“Esta história, de tradição e domínio popular, já apareceu neste blog em 18 de out. de 2012. Reaparece agora nesta versão revisada.”
Um homem simples, nascido e criado na roça, caminhava lentamente, à pé, de volta para sua humilde casa. No caminho passou na venda e comprou um balde, um galão de tinta, dois frangos e um ganso.
Quando saiu da loja, parou e ficou matutando sobre como levar as compras para casa.
Enquanto coçava a cabeça, apareceu uma mulher que disse estar perdida e perguntou como chegar ao Povoado das Andorinhas.
— Bem — disse o homem, tirando o surrado chapéu da cabeça —, minha roça fica próxima desse local. Eu a levaria até lá, mas ainda não resolvi como vou conseguir carregar tudo isto.
A mulher olhou para a carga e sugeriu:
— Coloque o galão de tinta dentro do balde, carregue o balde em uma das mãos, o ganso na outra e um frango sob cada braço.
— Muito obrigado — disse o homem. — É uma boa ideia.
E os dois seguiram o caminho. Andavam em silêncio até que ele disse:
— Vamos pegar este atalho pela margem do córrego, pois assim economizaremos tempo.
A mulher o olhou cautelosamente e disse:
— Meu senhor, saiba que sou uma viúva solitária e, portanto, não tenho marido para me defender. Como saberei se, quando estivermos no atalho, você não avançará sobre mim e me fará algum mal?
Respondeu prontamente o caipira:
— Isso é impossível! Estou carregando um balde, um galão de tinta, dois frangos e um ganso. Como eu poderia fazer isso com tantas coisas nas mãos? Se eu soltar as aves, elas fugirão!
— Muito simples — disse a viúva.
— Coloque o ganso no chão, ponha o balde invertido sobre ele, coloque o galão de tinta sobre o balde e... eu seguro os frangos. Ou amarro os dois pelo pé com meu lenço.
É isto aí!
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Gratidão!