segunda-feira, 18 de junho de 2018

Soneto do amor total Vinicius de Moraes


Amo-te tanto, meu amor... não cante 
O humano coração com mais verdade... 
Amo-te como amigo e como amante 
Numa sempre diversa realidade 

Amo-te afim, de um calmo amor prestante, 
E te amo além, presente na saudade. 
Amo-te, enfim, com grande liberdade 
Dentro da eternidade e a cada instante. 

Amo-te como um bicho, simplesmente, 
De um amor sem mistério e sem virtude 
Com um desejo maciço e permanente. 

E de te amar assim muito e amiúde, 
É que um dia em teu corpo de repente 
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Insônias indiscretas




Segundo estudos realizados por mim mesmo, utilizando metodologia quântica, já deveria estar dormindo desde as 23 horas.

Insônia, insônia, insônia ...

Já falei da insônia? Vou ler um livro, e tomara que seja bem chato, pois a reunião é oito horas. caramba, por que eu deixei agendar uma reunião para as oito horas?

É isto aí!


domingo, 17 de junho de 2018

The Barberettes


The Barberettes é um grupo feminino sul-coreano retrô e doo-wop que estreou em 2014 como um trio e tem sede em Seul. Eles reproduzem o som da música dos anos 50 - 60 com seus covers e músicas originais ¹. O grupo é composto por Shinae An Wheeler e Seon (ou Sunnie) Lee Kyeong.

Elas começaram a cantar para se divertir em outubro de 2012, quando Wheeler teve a ideia de criar um grupo feminino de inspiração retrô.. Eles se apresentaram em vários lugares, incluindo locais de música indie na área de Hongdae, perto da Universidade Hongik, em Seul, e para o público da geração coreana mais velha. 

O nome "Barberettes" foi escolhido porque queriam se batizar com o estilo musical de barbearia a cappella, na esperança de usar um nome como "Barbershop Quartet", mas na falta de um quarto membro, adicionaram o sufixo "ettes", como muitos grupos femininos das décadas de 1950 e 1960. 

Elas costumam usar um microfone para apresentações, inicialmente para imitar os grupos femininos daquela época, mas depois perceberam a vantagem quando descobriram que podiam se ouvir melhor, o que as ajudou a controlar o equilíbrio da harmonia. Eles também usam figurinos, maquiagem e coreografias para recriar o efeito¹.

Clique aqui  e assista as Barberettes cantando Be my baby no Youtube

"Be My Baby" é um single de 1963 escrito por Phil Spector, Jeff Barry e Ellie Greenwich, interpretado por The Ronettes, lançado como o primeiro single do grupo e produzido por Spector.

A canção é uma de uma série de produções de Spector que contam com o vocal de apoio de Cher, até então uma aspirante a cantora de dezessete anos.

A canção está na posição de n° 22 na lista das 500 melhores canções de todos os tempos, publicada em 2004 pela revista Rolling Stone. (Wikipédia)

Fonte do vídeoThe Barberettes 
Original Song by The Ronettes
Music arrangement & Recording by The Barberettes
Filmed & Edited by The Barberettes
Hair & Make up by The Barberettes

Caso o vídeo esteja sem acesso, clique abaixo:








Amei-te e por te amar (Fernando Pessoa)


Amei-te e por te amar
Só a ti eu não via...
Eras o céu e o mar,
Eras a noite e o dia...
Só quando te perdi
É que eu te conheci...

Quando te tinha diante
Do meu olhar submerso
Não eras minha amante...
Eras o Universo...

Agora que te não tenho,
És só do teu tamanho.
Estavas-me longe na alma,
Por isso eu não te via...

Presença em mim tão calma,
Que eu a não sentia.
Só quando meu ser te perdeu
Vi que não eras eu.

Não sei o que eras. Creio
Que o meu modo de olhar,
Meu sentir meu anseio
Meu jeito de pensar...

Eras minha alma, fora
Do Lugar e da Hora...
Hoje eu busco-te e choro
Por te poder achar

Não sequer te memoro
Como te tive a amar...
Nem foste um sonho meu...
Porque te choro eu?

Não sei... Perdi-te, e és hoje
Real no [...] real...
Como a hora que foge,
Foges e tudo é igual

A si-próprio e é tão triste
O que vejo que existe.
Em que és (...) fictício,
Em que tempo parado

Foste o (...) cilício
Que quando em fé fechado
Não sentia e hoje sinto
Que acordo e não me minto...

[...] tuas mãos, contudo,
Sinto nas minhas mãos,
Nosso olhar fixo e mudo

Quantos momentos vãos
Pra além de nós viveu
Nem nosso, teu ou meu...

Quantas vezes sentimos
Alma nosso contacto
Quantas vezes seguimos
Pelo caminho abstracto
Que vai entre alma e alma…

Horas de inquieta calma!
E hoje pergunto em mim
Quem foi que amei, beijei
Com quem perdi o fim

Aos sonhos que sonhei…
Procuro-te e nem vejo
O meu próprio desejo…

Que foi real em nós?
Que houve em nós de sonho?
De que Nós fomos de que voz
O duplo eco risonho

Que unidade tivemos?
O que foi que perdemos?
Nós não sonhámos. Eras
Real e eu era real.

Tuas mãos — tão sinceras…
Meu gesto — tão leal...
Tu e eu lado a lado...
Isto... e isto acabado...

Como houve em nós amor
E deixou de o haver?
Sei que hoje é vaga dor
O que era então prazer...

Mas não sei que passou
Por nós e acordou...
Amámo-nos deveras?
Amamo-nos ainda?

Se penso vejo que eras
A mesma que és... E finda
Tudo o que foi o amor;
Assim quase sem dor.
Sem dor... Um pasmo vago
De ter havido amar...

Quase que me embriago
De mal poder pensar...
O que mudou e onde?
O que é que em nós se esconde?

Talvez sintas como eu
E não saibas senti-lo...
Ser é ser nosso véu
Amar é encobri-lo,

Hoje que te deixei
É que sei que te amei...
Somos a nossa bruma…
É pra dentro que vemos...

Caem-nos uma a uma
As compreensões que temos
E ficamos no frio
Do Universo vazio...

Que importa? Se o que foi
Entre nós foi amor,
Se por te amar me dói
Já não te amar, e a dor
Tem um íntimo sentido,

Nada será perdido...
E além de nós, no Agora
Que não nos tem por véus
Viveremos a Hora
Virados para Deus
E n'um (...) mudo
Compreenderemos tudo.

I Am What I Am - Gloria Gaynor



Provided to YouTube by The Orchard Enterprises

I Am What I Am (Long Version) · Gloria Gaynor

I Am Gloria Gaynor

℗ 2011 Silver Blue Productions

Released on: 2011-10-28

Auto-generated by YouTube.


sábado, 16 de junho de 2018

Eric Kandel




https://pt.wikipedia.org/wiki/Eric_Kandel

Foi agraciado, juntamente com o sueco Arvid Carlsson e com o estadunidense Paul Greengard, com o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2000, por descobertas envolvendo a transmissão de sinais entre células nervosas no cérebro humano.

Nascer de novo (Carlos Drummond de Andrade)


Nascer: fincou o sono das entranhas.
Surge o concreto,
a dor de formas repartidas.
Tão doce era viver
sem alma, no regaço
do cofre maternal, sombrio e cálido.
Agora,
na revelação frontal do dia,
a consciência do limite,
o nervo exposto dos problemas.

Sondamos, inquirimos
sem resposta:
Nada se ajusta, deste lado,
à placidez do outro?
É tudo guerra, dúvida
no exílio?
O incerto e suas lajes
criptográficas?
Viver é torturar-se, consumir-se
à míngua de qualquer razão de vida?

Eis que um segundo nascimento,
não advinhado, sem anúncio,
resgata o sofrimento do primeiro,
e o tempo se redoura.
Amor, este o seu nome.
Amor, a descoberta
de sentido no absurdo de existir.
O real veste nova realidade,
a linguagem encontra seu motivo
até mesmo nos lances de silêncio.

A explicação rompe das nuvens,
das águas, das mais vagas circunstâncias:
Não sou Eu, sou o Outro
que em mim procurava seu destino.
Em outro alguém estou nascendo.
A minha festa,
o meu nascer poreja a cada instante
em cada gesto meu que se reduz
a ser retrato,
espelho,
semelhança
de gesto alheio aberto em rosa.

Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 15 de junho de 2018

30 anos em um minuto

Fonte da imagem: Wikipédia / Marina Abramović, Wiedeń, Viennale 2012

Nos anos 70, Marina Abramovic viveu uma intensa história de amor com Ulay. Durante 5 anos viveram num furgão realizando todo tipo de performances. Quando sentiram que a relação já não valia aos dois, decidiram percorrer a Grande Muralha da China; cada um começou a caminhar de um lado, para se encontrarem no meio, dar um último grande abraço um no outro, e nunca mais se ver.

23 anos depois, em 2010, quando Marina já era uma artista consagrada, o MoMa de Nova Iorque dedicou uma retrospectiva a sua obra. Nessa retrospectiva, Marina compartilhava um minuto de silêncio com cada estranho que sentasse a sua frente. Ulay chegou sem que ela soubesse...

O vídeo no Youtube com o título Marina e Ulay (Reencontro Emocionante) , foi postado por Nereu Fajardo



Marina Abramović (em sérvio, no alfabeto cirílico: Марина Абрамовић, pronúncia em servo-croata: "Marina Abrâmovitch") (Belgrado, Sérvia, 30 de novembro de 1946) é uma artista performática que iniciou sua carreira no início da década de 1970 e manteve-se em atividade desde então. Considera-se a “avó da arte da performance". Seu trabalho explora as relações entre o artista e a plateia, os limites do corpo e as possibilidades da mente.

Biografia
Nascida na Iugoslávia, Abramovic teve uma infância bem difícil, com pouco afeto maternal, que futuramente influenciaria suas obras. Nasceu durante um regime paternal do ditador Josip Broz, seus pais eram heróis comunistas de guerra (Segunda Guerra Mundial). Formada e pós-graduada em Belas Artes, suas performances começaram nos anos 70. Brincadeiras com facas;(Rhythm 10), deitar no meio de uma estrela de fogo (Rhythm 5), ficar sob efeito de drogas controladas (Rhythm 2), se colocar à disposição dos espectadores (Rhythm 0) – era assim que ela mostrava a relação humana consigo e com os outros.

Foi parceira profissional do artista Ulay, de 1976 até 1988, período em que mantiveram um relacionamento. Neste período de 12 anos realizaram diversas obras em conjunto. Eles se separaram em 1988, através de uma performance intitulada The Lovers. Partindo de lados opostos da Grande Muralha da China, eles caminharam um em direção ao outro e se despediram depois de se encontrarem no meio.

Processo

Em 2015 seu ex-parceiro, Ulay, a processou, alegando que Abramović rompeu um contrato que eles assinaram em 1999, sobre trabalhos que eles fizeram em parceria. Após o rompimento da relação entre os dois, em 1988, acetaram uma divisão no lucros das obras, mas a divisão não teria sido respeitada por ela. Em 2016 saiu decisão do processo, onde Ulay ganhou a causa, e seria indenizado em U$ 250 mil.

Em 2010 foi realizada uma exposição no MoMA, Museu de Arte Moderna de Nova York, que ocupou todos os seus seis andares com a retrospectiva da carreira da artista, abrangendo 50 trabalhos de 40 anos de carreira. Foi lá que sua apresentação mais marcante aconteceu: ela ficou durante os três meses de exposição disponível ao público – quem quisesse chegava e passava um minuto de silêncio sentado olhando para Marina (ela passou mais de 700 horas sentada numa cadeira sem se mexer) – intitulada “The Artist is Present” (“A artista está presente”). Nessa exposição Ulay, após anos sem se falarem, sentou-se diante dela, e sem conversarem, se deram as mãos e choraram

quarta-feira, 13 de junho de 2018

A auto sabotagem do amor (poemeu)




Terminaram com lágrimas
em deformação caótica 
estupidamente idiota (e dramática) 
o relacionamento que o universo doou
(aos dois). 

Ele a amava verdadeiramente, 
ela o amava integralmente
e os dois, caramba,
não se amavam (o suficiente) 

Não entenderem merecedores 
do amor tão bonito
amor infinito (e divino)
doado pelo céu.

Não sabiam (ninguém sabe)
que estavam contaminados 
pelas castrações do passado 
que um dia desperta (e chora)

Condenados a sofrer
uma dor contínua
fizeram outras pessoas chorarem
ao lado dos seus fardos (doentes)

Cujos fatos (deprimentes)
ficaram presos
em câmara ardente
do lado de dentro (da dor).

É isto aí!

Nat King Cole - L.O.V.E

segunda-feira, 11 de junho de 2018

O sentido da vida

Agradeço daqui, deste simbólico espaço, ao Anthony Bordain e à Kate Spade por terem ajudado este mundo a se tornar melhor enquanto deram sua genialidade para a edificação de um sentido para esta geração que nasceu no período da Guerra Fria e sobrevive neste tempo de pós-verdade ou realidade líquida, enfim, este nebuloso momento onde o sentido da vida começa a ser espremido por processos desumanos, feitos por humanos.

Resultado de imagem para kate spade

Fonte Foto: Kate Spade


Fonte Foto: Anthony Bordain


domingo, 10 de junho de 2018

E-mails de repartição



Chefe / Secretária - Prezada senhorita Fragoso Neves, favor providenciar a folha de rosto do processo nº 34.457 da empresa RL D'Bosts. Cadê o café? Lembro à senhorita que este é o terceiro e-mail que envio sobre o mesmo assunto. Você me deixa louco!

Secretária / Chefe - Prezado senhor, desconheço este processo. O senhor já solicitou na semana passada e a Contabilidade garantiu que não existe. Estou levando o café. Um abraço!

Chefe / Secretária - Um abraço? Uau! Eu quero mais que um abraço, mas trás o café também.

Secretária / Chefe - O café e o abraço, nesta ordem? Mas aqui mesmo? Não podemos esperar??

Chefe / Secretária - Uau. Do jeito que você achar melhor. Mas quero você agora...

Secretária / Chefe - Nossa!!! Estou até tremendo.

Chefe / Secretária - Vem, e me aqueça com seu café ... seus beijos ...

Secretária / Chefe - Nossa, você me enlouquece, Dudu ... você sabe me deixar louca ...

RH / Secretária - Odete, pode me dizer que dia o Chefe retorna da viagem?

Secretária / RH - Viagem??? Está viajando? Então ...

Corre, abra a porta da sala do chefe e três marmanjos do Comercial, em gargalhadas e olhar tarado.


É isto aí!


sábado, 9 de junho de 2018

Al Green - How Can you Mend a Broken Heart



Página Youtube luizmarcosdasilva silva
Música How Can You Mend a Broken Heart (Orchestral)
Artista  Al Green
Álbum  Give Me More Love
Compositores  Barry Gibb, Robin Gibb
Licenciado para o YouTube por
PIAS, The Orchard Music (em nome de Fat Possum); LatinAutor - UMPG, LatinAutorPerf, UNIAO BRASILEIRA DE EDITORAS DE MUSICA - UBEM, UMPG Publishing, BMI - Broadcast Music Inc., CMRRA, UMPI e 11 associações de direitos musicais




sexta-feira, 8 de junho de 2018

Rod Stewart & Amy Belle I Dont Want To Talk About It 360p SD

10 - Odete, a rainha das boléias de Ceilândia



Odete, a rainha das boleias de Ceilândia - publicado 2018



Quatro horas da manhã, meu Nokia tem seu primeiro acesso do dia. Acordo dormindo, ou durmo acordando e atendo. Do outro lado da célula, Odete, a ex-vedete e ex-rainha dos caminhoneiros de Ceilândia. Reza a lenda que em determinada época folclórica de Bananaland, navegando numa carreta bi-trem numa solitária e reta rodovia que liga o nada ao lugar nenhum, Odete fez uma parada rápida em pacata e famosa cidade ao norte, que naquele momento acolhia cerca de duzentos rapazes de verde-oliva, em intenso treino de resistência. Atenta à voz de comando, fez com que pelo menos 28 dos pletóricos rapazotes, segundo fontes fidedignas, não obtivessem o pleno êxito, sendo dali mesmo devolvidos à sua vidinha civil, sem graça e sem Odete. 

Odete, meudeusdocéu, que saudade ...

Meu amore, saudade tenho eu desta sua marcha forte de câmbio manual, mas eu que estou louca mesmo é com esta vontade doida de você dar uma turbinada neste meu motor bem (e muito bem) rodado de 16L com 610 hp

Odete ... puxa vida! - Gente, não entendi nada, mas parece ser bom, sei lá ... mas o que está mandando, meu bem?

Pelo amor das boleias, amore, não sabe o que está acontecendo não?

Sim e não, mais ou menos, parece uma coisa e parece outra, enfim, saber, saber, não sei.

Credo, amore, tenho que parar de te abandonar. Neste momento estou num trecho travado, blindada por valorosos pilotos em missão de paradinha no acostamento, que estão a locupletar-me com estabilidade permanente, visibilidade ativa e completa, visão total do meu eu interior, mão boba com direção dinâmica em meus Airbags e um vibrante câmbio automático ...

Madre-de-dios, o que é isto? Odete, você está interagindo ao novo caos? Pode me explicar o que de fato está ocorrendo?

Olha, amore, como sabe, eu só falo coisas que posso provar.

Claro, Odete, sei bem da sua dignidade.

Uau! Bem, deu que euzinha estava na Asa Norte dias destes no escritório da Margô, uma moça de negócios de atenção diferenciada a clientes especiais do poder nuclear central, procurando reagendar um compromisso com determinado senador que precisava de uma pessoa culta e bilíngue para compor sua comitiva internacional na Hungria. É só Hungria, hem ... não confunda com aquela outra ... bem, dei minhas referências, mas o danado conseguiu mais uma escorregada no quiabo dos amigos dos amigos, onde colhe frutinhas de frotas do submundo, se é que me entende.

Interessante, meu bem! E ...?

Uau, amore, me chamou de meu bem? Uau uau uau - orgasmos múltiplos te aguardam. Bem, enquanto eu conversava com Margô, ela me disse que Laurinha, uma vagabundinha da Asa Sul, deu de querer abrir concorrência. Aí Margô procurou levantar a ficha, não é? No Plano Piloto tudo tem que estar fichado. Margô foi atrás de Aparício um trans-conservador da ala ortodoxa neocon direitosa, que tem uma relação estável com Carminha, a devassa do oculto e secretíssimo Anexo V do Olimpo do Planalto Central.

Onde chega isto?

Credo, euzinha estou relatando em detalhes, você aparece aquele funesto senil que só passa rapidinho ...

Desculpa, querida, foi mal, desculpa ... é o clima, é a copa, é pau, é pedra e estes filhos de uma pata a derreter nossas esperanças.

Ai, quero que venha me ter logo em Brasília depois desta, hem ... pedido de desculpas, me chamou de querida e ainda por cima abriu a caixa blindada deste coração insensível... bem, seguindo. Falei da Carminha? Falei, sim, lembrei. Bem, aquela devassa tem um romance de cinema com K32, um agente triplo trans-infiltrado na 5ª sub-secretaria de assistência ao mundo civil, ficante da Madame D+, aquela conhecida pilantra de função de 3ª classe da quarta sub-gestão, vinculada ao Dr. Coisado, um faz tudo pau-mandado do CEO Fulano, indicado ao elevado cargo pelo recente hóspede gerado, não criado pelas urnas. Bem, de fato quem manda naquela merda toda é o ex-deputado Dr. X-Tudo, nossa, arrepiei todinha, lembrei de uma paradinha que tive com Dr. X-Tudo em Berna, ele e aquelas suíças ... hummm, delícia ...

Odete ...

Nossa, irritadinho hoje, hem! Então. Voltando ao foco, meu bem, ao foco - Segundo Margô, que acabou chamando a piranha da Laurinha para dividir uma Maison na orla do Paranoá ...

Olha só, hem Odete, até entre profissionais do âmbito de lazer personificado tem fusão de negócios, que coisa interessante.

Meu bem, isto aqui é Brasilia, tudo é moderninho. Esquece esta Laurinha, sem chance de te apresentar à perua. Voltando - Carminha contou à Margô que escutou de Aparício, o neocon trans-conservador, num momento de raro prazer entre olhares, - ai, gente, só rindo, - bem, Aparício tem um amiguinho de coisas comuns entre os dois, de alta relevância no cenário nacional, que também leva Carminha no arame. Este sena..., digo, este senhor que frequenta o Anexo 5 confidenciou à Carminha que ninguém é de alguém, tudo junto e misturado, tomaram Pindorama de assalto e só largam no dia que aquele que não pode ser nomeado for reconhecido como o pai da pátria amada, aquele estranho no ninho, safado, gerado e não criado pela santa malandragem da ribeira baixa.

Odete, meu bem, não entendi nada!

Mas a função é esta mesmo. Quem falar que está entendendo é retardado. Ai, amore, agora que demonstrou sua inteligência QI três dígitos, não custa nada me ter em Brasília. Vem, amore, vem ...

Odete, eu, eu, eu ... alô alô, droga, caiu a ligação enquanto eu tentava pegar no tranco desta ladeira abaixo que nosso grandioso líder gerado e não criado nas urnas, está nos levando.

É isto aí!


quinta-feira, 7 de junho de 2018

Chico Trujillo - Conductor + No me busques

Tus Besos Son (Chico Trujillo)


Tus besos son
Los que me dan alegria,
Tus besos son
Los que me dan el placer
Tu besos son
(tus besos son)
Son como caramelo
(caramelo)
Me hacen llegar al cielo
Me hacen hablar con dios
(x2)

Tus besos son
Toda mi vida
Tus besos son
Mi mundo entero
Tus besos son
(tus besos son)
Son como caramelo
(caramelo!)
Me hacen llegar al cielo
Me hacen hablar con dios.

Revelação (Fagner)



Música: Revelação
Compositores:  Clodo FerreiraClésio Ferreira
Artista: Fagner
N° Faixa: 1
Lado: A
Album: Eu Canto - Quem Viver Chorará
Código LP: 230020
LP: 1ª Edição, 1978
Selo: DISCOS CBS

Um dia vestido
De saudade viva
Faz ressuscitar
Casas mal vividas
Camas repartidas
Faz se revelar

Quando a gente tenta
De toda maneira
Dele se guardar
Sentimento ilhado
Morto, amordaçado
Volta a incomodar





domingo, 3 de junho de 2018

Soneto de Separação - Vinícius de Moraes

De repente do riso fez-se o pranto 
Silencioso e branco como a bruma 
E das bocas unidas fez-se a espuma 
E das mãos espalmadas fez-se o espanto. 

De repente da calma fez-se o vento 
Que dos olhos desfez a última chama 
E da paixão fez-se o pressentimento 
E do momento imóvel fez-se o drama. 

De repente, não mais que de repente 
Fez-se de triste o que se fez amante 
E de sozinho o que se fez contente. 

Fez-se do amigo próximo o distante 
Fez-se da vida uma aventura errante 
De repente, não mais que de repente.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Saíram com o rabo entre as pernas


Há alguns meses, apoiados numa histérica misoginia (pleonasmo de reforço - há histeria na misoginia sempre sempre sempre), foram os heróis da vitória dos patos e agora ... hummmm ... pois é, josé, e agora?!

Rabo entre as pernas.

Expressão popular que significa: sair humilhado, acovardado, apavorado. Os animais fugitivos ou amedrontados fogem com a cauda abaixada, entre as pernas. Não teve jeito, fulano teve que sair correndo, com o rabo entre as pernas.

O texto abaixo e a gravura acima copiei e colei literalmente do blog 

Muitos donos de cães têm-nos para poderem dar ordens a alguém:
- Senta! Deita! Rebola! Vai buscar!
Depois de guardarem os cães vão sentar, deitar, rebolar e buscar às ordens de políticos medíocres, de empresários gananciosos ou de badamecos da função pública. Vidas de cão.

É isto aí!