sábado, 18 de maio de 2019

Amanda Oleander Tela 12 (Instagram @amandaoleander)

Reprodução/ Instagram @amandaoleander

Fonte:
http://www.desafiomundial.com/br/desenhos-mostram-o-lado-obscuro-dos-relacionamentos/12/

A artista Amanda Oleander traduz o dia a dia de um casal, sem romantizar demais, em suas ilustrações. Nas suas redes sociais, ela mostra o “amor real”.

Brincadeirinhas


Amanda Oleander Tela 13 (Instagram @amandaoleander)

Reprodução/ Instagram @amandaoleander

Fonte:
http://www.desafiomundial.com/br/desenhos-mostram-o-lado-obscuro-dos-relacionamentos/13/

A artista Amanda Oleander traduz o dia a dia de um casal, sem romantizar demais, em suas ilustrações. Nas suas redes sociais, ela mostra o “amor real”.

Faz parte envelhecer


Amanda Oleander Tela 14 (Instagram @amandaoleander)

Reprodução/ Instagram @amandaoleander

Fonte:
http://www.desafiomundial.com/br/desenhos-mostram-o-lado-obscuro-dos-relacionamentos/14/

A artista Amanda Oleander traduz o dia a dia de um casal, sem romantizar demais, em suas ilustrações. Nas suas redes sociais, ela mostra o “amor real”.

Cozinhando para dois




Amanda Oleander Tela 15 (Instagram @amandaoleander)

Reprodução/ Instagram @amandaoleander

Fonte:
http://www.desafiomundial.com/br/desenhos-mostram-o-lado-obscuro-dos-relacionamentos/15/

A artista Amanda Oleander traduz o dia a dia de um casal, sem romantizar demais, em suas ilustrações. Nas suas redes sociais, ela mostra o “amor real”.

Cabelo na comida?




Amanda Oleander Tela 16 (Instagram @amandaoleander)

Reprodução/ Instagram @amandaoleander

Fonte:
http://www.desafiomundial.com/br/desenhos-mostram-o-lado-obscuro-dos-relacionamentos/16/

A artista Amanda Oleander traduz o dia a dia de um casal, sem romantizar demais, em suas ilustrações. Nas suas redes sociais, ela mostra o “amor real”.

Cabelos por todos os cantos


Amanda Oleander Tela 17 (Instagram @amandaoleander)

Reprodução/ Instagram @amandaoleander


A artista Amanda Oleander traduz o dia a dia de um casal, sem romantizar demais, em suas ilustrações. Nas suas redes sociais, ela mostra o “amor real”.

Mulher gato


Amanda Oleander Tela 18 (Instagram @amandaoleander)

Reprodução/ Instagram @amandaoleander

Fonte:
http://www.desafiomundial.com/br/desenhos-mostram-o-lado-obscuro-dos-relacionamentos/18/

A artista Amanda Oleander traduz o dia a dia de um casal, sem romantizar demais, em suas ilustrações. Nas suas redes sociais, ela mostra o “amor real”.

Tá dormindo?





Amanda Oleander Tela 19 (Instagram @amandaoleander)

Reprodução/ Instagram @amandaoleander

Fonte: http://www.desafiomundial.com/br/desenhos-mostram-o-lado-obscuro-dos-relacionamentos/19/

A artista Amanda Oleander traduz o dia a dia de um casal, sem romantizar demais, em suas ilustrações. Nas suas redes sociais, ela mostra o “amor real”.

Mas também tem o lado bom…



Amanda Oleander Tela 20 (Instagram @amandaoleander)

Reprodução/ Instagram @amandaoleander
Fonte:
http://www.desafiomundial.com/br/desenhos-mostram-o-lado-obscuro-dos-relacionamentos/20/

A artista Amanda Oleander traduz o dia a dia de um casal, sem romantizar demais, em suas ilustrações. Nas suas redes sociais, ela mostra o “amor real”.

Mais um momento gostoso





quinta-feira, 16 de maio de 2019

Acontecia sob seu olhar. (Paulo Abreu)


Há em versos tristes
ridículos, parvos
sentimentos e segredos 
eternamente imersos
no profundo universo
do brilho do seu olhar

Sinto muito, 
Sinto muita dor
até doerem os ossos;
não sei ser adverso
da dor que dói tão dolorida
pela ausência que há. 

Quando a mágoa 
enfim exausto disperso 
em comoção e frêmito
 a lágrima inenarrável,
expõe a tristeza que não
 acontecia sob seu olhar. 



É isto aí!

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Palestra - Convite

Sábado, 11 de Maio, 16 horas, na Comunidade Católica São Geraldo, Distrito Melo Viana, em Coronel Fabriciano - MG


Poesia em Banana-yby*...



Atenção para a chamada:

Educação Pública!
E-du-ca ção?!?!
Cadê a porra da educação?

Ejaculou-se professora,
caiu na privada.

Puta merda! Bem, vamos lá!

Água!
Água???
Cadê a merda da água?

Descarregou-se professora,
desceu na privada.

Puta que o pariu!!

Bem, continuando ... Pré-Sal!!!

Pré-Sal?!?!

Morreu, professora ...

Morreu??? Como assim, morreu?

De morte matada, professora...
derrubado na privada

Puta sacanagem ... Mas, quem é você?

Eu sou a terceirizada, professora,
a partir de amanhã assumo seu cargo.
agora tudo aqui é privada

É isto aí!

*Yby - terra em Tupi-guarani



terça-feira, 7 de maio de 2019

CNBB - PEC 06/2019: a retórica da reforma e a realidade da desigualdade social

Resultado de imagem para pobreza Cristo
Crédito: Luiz Caversan/Folhapress RIO DE JANEIRO, RJ, BRASIL, 07-02-1989: Carnaval 1989
CBJP (Comissão Brasileira Justiça e Paz da CNBB)

PEC 06/2019: a retórica da reforma e a realidade da desigualdade social

“O Senhor ilumina os cegos, o Senhor levanta os abatidos, o Senhor ama os justos. O Senhor cuida dos migrantes, sustenta o órfão e a viúva, confunde o caminho dos ímpios” (Salmos, 146 8-9).

A iníqua proposta de reforma da Previdência feita pelo Governo Federal, em tramitação na Câmara dos Deputados, é contra os interesses dos segurados e benéfica para empresas e para o sistema financeiro.

Os elogios à proposta divulgados pelos meios de comunicação não são verdadeiros quando dizem que esta Reforma é necessária para o país sair da crise econômica e que sem ela o atual modelo de seguridade social vai quebrar em pouco tempo. Isto é uma falsidade para angariar o nosso apoio. A verdade é outra. A reforma correta de que a Previdência precisa é exatamente o contrário desta que estão propondo.

Esta reforma da Previdência tem que ser firmemente denunciada, pois é a mais injusta e a mais cruel tentativa de demolição dos direitos dos trabalhadores e segurados, garantidos na Constituição Federal. Se ela vier a ser aprovada, aqueles que hoje dependem do INSS e os que dele vierem a precisar amanhã, estarão sujeitos a se transformarem em indigentes, como já acontece em todos os países em que esta falsa reforma foi feita, como é o caso do Chile.

Ao contrário do que apregoam seus defensores, a proposta de emenda à Constituição nº 06/2019 “quebra” as contas públicas e aumenta as desigualdades. Quase todo o valor de 1 trilhão de reais, que segundo eles vai ser gerado, será retirado dos setores mais vulneráveis. Não apresentaram nenhum cálculo que comprovasse esta poupança, esconderam os estudos feitos.

A causa do chamado “déficit da previdência” é, na verdade, decorrente dos desvios dos recursos da DRU, “Desvinculação de Receitas da União” e das injustificáveis dispensas de pagamento dos impostos, “desonerações”, sem as devidas contrapartidas sociais e decorrem ainda das milionárias dívidas das empresas para com o INSS que não são devidamente cobradas.

Diferentemente do que insinuam, a Previdência Social, que nas últimas décadas tornou-se um potente instrumento de diminuição das desigualdades e motor da “economia social”, eis que fortalece as economias locais, como tem sido reconhecido em estudos e em depoimentos de prefeitos e governadores, principalmente dos municípios menos desenvolvidos.

A PEC 06/2019 cria, sem nenhum fundamento, regras perversas de transição, obriga os trabalhadores a contribuírem por muito mais tempo e, aqueles poucos que conseguirem se aposentar, receberão proventos menores do que os que hoje recebem. É uma verdadeira “quebra de contrato”.

As mulheres, os trabalhadores rurais, os idosos, os deficientes e os aposentados por invalidez serão penalizados pela malandragem de cálculos financeiros e pela esperteza contábil de tal reforma. Os homens e mulheres contribuintes deixam de ser pessoas e são transformados em números, servindo aos interesses do “mercado”, isto é, de uma economia desumana.

O Papa Francisco, ao refletir sobre a situação atual dos excluídos, principalmente idosos afirmou: “Em uma civilização em que não há lugar para os idosos ou são descartados porque criam problemas, esta sociedade leva consigo o vírus da morte”.

Assim como venderam a ilusão de que com a terceirização (lei nº13.429/2017), a aniquilação dos direitos trabalhistas, a PEC 95, os empregos, os salários e os investimentos privados voltariam, agora renovam as vãs promessas para aprovação desta reforma.

Ledo engano. O que se repete a cada crise é o contrário: a fortuna dos ricos aumenta, na mesma medida em que aumenta a pobreza dos pobres. Essa repudiável realidade é usada para se alegar que a suposta crise, artificialmente gerada, para ser vencida, exige de “todos” muitos sacrifícios. Mas todos sabemos que quem paga no final a conta, são os mais desvalidos. As melhorias prometidas não chegam nunca. De crise em crise, quem lucra são os insaciáveis interesses financeiros.

A Comissão Brasileira Justiça e Paz, organismo vinculado à CNBB, reunida em Sessão Ordinária nos dias 26 e 27 de abril cumpre seu dever de se colocar ao lado das forças sociais que defendem os interesses dos trabalhadores e segurados que resistem para impedir a retirada “dos pobres do orçamento e da Constituição”. Isto é a luta para impedir que se enfie o dinheiro dos impostos no bolso de poucos abastados.

A Seguridade Social é um direito do cidadão e um dever do Estado, um projeto de nação e não um negócio de compra e venda!

A histórica manifestação unitária das centrais sindicais de 1º de maio teve a nossa solidariedade e queremos compartilhar de novas iniciativas que almejem impedir o desmonte da Previdência pública como maior conquista do povo brasileiro.

Brasília, 06 de maio de 2019

Carlos Moura

Comissão Brasileira Justiça e Paz da CNBB

terça-feira, 30 de abril de 2019

Beth Carvalho, eu te amo

Eu sou apaixonado pela Portela - culpa da Beth Carvalho
Eu sou apaixonado pelo samba - culpa da Beth Carvalho
Eu sou apaixonado pela liberdade - culpa da Beth Carvalho

Na verdade, eu amo a Beth Carvalho. Elizabeth Santos Leal de Carvalho nasceu no dia 5 de maio de 1946, no Rio de Janeiro. Filha de João Francisco Leal de Carvalho e Maria Nair Santos Leal, foi incentivada a gostar de música desde a infância e cresceu ouvindo as canções de Sílvio Caldas, Elizeth Cardoso e Aracy de Almeida, grandes amigos de seu pai. Influenciada por todo esse ambiente, Beth começou a cantar nas festinhas e reuniões musicais dos anos 60.

Em 1964, seu pai foi cassado pelo golpe militar e para ajudar sua família nesse momento difícil, Beth começou a dar aulas de violão para 40 alunos. No ano seguinte, gravou seu primeiro compacto simples, com a canção “Por Quem Morreu de Amor”, de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli. Em 1966, já inserida no mundo do samba, participou do show “A Hora e a Vez do Samba”, ao lado de Nelson Sargento e Noca da Portela.

De toda a obra, ainda me encanta, Beth, hoje, que você encontrou Noel Rosa no céu e muitos outros bambas do samba, é Folhas Secas.

Até um dia, Beth - eu te amo.



Compositores: GUILHERME DE BRITO / NELSON CAVAQUINHO

Quando eu piso em folhas secas
Caídas de uma mangueira
Penso na minha escola
E nos poetas da minha estação primeira
Não sei quantas vezes
Subi o morro cantando
Sempre o sol me queimando
E assim vou me acabando
Quando o tempo avisar
Que eu não posso mais cantar
Sei que vou sentir saudade
Ao lado do meu violão
E da minha mocidade
Quando eu piso em folhas secas
Caídas de uma mangueira
Penso na minha escola
E nos poetas da minha estação primeira
Não sei  quantas vezes
Subi o morro cantando
Sempre o sol me queimando
E assim vou me acabando
E assim vou me acabando

É isto aí, Beth!

A dor de Brumadinho é a dor de Minas

FONTE: Jornal O TEMPO  

Por NATÁLIA OLIVEIRA | SIGA PELO TWITTER @OTEMPO 30/04/19 - 11h06

   Foto: Movimento Atingidos pela Vale

Placas com os nomes das vítimas de Brumadinho são colocadas na sede da Vale. O protesto acontece no dia em que a Vale realiza a sua primeira Assembleia de Acionistas após a tragédia

A sede da Vale em Botafogo, no Rio de Janeiro, amanheceu, nesta terça-feira (30), com 270 placas em suas escadas com os nomes de cada uma das vítimas do rompimento da barragem I da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.

O protesto foi feito pela Articulação de Atingidos e Atingidas pela Vale e acontece no dia em que a Vale realiza a sua primeira Assembleia de Acionistas após a tragédia. Nas placas estão escritos os nomes dos 233 mortos identificados e das 37 pessoas que ainda estão desaparecidas. Há ainda uma placa com o escrito "Vale assassina".

"A iniciativa procura impedir que a dor das centenas de famílias mais duramente afetadas caia no esquecimento, e cobrar um posicionamento efetivo daqueles que de fato podem atuar sobre a conduta da empresa: os acionistas", informou o movimento.

Acionistas críticos que fazem parte da Articulação de Atingidos e Atingidas pela Vale "irão pedir a rejeição do Relatório de Administração referente às atividades da empresa no último período, além de exigir a paralisação integral das atividades da mineradora e a destituição completa de sua diretoria. Tais medidas, segundo os acionistas, são necessárias frente à situação de completa indeterminação do risco inerente às atividades da Vale", considerou o movimento.

A articulação ressalta que só em Minas Gerais são 17 barragens da mineradora e que cerca de mil pessoas tiveram que deixar suas casas por causa do risco nas barragens da empresa.

Drone sobrevoa USIMINAS - Ipatinga/MG (Fantástico)

domingo, 28 de abril de 2019

Defenestração (Luis Fernando Verissimo)

Alto lá!
Confesso que copiei e colei esta crônica
Autor - Luiz Fernando Veríssimo
Fonte - O Analista de Bagé. 6ª ed. Porto Alegre.
Editora - L&PM ed. 1981. p. 29-31

Defenestration of Prague.

Certas palavras tem o significado errado. Falácia, por exemplo, devia ser o nome de alguma coisa vagamente vegetal. As pessoas deveriam criar falácias em todas as suas variedades. A falácia Amazônica . A misteriosa falácia Negra.

     Hermeneutas deveria ser o membro de uma seita de andarilhos herméticos. Onde eles chegassem, tudo se complicaria.

     -Os hermeneutas estão chegando!

     -Olha, agora é que ninguém vai entender mais nada...

     Os hermeneutas ocupariam a cidade e paralisariam todas as atividades produtivas com seus enigmas e frases ambíguas. Ao se retirarem deixariam a população prostrada pela confusão. Levaria semanas até que as coisa recuperassem o seu sentido óbvio. Antes disso, tudo pareceria ter um sentido oculto.

     -Alô...
     - O que é que você quer dizer com isso?...

     Traquinagem devia ser uma peça mecânica.
     - Vamos ter que trocar a traquinagem. E o vetor está gasto.

     Plúmbeo devia ser o barulho que o corpo faz ao cair na água

     Mas nenhuma palavra me fascinava tanto quanto defenestração.

     A princípio foi o fascínio da ignorância. Eu não sabia o seu significado, nunca me lembrava de procurar no dicionário e imaginava coisas. Defenestrar devia ser um ato exótico praticado por poucas pessoas. Tinha até um som lúbrico. Galanteadores de calçada deviam sussurrar no ouvido das mulheres:
     -Defenestras?

     A resposta seria um tapa na cara. Mas algumas...Ah, algumas defenestravam.
     Também podia ser algo contra pragas e insetos. As pessoas talvez mandassem defenestrar a casa. Haveria assim defenestradores profissionais.
     Ou quem sabe seria uma daquelas misteriosas palavras que encerravam os documentos formais? "Nestes termos, pede defenestração..." Era uma palavra cheia de implicações. Devo tê-la usado uma ou outra vez, como em:
     -Aquele é um defenestrado.
     Dando a entender que era uma pessoa, assim, como dizer? Defenestrada. Mesmo errada era a palavra exata.

     Um dia finalmente procurei no dicionário. E aí está o Aurelião que não me deixa mentir. "Defenestração" vem do francês defenestration. Substantivo feminino, ato de atirar alguém ou algo pela janela.

Acabou a minha ignorância mas não a minha fascinação. Um ato como este só tem nome próprio e lugar nos dicionários por alguma razão muito forte. Afinal,não existe, que eu saiba, nenhuma palavra para o ato de atirar alguém ou algo pela porta, ou escada abaixo. Por que, então, defenestração?

     Talvez fosse um hábito francês que caiu em desuso. Como rapé. Um vício como o tabagismo ou as drogas, suprimido a tempo.

     -Les defenestrations. Devem ser proibidas.

     -Sim, monsieur le ministre.

     -São um escândalo nacional. Ainda mais agora, com os novos prédios.

     -Sim, monsieur le ministre.

     -Com prédios de três, quatro andares, ainda era admissível. Até divertido. Mas daí para cima vira crime. Todas as janelas do quarto andar para cima devem ter um cartaz: interdit de defenestrer. Os transgressores serão multados.. Os reincidentes serão presos.

     Na bastilha, o Marquês de Sade deve ter convivido com notórios defenestreurs. E a compulsão, mesmo suprimida, talvez persista no homem, como persiste na sua linguagem. O mundo pode estar cheio de defenestradores latentes.

É isto aí!


Anoushka Shankar - Lasya