sexta-feira, 14 de novembro de 2014

O Mago da Pitangueira e o sentido da vida em quatro atos


1° Ato - A Casta das Tríades

Naquela tarde de calor escaldante, dezenas de fieis se acotovelavam para ouvir uma resposta que resolvesse seus problemas. Como a procura pelo Mago da Pitangueira vinha aumentando em PG e as condições de atendimento cresciam em PA, resolveu burocratizar o acesso do povo ao seu trono da sabedoria.

Inicialmente criou uma casta que denominou de Casta das Tríades:

Casta da Tríade Receptiva - Hierarquia Telúrica
Casta da Tríade Intermediária - Hierarquia da Purificação
Casta da Tríade da Ascensão - Hierarquia Celestial

Sobre a Casta da Tríade Receptiva - Hierarquia Telúrica:
A Hierarquia Telúrica é responsável por receber o peregrino, anotar nomes, pegar telefones, e-mails, registrar a presença de personalidades ilustres e selecionar quem seria entrevistado no processo através de um mecanismo de seleção pelo primeiro impacto.

Se o peregrino conseguisse passar pela entrevista, convicto na sua aflição, um apenso com as documentações, foto, e recomendações eram encaminhadas ao Hierarca Telúrico que aplicava um questionário básico com nove perguntas de diferentes temas, para avaliar se poderia prosseguir para a Casta Intermediária, da Hierarquia da Purificação.

Os peregrinos desclassificados nesta primeira triagem, ganhavam uma foto autografada do Mago, uma rosa branca e um cartão de comparecimento, que poderia utilizar como vale-desconto em algumas lojas da região. Em seguida participavam de um culto ao Cosmos e às forças da natureza, e recebiam três pequenas cápsulas, contendo em seu interior mantras e orações de libertação e cura, que deveriam ser administradas na três próximas Luas Crescentes, sendo que a ordem obedeceria ao teor dos reclames.

Sobre a Casta da Tríade Intermediária - Hierarquia da Purificação

Os peregrinos aptos a seguir a caminhada subiam pela Rampa da Piedade, onde eram acolhidos pela Hierarquia da Purificação com flores, água de rosas e ungidos pelo óleo da sabedoria. Assistiam uma pregação em vídeo - "Caminhos do Mago" e preenchiam um formulário com dezoito perguntas. Os escolhidos seguiam para o Topo do Eremita, onde eram acolhidos pelo Hierarca da Purificação, que ciente das respostas, faz três perguntas aos candidatos, ressaltando que não existem respostas erradas, existem as completas e as incompletas - Quem é você, qual é o seu sonho e qual é a sua meta?

Os não-contemplados voltavam pela encosta até um descampado onde os esperavam os músicos da Hierarquia Telúrica, que entoavam mantras libertadores e motivacionais, acompanhados de Harpas, violinos e Chocalhos. Os peregrinos podiam ficar enquanto assim desejassem. Dali estavam livres para retornar às suas casas, aos seus entes queridos, trabalho, etc. e livres do pecado. Estavam todos já no Caminho da Luz, repetiam incessantemente os mantras.

Sobre a Casta da Tríade da Ascensão - Hierarquia Celestial

Os bem-aventurados subiam uma suave rampa em pedras bem calçadas, ladeada por flores das mais diversas formas, cores e espécies, até atingirem um Templo Simples, bem primitivo, feito com madeiras nobres, de conforto espartano. Ali eram atendidos pelos dez peregrinos eleitos da Casta da Ascensão, em fila. Os Peregrinos Eleitos estavam com vestes obedecendo ao espectro de luz celestial, numa representação das amplitudes ou intensidades das cores que nos comunicam a espiritualidade do criador.

Os Peregrinos Eleitos tinham Cinco Cartões representando os Elementos e Cinco Cartões representando as Cores.

Os cinco elementos são água, fogo, madeira, metal e terra,
As cinco cores são:  preto, vermelho, azul e verde (juntos), branco e amarelo.

Ao final do Rito de Passagem, entregam os Cartões ao Hierarca Celestial, que avalia as escolhas, pois elas refletem como alimentam o seu espírito e como expressam a profundidade da sua experiência humana.

Aqueles mais voltados para as coisas celestes, eram autorizados a prosseguir a aqueles mais voltados para as coisas terrenas deveriam retornar e refazer seu caminho espiritual.
   
2° Ato - A Casta das Sete Vestais da Ribeirinha

Ocorreu, com a criação da Casta das Tríades, que o movimento de peregrinos em busca de cura e libertação multiplicou-se. Filas imensas formavam-se na entrada do sítio, com o surgimento de camelôs, barracas de comidas, camisetas alusivas, lembranças, etc. provocando tensões na entrada principal. 

Para tentar otimizar o acolhimento dos peregrinos, o Mago, sob intervenção de forças cósmicas, criou uma segunda casta, que por iluminação celestial, denominou de Casta das Sete Vestais da Ribeirinha, Constituída por sete sacerdotisas virgens, responsáveis pela primeira recepção dos Romeiros.

Sobre os Guardiões da Ordem do Templo:

Dada a necessidade de identificar melhor o sofrimento, criou-se uma recepção de marcação de atendimento, com distribuição de fichas numeradas por ordem de chegada. Este serviço era feito pelos Guardiões da Ordem do Templo.

Sobre o Núcleo de Triagem das Noviças da Ribeirinha: 

Em seguida, as pessoas eram encaminhadas para um imenso salão espartano, com banheiros, chuveiro, água, um restaurante Self-service, mesas e cadeiras onde iam sendo chamados pelo serviço de alto-falantes para uma triagem.

A triagem realizada pelo Núcleo de Triagem das Noviças da Ribeirinha, que encaminhavam as pessoas para uma sete sub-divisões.identificava a dor da pessoa e aquelas de origem num dos sete pecados capitais era catalogada e a pessoa recebia um cartão com uma das sete cores do espectro e de dentro da sala de triagem, já saiam num salão idêntico ao anterior, mas com maior conforto.

Aqueles sem identificação dos reclames com os pecados capitais eram convidados a assistirem um vídeo - documentário sobre a Vida do Mago da Pitangueira, em seguida recebiam um cartão de agradecimento e as bençãos manifestadas e um diploma de Pessoas do Bem, assinadas digitalmente pelo próprio Mago.

Sobre o Núcleo da Casta das Sete Vestais da Ribeirinha:

Vestal da Ribeirinha Vermelha recebia os que estavam acometidos da Gula;
Vestal da Ribeirinha Laranja recebia os peregrinos presos à Avareza;
Vestal da Ribeirinha Amarela era responsável pelas vítimas da Luxúria;
Vestal da Ribeirinha Verde recebia os acometidos pela Ira;
Vestal da Ribeirinha Azul recebia os que sofrem pela Inveja
Vestal da Ribeirinha Roxa acolhia os que sofrem pela preguiça
Vestal da Ribeirinha Violeta atendia aos que sofrem pela Vaidade.

Cada uma tinha que escolher por dia apenas vinte peregrinos na sua dor promovida pelo Pecado Capital. A resposta era por meio digital, já com agendamento inadiável e intransferível. Deveriam comparecer na data marcada na Recepção dos Guardiões do Templo, que os encaminhariam à Casta das Tríades, com crachá e orientações internas.

Aqueles com sofrimento e desequilíbrio, mas capazes de decidir perante as circunstâncias que se apresentavam, manifestavam ali mesmo o reequilíbrio da sua vida por que, dizia o Mago, a boa deliberação, ou seja, uma boa reflexão a respeito de cada ação faz surgir uma responsabilidade social para colaborar com o projeto que o Grande Arquiteto propôs ao mundo.

3° Ato: A Casta do Priorado Cosmogonauta do Lavradio

Ocorreu naqueles tempos de organizações sociais livres impetrarem mandatos judiciais pelo bloqueio de seus clientes ao Mago da Pitangueira, visto que era personalidade pública, com vantagens fiscais e tributárias. 

Naquele tempo, em meditação profunda, a Voz Interior comunicou-lhe que os seres humanos possuem livre-arbítrio e são livres para pecar ou para praticar boas ações. Mas serão recompensados ou punidos na vida futura conforme a sua conduta. Escuta, Mago, age como gostarias que agissem contigo - concluiu a Voz Interior.

Percebeu que deveria promover uma terceira via, que não permitisse mais dúvidas sobre a lealdade dele para com seus seguidores e a verdade que propunha aos que nele conseguissem chegar.

Criou então a terceira casta, a superior, intermediária entre ele e o povo - A Casta do Priorado Cosmogonauta do Lavradio.

Sobre a Casta do Priorado Cosmogonauta do Lavradio. 

O Priorado Cosmogonauta do Lavradio trata-se de um priorado simples, dependente da Abadia dos Argonautas do Lavradio. Para atingir o equilíbrio espiritual perfeito, o Mago nomeou dois Priores antagônicos e complementares entre si, cujo Ponto de Equilíbrio é o Ponto de Mutação do Peregrino.

Sobre os Priores Antagônicos e Complementares entre si:

O Prior de Ahura Mazda e seu antagonista, o Prior de Angra Mainyu, escutavam concomitantes aos reclames espirituais e materiais do peregrino, na presença de um Juiz Silente de Mithra.

Sobre o Juiz Silente de Mithra

O peregrino girava uma roda mística, referente ao seu pecado capital. Faria então seu pronunciamento sobre aquele tema.Cada Prior perceberia nele o pecado e as virtudes, sendo que ao final das oitivas, o Juiz Silente.
 
Era o Porta-voz do Abade Mor. Escutava atentamente os Priores, um a cada momento alternado, até que todas as ideias se anulassem. Se as ideias que conflitassem, eram nomeadas como "As intangíveis ao poder humano", e este peregrino deveriam ser imediatamente encaminhado ao Mago.

Sobre a Abadia dos Argonautas do Lavradio:

 O peregrino cujas ideias foram anuladas entre si é encaminhado ao Abade, e experimenta a cura e a libertação in situ em ritual místico e santo diante dos Doze Monges do Lavradio.

4° Ato

Ocorreu que, com a criação da Casta do Priorado Cosmogonauta do Lavradio, organizações vinculadas ao Direito Civil e Cidadania interpelaram judicialmente o  Mago da Pitangueira, pois não havia elemento de defesa dos peregrinos, excluídos pelo Priorado. A inclusão de um Juiz Silente de Mithra não dava nenhuma vantagem nem sequer garantia dos direitos individuais.

O Mago pensou... pensou... contemplou... meditou... e decidiu que manteria as castas, mas todos que não conseguiram chegar ao seu Saber Espiritual, que foram barrados em quaisquer um dos processos, poderiam utilizar de um número gerado para o Whatsapp, específico para aquela pessoa, disponível assim que tivesse impedido de prosseguir.

Sobre a Casta Menor dos Peccatoribus

O Mago jamais respondeu a quaisquer mensagens diretamente, nem sequer sabia do princípio básico de funcionamento do serviço. Para isto criou uma quarta Casta, que denominou de Casta Menor dos Peccatoribus, que consistia em jovens entusiastas dos seus valores cósmicos, que vagueiam pelo paralelo mundo cibernético, trabalhando em casa, sem vínculo direto e sem horário definido.

Foram treinados pela Casta das Sete Vestais da Ribeirinha em várias sessões e encontros carnais, espirituais, esotéricos e místicos, até que pudessem discernir sobre diversos temas capitais que responderiam em serviço pago pelo usuário à todas as dúvidas, questionamentos, e abordagens; e ao final davam conselhos e consolo online aos que sofrem, sempre em nome do Grande Iluminado, o Mago..

Assim caminha a humanidade e este deve ser o novo sentido da vida, meditou o Mago junto à sua Voz Interior.

É isto aí!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Ninguém quer discutir política, mas todo mundo quer gritar

Ninguém quer discutir política, mas todo mundo quer gritar. Do lado do PT e do lado do PSDB as trincheiras estão carregadas de munições. Assim, neste fogo cruzado sobra pouco espaço para evoluções de grupos independentes, à esquerda e à direita de ambos, e isto não é coincidência - não querem que sobre espaço nem para conservadores, nem para socialistas convictos. 

Enquanto uns eleitores da Dilma digladiam com as bravatas da dupla Aecio&Fernando e fiéis seguidores, e outros perdem tempo em solidarizar-se com o Mino pela ausência da Dilma em jantar paulista, a política não dorme. Todas estas intrigas e bafos servem apenas para enaltecer a suposta leveza e polida atitude dos grandes estadistas Alckimin&Perillo, e da postura diplomática da Dilminha. 

Você acredita que existam aqueles que bancam toda esta nebulosa situação para surgir como os salvadores da pátria, capazes do diálogo e da boa convivência com todos os adversários políticos e ideológicos, para que tudo mude e permaneça como está?

Lula (sempre ele) deu a senha para a reflexão, em recente reunião da CUT - Está faltando política.

Esta cortina de fumaça liberada na grande e decadente mídia é fomentada por  personagens que sabem muito bem o papel que têm que representar no palco e no jogo. O exemplo clássico é a dupla Jean&Feliciano, que aparentemente não sobreviveriam por tanto tempo na mídia se não fossem antagônicos de causas antropológicas.

O deputado Cunha, outro exemplo (que não é bobo nem idiota como pensam alguns adversários) é um destes atores intrigantes. Em campo joga na meia direita, batendo pesado nos adversários que estão do centro à esquerda do campo ideológico. Com a conivência do juiz e auxiliares chuta em tudo que está ao seu alcance, facilitando assim as articulações da defesa que tem tempo para se armar nos ataques e contra-ataques pelos flancos. Nunca passa do meio do campo, pois é terreno minado para suas pernas curtas, mas sabe armar jogadas que podem facilitar a vida dos atacantes dos dois lados - isto sim é que é surpreendente.

O outro personagem, de pompa marcial e pose de estátua, tem um nome composto que merece uma melhor análise para compreender um pouco a sua conduta:
- Bolso, segundo a Wikipédia, é derivada do saco da bolsa palavra que, por sua vez, vem do latim (bursa) e do grego (βυρσα / Byrsa).
- Naro - pequena e pacata vila da Sicília, ao sul da Itália.
Então, como podemos deduzir, a palavra é formada pela justaposição da cidade de origem da família com um pequeno objeto de uso pessoal que serve apenas para colocar coisas a serem carregadas. Assim faz mais sentido.

O personagem a seguir é midiático. O cantor, compositor, escritor, multi-instrumentista, editor de revista , apresentador de televisão e vlogger carioca, que tem causado sensações múltiplas na delirante galera golpista, tem na Wikipédia postadas tristes e marcantes passagens na sua vida:

Segundo o próprio cantor, seu apelido surgiu ainda na escola, devido a ser guloso e à mania de se vestir com um macacão de jardineiro preso por um alça só . Na vida pessoal, teve problemas no relacionamento com os pais. Foi expulso de casa pelo pai, aos 19 anos. Levou um cruzado na cara e rebateu com o violão, despedaçando-o inteiro em cima do pai (“...Só sosseguei quando não havia mais violão para continuar batendo.”). Depois disso, a relação dos dois ficou suspensa, “num limbo relacional”. Muitos anos mais tarde, eles tiveram uma bela tarde de sábado juntos. Logo depois, o pai se matou, envenenado. Ele também carregaria a culpa pela morte da mãe. Após uma discussão, ela (bipolar) parou com os remédios que tomava três vezes por dia — “uma forma sutil e profissional de se matar”, como ele diz. A mãe deixou uma carta responsabilizando-o por sua morte. 

E o Olavo, gente, que gênio é este que desperta as mais íntimas sensações de frisson na elite econômica ideologicamente engajada aos interesses da simpática nação do norte? Como sempre, recorro à Wikipédia, que se não é confiável, pelo menos está ao alcance de todos.

Segundo a fonte, ele foi na juventude um militante comunista. Colaborou no primeiro curso de extensão universitária em astrologia na PUC de São Paulo e na mesma época, realizava consultas astrológicas, além de lecionar na Escola de Astrologia Júpiter. Mora na grande nação do norte, onde graças a serviços prestados à pátria amada (amada por ele, e não por nós outros), recebeu daquele governo o visto especial de residência EB-1,17, que  dá ao estrangeiro o direito de residência permanente.

Veja só você - um astrólogo torna-se o principal articulista das ações opositoras ao governo, que não tem em seus quadros de personagens eleitos, nenhum com oratória capaz de anular estes ataques cósmicos. Estamos deixando passar o que interessa para discutirmos sexo dos anjos.

Segundo a Wikipedia, Sexo dos Anjos é uma referência a debates teológicos que ocorriam em Constantinopla, inclusive nos momentos que precederam a sua queda diante dos turcos otomanos e discutir o sexo dos anjos ganhou o significado de perder tempo discutindo um assunto absolutamente inútil e impossível de ser determinado, quando existem problemas mais importantes.

É isto aí!

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Uma nova etapa na Pitangueira

Este Blog, o Reino da Pitangueira no qual estou como primeiro e único imperador, legislador, juiz e povo, passa pela sua terceira repaginada, sem mudar as aparências externas. Muda por dentro, como acho que deveria ser quando mudam as pessoas que passam a aplicar o que aprendem.

Na lateral direita publiquei algumas poesias e contos que gosto demais, além de uma singela homenagem a Odete. Aqui cabe uma pausa para explicação - no "Dossiê de Odete"  explico como a moça surgiu. Era uma personagem secundária de um livro que nunca publicarei. Nascida e criada em Brasília, neste pretenso livro tem um capítulo com seu nome, quando conhece o protagonista e apaixonam-se, engravida e a vida segue, cada um com seu destino.

Mas ocorre que, de uma maneira inexplicável, apaixonei por ela, seu jeito, sua inteligência com sacadas rápidas, enfim, a personagem criou asas e vida própria. Vale dizer que toda postagem com seu nome aumenta a incidência de visitas, então não pode ser coincidência.

No início Odete era mais direta, com uma afiada posição politica, que foi sendo aos poucos trocada por humor e sarcasmo. Acho que ela gosta de ser assim. Ganhou uma imagem e agora ganha estilo próprio. 

Ainda na lateral posto duas fotos reais, sem retoques de duas jovens italianas, Gemma e Chiara. Daqui a alguns dias estarei postando sobre uma e sobre a outra.

Ao final, uma homenagem à minha terra natal - Minas Gerais - com orgulho, muito orgulho. Roubando do Chico Buarque, meu pai era mineiro, filho de um carioca com uma mineira e minha mãe mineira, filha de um capixaba com uma mineira. Então existem muitas minas gerais dentro de mim para orgulhar. 

Bem, inicio hoje uma nova etapa em minha vida e feliz por estar aqui, ao pé da Pitangueira.

É isto aí!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

A ira covarde

Os discursos e atos de pequena parte dos derrotados nas eleições deste ano revelam um ódio violento contra a cidadania.

Psicanalista fosse, arriscaria dizer que este ódio visceral que assola parte da pátria amada é uma patologia narcísica e daí, dentro de seu mundinho biltre, a vergonha que esta casta possui de ser brasileiro seria dissociada da honra de ser humano.

O receio deles passa, a princípio, uma falsa impressão de que seu ódio refere-se apenas  à ranhura dos seus direitos constitucionais e de sua imagem imaculada, de aparência santificada, diante de nós outros, pecadores do mundo.

A questão que neutraliza este receio é que seus vilipêndios não estão necessariamente vinculados apenas à opção ideológica, por que sua ira avança sobre o status da cor da pele, status intelectual, status regional e, na maioria das vezes, pelo status social.

Acredito que isto ocorra por que há neles o medo real de (em algum lapso de tempo) ficarem expostos ao risco de serem desmascarados por estes malditos pretinhos, mulatinhos, mamelucos e sararás de sangue bugre caso estes percebam e vejam o que não é e não pode ser visto pela plebe rude, e partam para cobrar a justiça verdadeira, como está na Lei.

É isto aí!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Pruridos na mucosa e/ou pele

Se tem uma coisa que incomoda é a coceira. Não digo destas coceirinhas pequenas, mas aquelas perturbadoras, que sangram e impossibilitam até a vida sexual. Do jeito que aprendi e já orientei a muita gente, repasso uma das maneiras mais eficazes de combater este problema com o Condicionador de Cabelo - isto mesmo, este que tem no seu banheiro, preferencialmente com Ceramidas.

Descartando  a possibilidade de uma dieta desequilibrada e uso contínuo de medicamentos, a pele tem um pH levemente ácido. O pH médio da pele varia de 4,6 a 5,8. O potencial é responsável por combater bactérias e fungos e ainda protege contra infecções, alergias, irritações e coceiras.

Determinado pela gordura e suor liberados pelas glândulas sebáceas e sudoríparas, o pH ainda pode sofrer alterações conforme a região do corpo e com o uso de produtos químicos. Os sabonetes (todos os sabonetes), por exemplo,  têm pH de neutro para alcalino, e irritam consideravelmente a pele quando a pessoa já tem este prurido crônico. Quanto mais usa sabonete, mais irritada fica, principalmente no seu caso.

Assim, se o pH sobe tendendo a ficar neutro, a irritação é muito persistente. Os cremes ajudarão na hora, mas assim que passar o efeito, volta o problema.

O condicionador de cabelo apresenta na sua composição surfactantes de sais quaternários de amônio, pois ele apresenta quatro grupos ligados ao nitrogênio com carga positiva. Por apresentar cargas positivas, o condicionador neutraliza as cargas negativas depositadas na pele, diminuindo a repulsão entre os fios e dobras.

 Os íons carregados positivamente aderem aos fios (e também aos tecidos), formando uma camada uniforme que tem forte atração pela água. Assim, a região  fica limpa, ácida e  mais úmida, reduzindo a fricção dos fios e pele. Além disto, os tensoativos catiônicos possuem ação bactericida.

Não deve ser usado continuamente, mas no início poderá ser uso diári, com aplicação umas duas ou três vezes.

E outra coisa importante - Ao molhar a região deverá aprender a não usar sabonete de forma alguma. Nunca mais use sabonete. Com a pele molhada, aplique um pouco de condicionar e espalhe bem. Deixe agir um pouco – 2 a 3 minutos. Enxague. Ficará com a sensação que o condicionador não saiu todo – não se preocupe – é a sua pele recuperando o pH.

É isto aí!

Histórias da MPB

Histórias da MPB

História contada pelo Antonio Adolfo no programa Sarau da Globonews:

Em 1969 Antonio Adolfo fez a música tema da novela "Véu de Noiva". A letra caberia a Tibério Gaspar. Naqueles dias faleceu a amada de Tibério, em trágico acidente de carro. Na dor pela perda, resolveu então eternizá-la na letra, cujo teor só faz sentido quando sabemos da história. A letra refere-se a ela se despedindo no acidente, que ocorreu de madrugada, estando só na direção do veículo.

Ao final, uma curta segunda parte onde ele, Tibério, escreve que irá de sol a sol, refeito em som.

Rumo
Estrada turva
Sou despedida
Por entre
Lenços brancos
De partida
Em cada curva
Sem ter você
Vou mais só

Corro
Rompendo laços
Abraços, beijos
Em cada passo
É você quem vejo
No tele-espaço
Pousado
Em cores no além

Brando
Corpo celeste
Meta metade
Meu santuário
Minha eternidade
Iluminando
O meu caminho
E fim

Dando a incerteza
Tão passageira
Nós viveremos
Uma vida inteira
Eternamente
Somente os dois
Mais ninguém

Eu vou de sol a sol
Desfeito em cor
Refeito em som
Perfeito em tanto amor


Abaixo, Leila Pinheiro, de uma voz lindíssima, canta Teletema:

Compositores: Tiberio Pereira e  Antonio Adolfo Maurity Saboia
Imagens  Internet Pixabay 
Licenciado para o YouTube por
UMG (em nome de EMI); LatinAutor - Warner Chappell, UNIAO BRASILEIRA DE EDITORAS DE MUSICA - UBEM, Warner Chappell, LatinAutorPerf e 5 associações de direitos musicais





sábado, 8 de novembro de 2014

As cebolas, a balzaquiana e o analista da Pitangueira

Júlia Patrícia? 

- Sim, sou eu.

Por favor, entre.

- Quero não, senhor, muito obrigada.


Mas o consultório é aqui dentro. Pode entrar.

- Mas só nós dois, sem enfermeira, secretária, nada?

Sim, só nós dois.

- Mas quem garante que não vai me agarrar, me alisar, até forçar um beijo em mim?

Não existem garantias de nada nesta vida, senhora, mas afirmo que atitudes deste porte não são minha conduta primária, nem sequer uma conduta profissional digna.

- Atitudes? Chama uma possibilidade de sedução de "atitudes"? O senhor me acha feia? Pois saiba que por onde passo sempre tenho a sensação que estou nua e todos os homens me olham. O senhor não me vê nua?

Eu não estou aqui apenas para vê-la, mas principalmente escutá-la, senhora.

- Não? Tem certeza que não vai querer ver minhas coxinhas grossas, minhas micro-varizes, nada? Então não vejo por quê não podemos ficar aqui mesmo.

Tenho certeza. Por mim tudo bem caso realmente prefira que conversemos aqui na recepção.

- Conversar? Só isto? Como assim?

Bem, esta é uma clínica terapêutica de análise, e aqui as pessoas conversam.

- E depois?

Não há depois, só o agora.

- Mas não tem mais nada? Um flerte, um olhar dúbio? Uma mordida nos lábios? Verificar as marcas de vacina? 

Não tem mais nada além da expectativa de vê-la curada da dor que a incomoda.

- Curada? O senhor é médico de que?

Eu não sou médico, senhora, sou analista formado e em contínua informação pela Real Academia dos Analistas da Pitangueira.

- Então não vou tirar a roupa, nem ficar nua e o senhor não vai examinar minhas particularidades mais íntimas? O senhor não vai nem ao menos tentar fazer alguma coisa tangível comigo? Olha só, tomei banho, fui no salão em pacote completo que significou fazer cabelo, pés, mãos e depilação. Comprei uma roupinha nova, e até esta sandália nunca usei até hoje e tudo isto foi em vão? 

Sim e não, senhora, com convicção não examinarei as suas particularidades físicas, mas com certeza transitaremos por aqueles sofrimentos que atormentam sua mente, seus pensamentos, seus sonhos, seus desejos, suas frustrações e sua alma.

- Nem quer mesmo me ver peladinha? Eu sou tão bonitinha. Nem vai bater um aparelho, nem prescrever um medicamentozinho básico de listinha preta?

Exatamente. Eu sou um profissional da escuta, e tanto o sintoma como a cura estarão fundamentados sobre uma avaliação das percepções da senhora, e para isso os critérios de cura na análise aqui realizada dependerão da sua palavra. E meu principal sentimento é desejar o seu bem, pois a lógica do desejo de curar tem como premissa o conhecer, qual é o bem de um para o outro, no nosso caso - entre eu e a senhora.

- O senhor é espírita, budista, esotérico ou algo parecido?

Não senhora, mas mesmo se fosse, com certeza, isto não influenciaria minha conduta.

- Dá atestado?

Não, senhora.

- Faz encaminhamento para internação?

Não, senhora.

- Nem uma apalpada?

Nenhuma, senhora.

- E eu vou ter que ficar te contando tudo, tudo, tudo, de uma vez só?

Não necessariamente, iremos por etapas, como descascar cebolas, entende?

- Cebolas? Olha, eu detesto cebolas. Acho que vou embora.

Se é isto que deseja, tudo bem. Semana que vem posso agendar no mesmo horário?

- Pode, mas sem cebolas, pode ser? E, a propósito, o senhor é homo ou hetero? Solteiro ou comprometido?

Não vejo o por que da sua curiosidade, mas sou hetero e solteiro.

- Hummmm... semana que vem será que você vai poder me dar uma apalpadinha?

É isto aí!




sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Tem alguém na porta

Olavo, Olavo, acorda Olavo... pelo amor de Deus, Olavo, acorda.Você ouviu um barulho? Acorda, Otávio...

Otávio? Você me chamou de Otávio?

Eu?? Que isto, Olavo, claro que não. Quando foi isto?

Agora, eu estava acordado e...

Você é um cretino, Olavo - eu aqui toda nervosa ouvindo barulho de alguém mexendo na porta, você acordado e fingindo dormir. Mas agora o barulho parou.

Nadir, vai dormir, vai. Amanhã o dia será longo.

Só se for para mim, por que você é um folgado. Mas, espere... ouviu?

Não. O que?

A maçaneta rodou, Olavo. Você não ouviu mesmo? Mas se quiser, posso ir ver.

Não, pode ficar na cama, vou dar uma conferida. Ainda no corredor do quarto para a sala escutou nitidamente som. Ah, bom, agora escutei. Deve ser algum vizinho, com certeza. A portaria não ligou. Vou ver pela câmera de segurança e .. uau... que ruiva gostosa é esta?

Abrindo a porta - Pois não?

Olha, desculpe, meu Deus do céu, que vergonha, errei de porta e de andar. Além de estar te incomodando nesta hora... ai, que vergonha...

Uau, você é linda. Não está incomodando. Espera aí, você mora aqui no prédio? Já nos vimos?

Acredito que sim, já nos vimos no elevador. Eu moro, quer dizer, meu irmão mora dois andares acima do seu, e hoje fui para a balada e esqueci as chaves e ele sempre deixa a porta aberta.

Ah, sim, claro, mas entra um pouco? Meu nome é Olavo.

Olavinho, posso te chamar assim? (alisando a gola do pijama dele). Vou aceitar seu convite. É que estou muito necessitada de beber alguma coisa para acalmar e apagar esta má impressão... sei lá, deu uma vontade louca de beber um whisky.

Humm, vou pegar para nós. Mas entre.

Será que eu não te atrapalho em nada?

Por favor, me acompanhe, e aí poderá escolher o que mais gosta.   

Enquanto isto no quarto - Vai agora Otávio, que a moça já levou o Olavo para a cozinha, vaza e deixa o resto comigo. E nunca mais faça isto de forçar para ficar mais um pouquinho.

E Nadir se encaminha para a cozinha no momento em que o corpete da ruiva já está relaxado nas mãos de Olavinho.

Mas o que é isto Olavo? Quem é esta piranha?

Nadir, para com isto, ela é nossa vizinha e queria beber alguma coisa para pedir desculpas por ter nos acordado, aí sugeri um whyski um gelo.

Só se for para esfriar o calor da bacurinha. Fora daqui sua vadia. Ele é meu marido.

Desculpa, senhora, desculpa, eu não sabia que ele era casado, desculpa...

Vamos dormir, Nadir, olha moça, desculpa aí, foi mal, eu sou um marido sempre fiel, não sei o que aconteceu.

Enquanto isto dois andares acima - querida, muito obrigado por me atender nesta hora. Toma seus duzentos reais e agora some.

Ah, não! Duas horas da manhã, está chovendo. Espera, Otavinho, com mais cinquentinha tem prorrogação neste jogo...

Pago só mais dez e café da manhã com direito a banho.

Fechado... 

É isto aí!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

O analista da Pitangueira - Armando & Carminha

Armandinho, o terapeuta quer que você vá à próxima sessão.

Qual é, Carminha? Nunca, nunquinha, sem chance, sem possibilidades, sem razão de ser.

Armandinho, mas é para o nosso próprio bem.

Que próprio bem, o cacete. Isto é coisa de boiola. Este negócio de terapeuta querer ver o marido é de uma boiolice infinda.

Você é ridículo. Suas teorias sobre uma relação conjugal saudável são frágeis, nefastas e preconceituosas.

Carminha, deixa eu te falar um negócio - você é mulher fêmea do sexo feminino duplo X, simples assim. E nasceu única e exclusivamente para dar prazer, satisfação e orgasmo em um macho alfa caçador de recompensas, no caso este belo espécime XY à sua frente.

Então, Armandinho, cadê ele?

Ele quem?

Esta macho alfa que você disse que está na minha frente. Só existem duas pessoas nesta sala, meu bem.

Quer saber, Carminha? Eu vou nesta consulta só para mostrar o quanto este cara é imbecil e o quanto ele está destruindo a sua feminilidade.

No consultório:

Então Carminha, pode dizer na frente do seu marido qual é o problema, sob o seu ponto de vista, entre os dois, no que tange ao relacionamento?

Tirando uma lista longa e detalhada de tudo o que a incomodou durante todo os anos, começou a ler em voz alta: pouca atenção..., 

Espera aí! Que merda é esta aqui? É uma pegadinha? Tem câmera secreta? Ninguém me falou nada de lista de problemas. É por isto que o mundo vai acabar - vocês querem destruir um homem do bem.

Prossiga, Carminha. Senhor, fique tranquilo, terá a oportunidade de expor seu ponto de vista.

... e assim, bem, além de todas estas situações, existe uma falta de intimidade, um vazio, solidão, sensação de não sentir-se amada e desejada, enfim, não sou respeitada como mulher e nem tratada como amante. 

Bem, é a vez sua vez, senhor Armando.

Olhando fixamente para a esposa, dentes travados e fala pausada, levanta e aproxima-se dela, toma-a com força em seus braços e pergunta: Qual é a lingerie que você está usando por debaixo deste vestidinho de puta, sua vaca?

Aquela vermelha com soutien meia taça em tule com detalhes em renda francesa que você comprou para mim no Brás, naquela viagem a São Paulo.

Sério? Uau... e a calcinha?

Sem calcinha, do jeitinho que você gosta, amor...

Ainda segurando-a com força excessiva, beijou-lhe apaixonadamente, com volúpia alucinante. Deitaram-se no divã e engalfinharam em completa loucura sexual. O analista olha para o relógio e calmamente a tudo observa. Longos e gementes minutos depois, Carminha ainda completamente fora de órbita gravitacional, descabelada e ruborizada, senta-se aturdida ao lado de um plácido cônjuge. 

Então o analista se dirige novamente ao Armandinho e lhe diz com voz pausada e ar circunspecto: - Saiba o senhor  que isto não representa tudo, mas já é o começo do que Carminha necessita. Acredito que este teatro, onde vocês dois protagonizam muito bem a sua sexualidade, deveria ocorrer a partir de hoje pelo menos umas duas vezes por semana. O senhor estaria disposto a fazê-lo? 

Armandinho meditou um instante e então, no mesmo tom, respondeu: - Bem, trazê-la aqui nas segundas não tem o menor problema, mas às quartas eu tenho futebol ...

É isto aí!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A amiga, o noivo, as cartas e o destino.

Aline tinha treze anos e já sabia de coisas que a mãe, professora, jamais suspeitara que existissem. Na escola era a mais querida, a mais amada, a mais procurada, a mais inteligente e a mais invejada, claro, por que as amigas não dão trégua às estrelas. A melhor companheira de memoriais eventos sociais, culturais e aventuras diversas era Clarinha.

Clarinha era o oposto perante a classe e educandário. A mãe era taróloga e a moça quase uma muda, introvertida, roupa comportada, aluna mediana, mas quando entravam em sintonia pelos labirintos da juventude, a mocinha transformava-se numa irreconhecível Clara, a reluzente, e Aline, por incrível que pareça, se retraia. Se completavam como amigas para sempre.

Aline conheceu Heitor, menino tímido, do tipo gordo e bonito. Sossegou o facho de fogueteira estudantil ao descobrir-se apaixonada e reciprocamente correspondida. Clarinha não gostava de ninguém. Afastaram-se, cada uma seguiu sua trilha e seu destino.

Dez anos se passaram. Clarinha tinha medo de não dar certo com Heitor e agora está aflita para chegar na Capela para encontrar sua cara metade, o amor de sua vida, sua felicidade suprema, seu sorriso apaixonado - Fernandinho, um rapaz esforçado e talentoso com futuro promissor na carreira advocatícia, feito o pai.

Ao estacionar o veículo é comunicada que o noivo não está; desapareceu e todos estão aflitos em ambas famílias e amigos em comum. No apartamento vazio e agora imenso, montado e planejado durante meses, um único bilhete sobre a mesa - fui ser feliz.

O telefone toca - era Heitor. Não esperou nem ao menos uma segunda frase - mandou-o ao inferno. Imagine, um tipo gordo daquele me ligar nesta hora de um vazio imenso. Heitor, vá à merda!

Pegou as duas passagens do pacote para as Ilhas Gregas, e lembrou de Aline - a melhor amiga para sempre. Rumou para a casa da inseparável companheira, e para sua surpresa e desespero, o noivo fugitivo estava nos braços da fidelíssima e juramentada companheira de juventude.

Dez anos se passaram e nem Heitor nem nenhum outro nunca mais ligou; Fernandinho assumiu sua porção mulher e Clarinha abriu uma Tenda de Astrologia&Tarot. Aline não se lembrava do trauma do abandono, mas carregava o peso de ter negado duas vezes a possibilidade ser feliz  Passou então a frequentar a Tenda da  Clarinha para ver se descobria um caminho...

É isto aí!

domingo, 2 de novembro de 2014

Mãe aflita

Pioneer woman milking a cow. Ohio or W. Virginia, 1890-1900, Albert J.  Ewing (Photographer) (With images) | Ohio history, Milk the cow, Cow

Você está preparada para casar, Marcineide? - perguntou a mãe aflita.

Claro mamãe, eu sei bem o que significa casar. Com o que a senhora está tão preocupada?

Minha filha, existem coisas diferentes num casamento.

Tem nada mamãe, você pode ficar sossegada.

Mas e as diferenças, o homem tem diferenças.

Ora, mamãe, o Marcinho não é um homem qualquer. Ele é o amor da minha vida. E eu sei que quando casarmos ele vai me tratar com um carinho imenso.

Mas você está sabendo que ele vai tocar em você?

Tocar em mim? Assim, tipo pegar na minha mão, estas coisas Ora, mamãe, ele já faz isto.

Faz o que, minha filha?

Ele pega na minha mão, ele alisa o meu cabelo, ele aperta delicadamente minhas bochechas, e aí eu suspiro. Não é assim não?

Mas ele vai estar nu com você, Marcineide. 

Nu? Tipo assim pelado? Ficou doida, mamãe? Onde já se viu isto? Que isto? Marcinho nunca faria uma coisa destas comigo.

Minha filha. Aquilo que os touros fazem com as vacas, os cavalos fazem com as éguas, os porcos com as porcas, entende agora? Você já viu isto dezenas de vezes aqui na roça.

Ah, bom! Você está falando da cobertura, ah, isto aí eu já sabia... bicho cruza mesmo mãe, que susto. Eu sei cuidar dos bichos.

Como assim, que susto? O que você pensou?

Achei que o Marcinho ia pegar a andar pelado, mas isto de botar os bicho para cruzar eu já vi até enjoar aqui na roça... e vai daí que num deve de ser nada diferente, o difícil que vou achar é ficar de quatro com ele subindo nas minhas costas, mas com o tempo vai que a gente acostuma...

É isto aí

sábado, 1 de novembro de 2014

O banco da pracinha

Atenção - este texto não é meu - Copiei e Colei do site abaixo:
http://informacaoincorrecta.blogspot.com.br/2014/03/banco-da-inglaterra-toda-verdade-nao.html


Na passada Terça-feira, o diário inglês The Guardian publicou um artigo que vale a pena ler.

Assunto: bancos e dinheiro. Um artigo fantástico. Que, enquanto tal, passou absolutamente (e não casualmente) despercebido.

Tudo nasce dum relatório do Banco da Inglaterra, Money creation in the modern economy ("A criação do dinheiro na economia moderna"). O The Guardian pegou nas 14 páginas do estudo e explicou de forma simples o que isso significa.

Nada daquilo que segue é novidade para os leitores deste blog. Mas atenção: este é o The Guardian cuja versão online, só para ter uma ideia, é a terceira mais lida do mundo (9 milhões de visitas diárias).

Vamos ler:

A verdade desvendada: o dinheiro é apenas uma promessa de pagamento, e os bancos aproveitam.

Na década de 1930, Henry Ford supostamente observou que era uma coisa boa que a maioria dos americanos não soubesse como o sistema bancário realmente funcionava, porque se o soubessem "haveria uma revolução antes de amanhã de manhã".

Na semana passada, algo notável aconteceu. O Banco da Inglaterra falou. Num artigo chamado "A criação do dinheiro na economia moderna", co-autoria de três economistas da Direção de Análise Monetária do Banco, declara abertamente que as ideias mais comuns de como funciona o banco estão simplesmente erradas, e que os as posições populistas, heterodoxas, mais normalmente associadas a grupos como Occupy Wall Street estão corretas. Ao fazê-lo, o Banco efetivamente atira toda a base teórica da austeridade para fora da janela.

Para ter uma noção de quanto radical seja a posição do Banco, considerarmos o ponto de vista convencional, que continua a ser a base de todo o debate sobre a política pública. As pessoas colocam o dinheiro delas nos bancos. Os bancos emprestam esse dinheiro com juros (aos consumidores, ou aos empresários dispostos a investir). É verdade, o sistema da reserva fraccionária não permite que os bancos emprestem muito mais do que mantêm em reserva, e se as poupanças não forem suficientes, os bancos privados podem procurar empréstimos do banco central.

O banco central pode imprimir tanto dinheiro quanto desejar. Mas também tem o cuidado de não imprimir muito. Na verdade, é dito com frequência que é por isso que existem os bancos centrais independentes. Se os governos pudessem imprimir dinheiro, certamente imprimiriam demais e a inflação resultante atiraria a economia para o caos. Instituições como o Banco da Inglaterra ou a Federal Reserve foram criadas para regular cuidadosamente a oferta de dinheiro para evitar a inflação. É por isso que estão proibidos de financiar diretamente o governo, por exemplo, através da compra de Títulos do Estado, mas financiam a atividade econômica privada que o governo simplesmente taxa.

É esse conceito que permite continuar a falar de dinheiro como se fosse um recurso limitado, tal como a bauxita ou o petróleo, e dizer "não há dinheiro suficiente" para financiar programas sociais, falar da imoralidade da dívida pública ou da despesa pública.

O que o Banco da Inglaterra admitiu esta semana é que nada disso é verdade. Para citar um dos seus próprios resumos iniciais: "Ao invés de receber os depósitos das famílias que poupam e, em seguida, empresta-los, os empréstimos bancários criam depósitos" [...] "Em tempos normais, o banco central não fixa a quantidade de dinheiro em circulação".

Em outras palavras, tudo o que sabemos não está apenas errado, é o contrário. Quando os bancos fazem empréstimos, criam dinheiro. Isso ocorre porque o dinheiro é realmente apenas uma promessa de pagamento. O papel do banco central é presidir uma ordem jurídica que concede efectivamente aos bancos o direito exclusivo de criar notas promissórias, aquelas que o governo vai reconhecer com curso legal e aceitá-las no pagamento de impostos. Não há realmente nenhum limite ao quanto os bancos poderiam criar, desde que possam encontrar alguém disposto a contrair um empréstimo.

Nunca ficarão sem dinheiro, pela simples razão de que os que contraem empréstimos, de modo geral, não guardam o dinheiro debaixo do colchão, assim, em última análise, todo o dinheiro dos empréstimos bancários vai acabar de volta em algum banco. Assim, para o sistema bancário no complexo, cada empréstimo efetuado só se torna um outro depósito. Além de mais, na medida em que os bancos precisam de adquirir fundos do banco central, podem pedir emprestado tanto dinheiro quanto gostam, tudo o que é feito é definir uma taxa de juros, o custo do dinheiro, e não a sua quantidade. Desde o início da recessão, os bancos centrais dos EUA e do Reino Unido reduziram esse custo a quase nada. Na verdade, com o "Quantitative Easing" efetivamente bombearam o máximo de dinheiro possível nos bancos, sem produzir quaisquer efeitos inflacionários.

O que isto significa é que o limite real da quantidade de dinheiro em circulação não é o quanto o banco central está disposto a emprestar, mas quanto o governo, as empresas e os cidadãos comuns estão dispostos a pedir em empréstimo. Os gastos do governo são o principal motor de tudo isto (e o relatório admite, ao lê-lo com cuidado, que o banco central financia o governo). Então, os gastos públicos não limitam o investimento privado. É exatamente o oposto.

Porque o Banco da Inglaterra de repente admite tudo isso? Bom, uma das razões é porque é obviamente verdadeiro. O trabalho do Banco é analisar o sistema e, ultimamente, o sistema não tem funcionado particularmente bem. É possível que tenha decidido que a manutenção da fantasiosa versão da economia, que se tem mostrado tão conveniente para os ricos, é simplesmente um luxo que não é possível pagar.

Mas, politicamente, está a assumir um risco enorme. Basta considerar o que poderia acontecer se os detentores das hipotecas percebessem que o dinheiro emprestado pelo banco não é, na verdade, as poupanças duma vida de alguns reformados, mas algo que o banco só tem criado por meio da varinha mágica que nós, o público, lhe demos.

Historicamente, o Banco da Inglaterra tende a ser um termômetro, demarcando posições radicais que, afinal, tornam-se novas ortodoxias. Se isso é o que está a acontecer aqui, podemos em breve estar numa posição para saber se Henry Ford estava certo.

Como o Leitor terá percebido, este é um daqueles artigos que devem ser imprimidos, emoldurados e pendurados perto da mesa de cabaceira.

Porque aqui está toda a mentira na qual vivemos: o nosso tornou-se um sistema que existe para alimentar os bancos. A compra duma casa, dum carro, o cartão de crédito, de dívida: tudo permite que o banco crie mais dinheiro a partir do nada, dinheiro que será outra vez emprestado, criando juros e lucro para o banco, num círculo que parece não ter limites.

Deveria haver por aqui um pouco de satisfação por parte de quem escreve: quanto afirmado pelo The Guardian (que fez o resumo) e pelo Banco da Inglaterra (que publicou o relatório) é exatamente quanto repetido nestas páginas ao longo dos últimos três anos e meio. Mas, em vez de satisfação, há amargura. E perceber a razão é simples.

Este relatório apareceu na metade deste mês, enquanto o artigo do The Guardian é da semana passada. O que aconteceu desde então?

Viram especialistas na televisão discutindo acerca do assunto? Reportagens? Aprofundamentos? Artigos nos jornais nacionais, tão solícitos em traduzir as últimas novidades quando estas estiverem relacionadas com o último bebé da casa real?

Não houve nada. O que é fantasticamente deprimente: um banco (e não um banco qualquer) afirma que somos burlados, todos, indistintamente, repetidamente, e o nada absoluto é a resposta.

"Porque o Banco da Inglaterra de repente admite tudo isso?" pergunta o jornalista.
A minha resposta é: porque sabe que é verdade e que não há nenhum risco em revela-la. Não vai haver manifestações de protestos, nenhuma questão levantada nos vários parlamentos nacionais, nenhum Leitor escandalizado que escreve ao redator do diário local.
Não vai haver nada.

Se o Banco da Inglaterra tivesse escrito que José Mourinho (o português treinador de Chelsea) é um parvo, em Portugal teria explodido uma meia revolução. Pelo contrário, o Banco afirma que somos constantemente enganados e a nossa indignação consiste em ficar preocupados com um avião desaparecido do outro lado do planeta.

"Historicamente," conclui o jornalista, "o Banco da Inglaterra tende a ser um termômetro, demarcando posições radicais que, afinal, tornam-se novas ortodoxias".

Esta é uma observação que temos de ter em conta. O discurso arrisca ser demasiado comprido, mas não podemos esquecer a quem pertence o Banco da Inglaterra (e não, não é da Rainha...). Um relatório como este não é algo que inocentemente foi publicado num anônimo dia de Março: porque, na verdade, as mesmas coisas poderiam ter sido escritas há um, cinco ou dez anos atrás. Se apareceu agora, é porque existe um motivo.

Qual? Mudanças no horizonte.
Nenhuma revolução como preconizado por Henry Ford. Mas alguém decidiu ter chegado o tempo duma mudança. Que será lenta, pouco visível e que não sabemos até que ponto poderá trazer algo de bom. Mas o relatório do Banco da Inglaterra é o apito inicial.


Ipse dixit.


O importante é manter o charme


O inferno são os outros


Recebi no início da campanha eleitoral um e-mail que impressiona pelo amadorismo. Um grupo insatisfeito com a Democracia, propõe um governo ditatorial, com comando único, sem eleição e com a perda dos direitos civis. Bem, vamos ao conteúdo, onde procurarei, dentro da imparcialidade que este grupo não tem, questionar de uma forma elucidativa, suas convicções:





GOVERNO FEDERAL E POLITICOS ESTÃO PREOCUPADÍSSIMOS COM UMA GRANDE MOBILIZAÇÃO QUE COMEÇA A TOMAR VULTO NA INTERNET.
É... o clima lembra o período que antecedeu a revolução francesa.
Engraçado, achava que era parecido com o golpe de 1964.

O terceiro estado (povo esclarecido) clama por justiça.
Terceiro estado? Que negócio é este? No Reino de Portugal, entre o século XV e XVII, o termo Terceiro Estado indicava as pessoas que não faziam parte do Clero (Primeiro Estado) nem da nobreza (Segundo Estado), ou seja, eram os burgueses. Será a Dilma uma papisa?

Há uma enorme movimentação pela internet para reunir um milhão de pessoas na Avenida Paulista pela demissão de toda a classe política (ainda sem data marcada).
Um milhão de burgueses na Paulista. Que coisa, hem!? Cito os burgueses, por que eles se auto-intitulam o 3º Estado.

Este e-mail de convocação já começou a  circular e está sendo lido por centenas de milhares de pessoas. A guerra contra o mau político, e contra a degradação da nação está começando. Não subestimem o povo esclarecido que começa a sair da inércia e de sua zona de conforto para lutar por um Brasil melhor.
E-mail de convocação? Parece um Comando de Ordem Unida, ou algo parecido.

Todos os ''governantes'' do Brasil, até aqui, falam em cortes de despesas - mas não CORTAM despesas - querem o aumentos de impostos como se não fôssemos o campeão mundial em impostos. A história nos mostra que muitos governantes caíram e até perderam suas cabeças exatamente por isto.
Generalizar é a melhor forma de mostrar que não tem domínio sobre o tema. Alguém fala, alguém não corta, etc. É interessante a intenção de ressuscitar a guilhotina como mecanismo de composição democrática. E, claro, não somos os campeões mundiais de impostos, mas aí perderia o sentido se soubessem disto.

Nenhum governante fala em: 
Olha aí a generalização de novo - nenhum governante, qual governante? Mais generalizações.

1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, 14º e 15º salários etc.) dos poderes da República.
E toma generalização sem nenhum critério de discussão. Poderia até ser um tema interessante, mas foi tão banalizado que ficou fora do esquadro.

2. Redução do número de deputados da Câmara Federal, e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países sérios. Acabar com as mordomias na Câmara, Senado e Ministérios, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do povo;
- Profissionalizar político? Como assim? Terão patentes? Farão carreira militar no Congresso Nacional? 
- Acabar com as mordomias. Generalizar para não discutir.
- Almoços opíparos com digestivos (Em relação a que? Ao que comem os burgueses que locupletarão a Paulista? E o que exatamente quer dizer Digestivos? Será um Bicarbonato?)
- Libações - Veja só - Vinhos oferecidos às divindades, deusas e deuses tupy-guaranys.

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego;
Quais não servem para nada? Generalizar para não discutir. Sem nenhum embasamento.

4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de reais/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.
Empresas Municipais. Quais? Em que circunstância? Seriam as Funerárias? Sério isto?

5. Acabar com as Câmara Estaduais, que só servem aos seus membros e aos seus familiares.
Câmaras Estaduais - o que são as Câmaras Estaduais? O que fazem? Cite pelo menos um exemplo. Como sempre, generalizar para banalizar.

6. Redução drástica das Câmaras Municipais e das Assembleias Estaduais .
Redução drástica - credo! E o povo que se dane. E as Assembleias? Como ficam as leis estaduais?

7. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas atividades; Aliás, 2 partidos apenas como os EUA e outros países adiantados, seria mais que suficiente.
- A qual financiamento? Empréstimo pelo Banco do Brasil? Financiar partidos? Desconhecimento total das leis.
- Aqui o mais ridículo - Dois partidos como os Estados Unidos. Na realidade quis dizer dois partidos como Arena e MDB, mas não tem coragem, então conta uma mentira destas. Uma rápida olhada na Wikipédia acaba com esta bobagem. Vai ficar chateado ao descobrir mais de 60 partidos por lá.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_partidos_pol%C3%ADticos_nos_Estados_Unidos

8. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc.., das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;
Generalizar para não discutir. Todos de Liteira então...

9. Acabar com os motoristas particulares 24 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, as ex-famílias...
Ora bolas, se são particulares, não são do Estado. Vai matar todos os motoristas então?

10. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado;
Vai enriquecer as oficinas. Muito interessante. Nada de novidade, tudo reformadinho. E os incentivos fiscais, as vantagens de um menor custo de manutenção que se danem...

11. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc.;
E a polícia federal e estadual, civil e militar? Brincadeira isto, hem!

12. Acabar com o vaivém semanal dos deputados e respectivas estadias em em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes;
Generalizar para banalizar. Como assim vaivém? Ah, claro, os deputados serão cargos de carreira com patente, lotados em seus respectivos comandos de área. Mas que coisa, hem!

13. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós que nunca estão no local de trabalho). HÁ QUADROS (diretores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE CONSULTORIAS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES....;
Função Pública foi extinta em 1988, mas tudo bem se querem controlar, vão à luta!

14. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir aos apadrinhados do poder - há hospitais de cidades com mais administradores que pessoal médico. Às oligarquias locais do partido no poder...
Mais ridículo, impossível. Você conhece algum hospital público assim?

15. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar;
Então está bem. Que a sociedade passe a fazer pareceres domesticos, pareceres intergalácticos, etc, mas jurídico nem pensar, pois parece que será extinta a área judicial.

16. Acabar com as várias aposentadorias por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo LEGISLATIVO.
Ridículo. Um professor, um médico, etc. estão proibidos de trabalhar para o Estado. Que coisa, hem! 

17. Pedir o pagamento da devolução dos milhões dos empréstimos compulsórios confiscados dos contribuintes, e pagamento IMEDIATO DOS PRECATÓRIOS judiciais;
Aqui a genialidade do autor é impressionante - observe - fala em PEDIR, mas não diz a quem nem se será atendido, é apenas um refresco, um ventilador pequeno na sala de TV.
É claro que Precatório é uma aberração Jurídica, mas cada caso é um caso. Existem precatórios que são casos de complexo e meritório estudo sobre a sua origem.

18. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os ladrões que fizeram fortunas e adquiriram patrimônios de forma indevida e à custa do contribuinte, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controle, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efetivamente dela precisam;
Isto é justo, mas com Justiça. Está na Lei. Mas não há aqui a preocupação em fortalecer o Judiciário, ampliar este serviço, por que dá a entender que a Justiça não é quem deverá fazer isto neste plano.

19. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efetivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida;
Julgar e condenar sem provas, bastando a denúncia de alguém que não gosta de você. Que coisa hem!

20. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.
A quarentena existe, mas parece que a proposta é prender o sujeito depois de sair do serviço público.

21. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu patrimônio antes e depois.
Mais uma vez exclui a Justiça. Estranho isto daí. É claro que todo enriquecimento ilícito deve ser investigado, mas com ferramentas democráticas.

22. Pôr os Bancos pagando impostos e, atendendo a todos nos horários do comércio e da indústria.
Um banco 24 horas. Onde tem isto no mundo? E quanto aos impostos, não são isentos.

23. Proibir repasses de verbas para todas e quaisquer ONGs.
Não existem mais ONGs - que coisa, hem! Pois qualquer organização privada não é governamental. Falta conhecer a Lei, que parece não ser o interesse.Não serei eu quem vai ensinar isto, pois mais uma vez o Ministério da Justiça é o caminho da lei federal 9790 de 1999.

24. Fazer uma devassa nas contas do MST e similares, bem como no PT e demais partidos políticos.
Demorou. O alvo é apenas o PT.  

25. REVER imediatamente a situação dos Aposentados Federais, Estaduais e Municipais, que precisam muito mais que estes que vivem às custas dos brasileiros trabalhadores e, dos Próprios Aposentados.
Que coisa doida é esta. Fala em Rever Imediatamente, mas de uma forma inteligente não diz por quê Rever. Muito esquisito. 

26. REVER as indenizações milionárias pagas indevidamente aos "perseguidos políticos" (guerrilheiros).
Demorou. O alvo são os que lutaram contra a Ditadura.

27. AUDITORIA sobre o perdão de dívidas que o Brasil concedeu a outros países.
Nossa, que coisa hem... Quem vai lá cobrar? Será que perdoou dívidas da Europa, USA? Será que os acordos internacionais não valem nada?

28. Acabar com as mordomias (que são abusivas) da aposentadoria do Presidente da Republica, após um mandato, nós temos que trabalhar 35 anos e não temos direito a carro, combustível, segurança, etc.
Nós quem cara pálida? E mais uma vez generalizar para não discutir.

29. Acabar com o direito do prisioneiro receber mais do que o salário mínimo por filho menor, e, se ele morrer, ainda fica esse beneficio para a família. O prisioneiro deve trabalhar para receber algum benefício, e deveria indenizar a família que ele prejudicou.
Não existe este direito. esta afirmação acima é FALSA.

Já que esses nossos politicos e governantes não querem fazer reformas de fato, não querem passar o Brasil a limpo, cabe a nós, povo esclarecido, fazer isto através da mobilização em massa e ir para as ruas (sem vandalismo) manifestar a nossa insatisfação.
Nós quem? Esclarecido em que?


Vamos juntos, vamos mostrar que no Brasil o povo esclarecido pode realmente mudar o rumo da história .... já que pelas urnas vai ser difícil por motivos óbvios.
Humm, povo esclarecido espertinho este hem! Sem votos mas com golpe. Os motivos óbvios são que só querem se arrumar.

Eterna Saudade (Dilermando Reis) - Raíssa Amaral

Arlindo, estou grávida!


Arlindo, precisamos conversar...

Mas é o que estamos fazendo, Terezinha - estamos conversando.

Nossa, Arlindo, como você é burro. Quarenta anos juntos e sempre o mesmo burro.

Bem, pelo menos você achou alguma coisa em mim...

Arlindo, eu tenho que falar uma coisa com você, e não sei como dizer isto.

Terezenha, comece pelo mais simples.

Odeio quando você faz este maldito trocadilho com meu nome, me chamando de Terezenha, eu sei por que você faz isto. Você é um cretino, e eu descobri que este "enha" é por que você me julga seca, enrugada e inflexível como uma haste de lenha, e não desminta por que ouvi esta versão de uma amiga cujo marido bêbado, que é da sua turminha de idiotas, contou achando graça.

Vai, fala logo ou então termina esta conversa.

Nem desmente. Cretino! Cretino! Ai, que ódio, meu Deus, que ódio... Arlindo, eu preciso te dizer uma coisa, nem sei como falar, mas não posso mais esconder isto está doendo muito em mim esta vida dupla que estou levando. Arlindo... eu... eu... olha Arlindo, quero que saiba que te amo, mas tenho um amante.

(silêncio)

Um amante, Arlindo, um homem que me ama, me seduz, me tem nos seus braços e me chama de amor.

(silêncio e sorrindo)

Espera, você não vai falar nada? Diz prá mim, Arlindo, fala alguma coisa e tira este sorrisinho irônico do rosto... perdoa Arlindo, eu te traí por que te amo... perdoa meu amor...

(gargalhando)

Para de rir, Arlindo, para com isto... espera, onde você vai? Volta, amor, não ria... fiz isto por nós dois...

Só vou no bar contar esta para os amigos e depois eu volto...

Volta amor... precisamos conversar mais sobre isto... é que estou grávida...

Ai, Terezinha, você é muito divertida... (gargalhadas escandalosas)

Malvado... bem que podia ser verdade só para você ser corno...

Mas aí eu já teria te abandonado.

É... por este lado melhor que não, não é amor?

É isto aí!