhem-se diante do Mestre.

Mestre, diante do impasse e da insegurança da choldra, bugres e expertises, transmito ao senhor a pergunta que não quer calar. Quem será o Eleito?

- Meus filhos, os astros revelam que a grande mãe gentil parirá como líder não um latino, mas um descendente do Oriente Médio. 

Então será mesmo o eleito que a massa deleita?

- Humm, sinto decepcionar, mas não será árabe e sim persa. 

Mas, mestre ... como pode isto? Um persa?

- Sim, não um persa qualquer, mas um persa descendente dos que cruzaram o Jordão com Josué.

Um persa hebreu?

- Mais não digo. Não me importunem mais com suas curiosidades. Será assim de uma forma que parecerá ser a forma oficial ortodoxa, mas será de uma forma oficial heterodoxa, digamos assim.

Mestre, por favor... há um sujeito oculto no processo? Por favor, responda só mais esta pergunta.

- Em verdade, em verdade, vos digo que tal qual aconteceu nos tempos da desolação, assim também se dará por ocasião da chegada do persa, porque tal qual aconteceu nos dias que antecederam ao período intangível o povo que está aí nas ruas pulando e gritando em frenesi apartidário, que leva a vida comendo e bebendo com cartão de crédito, com partidos fisiológicos casando-se e oferecendo-se em matrimônio, assim será até o dia em que o intocável subirá a rampa ... ali haverá choro e ranger de dentes.

Mestre ... Mestre ... não entendemos suas palavras ... Mestre ...

- Minhas palavras não são para serem entendidas. O que virá, virá para ser cumprido o que foi combinado nas sombras do Hades,  custe o que custar.

É isto aí! 

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

O metrônomo do coração

Helena Cristina adorava Anita e mal tinha saído da adolescência quando encantou-se com Alfredo Percalço, um jovem sem causa, do hard-rock rebelde e destemperado da comunidade local. Alfredo a princípio não retornou o encanto. Helena num segundo momento conheceu Cezar Polaco, e desistiu do desencanto. Viveram felizes para sempre.

Imaculada Graciosa, fã de Ariana Grande, havia concluído o ensino médio, fez Enem para qualquer coisa que passasse. Tinha cabelos soltos, vestido solto, alma solta e paixão presa a Tolentino Radameny, um mauricinho filho de comerciante bem sucedido da comunidade. Tolentino retornou o sentimento, fez juras de amor, mas tinha ideia fixa em ser alguém. Lalada acreditava que o alguém já o somos. Lalada encontrou um porto seguro em Lázaro Gouveia e foi feliz enquanto durou. Tolentino não deu conta da realidade, aprisionou-se no mundo bi-dimensional onde só existe o certo e o errado, fugiu de si, perdeu seu grande amor e foi infeliz para sempre, ouvindo música brega do anos 1970.

Margareth Kettlem curtia MPB quando iniciou o curso de ciências sociais. Ali conheceu Alberto Gomès, um caribenho descolado, vegano de ervas finas cultivadas em estufa com energia solar. Alberto a ensinou os passos do Mambo e foram felizes para sempre até que Margô enjoou daquele ritmo, optou pelo blue jazz, mas aí é outra historia, onde entra Geraldinho do Sax.

Cresolda Garcia amava valsas vienenses e sertanejo universitário, sonhava com contos de fada, lia todos os livros românticos, chorava em todos os filmes de final feliz. Enamorou de Kreto, mas desdenhou das suas notas graves. Enamorou de Jota Lima, mas detestava seu gosto por jazz. Enamorou de Peter Blair, mas assustou com seu péssimo gosto por pagode. Enamorou de Dedé Juras, mas foi desqualificado pelo amor ao funk. Enamorou de Deoclides Rocha, mas condenou-o pelo péssimo gosto por som experimental. Enamorou-se deste mas era cantor de bar, daquele mas era muito desafinado, daquele outro mas não conhecia Strauss e Zoldinha até hoje espera o príncipe no cavalo branco.

É isto aí!

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Anoushka Shankar e Patricia Kopatchinskaja - Raga Piloo

Anoushka e Patricia Kopatchinskaja homenageando o incrível violinista e maestro Yehudi Menuhin em seu centenário . "Raga Piloo" é uma peça musical incluída no álbum "West Meets East vol-2", originalmente gravada por Ravi Shankar e Yehudi. 

Anoushka Shankar sitar 
Patricia Kopatchinskaja violin 
Tanmoy Bose tabla 
Pirashanna Thevarajah mridang 
Kenji Ota tanpura


Capricho Arabe (F. Tárrega) - Alexandra Whittingham

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

As previsões do Mago da Pitangueira

Subi o Monte da Contemplação para encontrar-me com o Grande Mago da Pitangueira e saber das previsões para a vizinha Pindorama, terra onde jorra o leite e o mel.

- Mestre! É possível prever o futuro político de Pindorama?

- Sim, meu filho. O tempo é um continuum eterno, não existe passado ou futuro, tudo é presente.

- Então, Mestre, diga-me quem ganhará o pleito majoritário de Pindorama?

- Haverá eleição, meu filho?

- Sim, Mestre. Haverá!

- Haverá eleição com candidatos probos, honestos, responsáveis, patriotas, educados, respeitosos, trabalhadores, servidores da vontade popular, fieis aos desejos do povo, defensores da nação, que jamais traíram ou trairão o eleitor? Serão capazes de combater a fome, a miséria, o desemprego, a violência, o crime organizado por dentro e por fora e a desigualdade social?

- Bem, Mestre ...

- Meu filho, então não haverá eleição. Haverá um grande espetáculo e os personagens permanecerão os mesmos, apenas com atores diferentes.

- Grato, Mestre!

É isto aí! 

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Se eu pudesse trincar a terra toda / Fernando Pessoa




Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
E se a terra fosse uma coisa para trincar
Seria mais feliz um momento...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja...

7-3-1914
“O Guardador de Rebanhos”. Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa. (Nota explicativa e notas de João Gaspar Simões e Luís de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946.  - 45.

Fonte Vídeo: Arte dos Poetas

sábado, 1 de setembro de 2018

Kafka é terrível, mas seus discípulos além Tejo são piores.

Um ensaio sobre o livro O Processo, de Kafka

Franz Kafka*

O acusado

A história de Josef K., funcionário de uma instituição financeira, apresenta momentos de alucinações e se aproxima de uma realidade, cruel, vivida por um jovem acusado – sem saber do que – por uma justiça burocrática, incompreensível, autoritária, perdulária e inacessível.

A narrativa aborda a insatisfação feminina, diante da forma como as mulheres são tratadas pela sociedade.

A mulher do oficial da justiça, cuja casa em que mora serve para a realização de reuniões de interrogatórios, mostra-se insatisfeita e disposta a ir para qualquer lugar com o protagonista da história.

Josef K., em visita à casa do oficial da justiça, flagrou o estudante de direito Berthold aguardando a mulher do citado funcionário, para levá-la até o juiz de instrução, objetivando manter relacionamentos amorosos.

A enfermeira Leni, outra mulher da história, cuida do advogado responsável pela defesa do processo de Josef K., e se oferece a ele. Sentou-se em seu colo, no primeiro dia que o conheceu e mostrou-se disposta a ajudá-lo.

O leitor fica sem saber se as atitudes femininas, relatadas por Kafka, tiveram a intenção de refletir a realidade à época ou se o texto aflora uma percepção, equivocada, da sua autoestima.

Em momentos de delírios, Josef K., ridiculariza a justiça.

Preguiça, ausência de controle e suborno

Afirma que a falta de investigação ou a interrupção dela ocorria por preguiça, esquecimento e medo característico dos funcionários públicos.

Contrapõe-se ao relatar que a continuidade das investigações poderia ocorrer para forçar a oferta de suborno, por parte do acusado.

Cita que o funcionário responsável pela negociação do suborno vestia-se bem, por recomendação dos colegas, para facilitar o desempenho na tarefa. Ou seja: a empáfia criada pela vestimenta induzia a elevação do valor do suborno.

O autor refere-se à justiça com severidade. Em algumas situações, expõe e castiga os funcionários que não desempenham as tarefas de forma eficaz. Dois guardas são chicoteados pelo espancador, por não cumprirem, adequadamente, as tarefas.

A capacidade do autor de dizer e desdizer, afirmar e contradizer, intuir e desentender chega a ponto de descrever cenas não ligadas diretamente à história, só para levar o leitor a divergir do que já havia concordado.

Conveniência e compreensão

Afirma que as nossas opiniões, muitas vezes, são expressões do desespero.

Chama a atenção para o fato de nos pronunciarmos a respeito de determinadas coisas conforme as nossas conveniências.

Kafka é terrível! Leva o leitor para onde ele quer, em seguida, o devolve à sua própria consciência ao afirmar, com maestria.

“A compreensão correta de uma coisa e a má compreensão desta mesma coisa não se excluem de todo”.

O livro é assim!

Quando se imagina que a solução foi justa, de justiça, ocorre o pior: condenam e matam um homem que não sabe do que foi acusado, sem direito a defesa.

A busca incessante das suas verdades o leva a sacrifícios da própria consciência.

Trata-se de um clássico da literatura mundial.

É isto aí!

Pequena nota biográfica de Kafka

*O escritor Franz Kafka nasceu no dia 3 de julho de 1883, em Praga e morreu, aos quarenta anos, de insuficiência cardíaca, no dia 3 de junho de 1924 em Klosterneuburg, Áustria.

Filho uma família judaica de classe média, seus pais Hermann Kafka (1852-1931) e Julie Kafka (1856-1934) eram comerciantes.

A maior parte da população de Praga à época falava tcheco.

Era visível a divisão entre os que se expressavam em tcheco e alemão.

A língua era usada para fortalecer a identidade nacional.

Franz Kafka se expressava nas duas línguas, escrevia em alemão por considerar a sua língua materna.

Era o mais velho dos seis irmãos.

Georg e Heinrich, morreram antes do escritor completar sete anos e as irmãs Gabriele, Valerie e Ottilie morreram durante o holocausto, na Segunda Guerra Mundial.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

A importância da reflexão - 2ª parte


Este trabalho está baseado nos conceitos citados nos tópicos em negrito do
Dr. David B. Peterson
Director, Center of Expertise, Leadership Development & Executive Coaching 
GOOGLE LLC - USA

03 - Do que eu preciso para ter sucesso?

Frase atribuída a Einstein: 
"Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes."

Vivemos num mundo cada vez mais globalizado, controlado por algorítimos que acabam promovendo um isolamento social (não uma solidão), esta relação asséptica com o outro é que é um importante vetor capaz de promover um dos erros mais comuns e destrutivos quando a pessoa quer o sucesso. Aqui se incluem os que nasceram em ambientes ricos, empoderados ou ascendentes.

A questão é pensar que sucesso é ganhar dinheiro, obter riqueza material, e para isto é necessário ser esperto, levar vantagem sempre, gozar de algum tipo de dom ou poder que apenas alguns possuem. Sucesso não é ser rico. Ser rico pode ser uma consequência, mas não necessariamente a coroação do êxito. Uma mulher pode chegar ao ápice por ser mãe, um homem por conseguir trabalhar no que sempre sonhou, etc. 

E o problema em si é que o sucesso reside em superar as crenças limitantes, achar o sentido da vida. manter a direção, não temer a tática de erros e tentativas - não existe manual de ter sucesso. Uma pessoa determinada a vencer seus desafios haverá de fracassar, chorar, levantar, fracassar, superar, seguir, fracassar, aprender, superar e seguir adiante até chegar no ponto desejado.

Se você decidir o seu rumo, sua jornada será sempre um sucesso ou poderá ser um fracasso?

Isso vai depender de quanto de valor e esperança existem em sua decisão. A melhor decisão é sempre a de que nada pode tirar você da direção tomada até atingir sua meta. Será assim que aproximará do êxito.

O Sucesso não é solitário. É um processo que é coletivo, salutar e que promove o bem. 

04 - O que importa para as outras pessoas?

Ah, o Medo! Você é importante para as pessoas que ama e que o/a amam. Sim, claro, é importante. Mas se não amar a si mesmo/a, se não se entregar aos seus sonhos,  não amará a ninguém.

Uma vez definida a Meta. Eu quero chegar neste Destino (ter um empresa, estudar algo, escrever um livro, aprender música, etc), seja passional com seu destino e:

- Não espere por alguém. Seu sonho só diz respeito a você.
- Não condicione sua jornada à ação de alguém (só vou/faço se fulana/o for ... esqueça isto).
- Pare de reclamar (de pessoas, de coisas, de política, de futebol, de religião, da companhia, etc)
- Pare de dar ouvido a reclamação das pessoas. Quem reclama quer aliados e não solução.
- Só ajude uma pessoa a resolver problemas dela se ela pedir e se você tiver competência para resolver. Estas duas coisas têm que coexistir. Se lhe pedir e você não souber, sai fora.
- Pare de dar satisfação e explicação sobre sua vida.
- Saia da presença de pessoas com princípios e valores antagônicos.
- Limite o número de amizades íntimas e pessoais. Limitar quer dizer 2 a 4 pessoas no máximo.

Acredite. Ao tomar estas atitudes, estas pessoas que descartou te acharão chato prá caramba, mas as que você encontrará no caminho dos seus sonhos te amarão como nunca.

05 - Como as pessoas me veem?

As pessoas enxergam o que você verdadeiramente transmite para elas. Simples assim. As pessoas não nos veem da mesma forma como nós nos vemos. Por exemplo, como você se comporta, o que demonstra para elas, fará com que uma imagem sua seja formada, e talvez você não concorde com ela.

06 - Eu tenho feedback sobre a perspectiva das pessoas que me veem? 

Enquanto você seguir se enganando, com certeza nunca saberá o que pensam realmente a seu respeito. Terá que baixar a guarda, investir na sua real vontade de determinar seu destino e fazer os oito exercícios vitais citados no item 4. 

É isto aí!