segunda-feira, 21 de maio de 2018

Marling - by Usman Haque

A palavra é viva - tem energia. Veja aqui: 
Sua voz cria o espaço ao seu redor, reverbera de várias maneiras muito depois de você ter parado de falar. Em Marling - Holanda, as vozes dos cidadãos são dadas através de efeitos espetaculares que pairam no ar acima da multidão, formando um teto delicado e complexo de cores animadas. As pessoas se tornam atores no cenário urbano, trazendo o espaço à vida através de suas ações e sons, e construindo uma memória pública compartilhada de colaboração que, esperamos, durará muito tempo depois do evento.


sábado, 19 de maio de 2018

Nunca foi deste jeito

Senhoras e senhores, respeitável público, nesta noite esta casa de espetáculos, a grande casa das artes e da cultura, o Teatro Imperial da Pitangueira, tem a honra de apresentar a peça - Nunca foi deste jeito.

o Sofá

A cena - O casal está em beijos e abraços num sofá lounge vermelho e inicia a discussão do relacionamento a partir da cor do sofá.

Ele - gostosa ... gostosa ... gostosa - beija alisa beija esfrega beija aperta - gostosa, gostosa, gostosa ...

Ela - Hummmm ... hummmmmmmmm ... hummmmmmmmmm ... beija, abraça, beija, abraça ... hummmmm

Ele - Mas que merda, assim não dá - este sofá é vermelho, seu salto alto é vermelho, tudo bem, mas até sua calcinha é vermelha ... não dá ... não dá ...

Ela - Desculpa amor, fui traída pelo minhas crenças limitantes. Nunca foi deste jeito!

É isto aí!



quarta-feira, 16 de maio de 2018

Pra dizer adeus (Torquato Neto)

Sad Asian Girl Sitting Alone Near Railway Stations ,vintage Tone Banco De  Imagens Royalty Free, Ilustrações, Imagens E Banco De Imagens.. Image  43214188.

Adeus

Vou pra não voltar

E onde quer que eu vá

Sei que vou sozinho

Tão sozinho amor

Nem é bom pensar

Que eu não volto mais

Desse meu caminho

Ah, pena eu não saber

Como te contar

Que o amor foi tanto

E no entanto eu queria dizer

Vem

Eu só sei dizer

Vem

Nem que seja só

Pra dizer adeus




segunda-feira, 14 de maio de 2018

ADORO AMAR VOCÊ (Agnes Jamille e Daniel Romagnolo)

O poder da auto-estima

Era uma vez num distante reino das flores onde existiam cetenas de flores das mais belas variedades, cores, fragrâncias e texturas. De todas a mais popular era a Rosa cor-de-rosa

Rosas cor-de-rosa: gratidão, agradecimento, o feminino (muitas vezes aparece simbolizando o útero em algumas culturas, como o gineceu está para a cultura ocidental - ver cor-de-rosa)

A rosa (do latim rosa)[1] é uma das flores mais populares no mundo. Vem sendo cultivada pelo homem desde a Antiguidade. A primeira rosa cresceu nos jardins asiáticos há 5 000 anos. Na sua forma selvagem, a flor é ainda mais antiga.[2] Celebrada ao longo dos séculos, a rosa, símbolo dos apaixonados, também marcou presença em eventos históricos importantes e decisivos. Fósseis dessas rosas datam de há 35 milhões de anos.

Cientificamente, as rosas pertencem à família Rosaceae, e ao gênero Rosa L., com mais de 100 espécies

São arbustos ou trepadeiras, providos de acúleos. As folhas são simples, partidas em 5 ou 7 lóbulos de bordos denteados. As flores, na maioria das vezes, são solitárias. Apresentam originalmente 5 pétalas, muitos estames e um ovário ínfero. Os frutos são pequenos, normalmente vermelhos, algumas vezes comestíveis.


domingo, 13 de maio de 2018

A Inutilidade de Guerras e Revoluções - Fernando Pessoa

A Inutilidade de Guerras e Revoluções (Fernando Pessoa)

As guerras e as revoluções - há sempre uma ou outra em curso - chegam, na leitura dos seus efeitos, a causar não horror mas tédio. Não é a crueldade de todos aqueles mortos e feridos, o sacrifício de todos os que morrem batendo-se, ou são mortos sem que se batam, que pesa duramente na alma: é a estupidez que sacrifica vidas e haveres a qualquer coisa inevitavelmente inútil. 

Todos os ideais e todas as ambições são um desvario de comadres homens. Não há império que valha que por ele se parta uma boneca de criança. Não há ideal que mereça o sacrifício de um comboio de lata. Que império é útil ou que ideal profícuo? 

Tudo é humanidade, e a humanidade é sempre a mesma - variável mas inaperfeiçoável, oscilante mas improgressiva. Perante o curso inimplorável das coisas, a vida que tivemos sem saber como e perderemos sem saber quando, o jogo de mil xadrezes que é a vida em comum e luta, o tédio de contemplar sem utilidade o que se não realiza nunca - que pode fazer o sábio senão pedir o repouso, o não ter que pensar em viver, pois basta ter que viver, um pouco de lugar ao sol e ao ar e ao menos o sonho de que há paz do lado de lá dos montes. 

Fernando Pessoa, in "Livro do Desassossego" 

sábado, 12 de maio de 2018

Carta Aberta

CARTA ABERTA
Ao Exmo. Sr. Ministro do Supremo Tribunal Federal
Gilmar Mendes

Excia., eu poderia estar me dirigindo a qualquer um dos Ministros da Suprema Corte, e o fato de tê-lo escolhido reside em que é o de maior visibilidade, o mais presente, via mídia e redes sociais, na vida dos brasileiros.
Não me aterei à sua biografia, aos fatos, reais ou não, airosos ou desairosos à sua imagem, e muito menos ao seu posicionamento ideológico, público e notório, assumido.
O que me leva a escrevê-lo é o questionamento, que acredito ser o da maior parcela de brasileiros, a respeito do comportamento dos Ministros, seus pares, na Suprema Corte, o Senhor, inclusive.
Não se chega à posição que os Senhores chegaram sem um grande cabedal de conhecimentos, do Direito e de outros assuntos, dando-lhes vasta cultura geral, universal. Dos senhores podemos afirmar tudo, menos que não sejam inteligentes.
Ora, Senhor Ministro, por exigência dos próprios mecanismos cerebrais, a primeira exigência a se fazer a um homem ou mulher inteligente, é a coerência, o não se permitir que em si habitem contradições, a menos que falsas, postiças, atendendo a interesses determinados.
Todos os Ministros do Supremo, sem que em possa isentar nenhum dos onze, vem se pautando por incoerências, contradições, volubilidade nas decisões, mudando-as ao sabor do vento e do momento.
Um vota justificando não concordar com o dito pelo relator, mas que votará a favor porque “a literatura jurídica assim me permite”, o outro passa a semana inteira na mídia, defendendo um determinado ponto de vista, e depois vota contra, ou criticando e votando a favor, até chegarmos na Ministra Rosa Weber que justificou um voto com argumentação totalmente contrária ao voto proferido, negando-o, o que, data máxima vênia, chega a beirar à insanidade.
E chego ao meu questionamento: o que se esconde por trás do comportamento dos senhores?
Fosse eu reducionista, colocando todas as atividades institucionais no patamar do ilícito mercantilismo e diria que a Justiça brasileira está comprada, que as decisões têm preço, o que me recuso a fazê-lo, por ferir os mais elementares princípios de dignidade, honra e decência.
Assim, ficam restando duas possibilidades de justificativas.
Recentemente p ex Presidente Lula referiu-se ao Supremo como “acovardado”.
De um ex Presidente da República pode-se esperar tudo, menos que seja mal informado e que seja leviano.
O que os acovarda, ministro? O que os assusta, põe medo?
Na primeira votação do HC de Lula um general fez ameaças. Ontem outro militar de alta patente repetiu, quando deveriam ter ficado calados, por dever de ofício, em respeito à disciplina e à hierarquia.
De onde partem as pressões, Ministro? Das Forças Armadas? De grupos fascistas? De partidos? Do exterior? O que temem? 
A ser verdade, o que está gerando esta situação, a de tomarem decisões em oposição às justificativas?
Ontem o Senhor, depois de sinalizar, por uma semana, que votaria contra a orientação do relator, votou a favor, justificando de uma maneira que pode ser entendida como espírito de corpo, corporativismo, o que é uma afronta ao bom senso. 
Se isto pauta os votos dos magistrados, basta que o relator o faça, em decisão monocrática, nos poupando tempo e dinheiro, por redução no número de votantes, entre os de maior remuneração do planeta, na mesma atividade.
Por fim, a terceira hipótese: por mais que o Senhor discorde, a situação presente, neste país, é resultado de um golpe de Estado.
O Senhor, tanto quanto todos, inclusive os de Douto Saber Jurídico, aqui e no exterior, não acredita em pedaladas, improbidade... Qualquer coisa capaz de justificar o que aconteceu, com a sua participação direta, inclusive em reuniões de conspiração, nas casas de Eduardo Cunha e Heráclito Fortes.
O resultado é que o país está hoje sendo governado em favor de menos de 1% dos brasileiros, com os pobres voltando para miséria, a classe média caindo na pobreza e o patrimônio público sendo doado ou vendido por valores irrisórios.
Estivéssemos sob o império da lei, subordinados à Constituição, isto estaria sendo impedido, mas não é o que está acontecendo, e lhe faço a derradeira pergunta: o STF da República Federativa está agindo de forma covarde porque ameaçado ou age, de forma covarde, ameaçando?
Sem confiar nas Instituições, onde se inclui a responsável pelo respeito à lei, o que nos resta fazer?
Precisamos de respostas, Ministro.

Rio, 10/05/2018.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Não deveria ser


O cerco está fechando ... fechando ... fechando. Em distante reino num lugar que não existe a não ser num conto de fodas, há um poder de imperioso ódio a assolar a escrachada, tenebrosa, turbulenta e poderosa oposição. Maldita seja a oposição que um dia ousou ser igual à situação - ódio, ódio, ódio.

Nojo, nojo, nojo! - diria a salvadora dos animaizinhos indefesos afogados.

A situação tem ódio, nojo e religiosidade suficiente para entupir o purgatório, MAS a glamorosa raça superior deve ser purificada de todos seus pecados, incluindo as ações contra estes imbecilizados da oposição. Líderes religiosos de diversas matizes fazem diuturnamente a unção divina, mandada pelo deus dos homens de bem e suas mulheres pudicas, para que se cumpram as escrituras suíças sobre a alegria, o sucesso, a harmonia e a paz, enquanto a justiça permanece imparcial para com os homens bem-aventurados. 

Neste distante e virtual reino, a oposição que permanecer calada, muda e retardada ainda será desprezada, mas sem arreio no lombo, afinal entenderam quem manda nesta porra. Mas tem umas pragas, pactuados com demônios, capetas e afins que só ficam falando sobre isto, aquilo e aquilo outro - povinho chato, hem!!! 

Ao poder da meretriciocracia, graças  às mães que um dia de glórias e louvores, incluindo gritos histéricos e gozos fingidos, geraram todos os homens de bens e de bem, com a candura de uma elfa romântica. O reino, desta forma, está nas mãos de pessoas inteligentes, que dominam o vernáculo local tanto quanto idiomas de Vênus e de Marte. Já a choldra, aquilo que é pura obra luciferina, são seres horrendos, incorporados por espíritos de porcos que querem se divertir, trabalhar com salários elevados, ter carro, entupir as ruas de automóveis 1.0 se achando um detentor de uma ferrari - forget, manés! 

O cerco está fechando, está tudo tenso ... tenso ... tenso. 

Não deveria ser, mas era uma vez o que é isto aí!

segunda-feira, 7 de maio de 2018

A ciranda de Sayyora

Entrudos de Lazarim
Na última postagem, analisando do alto da Colina do Bom Senso o belo planeta Sayyora, falei das coisas estranhas que por lá estão a ocorrer Trás-os-Montes da província tabajara (o que a choldra desconhece é que trás-os-montes está o Entrudo ...).

Pois bem, corre a boca miúda aqui e acolá que por aquelas bandas ocorrerão eleições legítimas, legais e válidas que elegerão congressistas, governadores e talvez o rei, através do mais alto galardão da tradição, da família e da propriedade, tal qual eram os congressos de tempos imperiais. É o sebastianismo ressuscitado sem o sebastião, como sempre.

Ocorre que a choldra tem memória curta, estopim curto, consciência curta e midiotices longas. No longínquo anno domini  de 2016, logo após se instaurar a lei e ordem  em Ulkan - o gigante tabajara adormecido - o ditador de plantão entregou goela abaixo do incontestável e imaculado congreçço (sim, aqui tem dois çç) uma PEC que de forma, digamos assim estupefaciente, imobilizou por vinte anos a Saúde Pública, a Educação Pública, a Assistência Social, a Cultura Nacional e outras coisas que só pobres e incompetentes usufruíam do governo anterior, sem fazer por merecer.

Alegaram a lei do meretrício, ou meretriciocracia - só os bons têm mães que ...

Além disto, não bastasse o amor à pátria amada, visto que o líder é fenício (explica em parte mas não no todo), as leis trabalhistas foram atropeladas em nome da modernidade, afinal a moda dos assalariados doravante será a fotossíntese, fenômeno de criação de vida a partir da luz e da água da chuva.

Desta forma faltarão recursos aqui, ali, lá e acolá, menos para a massa perfumada, aquela do glamour das orgias santas. Mas e aqueles que se vestiram de chiquita bacana? Como reagirão no iminente anno domini de 2019 em diante?  

Dirão que a culpa é dos vereadores e dos prefeitos.
Os vereadores dirão que a culpa é do prefeito
Os prefeitos dirão que a culpa é do governador
O governador dirá que a culpa é da aççembléia legislativa
A aççembléia legislativa dirá que a culpa é do congreçço nacional
O congreçço nacional dirá que a culpa é de determinado togado que bancou a "coisa"
O togado (data venia, lucidez de profeta) assim deu em sua sentença validando a "coisa":

"Há risco de setores mais vulneráveis e menos representados politicamente perderem a disputa por recursos escassos. Porém, está não é uma questão constitucional, mas política"

Veja só você em que buraco as chiquitas bacanas enfiaram Ulkan, o Gigante Tabajara. Era só tirar a maluca que tudo ia dar certo, desde que ... desde que ... fosse só para a massa cheirosa viajar sem aquele cheiro de pobre nos aeroportos.

Sorry, periferia, a caravana passa e os cavalos não descem as escadas enquanto os cães sarnentos morrem à míngua da PEC dos vinte anos.

É isto aí!


sexta-feira, 4 de maio de 2018

Tá esquisito, estranho e perigoso

Enquanto isto na expansiva Galáxia Zarba, distante 33 anos-luz da Via Láctea, no sistema solar O'g'ri, no 5 º Planeta - Sayyora, conhecida universalmente pelas suas águas azuis e seu solo fértil, está sendo governada pelo malvado Ota-onasi, um ser de primeira instância que não deveria ter o poder que julgam ter.

Do alto da Colina do Bom Senso, monitorando a vida em Sayyora com um potente ultrascópio,  vê-se que Ota-onasi encurralou Ulkan, o gigante, colocando-o bêbado, drogado, na sarjeta da esbórnia, deixando que façam tudo o que se faz a um gigante adormecido. Permitiu que todas as suas economias fossem roubadas, seus sapatos roubados, suas meias roubadas, suas calças roubadas, sua cueca samba-canção amarela com elástico verde roubada, sua camisinha amaldiçoada de tom pirita (um bissulfeto natural de ferro, de coloração amarela, que se passa por ouro de tolos) roubada e até sua alma foi roubada.

Pelo potente ultrascópio percebe-se que agora Ulkan, o gigante, está nu, adormecido e imbecilizado. Foi molestado, sodomizado, violentado e o mais incrível - permaneceu com um sorrisinho idiota no canto dos lábios, murmurando - o importante é que eles foram embora e eu sou livre enquanto estiver drogado. Todo dia a maior indústria produtora, provedora e distribuidoras de drogas da comunidade dos homens brancos de bem de Sayyora dá as duas doses necessárias para mantê-lo abestado: no bom dia Sayyora e no boa noite, está no ar a sacanagem nacional. 

Nunca mais outra vez, nos próximos vinte anos Ulkan voltará a se sentir útil, trabalhador, rico, importante, forte, etc e tal - será apenas um medíocre serviçal da corte imperial da galáxia até que ... até que algum Jedi que fale a língua nativa se sensibilize e reverta o processo. Aí pode ser que ainda tenha algo para o gigante fazer além de choro e ranger de dentes.

É isto aí!

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Senhor Doutor (Patativa do Assaré)

Tonico e Tinoco - Rancho de Palha - Música Sertaneja Raiz ...

Poema: SEU DOTÔ ME CONHECE?

Seu dotô, só me parece
Que o sinhô não me conhece
Nunca sôbe quem sou eu
Nunca viu minha paioça,
Minha muié, minha roça,
E os fio que Deus me deu.

Se não sabe, escute agora,
Que eu vô contá minha história,
Tenha a bondade de ouvi:
Eu sou da crasse matuta,
Da crasse que não desfruta
Das riqueza do Brasil.

Sou aquele que conhece
As privação que padece
O mais pobre camponês;
Tenho passado na vida
De quatro mês em seguida
Sem comê carne uma vez.

Sou o que durante a semana,
Cumprindo a sina tirana,
Na grande labutação
Mode sustentá a famia
Só tem direito a dois dia
O resto para o patrão.

Sou o sertanejo que cansa
De votá, com esperança
Do Brasil ficá mió;
Mas o Brasil continua
Na cantiga da perua
Que é: pió, pió, pió…

Sou o que no tempo da guerra
Contra o  gosto se desterra
Para nunca mais vortá
E vai morrê no estrangêro
Como pobre brasilêro
Longe do torrão natá.

Sou o mendigo sem sossego
Que por não achá emprego
Se vê forçado a seguí
Sem direção e sem norte,
Envergonhado da sorte,
De porta em porta a pedí.

Sou aquele desgraçado,
Que nos ano atravessado
Vai batê no Maranhão,
Sujeito a todo o matrato,
Bicho de pé, carrapato,
E os ataques de sezão.

Senhô dotô , não se enfade
Vá guardando essa verdade
Na memória e pode crê
Que sou aquele operário
Que ganha um pobre salário
Que não dá não para comê

Sou ele todo, em carne e osso,
Muitas vez, não tem armoço
Nem também o que jantá;
Eu sou aquele rocêro,
Sem camisa e sem dinhêro,
Cantado por Juvená.

Sim, por Juvená Galeno,
O poeta, aquele genio,
O maió dos trovadô,
Aquele coração nobre
Que a minha vida de pobre
Muito sentido cantou.

 Há mais de cem ano eu vivo
Nesta vida de cativo
E a potreção não chegou;
Sofro muito  e corro estreito,
Inda tou do mermo jeito
Que Juvená me deixou.

Sofrendo a mesma sentença
Eu já tô perdendo a crença,
E pra ninguém se enganá
Vou deixá o meu nome aqui:
Eu sou fio do Brasil,
O meu nome é  Ceará."



Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré, foi um poeta popular, compositor, cantor e improvisador brasileiro.

Análise do poema: Armazém do Texto


A mulata é nossa


Jota Smith III Souza era um destes djênios apaches natos. Loiro, ( ... este trecho foi censurado etc e tal, mas vamos recorrer ao supremo tribunal da consciência ...), alto, olhos azuis, domínio completo do idioma nativo das treze colônias do norte, com língua guarani de relativa compreensão.

Considerava-se e assim se apresentava como um legítimo descendente direto dos grandes momentos da nossa história, desde o sequestro de Europa, filha do rei da Fenícia - Agenor - que foi raptada por Zeus disfarçado de touro - em terras tabajaras disfarçou-se de golpista; até recebermos Cabral e o elegermos governador, não, este foi outro, mas também o é, mas neste caso estamos falando do das caravelas.

Na boca miúda, nos guetos e calabouços sussurram que Jota Smith III, como gosta de ser chamado entre seus pares, havia aprendido o idioma tupi-guarani com a ama de leite, uma mulata alforriada, de alcunha Maria Souza, de quem adaptou o sobrenome para soar melhor aos ouvidos da choldra. Assim, entre caboclos, morenos e mulatas era conhecido como Jota Souza.

Jota Souza sempre queria mais. Era insaciável. Já era dono de quase tudo na Grande e retardada Terra Tabajara, mas nunca conseguiu a simpatia de Miss Massa, uma mulata inzoneira,  neta e herdeira do corpo e da alma de famosa e estonteante rainha de bateria do primeiro grupo desde os imemoriais tempos de desfile na Getúlio Vargas.

Jota Souza deu de levar o problema para Mister K.Penga IV, um homem típico da nação gloriosa. Mister K.Penga apresentou-lhe a solução - vai dando golpes baixos aqui e ali, e se não resolver, manda bater nela até amolecer o corpo e apareça como seu salvador e dirá - Miss Massa, eu te salvarei e não pagarei o pato, mas tu serás minha para uso e desuso até que a sua morte nos separe! 

Faça tudo dentro dos parâmetros que lhe apresentei, orientou Mister K.Penga IV. Dedique a sua, a nossa, a minha mídia fulana de tal ( ... censurado ...) em todo seu tempo à Miss Massa, pois ela agora é seu foco e sobretudo missão.

Primeiro dá porrada, prende, solta a cachorrada, prende, arrebenta na cacetada, prende, invade a porra das comunidades, destrói, atropela, derruba, deturpa, prende e acaricia nas animadas tardes de domingo com o incrível fulano de tal - vocêsabedequemestoufalando.

Depois crie e dê uma lei que sugira proteção, segurança, e ela ficará ali, com aqueles olhos compridos, te tocaiando de longe, mas evite levá-la a Wonderful Land, onde jorra leite e mel e outras coisas esquisitas, pois os homens de bem não gostam muito, sabe? Nem as histéricas blonder deixam isto passar desapercebido, pois nem de longe têm a silhueta moral da Massa Tabajara.

Jota Souza ouviu lá no fundo uma voz interior dizendo que ao conquistar Miss Massa, ganharia o Nobel da Paz, o troféu Faz a Diferença, a medalhinha da mídia que faz a diferença ( ... censurado ...), etc. Voltou repleto de confiança, afinal esta voz interior o alimentou de confiança, esperança, dólar e coragem para enfrentar o que seria meu maior desafio. Fez tudo, mas só esqueceu de combinar com Miss Massa.

É isto aí!

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Tenha fé, o que é seu, é seu.

Era representante comercial, e começou a se engraçar com uma moça lindinha de uma pequena comunidade afastada dos vícios da civilização. Começou a traçar sua rota com a necessidade de passar naquela Vila, só para olhar para a moça, a qual não sabia nome, idade, escolaridade, estado civil, nada de nada de nada.

Acordou com uma água gelada no rosto e uma voz gritou - corre ... corre. Levantou-se sem entender nada e uma vez em movimento, tentava lembrar de como aquilo aconteceu. A cabeça latejava violentamente, e o instinto de sobrevivência agora o colocava em rota de fuga sem raciocinar direito.

Passou acelerado por um beco sem ao menos perceber que estava nu. A velocidade, o pensamento, o medo, o susto, a adrenalina liberada, tudo junto e misturado foi combustível mais do que suficiente para chegar na rua de baixo, mal iluminada, noite avançando e parecia ouvir passos apressados e cachorros latindo no seu encalço.

Entrou numa casa cuja luz fraca ainda estava acesa, e sem pensar, sem requerer um aviso prévio de perigo, testou a porta, que estava aberta, e entrou como um felino, fechou-a, varreu o ambiente com os olhos, confuso, cansado e sentindo frio, viu uma colcha sobre a cama do pequeno quarto, cobriu-se da maneira que deu para se sentir seguro. A colcha era velha, bem lavada com cheiro de mato e surrada. Sentou no sofá desgastado, com molas aparentes e uma manta a disfarçar seu uso. Ficou ali pensando ... pensando ... e dormiu.

Despertou com o sol direto no rosto, ainda confuso e contra a luz ofuscante percebeu uma silhueta com as mãos na cintura, em total silêncio. A pessoa deu dois passos para trás e puxou a cortina. Aí pode perceber que era uma morena, vestido de algodão branco, muito bonita, a fitá-lo com ar de curiosidade. Teve medo, a voz não saia, poderia explicar tudo, mas não conseguia fazê-lo.

Ela fez sinal com a mão para segui-la. Levou-o até o banheiro, simples e limpo, colocou uma toalha, também limpa, cheirosa, velha e surrada nas suas costas, junto com uma roupa que aparentemente servia. Confuso, entrou e só aí percebeu que estava sujo, com barro sobre o corpo cheio de hematomas, lavou-se, vestiu-se, e mais calmo saiu para entender a situação. e se explicar.

Viu a casinha simples, de madeira, móveis toscos, mas tudo limpo, o fogão de lenha sem fuligem. Foi admirando a casa rude e acolhedora, as gravuras, os tapetinhos, as plantas, enquanto ela o aguardava numa mesa de café, convidativa, familiar, onde havia broa de milho, café, leite e biscoito de polvilho.

- Eu ... eu ... eu ... posso ...

- Não precisa explicar nada.

- Não, é que eu ... eu ...

- Eu sei quem você é e sei o que aconteceu.

- Sabe?

- Sei. 

- E pode me dizer?

- Você se engraçou por Deolinda, filha de Quinca Matador, capitão-do-mato do Doutor Fulano, homem mal, corrupto e safado da capital. Ocorre que Deolinda estava prometida para Nicanor, filho de um outro homem mal da capital federal. Nicanor é destes rapazinhos delicados, com calças apertadas, camisas de babado, fala mansinho, fininho e anda gingando em bando com mais dois rapazinhos diferentes, fortes, musculosos, sabe? Deolinda estava prometida e negociada em casamento a ele para estas coisas aí que eles fazem lá na capital. 

- E como cheguei aqui?

- Você parou na venda, e claro, estava vindo muito aqui, o povo vai comentando, não é? Foi drogado na bebida e amarrado num toco, atrás da Igrejinha, para esperar o Quinca Matador chegar da cidade. Mas Juquinha, filho do Seu Juca da Farmácia, que foi quem arrumou o comprimido, te soltou, não por que você merecesse, mas por amor a Deolinda, que prometeu fugir com ele se você fosse solto.

- Puxa vida ... e eles fugiram?

- Sim, no seu carro, levando sua mala, sua carteira, seu dinheiro e tudo mais.

- Meu carro ... puxa vida. Mas então posso sair, já que achavam que eu estava rodando a moça e ela fugiu.

- Poder sair, pode, mas vai morrer. Quinca pensa que você foi quem articulou a fuga e está jurado de morte do mesmo jeito.

- Caramba ... mas e você? Por que me salvou? Qual o seu nome? Como cheguei aqui?

- Calma, uma coisa de cada vez. Não sei bem como chegou aqui, mas suspeito que foi Santo Antônio que te trouxe, já que eu fiz uma novena que encerrou ontem.

- Novena? Santo Antônio?

- Meu nome é Maralinda.

- Maralinda?

- Sou solteira, 21 anos, prendada, trabalhadeira, despojada, carinhosa e me acho bonita.

- Solteira? 21 anos? Prendada? Bonita?

- Vai repetindo tudo ou quer saber do resto?

- Bem, esta roupa que estou vestindo?

- É do meu falecido pai. Perdi ele faz três meses, mais ou menos.

- E sua mãe?

- Quando fiz quinze anos, ela fugiu com um moço que passou aqui e me deixou  mais meu pai assim, sem rumo, sem nada.

- Mas eu sou noivo.

- Não ligo.

- Eu tenho um filho de outro relacionamento.

- Cuido dele.

- Eu sou pobre.

- A gente se vira.

- Eu moro longe.

- Não tenho pressa. 

- Quer saber, Maralinda? Estou gostando do rumo dessa prosa ...

É isto aí!



quarta-feira, 25 de abril de 2018

Quase esqueci de dizer do PPP18

Bolei uns quatro textos e acabei censurando todos. Tempos terríveis estes. Como podemos notar na foto que ilustra a matéria, a elite branca, loira, alta e forte faz programa de alta classe, sempre de costas para a choldra, que por sua vez faz auto-censura para levar a vida no arame.

Mas voltemos aos textos censurados - O primeiro falava de amor, esta coisa esquisita, amar ao próximo, credo, tem nada disto em 2/3 da população mundial, então, amar o próximo tem que ser censurado, isto é coisa de feminista mal resolvida e deveria ser proibido no supremo com Jucasta, o Edi pó e tudo mais que gostcha de um golpe goela a baixo. Não bastasse isto, agora está proibido o 69, foi revogado, e em seu lugar entra o 68, onde só quem está em cima goza dos direitos ... eita! (Deu num dos porta-vozes dos homens de bem aqui)

O segundo falava em perdoar e ser perdoado - coisa mais idiota do mundo, hem!!! Tem a pós-verdade aí comprovando que tem mais é que bater no PPP prá vida da vida da vida melhorar.

O terceiro falava em não deixar que a tentação nos vença. A tentação em tese, só em tese, é restrita ao ser humano, desde que seja PPP. Afinal de contas quem tem Gula, Ganância, Luxúria, Ira, Inveja, Preguiça ou Orgulho, só pode ser PPP ou socialista ou pior ser do PT ou um comunistazinho vulgar.

E o quarto falava da defesa dos humanos para que sejam livres do maligno, do capeta, do diabo. Aí ficou aquela sensação que isto deve ferir algum código de proteção dos direitos adquiridos pelos homens de bem no golpe que não houve quem não mamasse nas tetas do bode com suprema e tudo, já que pátria com pária é o que há de mais vip no mundo dos homens de bem ...

Enquanto isto, este Império conhecido e reconhecido até pela onu - organização dos nóias uais - recebeu nestes dias visita anônima de centenas de parasitas robóticas de inteligência artificial provocadas por palavras, atos, missões e ou omissões por minha culpa, minha tão grande culpa, provocaram a ira divina, pois acredito que estão à procura de mais petróleo aqui, nas águas doces do interior do interior do interior, já que o que já foi levado, catado, recolhido, retirado e rifado do mar da república Tabajara não foi o bastante.

Onde vai dar isso? Piranha não dá no mar por que cavalo não desce escadas, por hoje stop que amanhã será ontem do dia seguinte.

É isto aí!

sábado, 21 de abril de 2018

Elza Soares canta- A Carne / Autores - Marcelo Yuka, Ulisses Cappelletti, Seu Jorge


A Carne
Autores: Marcelo Yuka, Ulisses Cappelletti, Seu Jorge
A carne mais barata do mercado é a carne negra
Que vai de graça pro presídio
E para debaixo de plástico
Que vai de graça pro subemprego
E pros hospitais psiquiátricos
A carne mais barata do mercado é a carne negra
Que fez e faz história
Segurando esse país no braço
O cabra aqui não se sente revoltado
Porque o revólver já está engatilhado
E o vingador é lento
Mas muito bem intencionado
E esse país
Vai deixando todo mundo preto
E o cabelo esticado
Mas mesmo assim
Ainda guardo o direito
De algum antepassado da cor
Brigar sutilmente por respeito
De algum antepassado da cor
Brigar bravamente por respeito
De algum antepassado da cor
Brigar por justiça e por respeito
De algum antepassado da cor
Brigar, brigar, brigar
A carne mais barata do mercado é a carne negra

terça-feira, 17 de abril de 2018

Carta de Compromisso com a Fé



Hebreus, 11
A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê.

01 - Ame a si mesmo
02 - Perdoe-se 
03 - Seja determinado
04 - Banque-se, sustente a si mesmo.
05 - Faça acontecer
06 - Doe seus talentos ao Universo
07 - Acredite no impossível
08 - Ouça e siga sua intuição.
09 - Tenha Força para superar os obstáculos.
10 - Nunca se desvie do seu foco principal
11 - Guardai a Fé em Deus Pai!
12 - Pratique a gratidão.

É isto aí!

sábado, 14 de abril de 2018

Afirmações PODEROSAS para prosperidade - Maura de Albanesi


Se Torne um Imã de Prosperidade - 5 Passos para Sintonizar a Energia do Dinheiro
Fonte Youtube - Maura de Albanesi

Atenção - este vídeo acima de data, com a mesma temática, é de 2020 e foi colocado para substituir o anterior que saiu da grade da Maura de Albanesi, no Youtube