domingo, 5 de novembro de 2017
You can leave your hat on (Milk'n Blues)
Fonte da imagem: Spotify
Fonte Youtube: Milk'n Blues
A banda de Blues de Curitiba-PR - Milk’n Blues - traz uma mistura de Blues, Rock, Pop, Soul e Funk; através de um repertório variado e em versões e arranjos originais da banda. O grupo também apresenta várias músicas de sua autoria, as quais fazem parte do setlist dos shows e também do seu primeiro álbum, lançado em 2015.
O sexteto apresenta uma formação diferenciada, tendo 3 vocalistas principais, o que permite cobrir um repertório vasto, além de trazer dinamicidade às apresentações. O instrumental simples, formado por bateria, baixo, guitarra e gaita harmônica, é acompanhado de arranjos vocais onde todos os integrantes participam.
Fazer versões inusitadas de músicas da cultura Pop sempre foi marca registrada da Milk’n Blues desde o seu início em 2011. Então, além de clássicos do Blues como BB King e Eric Clapton, o público pode conhecer versões “abluesadas” de músicas de artistas como Britney Spears, Madona e Cee Lo Green.
A banda se apresenta em bares, casas noturnas, festivais de música, eventos culturais e programas de rádio e de TV. Residente em Curitiba – PR, a banda já passou por cidades de Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
De Beatles a Rolling Stones, de Joss Stone a Stevie Wonder, a Milk’n Blues dá uma cara nova aos clássicos e um Blues a mais a tudo que toca, sempre de um jeito diferente e divertido.
Dessa vez a Banda traz um dos hits da carreira do britânico Joe Cocker. "You Can Leave Your Hat On", composição de Randy Newman, faz parte do álbum entitulado "Cocker", lançado em 1986. A música também compõe a trilha do polêmico "9½ weeks", em que é pano de fundo para uma cena com Kim Basinger. Aqui na voz do nosso grande Tiago Juk, esperamos que gostem!
Áudio:
Gravado, mixado e masterizado por Paulo Bueno em Click Audioworks
Vídeo: Vinícius Lima
Milk'n Blues:
Aline Mota: Backing Vocal
Eduardo Machado: Baixo e Backing Vocal
Leandro Lopes: Gaita Harmônica e Backing Vocal
Piatan Sfair: Bateria
Tiago Juk: Guitarra e Voz
Zia Leme: Backing Vocal
Cabelo Zia Leme: Flávio Vanin
Maquiagem Zia Leme: Nágela Martins
Maquiagem Aline Mota: Lilly Prado
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
Valsa da Dor [Villa-Lobos] com Arthur Moreira Lima, Elomar, Heraldo do Monte e Paulo Moura
Fonte da Imagem: Enciclopédia Itaú Cultural
CONSERTÃO - Elomar, Arthur Moreira Lima, Paulo Moura e Heraldo Do Monte
Gravadora: Kuarup
Catálogo: KLP-008/9
Ano: 1982
Artistas: Diversos / Heraldo do Monte / Arthur Moreira Lima / Paulo Moura / Elomar
Fonte do Youtube: Kuarup Produtora
A Valsa da Dor: A Valsa da Dor foi composta em 1932. Nela, Villa-Lobos brinca com a ideia de uma “valsa em 4 tempos” ao sobrepor uma melodia em compasso binário a um acompanhamento ternário. Nota: Todos os trechos citados são de autoria de Manoel Corrêa do Lago e foram retirados do encarte do CD Brasileiro, de Nelson Freire.
Compositor Villa-Lobos, Heitor
Ano/Data da composição 1932
Primeira execução 1939/11/27 in Rio de Janeiro
José Vieiro Brandão (piano)
Intérprete: Elomar, Arthur Moreira Lima, Paulo Moura e Heraldo Do Monte
Álbum: Consertão
Ano do lançamento: 1982
Papo de Esquina XLII
- E o sinistro da justiça, hem? Falou que isso tudo e aquilo tudo estão contaminados com o crime.
- E aquele estranhíssimo sinistro das relações chancelares que recebeu uma propina gorda, segundo a dona Charger RT?
- E a sinistra dos direitos humanos reclamando um aumentozinho real de mais quarenta mil reais?
- Sinistro ... tudo muito sinistro ...
É isto aí!
- E aquele estranhíssimo sinistro das relações chancelares que recebeu uma propina gorda, segundo a dona Charger RT?
- E a sinistra dos direitos humanos reclamando um aumentozinho real de mais quarenta mil reais?
- Sinistro ... tudo muito sinistro ...
É isto aí!
terça-feira, 31 de outubro de 2017
12 - Odete, a única one-woman show com duplo carpado de Brasília
Conta a lenda em Brasília que no auge da doação das coisas federais aos amigos dos amigos dos amigos insuspeitosíssimos no interesses da coisa privada, Odete foi chamada para animar um petit comité de exclusivos gaiatos de determinado maestro mor da orgia nacional. Em lá chegando com sua discreta vestimenta romana de domínio público, viu tanta sacanagem privada que se sentiu impotente com tamanha concorrência e aquele foi, segundo consta, o único dia frustrante da sua notável carreira de one-woman show. Nunca mais aceitou os incansáveis convites para retornar à famosa mansão do maior defenestrador tabajara de todos os tempos - aos amigos dizia que se sentia enojada de tanta sacanagem junta.
- Odete?! Adoro ouvir sua voz!!
- Oi amor.
- Caramba, o que está acontecendo, querida?
- Nada e tudo, não é?
- Humm, está séria hoje, melhor não brincar. Me conte, Odete, o que a fez ficar assim?
- Demorou ... como sabe, amore, eu não faço delação premiada, eu só falo a verdade.
- Sim, claro, eu sei e sei muito bem mesmo.
- Então! Outro dia estava fazendo um movimento duplo sanduíche carpado com a Cíntia, minha manager de aberturas estéticas psico-emotivas neuro-trans-sensoriais, quando de repente, assim do nada ela ...
- Espera, Odete, meu bem - o que vem a ser um duplo sanduíche carpado?
- Credo, vai dizer que você nunca viu nada a este respeito? Que vidinha mais ou menos esta sem euzinha ao seu lado, hem?! Primeiro que só funciona com duas fêmeas cis do sexo feminino duplo X. Tudo bem até aí?
- Se você falou, acredito.
- Então, meu bem, vamos por etapas. O carpado é um movimento executado com o corpo dobrado nos quadris, pernas esticadas sem flexão dos joelhos e pés distendidos - movimento anatomicamente feminino.
- Interessante, Odete ...
- Nossa, que bom que gostou. O duplo é claro, duas moças com capacidade olímpica e o sanduíche é a forma como se vê o movimento, entendeu, meu bem? É uma modalidade olímpica personal íntima.
- Ah, agora eu acho que consegui imaginar a cena. Desculpa a interrupção.
- Não, tudo bem, você precisa vir me ter em Brasília para te mostrar o carpado twist pivotante que guardei só para você (gargalhadas).
- Finalmente ouço alegria sair da sua boca, Odete. Carpado twist pivotante ... carpado twist pivotante ... uau uau uau ...
- É por você, amore, e este calor abrasador de Brasília. Vem, amore, vem me ter.
- Mas, voltando à Cíntia ...
- Ah, é, então, pois é. Estávamos lá em movimento sincronizado do carpado sanduíche quando do nada entrou na nossa academia uma mulher bela, recatada e do lar.
- Aquela?
- Não, aquela não frequenta movimentos sincronizados. Mas foi outra, Débora K. Já falei dela?
- Não que eu lembre, Odete.
- Débora K. foi causa protagonizadora de ação cinematográfica, discreta e compulsória de tradicional família endinheirada, rica e poderosa das terras tupy-guaranys, cuja filha fora casada com um alto escalão das Esplanadas que teve um caso sinistro com a moça. A família da esposa deu a Débora K. uma aposentadoria milionária enquanto o ex-marido ex-super tudo do Planalto saiu para um retiro espiritual despojado de valores materiais, no Nepal.
- Que coisa, hem. No Nepal, hem??
- Bobo, você entendeu. Débora K. nos contou que estava em fantástica festa de Madame V., uma hostess incrível da Asa Norte, em requentado endereço de triste memória para uns ainda por aí. Madame V. confidenciou-lhe que escutou uma bomba de Karla T., uma mocinha também de família tradicional da elite financeira do Plano Piloto, disputadíssima no mercado imobiliário por ter desenvolvido uma técnica peculiar de pompoarismo única, exclusivamente para atender aos reclames dos velhinhos hipertensos da Esplanada que passam ao largo das azuizinhas.
- Uau ...
- Alto lá, querido, você pode abaixar o facho, você só vem a Brasília para me ter e só isto, hem!!
- Foi a empolgação, Odete, você é a mulher da minha vida.
- Ah, bom! Bem, Karlinha T. contou que estava atendendo aos reclames e babados literais de um dos velhinhos da turma do "você sabe quem", e no embalo da empolgação ele sussurrou extasiado que o sonho dele era ter também uma samantha do lar.
- Samantha do lar? O que é isto, Odete?
- Nossa, tenho que te ensinar tudo. Samantha é uma boneca de alta bionanotecnologia, que responde a estímulos com discernimento, tal qual uma imaculada bela, recatada e do lar.
- Credo, então desejam ficar mil anos e para isto estão querendo até clone da ...
- Não falei nada, não disse nada, não sei de nada, qualquer coisa que disser, pensar ou ousar pensar é sob a sua única e absoluta responsabilidade.
- Puxa vida, Odete ...
- Ai, amore, para tudo, vem me ter em Brasília, vem, vem depressa, vem sem medo ...
- Eu ... eu ... eu ... alô! alô?! merda, logo agora foi acabar a bateria ...
É isto aí!
Navigare necesse, vivere non est necesse.
Este texto não é meu
Copiei e colei
Autor: Universidade de Coimbra
Fonte: Navegar
"Navegar é preciso, viver não é preciso"
No século I a.c., o general romano Pompeu, encorajava marinheiros receosos, inaugurando a frase “Navigare necesse, vivere non est necesse.”
Corria o século XIV e o poeta italiano Petrarca transformava a expressão para “Navegar é preciso, viver não é preciso.”
“Quero para mim o espírito dessa frase”, escreveu depois Fernando Pessoa, confinando o seu sentido de vida à criação.
E cantando a coragem navegante, em jeito de fado brasileiro, Caetano Veloso escreveu Os Argonautas. “Navegar é preciso, viver …” Com um fim inacabado, a música lança as interrogações.
Navegar é preciso?
Sim! Navegar é uma viagem exata. Fazia-se com bússolas e astrolábios. Hoje, faz-se com satélites, GPS’ e www’s.
Viver não é preciso?
Não! É uma viagem feita de opções, medos, forças, inseguranças, persistências, constâncias e transições …
Mais de 2000 mil anos depois, interrogamo-nos:
Viver não é preciso?
Não, quando navegar é sonhar, ousar, planear, arriscar, empreender, realizar…
Porque aí, navegar é viver!
Bem-vindo navegador!
domingo, 29 de outubro de 2017
No Divã da Pitangueira com a não felicidade
- Sabe, doutor, eu não sei nem por onde começar ...
- Bem, isto já é um começo. Pegue uma ponta do novelo e traga para fora.
- Então ... eu era feliz (lágrimas discretas). Agora ninguém me curte mais
- Entendo até o "eu era ...", mas o ninguém me curte é com o facebook.
- Sim, eu era feliz (lágrimas indiscretas). Snif ... snif, é mesmo ... sempre tem o facebook ...
- Voltando ao seu sentimento. Era feliz? Defina a felicidade.
- Como assim, doutor?
- Você era feliz, então defina este processo.
- Eu não tinha problemas, não tinha cobranças, não tinha dúvidas, não tinha ...sei lá! Não tinha esta angústia.
- Vê como isto é confuso - se a felicidade é composta de exclusões, para onde elas foram?
- Desculpa, doutor, mas o senhor é muito esquisito.
- Não sou o esquisito aqui, e saiba que a análise comparativa de saber que não tinha é por que a conhecia.
- Ahn? Como assim, quem eu conhecia?
- A não felicidade. Você sabia que não a possuía, logo a conhecia.
- Doutor, isto está confuso, eu sempre fui feliz.
- Sempre? Não seria esta uma negação? Você de uma forma inconsciente não teria ativado um mecanismo de defesa que basicamente a faz recusar-se a reconhecer que um dia conheceu a não felicidade?
- Isto é um absurdo. Como ousa falar de uma coisa tão fora de propósito com esta?
- Bem, não creio que está fora de propósito. É natural a negação, é humana, é inerente ao desejo das pessoas. Algumas podem passar ao largo dela, mas outras entram na sua realidade e ali vivem e vivenciam suas angústias. isto é que a trouxe aqui. - Afinal, me responda, o que é a verdade?
- Doutor, que loucura é esta? O senhor está de forma sub-reptícia lavando as mãos sobre o meu sofrimento ...
- Quer falar mais sobre isto?
- Não! Não - mim não fala mais nada.
- Veja bem, Mim, na sua forma completa, a negação é totalmente inconsciente e esse mecanismo de defesa também pode ter um elemento consciente significativo, onde a pessoa simplesmente “faz vista grossa” para uma situação desconfortável.
- Não me abalo - eu sei quem sou e a verdade está comigo e em mim.
- Muito bem, tivemos um importante avanço. Te vejo semana que vem.
- Eu te perdoo, doutor ...
- Semana que vem?!?
- Pode ser ... pode ser ...
É isto aí!
sábado, 28 de outubro de 2017
Classificados moderninhos do amor
Diário da Pitangueira, 29 de outubro de 2017
Classificados de amor!!
Classificados de Amores Perdidos
Perdi um grande amor na frente da Loja da Margarida, ela tem cerca de 1,60 m, cerca de 50 Kg, elegante, entre 25 e trinta anos, cabelos negros em corte chanel, nariz arrebitado, côncavo com a ponta suavemente arredondada, olhos proeminentes, iris castanha escura, vestido azul clássico, salto médio e andar paradisíaco.
Cartas com foto de identificação para este jornal sob o código A 137
Classificados de Ex-Amores Achados
Encontrei um velho amigo perdido na rua, e arrependida preciso urgentemente me desfazer dele, por que me lembrei o motivo de não nos encontrarmos há muito tempo. Ele era sobrinho da falecida dona Sinhá, salgadeira oficial do reino, já falecida, coitada, que Deus a tenha.
Quem se interessar pelo velho amigo, cartas para este jornal sob o código B 362
PS entrego em domicílio e não aceito devolução, reclamação ou troca ou renegociação.
Classificados de Locação de Amor
Alugo uma namorada de 32 anos, professora, bonitinha, solteira, fala e conversa sobre diversos temas, come pouco, com sotaque interessante, meio paulista meio carioca. Quando tem tempo ela é romântica, carinhosa, educada, e quando tem bom humor te ajuda a lavar, passar, cozinhar, arrumar casa, etc.
Tem disponibilidade razoável somente para alguns finais de semana durante o ano quando não está em sala de aula, ou corrigindo prova, ou corrigindo trabalho, ou lançando nota, ou preparando aula, ou fazendo fichário, ou preenchendo diário de classe, ou pesquisando temas e gravuras para as aulas no Pinterest, ou escrevendo faixas e cartazes, ou ensaiando a turma da coreografia, ou dando aula de reforço, ou aplicando avaliação de ingresso ou aplicando recuperação, ou em reunião de pais e mestres ou em reunião de conselho de classe, ou em reunião com a diretora ou com a supervisora pedagógica, ou em vídeo-conferência, ou em oficina de artes ou em curso de especialização, ou no mestrado ou conversando com as amigas professoras.
Tratar neste jornal sob o Código D 980
Classificados de Venda de Cônjuges
Vendo meu marido por qualquer oferta.
Tratar urgente sob o código F465 ou então pode pegar a coisa bebendo no Bar do Padeirinho, onde atenderá pela alcunha de Colé Quié.
Classificados de Escambo Conjugal
Troco urgente por carro, moto ou bicicleta em excelente estado de conservação minha adorável esposa, minha estimada sogra, meus dois insuperáveis cunhados com suas digníssimas esposas.
Tratar neste jornal sob o código H672
Classificados de Home-care
Por motivo de viagem procuro uma cuidadora para meu marido. Ele tem hábitos normais para sua capacidade cognitiva tais como reclamação geral de tudo, desaprovação da comida, da roupa, da casa, do lixo, da televisão, do carro estacionado do outro lado da rua pelo namorado da filha do vizinho, do meu banho, da minha bolsa, da minha mãe, da minha voz, do choro da criança que mora seis casas abaixo da nossa, das formigas, dos pernilongos e dos elefantes. Favor não tocar em assuntos sobre política, religião e esporte, pois ele é o único especialista do mundo. Desconhece vaso sanitário, sabonete e bons modos à mesa, enfim, tirando isto é uma boa pessoa.
Tratar neste jornal sob o Código K786
É isto aí!
A vileza se ergue entre os homens
Salvai-nos, Senhor,
pois desaparecem
os homens piedosos,
e a lealdade se extingue
entre os homens.
Uns não têm
para com os outros
senão palavras mentirosas;
adulação na boca,
duplicidade no coração.
Que o Senhor extirpe
os lábios hipócritas
e a língua insolente.
Aqueles que dizem:
Dominaremos pela nossa língua,
nossos lábios trabalham para nós,
quem nos será senhor?
Responde, porém, o Senhor:
Por causa da aflição dos humildes
e dos gemidos dos pobres,
levantar-me-ei
para lhes dar a salvação
que desejam.
As palavras do Senhor
são palavras sinceras,
puras como a prata acrisolada,
isenta de ganga,
sete vezes depurada.
Vós, Senhor,
haveis de nos guardar,
defender-nos-eis sempre
dessa raça maléfica,
porque os ímpios
andam de todos os lados,
enquanto a vileza
se ergue entre os homens.
Salmo 11 (12)
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
Não tem problema, o importante é defender a ideia
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
- O Brasil desempregou 12 milhões de trabalhadores desde o golpe.
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
- O Brasil retornou com o Trabalho Escravo
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
- O Brasil reduziu os recursos de Educação para acabar com as universidades federais
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
- O Brasil vê toda a farsa da compra de deputados e senadores do golpe feito um retardado
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
- Brasil vai privatizar a parte rentável da previdência social e fechar a porta da assistência social.
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
- Há corrupção alarmante desenfreada em todos os níveis do poder federal
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
- A Eletrobrás será brevemente entregue ao capital internacional triplicando a conta de luz
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
- O gás de cozinha dobrou de preço desde o golpe e duplicará agora com a entrega da Petrobrás.
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
- O Brasil depois do golpe fechou todas as indústrias navais nacionais.
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
- O Brasil está desestatizando a saúde pública paulatinamente até entrega-la ao setor privado em 2018.
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
- O Brasil permitirá que o trabalhador nunca se aposente plenamente, mas terá que pagar mais por isto.
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
- O Brasil está privatizando suas hidrelétricas e de quebra entregando sua água doce.
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
- O Brasil fechou todo o projeto de energia nuclear de defesa militar depois do golpe.
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
- O Brasil tornou-se um hipócrita moralista impedindo movimentos culturais.
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
- O Brasil voltou a ter bolsões de miséria e de fome.
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
- O Brasil que é um país caboclo mestiço e multi-racial permitiu com o golpe o terror racista.
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
- O Brasil permitiu que a classe média ficasse endividada e emparedada no cartão de crédito e cheque especial com juros criminosos
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
- O Brasil permite que apenas um jornal de porte nacional seja o porta voz da vontade golpista
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
- O Brasil está gerando uma violência social hedionda entre as pessoas de bem depois do golpe.
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
- O Brasil permitiu a volta da censura sem limites em nome de um movimento fascistoide
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
- O Brasil entrará em profunda depressão moral e cívica nos próximos anos.
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
- O Brasil em breve terceirizará os Correios
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
- O Brasil acabou com a CLT e tudo será terceirizado, em todos os níveis, depois de 11/11
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
- O Brasil perderá em breve seus três bancos estatais em nome do poder mundial
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
- O Brasil com o golpe é apenas um enorme idiota útil deitado eternamente em berço esplêndido.
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
- O Brasil do golpe permitiu que o seu congresso golpista comece a impor às pessoas com mais de sessenta anos a perca do direito aos planos privados de saúde, a não ser que paguem valores estratosféricos, fora da realidade da classe média.
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
- O golpe permitiu que o país seja governado por uma plutocracia em defesa de 1% da população que se porta como transnacional, com vergonha de ser brasileira.
Não tem problema, o importante é defender a ideia de que vai acabar com a corrupção.
É isto aí!
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Estranho o seu nome (Pareço Louca)
Alto lá - Este poema não é meu
Confesso que copiei e colei
Autora - Amanda Machado*
Fonte - Blog Pareço Louca (Estranho o seu nome)
Estranho o seu nome,
que não é estrangeiro,
não tem letras duplas
ou importadas
do alfabeto de outra língua.
Estranho porque é comum,
familiar,
fácil de escrever
e com pronúncia melodiosa.
Nome que parece morar
na minha memória
antes do meu.
Estranho o seu nome,
porque ele cabe
nas minhas mãos,
olhos, costelas,
boca, ventre,
nuca, coxas,
pulmão, sola dos pés,
cotovelos e costas.
Estranho o seu nome,
quando ouço alguém chamá-lo,
mesmo que seja em outra pessoa;
é seu o nome ...
Estranho de querer repeti-lo
muitas vezes,
silenciosamente,
de ouvi-lo em todo lugar,
mesmo que ninguém o pronuncie.
Estranho de não saber
como me desviar dele,
não deixar de anotá-lo
numa folha limpa
do caderno,
no bloquinho da gaveta
da cozinha,
do lado das listas de compras.
Estranho
porque nele contém a história
de uma pessoa inteira.
Porque não é
um substantivo próprio ...
na minha gramática.
Estranho seu nome:
adjetivo, verbo,
pronome, artigo
completamente definido.
Estranho seu nome,
porque dele
e nele
vivo!
Porque não sei
gostar de falar
nenhum outro,
como falo
e penso falar
o seu nome.
Estranho o seu nome
porque não pertenço a ele.
Estranho,
por não querer me agarrar
a nenhuma das sílabas dele.
*Amanta Machado é escritora, contista e gente fina. Pode conferir aqui:
quarta-feira, 25 de outubro de 2017
Metanoia do amor
- Então? Vai me amar ou não? - perguntou a mocinha descabida de vergonha ao rapazote.
- Amar? Eu? Você? Nutrir um sentimento mútuo? Mãos dadas? Passear no parque? Visitar a sua casa?
- Credo, Guassiano, de onde você tira estas ideias?
- Ideias? O amor é mais do que ideias, Flávia Roberta. O amor é um poema que transpira vida.
- Guassiano Anderson, você é doido e eu como graduada na faculdade de ciências das psiquês pitangueiras e adjacentes e pós-graduada em BelleDancer na famosa Academia Filosófica La Vie en Rose de Madame Naná, já sei o que eu vou fazer com você.
- Como assim comigo, Flavinha? Você vai fazer uma terapia experimental em mim? E os efeitos colaterais? E se eu perder a minha identidade apenas para te agradar e passar a ter uma persona que te pertença, que se enquadre no seu ser e não no meu eu?
- Tem nada disto, Dedé. Larga mão de ser neurótico. Nós crescemos juntos, já fizemos um monte de coisas juntos, já viajamos juntos, já nos divertimos juntos, mas nunca nos amamos, Dedé.
- Tem nada disto, Dedé. Larga mão de ser neurótico. Nós crescemos juntos, já fizemos um monte de coisas juntos, já viajamos juntos, já nos divertimos juntos, mas nunca nos amamos, Dedé.
- Eu achei que a gente se amava, Flavinha, cada um a sua maneira. Eu te amo, Flavinha, dentro daquilo que eu acredito que é o amor.
- Chega, Dedé, tem nada disto. Vou ter que te injetar uma metanoia radical na veia, Dedé.
- Flavinha, você ficou louca?
- Dedé, para com isto, metanoia radical é fazer mudar de ideia, ter um esclarecimento tipo revolucionário. É quase uma auto-cura para que este seu eu não-compreensivo entenda que quero dizer e fazer.
- Flavinha, isto é sério mesmo?
- Serissimo, Dedé. Eu vou dar uma repaginada nos seus conceitos.
- E como será isto, Flavinha?
- Tira a roupa. Dedé.
- Mas ... mas ...
- Nada de mas. Tira a roupa para que eu comece a terapia.
É isto aí!
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
Que os povos vos louvem, ó Deus (Salmo 66)
![]() |
| Telescópio Hubble |
Tenha Deus
piedade de nós
piedade de nós
e nos abençoe,
faça resplandecer
sobre nós
a luz da sua face,
para que se conheçam
na terra
os seus caminhos
e em todas as nações
a sua salvação.
Que os povos
vos louvem,
ó Deus,
que todos os povos
vos glorifiquem.
Alegrem-se
e exultem as nações,
porquanto
com eqüidade
regeis os povos
e dirigis as nações
sobre a terra.
Que os povos
vos louvem,
ó Deus,
que todos os povos
vos glorifiquem.
A terra deu o seu fruto,
abençoou-nos o Senhor,
nosso Deus.
Sim,
que Deus nos abençoe,
e que o reverenciem
até os confins da terra.
domingo, 22 de outubro de 2017
Carta aberta ao Mundo
![]() |
| "Cristo Carregando Cruz", de Martin Schongauer |
Estou triste, irremediavelmente triste. Cada vez mais pais estão enterrando seus filhos vítimas de um ódio semeado, adubado e aguado pela ganância, pela maldade, pela má vontade de poucos sobre a vida de todos.
Esta tragédia em Goiás, puxa vida, que merda foi esta? Eram crianças como as de Janaúba. Crianças, veja bem, até onde vai este ódio? Isto é coisa do mundo, é coisa humana, caso pensado para nos intimidar, reduzir nossa fé, nossas crenças, nossa esperança.
Na semana que passou, pessoas adeptas de seitas africanas fora expulsas das comunidades da cidade maravilhosa por que pessoas que se auto-intitulam evangélicas não aceitam estas coisas. Olha só que loucura, estas mesmas pessoas supostamente estão envolvidas em mortes, assaltos, roubos, financiamentos políticos (como foi afirmado aqui) são capazes de se rotularem cristãs, mesmo com o movimento anti-cristão.
E não venha, Mundo, falar que isto, que estas tragédias são coisas de Deus, que Deus quis, que Deus permitiu, etc e tal. Fosse assim não teríamos o livre arbítrio e a racionalidade, seríamos animais tal qual todas as outras espécies existentes neste planeta.
Isto, Mundo, está sendo feito por pessoas que não querem que sejamos imagem e semelhança de Deus, e sim idiotas úteis a fazer dancinhas ridículas e coreografadas em defesa de interesses seculares.
Daqui a poucos dias outras tragédias sucederão estas e depois outras e depois outras até que a vida perceba que tudo se consumará. Muitas coisas más estão acontecendo no dia a dia, tão graves quanto os assassinatos coletivos, todas atingindo as famílias, o amor próprio e a fé. Só não vê quem não quer ver, por que os que desejam que seja assim se deliciam em orgasmos múltiplos
É isto aí!
sábado, 21 de outubro de 2017
Papo de Esquina XLI
- E falou tudo?
- Disse que ele é bichinho de estimação da supremacia branca corrupta?
- Não, não disse nada. Deixei prá lá, afinal de contas cobra venenosa é surda ...
É isto aí
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
O retorno ao trabalho escravo no Brasil
O retorno ao trabalho escravo no Brasil (ou TEMER, EU TENHO NOJO DE VOCÊ!)
1. Amável Donzela (1788 a 1806)
2. Boa Intenção (1798 a 1802)
3. Brinquedo dos Meninos (1800 a 1826)
4. Caridade (1799 a 1836)
5. Feliz Destino (1818 a 1821)
6. Feliz Dias a Pobrezinhos (1812)
7. Graciosa Vingativa (1840 a 1845)
8. Regeneradora (1823 a 1825)
Estes são alguns nomes, escolhidos propositadamente pela Coroa portuguesa, que batizavam os navios Negreiros que traziam pessoas livres para serem escravizadas no Brasil. Sugiro que Temer proclame como o nome das fazendas dos seus senhores feudais do século XXI
Abaixo a foto real (Marc Ferrez) de um navio negreiro aportado no Rio de Janeiro, esperando autorização para desembarque, em 1882
Fonte: https://www.geledes.org.br/lista-navios-negreiros-cinismo-comerciantes-seres-humanos-oceano-atlantico/
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
Não vos vades vós (poemeu)
Não vos vades vós
Ir-vos-ei
e credes
sê-lo-eis
imputadas
as pechas
de Idiota
Id ota
Ide ota
Ide otário
ao lamber
solitário
a sola
dos pés
do capitão
do mato
que serve
ao diabo
que se
entope
de roubos
e golpes
e deleita
com a
lei maldita
imperfeita
para vós
serdes destruído
no lagar
feito uva
pisando-vos
pé por pé
Idiota
Ide vós
se a sina
da vossa vida
é terdes sempre
aberta uma
mal cheirosa
e putrefata
ferida
na alma.
na alma.
É isto aí!
Saudade (Pablo Neruda)
Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas a amada já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.
Me Gritaron Negra, Victoria Santa Cruz
Fonte da imagem de Victoria Eugenia Santa Cruz: Wikipédia
Victoria Eugenia Santa Cruz Gamarra (La Victoria, 27 de outubro de 1922 — Lima, 30 de agosto de 2014) foi uma poeta, coreógrafa, folclorista, estilista e ativista afro-peruana. Junto com seu irmão, Nicomedes Santa Cruz, é considerada significativa em um renascimento da cultura afro-peruana nos anos 1960 e 1970. (Wikipédia)
Tinha sete anos apenas,
apenas sete anos,
Que sete anos!
Não chegava nem a cinco!
De repente umas vozes na rua
me gritaram Negra!
Negra! Negra! Negra! Negra! Negra! Negra! Negra!
“Por acaso sou negra?” – me disse
SIM!
“Que coisa é ser negra?”
Negra!
E eu não sabia a triste verdade que aquilo escondia.
Negra!
E me senti negra,
Negra!
Como eles diziam
Negra!
E retrocedi
Negra!
Como eles queriam
Negra!
E odiei meus cabelos e meus lábios grossos
e mirei apenada minha carne tostada
E retrocedi
Negra!
E retrocedi . . .
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Neeegra!
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Negra! Negra!
E passava o tempo,
e sempre amargurada
Continuava levando nas minhas costas
minha pesada carga
E como pesava!…
Alisei o cabelo,
Passei pó na cara,
e entre minhas entranhas sempre ressoava a mesma palavra
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Neeegra!
Até que um dia que retrocedia , retrocedia e que ia cair
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Negra!
E daí?
E daí?
Negra!
Sim
Negra!
Sou
Negra!
Negra
Negra!
Negra sou
Negra!
Sim
Negra!
Sou
Negra!
Negra
Negra!
Negra sou
De hoje em diante não quero
alisar meu cabelo
Não quero
E vou rir daqueles,
que por evitar – segundo eles –
que por evitar-nos algum disabor
Chamam aos negros de gente de cor
E de que cor!
NEGRA
E como soa lindo!
NEGRO
E que ritmo tem!
Negro Negro Negro Negro
Negro Negro Negro Negro
Negro Negro Negro Negro
Negro Negro Negro
Afinal
Afinal compreendi
AFINAL
Já não retrocedo
AFINAL
E avanço segura
AFINAL
Avanço e espero
AFINAL
E bendigo aos céus porque quis Deus
que negro azeviche fosse minha cor
E já compreendi
AFINAL
Já tenho a chave!
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO
Negra sou!
Poema de composición de Victoria Santa Cruz. En este video Victoria relata parte de su historia de vida y su relación con la composición de dicho poema.
Extracto de la serie de documentales Retratos de TV Perú. Título del programa: Victoria Santa Cruz, negro es mi color
Fonte Youtube: Victoria Santa Cruz : Me gritaron negra
" Me gritaron negra"
(Victoria Santa Cruz)
Tenia siete años apenas,
apenas siete años,
¡Que siete años!
¡No llegaba a cinco siquiera!
De pronto unas voces en la calle
me gritaron ¡Negra!
¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra!
"¿Soy acaso negra?"- me dije
¡SI!
"¿Qué cosa es ser negra?"
¡Negra!
Y yo no sabía la triste verdad que aquello escondía.
¡Negra!
Y me sentí negra,
¡Negra!
Como ellos decían
¡Negra!
Y retrocedí
¡Negra!
Como ellos querían
¡Negra!
Y odie mis cabellos y mis labios gruesos
y mire apenada mi carne tostada
Y retrocedí
¡Negra!
Y retrocedí . . .
¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra!
¡Negra! ¡Negra! ¡Neeegra!
¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra!
¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra!
Y pasaba el tiempo,
y siempre amargada
Seguía llevando a mi espalda
mi pesada carga
¡Y como pesaba!...
Me alacie el cabello,
me polve la cara,
y entre mis entrañas siempre resonaba la misma palabra
¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra!
¡Negra! ¡Negra! ¡Neeegra!
Hasta que un día que retrocedía , retrocedía y que iba a caer
¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra!
¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra!
¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra!
¡Negra! ¡Negra! ¡Negra!
¿Y qué?
¿Y qué?
¡Negra!
Si
¡Negra!
Soy
¡Negra!
Negra
¡Negra!
Negra soy
¡Negra!
Si
¡Negra!
Soy
¡Negra!
Negra
¡Negra!
Negra soy
De hoy en adelante no quiero
laciar mi cabello
No quiero
Y voy a reírme de aquellos,
que por evitar según ellos
que por evitarnos algún sinsabor
Llaman a los negros gente de color
¡Y de que color!
NEGRO
¡Y que lindo suena!
NEGRO
¡Y que ritmo tiene!
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO NEGRO
Al fin
Al fin comprendí
AL FIN
Ya no retrocedo
AL FIN
Y avanzo segura
AL FIN
Avanzo y espero
AL FIN
Y bendigo al cielo porque quiso Dios
que negro azabache fuese mi color
Y ya comprendí
AL FIN
¡Ya tengo la llave!
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO
¡Negra soy¡
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