terça-feira, 26 de março de 2019

As quatro leis da Espiritualidade (Índia)


A primeira diz: “A pessoa que vem é a pessoa certa“.

Ninguém entra em nossas vidas por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor, interagindo com a gente, têm algo para nos fazer aprender e avançar em cada situação.

A segunda lei diz: “Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido“.

Nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum “se eu tivesse feito tal coisa…” ou “aconteceu que um outro…”. Não. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.

A terceira diz: “Toda vez que você iniciar é o momento certo“.

Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é que as coisas acontecem.

E a quarta e última afirma: “Quando algo termina, termina“. 

Simples assim. Se algo acabou em nossas vidas é para a nossa evolução. Por isso, é melhor sair, ir em frente e se enriquecer com a experiência. Não é por acaso que estamos lendo este texto agora. Se ele vem à nossa vida hoje, é porque estamos preparados para entender que nenhum floco de neve cai no lugar errado.

É isso aí!

segunda-feira, 25 de março de 2019

Manhã (Murilo Mendes) ou como dói saber que sei que sei sobre uma ausência chamada Juiz de Fora

Juiz de Fora

Manhã (Murilo Mendes*)

As estátuas sem mim não podem mover os braços
Minhas antigas namoradas sem mim não podem amar sem maridos
Muitos versos sem mim não poderão existir.

É inútil deter as aparições da musa
É difícil não amar a vida
Mesmo explorado pelos outros homens
É absurdo achar mais realidade na lei que nas estrelas
Sou poeta irrevogavelmente.


*Murilo Mendes é uma poesia que existe dentro de mim chamada Juiz de Fora, que sinceramente,  habita em completo desalinho, como devem ser as coisas que vagueiam na ausência que transcende minha vontade. É isso aí!


terça-feira, 19 de março de 2019

Chanson D’Automne (Paul Verlaine / tradução Onestaldo de Pennafort)

Chanson D’Automne (Paul Verlaine)

Les sanglots longs
Des violons
     De l’automne
Blessent mon cœur
D’une langueur
     Monotone.

Tout suffocant
Et blême, quand
     Sonne l’heure,
Je me souviens
Des jours anciens
     Et je pleure;

Et je m’en vais
Au vent mauvais
     Qui m’emporte
Deçà, delà,
Pareil à la
     Feuille morte.
                        
Canção do outono (tradução de Onestaldo de Pennafort)

Os longos sons
dos violões,
     pelo outono
me enchem de dor
e de um langor
     de abandono.

E choro, quando
ouço, ofegando,
     bater a hora,
lembrando os dias
e as alegrias
     e ais de outrora.

E vou-me ao vento
que, num tormento,
     me transporta
de cá p’ra lá,
como faz à
     folha morta.

 

segunda-feira, 18 de março de 2019

O mundo das sombras




Havia um caminho
que levava de A a B
um caminho em flores
onde todos os dias
o homem H passava triste

Havia um caminho
que levava de B a A
um caminho em flores
onde todos os dias
uma mulher M passava triste

O homem H pensava
mulheres dão trabalho
logo prefiro ficar sozinho

A mulher M pensava
homens dão trabalho,
logo prefiro ficar sozinha

O caminho das flores
que levava de A a B era longo
e ao longo do caminho
o homem H estava triste e sozinho

O caminho das flores
que levava de B a A era longo
e ao longo do caminho
a mulher H estava triste e sozinha

Um dia o homem H triste e sozinho
desejou uma mulher
para preencher seu vazio
taciturno e chato

um dia a mulher M triste e sozinha
desejou um homem
para preencher seu vazio
taciturno e chato

Mas H e M têm crenças limitantes
inibidoras de sonhos, desejos
pobres de ações em abundância
e ricos em procrastinação redundante.

M e H agora estão com raiva
sentimento de culpa
frustrados e contrariados
escondidos nas suas sombras

H e M se culpam todo dia
M e H estão num círculo vicioso
e suas sombras controladoras
crescem crescem crescem

Passam um pelo outro
resvalam ombro no ombro
mas negam sua felicidade
culpando o destino que criaram.

É isto ai!






quarta-feira, 13 de março de 2019

Hoʻoponopono


Hoʻoponopono (ho-o-pono-pono) é uma prática havaiana antiga, com vista à reconciliação e ao perdão. Práticas semelhantes de perdão eram feitas em diversas ilhas do Sul do Pacífico, incluindo Samoa, Taiti e Nova Zelândia.

Tradicionalmente o hoʻoponopono é praticado por sacerdotes de cura ou kahuna lapaʻau em membros de uma família onde existe uma pessoa fisicamente doente. Versões modernas são executadas na família por um membro mais idoso, ou apenas pelo próprio indivíduo.

Uso moderno:

A prática do ho’oponopono não requer muitos ensinamentos, mas serve para purificar o próprio corpo e se livrar de memórias ou sentimentos ruins, que prendem a mente em uma sintonia negativa.

Por trás de toda situação, todo acontecimento e todo encontro que ocorre na vida, uma memória é guardada. A finalidade do Ho'oponopono é liberar as memórias que possam impor obstáculos na vida da pessoa ou ser fonte de dor, pesar ou sofrimento.

A prática moderna do ho’oponopono é composta por quatro frases principais:

Sinto muito;
Me perdoe;
Eu te amo;
Sou grato.

terça-feira, 5 de março de 2019

Sentimento do Mundo (Carlos Drummond de Andrade)


Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo,
mas estou cheio de escravos,
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige
na confluência do amor.

Quando me levantar, o céu
estará morto e saqueado,
eu mesmo estarei morto,
morto meu desejo, morto
o pântano sem acordes.

Os camaradas não disseram
que havia uma guerra
e era necessário
trazer fogo e alimento.
Sinto-me disperso,
anterior a fronteiras,
humildemente vos peço
que me perdoeis.

Quando os corpos passarem,
eu ficarei sozinho
desfiando a recordação
do sineiro, da viúva e do microcopista
que habitavam a barraca
e não foram encontrados
ao amanhecer

esse amanhecer
mais noite que a noite.

O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir

Resultado de imagem para diabo cristo carnaval gaviões
Gaviões da Fiel 2019
Numa síntese do que está em Mateus 24, referente ao fim dos tempos, temos:

Muitos dirão que são Jesus ou que são profetas (mas serão falsos), fazendo até milagres para enganar as pessoas, mesmo alguns cristãos;

Haverá guerras entre nações e ameaças de guerras e ouviremos falar delas;

Haverá desastres naturais, como terremotos e fomes em muitos lugares;

Os cristãos serão perseguidos, odiados e alguns até mortos;

Haverá muito escândalo, ódio e traição entre as pessoas;

A maldade do mundo será tanta que muitos ficarão desiludidos e deixarão de amar;

O Evangelho será pregado a todos os povos (mas isso não significa que será aceite por todos);

Em Israel haverá muita turbulência, instabilidade e guerra;

O mundo passará por uma grande tribulação, como nunca houve antes;

Haverá sinais no céu e o sol e a lua não darão luz;

Muitas pessoas serão apanhadas de surpresa.

Bem, neste carnaval, em São Paulo, uma escola de samba, Gaviões da Fiel,  fez a representação do diabo matando um suposto cristo (em letra minúscula mesmo). Este cristo está definido aí acima, no livro de Mateus. Abaixo transcrevo na íntegra a postagem de um teólogo de Porto Alegre-RS, muito bem feita. Só os que seguem o cristinho atacada pelo diabo sentiram o baque: 

"Quando a igreja fez arminha com a mão, o diabo venceu.
Quando os pastores e missionários, mesmo atuando nas comunidades mais pobres e obtendo o seu sustento do salário dos trabalhadores, apoiam a retirada de direitos destes para favorecerem os mais ricos, o diabo venceu.
Quando a igreja ri de uma criança que morre, o diabo venceu.
Quando a igreja comemora que uma líder social é assassinada a tiros numa emboscada, o diabo venceu.
Quando a igreja zomba de um líder político que precisa deixar o país sob ameaça de morte, o diabo venceu.
Quando a igreja vive uma expectativa que entremos em guerra com outro país para atender interesses geopolíticos de superpotências, o diabo venceu.
Quando a igreja se torna o principal grupo social do país a espalhar mentiras na internet, o diabo venceu.
Quando a maior preocupação da igreja, em um país extremamente desigual, é que meninos vistam azul e meninas rosa, o diabo venceu.
Quando a igreja fica em angustiante silêncio frente ao racismo, a xenofobia, ao feminicídio, a homofobia, o diabo venceu.
Quando a igreja considera armar toda a população como forma de buscarmos a paz, o diabo venceu. Quando a igreja considera justo que fazendeiros que já tanto tem esmaguem os povos indígenas para lhes tomar o pouco que resta, o diabo venceu."

Tiago Santos - Teólogo
Porto Alegre /RS

É isto aí!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

O analista da Pitangueira e a felicidade de cada dia.


Acho que nunca fui tão feliz

Entendo. Pode falar mais sobre isto?

Sobre ser feliz?

Não, sobre o que acha disto, já que acha.

Como assim - acho?

Você iniciou com Acho.

Tudo bem mudo então - Acredito que nunca fui feliz ...

Hummm, ficou mais claro.

Mas só mudei o acho pelo acredito, vocês analistas ...

mas esqueceu ou negou o "não" quando se fez acreditar.

Não, tem nada disto não, eu falei o não.

Negar que falou fará seu dia mais feliz?

Eu acho.

Então confessa que nega

Negar o que?

Que acha que negar o que falou fará seu dia mais feliz.

Eu não disse isto.

Sim, não disse.

Resolve, eu disse sim ou não?

Sim ou não?

Você analistas são ridículos. 

Falar que seu analista é ridículo satisfaz o seu dia?

De certa forma ... não sei, engraçado isto. Apesar disto, acho que nunca fui tão feliz.

Quer falar sobre isto?

De ser engraçado?

Não da certa forma, há uma forma definida para ser a certa forma?

Não entendi.

Nem eu, mas o caso é que acabou o meu Brandy Courvoisier e a importadora fecha em 10 minutos, semana que vem no mesmo horário.

É isto aí!


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

08 - Odete, a musa do laranjal




Madrugada estava quente, abafada e mal dormida quando soou meu Nokia original, único dono e do outro lado da célula, Odete, a musa do laranjal. Reza a lenda que em inenarrável baile de reveillon, num hotel seis estrelas do Distrito Federal, Odete saiu de dentro de uma gigantesca laranja, tomada apenas de glacê e lantejoulas e encantou determinada e deslumbrada plateia que ali se instalara provisoriamente enquanto suas mansões funcionais eram reorganizadas para receber o neopower. Desde então passou a ser a musa do imaginário alaranjado do planalto central.

Odete, meu amor...

Para tuuuuudoo!!!! Você me chamando de meu amor ... ai ai vou ter um orgasmo quíntuplo ...

Diga, querida a que devo a honra da sua voz em minha vida, às três e quarenta da manhã?

Nossa, amor ... querida ... não quero mais nada, vem me ter em Brasília ...

Irei, mas antes conte o que te trouxe aqui.

Humm, virá!! Bem, amore, como sabe, euzinha jamais aumento ou invento, tudo que conto tem detalhes, testemunhas e provas.

Sim

Bem, como vou explicar isto?! Olha só, estava euzinha dia destes com a poderosa Eulália Calíope, a musa das eloquências de Brasília ... que eloquência é aquela, meu deusinho do balacobaco, que eloquência é aquela? Bem, então, não posso perder o foco, escuta amore, tenho que invadir sua privacidade, mas quando você vai ter um smartphone com recursos audio-visuais?

O que tem a Eulália Calíope com eloquências e um smartphone, Odete?

A princípio nada, mas u-la-lá, ai-ai, suspiros, nossa, que falta de imaginação a sua. Bem, estava euzinha com Eulália, quando adentrou ao ambiente o Oscar, um faz-tudo da terceira seção do segundo departamento da sub-secretaria executiva de análise prévia do Conselho de Arquivos de determinado ministério da administração direta eleita pelo Sufrágio Universal.

Eulália? Oscar? Uai, mudou tudo? Cadê as primas, as amigas do salão, os senis ricos, limpinhos e corruptos das margens do Paranoá?

Ai, amore, navegar é preciso, viver não é preciso. Bem, aí adentrou Oscar, alto, forte, bonito, hétero assumido, mas monogâmico, deusmmelivre - mas ninguém é perfeito. Veio pegar assinatura da Eulália para a liberação de um lote de pastas lacradas de uma coisa lá super-secreta de tal lugar desconhecido onde ela é lotada e manda-chuva. Aí a Eulália olhou para ele, buscando se recompor, mas não no sentido lato, e sim no sentido fatal, entende? - Olha, Oscarzinho, conta aqui para a sua Lalá sobre o que tem de novo no subterrâneo dos bastidores.

Sua Lalá? Mas o sujeito não é monogâmico, Odete?

Nossa, se não fosse euzinha, seu ouvido continuaria escutando nana-neném. Amore, monogâmico é que ele, hummm, como vou explicar, hummmm, ele está incluído numa variante da monogamia social, que nós, adultos esclarecidos do Planalto Central, denominamos de monogamia em série, entende? Uma de cada vez.

Ah, entendi. 

Bem, retornando, tremendo e suando feito uma chaleira diante da "sua" Lalá, Oscar revelou que ouviu de Marieta, sua fiel ex-esposa e eventual em hiatos passionais e também melhor amiga da vida pública e privada, soube por seu maridinho Adolfo, um almofadinha engomado, meio paetê, meio esquisitinho, enfim - um subalterno do terceiro escalão da segunda seção, que escutou de Débora, sua amante fixa, que confidenciou que seu amante, Manézinho Ferrão esteve reunido com Claudinho Bond, que contou-lhe que soube através do complicadíssimo subalterno Alarido Quark, lotado como adjunto do primeiro secretário da segunda comissão de ética provisória daquele poderoso Ministério, que ouviu da boca da gostosinha assistente de cafezinho da ante-sala do sub-ministro ...

Odete, qual é o nome da gostosinha do café?

Eu, hem!!!! Me poupe e me respeite, é ruim que vou dar nome de concorrentes diretas ... mas continuando, a gostosinha sussurrou ao Alarido Quark que dia destes estava atenta à conversa entre Jack Staff e Gherydelson Silva, quando escutou que a ordem dada pelo assessor de assuntos patrimoniais, Zé Limbo, era que se cumprisse imediatamente determinação do lugar tenente Perro Loco, irmão da dupla cantareira Serpiente Loco e Cabrio Loco, que é a dupla que manda de fato do Oiapoque ao Chuí, que está tudo do jeito que o diabo gosta, e o que está ruim, vai piorar.

Nossa ... Odete ...

Calma, amore ... - O que mais? - perguntou Lalá, dando dois passos em direção a Oscar, o hétero monogâmico serial. Olhando para mim e olhando para ela ininterruptamente, quase em colapso, entre soluços e lágrimas, falou - puxa vida, vendo vocês duas aqui, enfeitiçado pelas forças ocultas do fantasma Jaburu, não sei mais se há em mim adjunto adnominal ou complemento nominal, gente eu sou monogâmico ... para, não para, para, não para ...

Odete?! Que coisa maluca foi esta?

Não foi nada maluco, amore, apenas uma fraquejada do rapaz ...

Não, nada disto, falo da notícia de que está ruim e vai piorar...

Ah! Era isto! Bem, amore, prepare sua mochila, que logo logo, no caos apoteótico, viraremos andarilhos em busca de incertezas para entretermos nossas vidas. Ah, chega de falar destas coisas e  vem me ter em Brasília, amore, vem, vem logo, vem que sua Odetinha está alucinada só de pensar em você me ter em Brasília. Vem, amore, vem ...

É isto aí!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

La Vie en rose

"La vie en rose" tornou conhecida mundialmente na voz de Édith Piaf, e  virou o seu principal sucesso após ter sido lançada em 1946.

A letra foi escrita por ela, Édith Piaf, e a melodia por seu parceiro Louis Gugliemi e fala sobre a percepção do amor pelo olhar feminino, e é de uma candura apaixonante. Abaixo do vídeo, a letra  original e uma tradução livre do site Vagalume.



La Vie En Rose

Des yeux qui font baisser les miens
Un rire qui se perd sur sa bouche
Voilà le portrait sans retouche
De l'homme auquel j'appartiens

Quand il me prend dans ses bras
Il me parle tout bas
Je vois la vie en rose

Il me dit des mots d'amour
Des mots de tous les jours
Et ça me fait quelque chose

Il est entré dans mon cœur
Une part de bonheur
Dont je connais la cause

C'est lui pour moi, moi pour lui dans la vie
Il me l'a dit, l'a juré pour la vie

Et dès que je l'aperçois
Alors je sens en moi
Mon cœur qui bat

Des nuits d'amour à ne plus en finir
Un grand bonheur qui prend sa place
Des ennuis, des chagrins, s'effacent
Heureux, heureux à en mourir

Quand il me prend dans ses bras
Il me parle tout bas
Je vois la vie en rose

Il me dit des mots d'amour
Des mots de tous les jours
Et ça me fait quelque chose

Il est entré dans mon cœur
Une part de bonheur
Dont je connais la cause

C'est toi pour moi, moi pour toi dans la vie
Il me l'a dit, l'a juré pour la vie

Et dès que je t'aperçois
Alors je sens dans moi
Mon cœur qui bat

A Vida Cor de Rosa

Olhos que fazem baixar os meus
Um riso que se perde em sua boca
Aí está o retrato sem retoque
Do homem a quem eu pertenço

Quando ele me toma em seus braços
Ele me fala baixinho
Eu vejo a vida em rosa

Ele me diz palavras de amor
Palavras de todos os dias
E isso me toca

Ele entrou no meu coração
Um pouco de felicidade
Da qual eu conheço a causa

É ele para mim, eu para ele na vida
Ele me disse, me jurou pela vida

E desde que eu o percebo
Então sinto em mim
Meu coração que bate

Noites de amor a não mais acabar
Uma grande felicidade que toma seu lugar
Os aborrecimentos e as tristezas se apagam
Feliz, feliz até morrer

Quando ele me toma em seus braços
Ele me fala baixinho
Eu vejo a vida em rosa

Ele me diz palavras de amor
Palavras de todos os dias
E isso me toca

Entrou no meu coração
Um pouco de felicidade
Da qual eu conheço a causa

É ele para mim, eu para ele na vida
Ele me disse, me jurou pela vida

E desde que eu o percebo
Então sinto em mim
Meu coração que bate






domingo, 17 de fevereiro de 2019

Pausa para agradecer as visitas de Pitangueiras - SP


Este blog, edificado no interior do interior do interior de Minas Gerais, teve nas últimas semanas uma intensa visita de pessoas que buscam notícias de Pitangueiras, a ponto de chamar a minha atenção. Não das árvores, cujo exemplar tenho plantado no meu quintal, já que resido no interior do interior, mas estou falando de uma cidade bonita do oeste paulista, que pessoalmente não conheço.

O Google não permite que saibamos quem acessa o Blog, mas dá a origem das buscas, e como fui investigar na rede, achei simpático o município, por isto vou falar sobre Pitangueiras, localizada entre Ribeirão Preto e Barretos, com cerca de quarenta mil habitantes.

Quanto ao registro histórico, tem-se documentado que O "Pouso de Passagem", precursor do povoado de Pitangueiras, situava-se em local estratégico nas rotas comerciais dos centros de criação de gado do Norte do Estado, bebedouro, Jaboticabal e Barretos, com São Carlos e São Paulo. Parte das rotas utilizava-se das vias fluviais, principalmente o rio Moji-Guaçu. No entanto, devido a maleita comum naquela época, o pouso afastou-se do porto, para uma clareira no caminho de Jaboticabal, conhecida por Pitangueiras, por ser comum estas árvores nativas na região. 

A data de fundação do povoado não é precisa, contudo sabe-se que houve duas doações de terras ao padroeiro São Sebastião: a primeira, de oitenta alqueires, por Manoel Felix e sua mulher, Ana Batista de Morais, em 1858; outra de cinco alqueires, em 1892, pelo casal Joaquim Moço. 

Por volta de 1880, em torno de uma capela aí existente, viviam cerca de oitocentas “almas”, conforme levantamento da Igreja. Estes, na sua maioria de origem mineira, dedicavam-se a pecuária e cultivo de milho, feijão e mandioca. A atividade comercial era representada por quatro empórios. 

Bem, do fundo do meu coração, espero que este Blog, que abriga o Reino da Pitangueira, tenha sido de alguma forma útil, e não decepcionante, na busca dos que procuraram por Pitangueiras no Google. Um abraço, que sua cidade continue assim, com este ar de tranquilidade e prosperidade.

E o nome do blog tem relação com Pitangueiras-SP?

Não. Apesar do meu pai ter nascido no Triângulo Mineiro, portanto bem próximo à esta região, nasci no leste de Minas Gerais, onde resido até hoje. O nome do blog deve-se a uma centenária pitangueira que tinha na casa da minha avó materna, local de longas horas de sonhos e diversões da minha infância.  

Um abraço a todos vocês de Pitangueiras-SP, um dia, quem sabe, terei a honra e o privilégio de passear pela Avenida das Pitangueiras e confirmar o que vi pelos vídeos e fotos que pesquisei - vocês moram no paraíso. 

É isto aí!





sábado, 16 de fevereiro de 2019

O FUTURO SOMBRIO DA HUMANIDADE! (2019-2020)



01 - Youtube: Apocalipse News 
 
O FUTURO SOMBRIO DA HUMANIDADE! 2019 2020
              
Incríveis avanços em inteligência artificial e rede 5G abrindo caminho para a marca da besta. 2019 computador quântico o informante inteligência artificial. 

02 - Youtube: Elprofessordaoratória 

03 - YoutubeSuperinteligência e o futuro da humanidade – Observatório Itaú Cultural (2019)

Que tipo de futuro buscamos? Que riscos existem com as novas tecnologias e o que podemos fazer para reduzi-los? Como controlar uma tecnologia que não existe ainda, mas que pode ser mais esperta do que nós? Abordando imortalidade, pós-humanismo, transumanismo e os princípios éticos da inteligência artificial, Anders Sandberg, do Instituto do Futuro da Humanidade, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, levanta questões teóricas e práticas ligadas à inteligência artificial e ao futuro da humanidade.
 
Depoimento gravado por ocasião do seminário A Máquina, Inteligência e Desinteligência: Utopia e Entropia à Vista, no Itaú Cultural, realizado em São Paulo/SP, em novembro de 2018.


" O Segundo Sol " de Nando Reis - Interpretada por Cássia Eller - Letra
Fonte Youtube: Wigvan Miranda


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Um poema da poetisa, ativista e escritora palestina Suheir Hammad

Eu não vou dançar ao ritmo do seu tambor de guerra.
Autora: Suheir Hammad
Fonte: Opera Mundi

Suheir Hammad

Eu não vou dançar ao ritmo do seu tambor de guerra.
Não vou emprestar minha alma e meus ossos ao seu tambor de guerra.
Eu não vou dançar no seu ritmo.
Eu conheço esse ritmo, é um ritmo sem vida.

Eu sei muito bem que a pele que você bateu.
Ainda estava vivo depois de ser caçado, roubado, expandido.
Eu não vou dançar a batida do seu tambor de guerra.
Eu não irei odiar por você, eu nem vou odiar você.

Eu não vou matar por você. Especialmente, eu não vou morrer por você.
Eu não vou lamentar a morte com assassinato ou suicídio.
Eu não vou dançar com bombas porque todo mundo está dançando.
Todos podem estar errados.

A vida é um direito, não um dano colateral ou casual.
Eu não vou esquecer de onde eu venho. Eu tocarei meu próprio tambor.
Vou reunir meu amado perto e nossa música será dança.
Nosso burburinho será o ritmo. Eu não serei enganado.

Eu não vou emprestar meu nome ou meu ritmo ao seu som.
Eu vou dançar e resistir e vou dançar e vou persistir e dançar.
Essa batida do meu coração soa mais forte que a morte.
Seu tambor de guerra não soará mais alto que minha respiração.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Incidente? Sério isto, Sr. Governador?

Incidente: sinônimo de confronto ou inconveniência

O substantivo masculino INCIDENTE se refere a um desentendimento, a um atrito. É UM EPISÓDIO imprevisto que altera o desenrolar dos acontecimentos, mas SEM CONSEQUÊNCIAS DESASTROSAS. Pode ser também um adjetivo, tendo significado de: algo que incide ou alguma coisa que tem caráter secundário, entre outras.

Mas, porém, todavia, contudo:





segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Caramba, Boechat, é muita sacanagem você pedir conta agora.

Picasso - Dom Quixote
A Vale promoveu a tragédia com mais de trezentas pessoas mortas. Trezentas pessoas, mais de trezentas pessoas. Sabe onde vai dar isto? No nada.

Destas tantas mortas pela morte da Terra em troca de prazeres carnais, materiais e espirituais e outras coisas mais e mais baratos legais, cerca de 160, eu falei cento e sessenta, deverá passar pelo crivo da Morte Presumida. Eu disse - Morte Presumida. Estou com muita raiva de escrever isto. Ela só pode ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do falecimento, ou seja ...

Em apenas 2 dias depois do Massacre, o Rio Paraopeba começa a morrer também. 346,1 Kg de chumbo; em 3 dias, 73,6 Kg de cádmio e, em 7 dias, 181,2 Kg de mercúrio foram despejados no Rio Paraopeba. Estavam contidos nos "rejeitos de mineração" da VALE.

Dois aspectos surpreendem:

1 - A grande mídia, juntamente com alguns órgãos públicos estaduais, omitem o raríssimo fato. Tais metais acarretam não só a a bioacumulação, como a bioconcentração (absorvidos nos organismos em concentrações mais elevadas que a existente no ambiente circundante) e, pior, a biomagnificação (ocorre entre os diferentes níveis da cadeia alimentar - níveis tróficos).

2 - A Fundação SOS Mata Atlântica prestou um bom serviço à Rede Globo, e certamente, a VALE. Mas não aos usuários das águas do Rio Paraopeba e, muito menos, aos cidadãos e cidadãs de Brumadinho e da RMBH. CORREÇÃO: A TV Globo não explicitou, em suas reportagens, a totalidade das ações da SOS Mata Atlântica, que sempre foi parceira e continuará sendo. Por justiça, devemos desculpas à SOS.

O chumbo, o mercúrio e o cádmio são metais que não existem naturalmente em nenhum organismo. Não desempenham funções nutricionais ou bioquímicas em microrganismos, plantas ou animais. Ou seja, a presença destes metais em organismos vivos é prejudicial em qualquer concentração.

E hoje, puxa vida, que sacanagem, Boechat! Que sacanagem! Não era hora, caramba! Não era hora.

É isto aí!