quinta-feira, 6 de junho de 2019

Give me a kiss to build a dream on

Pinturas a óleo do artista russo Georgy Kurasov: geometria do corpo, cubismo, arte misturada com escultura. Georgy Kurasov nasceu em 1958 na URSS, no que era então Leningrado. Vive e trabalha no mesmo lugar. Os americanos vêem Georgy Kurasov como um artista russo, os russos como um artista americano, para os pintores ele é um escultor, os escultores têm certeza que ele é um pintor, ele apenas tenta ser ele mesmo, não para ser como qualquer outro.

Give me a kiss to build a dream on 
And my imagination will thrive upon that kiss 
Sweetheart, I ask no more than this 
A kiss to build a dream on 

Give me a kiss before you leave me 
And my imagination will feed my hungry heart 
Leave me one thing before we part 
A kiss to build a dream on 

When I'm alone with my fancies...i'll be with you 
Weaving romances...making believe they're true 
Give me your lips for just a moment 
And my imagination will make that moment live 
Give me what you alone can give 
A kiss to build a dream on 

When I'm alone with my fancies...i'll be with you 
Weaving romances...making believe they're true 

Give me a kiss to build a dream on 
And my imagination will thrive upon that kiss 
Ah sweetheart, I ask no more than this 
A kiss to build a dream on

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Laura Catarina e o legado do seu pai Vander Lee


Sabe o que eu queria agora, meu bem 
Sair chegar lá fora e encontrar alguém 
Que não me dissesse nada 
Não me perguntasse nada também 
Que me oferecesse um colo, um ombro 
Onde eu desaguasse todo o desengano 
Mas a vida anda louca 
As pessoas andam tristes 
Meus amigos são amigos de ninguém 
Sabe o que eu mais quero agora, meu amor 
Morar no interior do meu interior 
Pra entender porque se agridem 
Se empurram pro abismo 
Se debatem se combatem sem saber

Meu amor, deixa eu chorar até cansar 
Me leve pra qualquer lugar 
Aonde deus possa me ouvir 
Minha dor 
Eu não consigo compreender 
Eu quero algo pra beber 
Me deixe aqui, pode sair, 
Adeus

domingo, 2 de junho de 2019

Ora direis, ouvir Bilac!

Quino*

Muito bem, silêncio. Marcelinho, declame o poema enquanto as cortinas se abrem.

Parreira, vai num crescente de luz do violeta ao vermelho, bem lentamente, sobrepondo uma à outra , em foco crescente, até a luz perfeita, ok?

Atenção Marcelinho, um minuto ...

Abrem-se as cortinas ... lentamente e Marcelinho começa:

Haviam poeria,
neblina e tensão
noar.

Para tudo - Marcelinho, de onde você tirou "haviam poeria"?

- Se o professor doutor emérito e augusto nobre cadeirante do sinistério da ducassção crassifica assim os conjugadinhos sala e quarto, quem sou eu pra questionar?

Marcelinho, larga a mão de ser besta. Fala o que está no texto! E outra coisa, que merda é esta de noar? é NO ARRRRR e não esta frescuragem repleta de simbolismos de nôár.

- Veja bem, senhor diretor. São novos tempos. Se até hoje os bam-bam-bans não chegaram a um consenso se o nosso noir - mito é um drama, comédia ou suspense, logo, pelo menos é acordo comum que temos aqui um anti-herói, ambientação urbana e temática criminal ... logo, mais parecido impossível, logo, depois de tensão deste gentinha gentalha nas ruas, a gente encaixa um noir ... parece sexy, mas nóis desce a porrada

Marcelinho, aqui estamos falando de ar, o que você, eu e até a ameba respiram.

- Olha aqui, senhor diretor, só para lembrar que a arte exprimida pelos adeptos desta seita vermelhinha está no passado, e reforçar que titio Fulanão Milício é quem patrocina esta peça, e a tia Maluqinha é nossa fiel censurenta, e foi dela grande parte da revisionice aqui, está ligado?

Então, por que não recita Olavo Bilac, Marcelinho?

- Ora, direis, ouvir a estrelinha do inenarrável, hem diretor...(risos). Bilac era vermelho nacionalista, achava que tudo aqui era de quem nasceu aqui. Ingênuo, diretor, um inocente útil. Infelizmente ficou preso por pouco tempo, pois o Marechal Floriano era um homem de bom coração. 

Quer saber, Marcelinho? Quer saber? Fui, parti, tomei outro rumo, vou para o lado certo da história ...

- Volta diretor, volta! Não há mais lado do outro lado, diretor. Todos os lados estão só de um lado ...

É isto aí!


Quino* -  A imagem apresentada é do Quino. Nela podemos ver a luta entre as morais. O símbolo da força é representado pelo escudo do leão, enquanto a da compaixão e a da misericórdia é representado pelo escudo da família. Podemos perceber que o lutador menor como perdedor em potencial está com o escudo da família, entretanto, o lutador maior titubeia diante da figura da família alí representada por seu adversário. A charge é uma provocação de Quino, conhecido autor dos quadrinhos de Mafalda.

Uau, o que é isso?

Alto lá
Esta matéria é real
Fonte New York Times 26 maio 2019
Por Helene Cooper , Ralph Blumenthal e Leslie Kean


"Uau, o que é isso?" Pilotos da elite da Marinha Americana relatam objetos voadores inexplicáveis:

WASHINGTON - Os objetos estranhos, um deles como um pião se movendo contra o vento, apareciam quase diariamente do verão de 2014 a março de 2015, no alto dos céus da costa leste. Os pilotos da Marinha relataram a seus superiores que os objetos não tinham nenhum motor visível ou plumas de escape infravermelho, mas que podiam atingir 30.000 pés e velocidades hipersônicas.

"Essas coisas estariam lá fora o dia todo", disse o tenente Ryan Graves, piloto do F / A-18 Super Hornet que está na marinha há dez anos e que relatou seus avistamentos no Pentágono e no Congresso. “Manter uma aeronave no ar requer uma quantidade significativa de energia. Com as velocidades que observamos, 12 horas no ar são 11 horas mais longas do que esperávamos. ”

No final de 2014, um piloto do Super Hornet teve uma quase colisão com um dos objetos, e um relatório oficial foi arquivado. Alguns dos incidentes foram gravados em vídeo, incluindo um tirado pela câmera de um avião no início de 2015, que mostra um objeto se aproximando das ondas do oceano enquanto os pilotos questionam o que estão assistindo.

"Uau, o que é isso, cara?", Exclama um. "Olhe para ele voar!"

Ninguém no Departamento de Defesa está dizendo que os objetos eram extraterrestres, e especialistas enfatizam que explicações terrenas podem geralmente ser encontradas para tais incidentes. O tenente Graves e outros quatro pilotos da Marinha, que disseram em entrevistas ao The New York Times que viram os objetos em 2014 e 2015 em manobras de treinamento da Virgínia para a Flórida fora do porta-aviões Theodore Roosevelt, não fazem afirmações sobre sua proveniência.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Carta do Francisco ao Luiz Inácio


Estimado Luiz Inácio, 

Recebi sua atenciosa carta do passado 29 de março, com a qual, além de agradecer a minha contribuição para defesa dos direitos dos mais pobres e desfavorecidos dessa nobre nação, me confidenciava seu estado e ânimo e comunicava sua avaliação sobre o contexto sócio-político brasileiro, o que me será de grande utilidade. 

Como assinalei na mensagem para o 52 Dia Mundial da Paz, celebrado no passado 1 de janeiro, a responsabilidade política constitui um desafio para todos aqueles que recebem o mandato de servir ao seu País, de proteger as pessoas que habitam nele e de trabalhar para criar as condições de um futuro digno e justo. Tal como meus antecessores, estou convencido de que a política pode tornar-se uma forma eminente de caridade, se for implementada no respeito fundamental pela vida, liberdade e dignidade das pessoas. 

Nesses dias, estamos celebrando a ressurreição do senhor. O triunfo de Jesus Cristo sobre a morte é a esperança da humanidade. A sua Páscoa, sua passagem da morte à vida, é também a nossa Páscoa. Graças a ele, podemos passar da escuridão para luz, das escravidões desse mundo para liberdade da terra prometida. Do pecado que nos separa de Deus e dos irmãos para a amizade que nos une a ele. Da incredulidade e do desespero para alegria serena e profunda de quem acredita, no final, o bem vencerá o mal, a verdade vencerá a mentira e salvação vencerá a condenação. 

Tenho presente das duras provas que o senhor viveu ultimamente, especialmente da perda de alguns entes queridos, sua esposa Marisa Letícia, seu irmão Genival Inácio e, mais recentemente, seu neto Arthur de somente sete anos- quero lhe manifestar a minha  proximidade espiritual e lhe encorajar pedindo para não desanimar e continuar confiando em Deus. 

Ao assegurar-lhe minha oração a fim de que, neste tempo pascal de Júbilo,  a luz de cristo ressuscitado o cumule de esperança, peço-lhe que não deixe de rezar por mim.  

Que Jesus o abençoe e a Virgem santa lhe proteja. 

Fraternalmente. 

Francisco

terça-feira, 28 de maio de 2019

Não tenho mais medo de ficar sozinha

Jussara Dutra Couto (foto: Bitar & Paiva Fotografia )

Uma cerimônia de casamento sologâmico foi realizada em Belo Horizonte neste domingo (26/5) e arrancou elogios da noiva/ esposa. 

"Foi a  cerimônia mais linda que já vi na vida! E olha que eu já vi muita cerimônia de casamento", diz Jussara. 

Jussara criou a "Eu comigo evento", empresa especializada em promover casamentos solos. No mercado de matrimônios há 20 anos, ela defende que o próprio casamento sologâmico não foi marketing: "A vontade é genuína".  

"É com esta salva de palmas que todos nós declaramos você, Jussara, o grande amor da sua vida", disse a celebrante do casamento, antes de a noiva deixar o altar sob aplausos emocionados de amigos e parentes - houve até quem foi às lágrimas com a celebração. Assim, a empresária Jussara Dutra Couto, de 38 anos casou-se consigo mesma.

'Não tenho medo de ficar sozinha', diz noiva de si mesma.

Fonte: https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2019/05/27/interna_gerais,1056959/como-foi-a-cerimonia-da-mulher-que-se-casou-consigo-mesma-fotos-e-vid.shtml

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Gente, entende uma coisa (Vinnie Bressan)

Alto lá
Este texto não é meu
Copiei e colei
Onde? No Facebook
De quem? Vinnie Bressan

Gente, entende uma coisa (Vinnie Bressan)



A gente está falando de pessoas que, se amanhã pousasse um disco voador na frente delas em uma avenida, elas iriam atirar. Pode ter qualquer coisa dentro do disco voador, é o disco voador de Schrödinger. Podem escravizar toda a raça humana e tomar o planeta? Opa, podem sim!!! Podem estar trazendo conhecimento, a cura de todas as doenças, tecnologia e formas de resolvermos os problemas mais periclitantes da Terra? Podem também! Perceba que não existem garantias, apenas riscos. E isso diz muito sobre a decisão destas pessoas de atirarem antes de saber o que nos espera, a decisão de, como costumam dizer, “atirar primeiro e perguntar depois”.

Quando a gente fala na rejeição ao outro, ao diferente, ao desconhecido, uma palavra que geralmente vem à mente é “ódio”. Não está errado, mas está na superfície. Você não odeia o que não conhece apenas por não conhecer. Você odeia o que não conhece porque tem medo. Essa é a palavra que todo mundo deveria colocar na frente do ódio ao caracterizar estas pessoas e manifestações: “medo”. Medo dos alienígenas (então, atiremos e eliminemos a “ameaça”), dos comunistas (que acreditamos que são inimigos, mas sobre os quais pouco sabemos pra além da rejeição que nos foi ensinada), de virar uma Venezuela (sem saber como foi que a Venezuela virou uma Venezuela, atribuindo toda a culpa a uma pessoa, como se a crise começasse ali), de ser assaltado (então, armas precisam ser liberadas, mesmo as estatísticas mostrando o contrário, já que eu PRECISO me defender a qualquer custo), da homossexualidade (porque isso não é “natural”, vão corromper nossas crianças, ainda que os números sobre abuso infantil digam que o risco é bem outro), enfim, de qualquer inimigo que te vendam a um preço de ocasião e que você resolva pagar, muitas vezes, mesmo sem se dar conta.

Parecia impossível, mas conseguiram! O último disco voador que pousou na avenida de que a gente falava é a Educação. Isso por si só já seria preocupante, mas torna-se ainda mais assustador quando nos damos conta de um detalhe: aqui, não estamos mais falando de um elemento desconhecido. Todo mundo sabe e entende o que é a Educação. Pelo menos eu achava que sim. Então, o que foi feito é ainda mais estarrecedor por ter dado certo: pegaram algo conhecido, que todo mundo queria e entendia como crucial para a manutenção de um projeto de país, distorceram através de mentiras e venderam que se transformou em outra coisa. Em um inimigo! A única coisa que poderia despertar a consciência crítica sem que a gente precisasse pagar pra ver o que é, algo que a nossa própria experiência e a experiência de todos os outros países do mundo têm mostrado que é o ÚNICO caminho para o progresso é o alvo do momento. As pessoas têm medo da Educação!

Não da Educação, claro, mas do que as pessoas que precisam que se odeie a Educação estão vendendo que ela se tornou: algo ensinado em um ambiente onde PREDOMINAM drogas, orgias, nudez gratuita e doutrinação ideológica. Sim, estão vendendo isso como a regra, não como a exceção. E a proposta pra acabar com os carrapatos é matar a vaca. Um presidente da República, possivelmente uma das pessoas que mais instila o medo e o desconhecimento hoje no Brasil, chegou ao cúmulo de dizer que não existe pesquisa científica nas Universidades Públicas Federais do país. Um presidente! Por irresponsabilidade, claro, mas menos por desconhecimento e mais por conveniência: é preciso convencer! Tudo o que for útil pra pintar a Educação como o inimigo, como algo a ser temido e odiado, está sendo usado e, ao que parece, enquanto surtir efeitos como o visto na frente da UFPR neste 26/05/2019, há de continuar sendo. E por que esse texto? Pra situar a origem do ódio, só isso. Esse ódio vem do medo. De pessoas que não estão dispostas a correr riscos e que a cegueira fez chegar a um patamar em que elas não aceitam apostar nem no certo, se alguém travesti-lo como um risco. Pessoas que vão chegar a extremos caso você opte pelo risco e que terão em mente que estão fazendo isso para te defender do pior. Traduzindo: a sua escolha consciente pelo risco será tachada como loucura e será combatida.

Fico pensando nas significações que as palavras “progressista” e “conservador” me sopram ao ouvido. O progressista é aquele que quer o progresso, o insatisfeito com o rumo das coisas, o que vai pagar pra ver o que tem dentro da espaçonave, ainda que o risco disso esteja posto. E o conservador é aquele que quer conservar tudo aquilo o que já foi conquistado (muitas vezes a qualquer custo), o que remete a uma satisfação com o rumo das coisas. A gente só conserva o que nos satisfaz em algum sentido (e, infelizmente, nesse ponto eu lamento que não tenhamos conservado apenas coisas que deram certo, que funcionaram... Mas, enfim, meu ponto nem é este!). Situo isso apenas por acreditar que nós ainda não progredimos o suficiente para nos bastarmos aonde chegamos. Eu não gosto de onde chegamos! Eu preciso de mais e, quando digo eu, penso no nosso número de pessoas famintas, desabrigadas, desempregadas ou das empregadas em regime análogo ao da escravidão, tendo que se achar sortudas em comparação com as desempregadas. Eu, utopicamente talvez, acredito que a humanidade pode mais. Mas, ao mesmo tempo, eu sei que pra ela conquistar mais, ela precisa perder o medo de saltar no vazio.

Enquanto eu escrevia essa reflexão, algo disso tudo me remeteu ao filme “A Chegada”, do Denis Villeneuve. Quem tiver a oportunidade de assisti-lo depois de ler este texto, tendo toda essa reflexão no bojo e contrapondo estes dois vetores tão marcantes em tudo o que eu escrevi, eu me sentiria muito feliz de poder trocar uma ideia a respeito. Pode ter sido viajar demais da minha parte tudo isso jogado aqui na tela, mas me ocorre agora que talvez o impulso primordial pra este salto no vazio esteja justamente na arte. Tentemos chegar juntos, cansados ou não. Porque se a gente não chegar assim, talvez a gente nunca chegue.

domingo, 26 de maio de 2019

Espelho da minha mágoa (Paulo Abreu)

https://www.brainpickings.org/2012/12/05/an-abz-of-love/

Queria te esquecer, 

anular totalmente 

da memória 

a sua voz, 

sua pele dócil, 

seu beijo lento, 

queria você.

eu queria você

eu, imagina só, eu!

em delírio soçobrante,

dizendo não

olho no olho 

em espelho

seus olhos lágrimas

meus olhos tesos.

você poesia

eu desespero.


É isto aí!

No caminho à Colina do Bom Senso

Caminhava por entre as alamedas do reino rumo à Colina do Bom Senso, onde está instalado o Putoscópio, um dos maiores observatórios da Pitangueira, junto com a CIP - Central de Inteligência da Pitangueira e com o SO2B - Serviço de Observação  de Bobagens e Besteiras.

Num muro, pichado, estava a frase:

"O povo está de um lado, e todos os lados estão do outro lado". 

Voltei para o Palácio Imperial. Não precisava de Putoscópio. O que tem de ser visto está na cara, nas salas ricamente confortáveis, nos escritórios poderosos, nos CEOS biliardários, nos que gritam aqui e nos que gritam lá, nos que gritam fora, nos que gritam fica. Estão todos juntos e misturados. Vermelhos, verdes, amarelos, brancos e azuis estão juntos, quão juntos? O suficiente para um ato de gozo pleno.

Há um texto anônimo, atribuído ao Fernando Pessoa* (chegando inclusive a ter referência bibliográfica conflitante), que circula na imensa rede mundial há pelo menos quinze anos, pelo menos é o tempo que o conheço. Vou publicar aqui. Você, autor/autora  deste texto, foi feliz na construção, e talvez seu anonimato seja a força da mensagem:

Quero tudo novo de novo. 
Quero não sentir medo. 
Quero me entregar mais, 
me jogar mais, 
amar mais.

Viajar até cansar. 
Quero sair pelo mundo. 
Quero fins de semana de praia. 
Aproveitar os amigos 
e abraçá-los mais. 

Quero ver mais filmes,
ler mais. 
Sair mais.

Quero não me atrasar tanto, 
nem me preocupar tanto. 
Quero morar sozinho, 
quero ter momentos de paz. 
Sorrir mais, chorar menos 
e ajudar mais.

Quero ser feliz, 
quero sossego. 
Quero me olhar mais. 
Tomar mais sol 
e mais banho de chuva. 
Preciso me concentrar mais, 
delirar mais.

Não quero esperar mais. 
Quero fazer mais, 
suar mais, 
cantar mais e mais.

Quero conhecer mais pessoas. 
Quero olhar para frente. 
Quero pedir menos desculpas, 
sentir menos culpa. 
Quero mais chão, 
pouco vão e mais bolinhas 
de sabão.

Quero ousar mais. 
Experimentar mais. 
Quero menos ‘mas’. 
Quero não sentir tanta saudade. 
Quero mais e tudo o mais.

E o resto que venha **
se vier, 
ou tiver que vir, 
ou não venha.

*Apenas o último verso pertence realmente ao Fernando Pessoa:
**Álvaro de Campos:
TABACARIA: http://arquivopessoa.net/textos/163

É isto aí!






Bobby McFerrin Demonstrates the Power of the Pentatonic Scale

sábado, 25 de maio de 2019

A Plataforma Gaiattes de Eugenia Uniflora

Eugênia Uniflora nasceu de uma família classe média média, morou na ponta de um bairro bonzinho, teve vizinhos bons e experiências diversas. Frequentou igrejas, centros, ouija, tarot, terreiros, cemitérios e inclusive escolas.

Ao 17 anos teve a sua primeira experiência sexual, aos 17 anos também fugiu de casa pelo menos três vezes, mas sempre voltava á noite, pois sua cama era única, seu travesseiro apaixonante e havia um banheiro só para si. Aos dezessete anos encontrou seu verdadeiro e grande amor três ou quatro vezes. Aos dezessete anos também desejou ter 18 e aos 18 anos, arrependida de estar rumando aos vinte e com pouco tempo para muitos sonhos, ingressou na Universidade Real da Pitangueira.

Como não sabia o que queria, mas sabia o que não queria, foi fazer Filosofia, estudar a existência humana e o saber por meio da análise racional, pelo singelo, puro e imaculado amor ao conhecimento.

Entrou na escola apoiando o total liberalismo econômico, com arminhas, beicinhos e peitinhos, de forma determinada,  sem fronteiras; mas, deparando com a existência real e com a mente humana, o saber, a verdade, os valores morais, a linguagem, etc. deu de dar ares de graça da sua graça à esquerda, ao centro e aos indecisos, de todas as formas e jeitos que entendeu serem úteis ao conteúdo pedagógico, digamos assim.

Ao concluir a formação, desapareceu. O boato nos guetos, nos núcleos, nas comunidades e nos bares é que havia sofrido uma paixonite pelo neo-liberalismo e migrado para Harvard, o que seria natural pela sua competência, doação, inquietude e sabedoria. É verdade que a moça partiu para Cambridge, estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, onde se localiza a famosa instituição, e lá fez o que fazia de melhor, e estudar em Harvard não estava incluído no combo.

Voltou 6 anos depois, corpo elegante, roupas finas, andar gracioso e modos peculiares. Trazia na coleira, digo, à mão, um esquálido professor doutor Smith, de provecta idade, aposentado há pelo menos uns trinta anos. Esfregou o currículo e o marido no nariz de quem ousasse tecer comentários jocosos sobre sua pós-neo-formação. Afirmava em alto e bom som que seu currículo estava documentado na Plataforma Gaiattes. E, pelo andar da carruagem, o professor doutor, hummmm... estava muito limitadinho para tanta pose ... este Gaiattes ...

É isto aí!

Como criar sua realidade | Geronimo Theml | TEDxSantos

sábado, 18 de maio de 2019

Amanda Oleander Tela 01 (Instagram @amandaoleander)

Reprodução/ Instagram @amandaoleander

Fonte:
http://www.desafiomundial.com/br/desenhos-mostram-o-lado-obscuro-dos-relacionamentos/1/

A artista Amanda Oleander traduz o dia a dia de um casal, sem romantizar demais, em suas ilustrações. Nas suas redes sociais, ela mostra o “amor real”.

Nem sempre depilada



Amanda Oleander Tela 02 (Instagram @amandaoleander)

Reprodução/ Instagram @amandaoleander

Fonte:
http://www.desafiomundial.com/br/desenhos-mostram-o-lado-obscuro-dos-relacionamentos/2/

A artista Amanda Oleander traduz o dia a dia de um casal, sem romantizar demais, em suas ilustrações. Nas suas redes sociais, ela mostra o “amor real”.

O drama dos cabelos




Amanda Oleander Tela 03 (Instagram @amandaoleander)

Reprodução/ Instagram @amandaoleander

Fonte:
http://www.desafiomundial.com/br/desenhos-mostram-o-lado-obscuro-dos-relacionamentos/3/

A artista Amanda Oleander traduz o dia a dia de um casal, sem romantizar demais, em suas ilustrações. Nas suas redes sociais, ela mostra o “amor real”.

Dividindo as tarefas


Amanda Oleander Tela 04 (Instagram @amandaoleander)

Reprodução/ Instagram @amandaoleander

Fonte:
http://www.desafiomundial.com/br/desenhos-mostram-o-lado-obscuro-dos-relacionamentos/4/

A artista Amanda Oleander traduz o dia a dia de um casal, sem romantizar demais, em suas ilustrações. Nas suas redes sociais, ela mostra o “amor real”.

Intimidade demais




Amanda Oleander Tela 05 (Instagram @amandaoleander)

Reprodução/ Instagram @amandaoleander

Fonte:
http://www.desafiomundial.com/br/desenhos-mostram-o-lado-obscuro-dos-relacionamentos/5/

A artista Amanda Oleander traduz o dia a dia de um casal, sem romantizar demais, em suas ilustrações. Nas suas redes sociais, ela mostra o “amor real”.

Chega de games!




Amanda Oleander Tela 06 (Instagram @amandaoleander)

Reprodução/ Instagram @amandaoleander

Fonte:
http://www.desafiomundial.com/br/desenhos-mostram-o-lado-obscuro-dos-relacionamentos/6/

A artista Amanda Oleander traduz o dia a dia de um casal, sem romantizar demais, em suas ilustrações. Nas suas redes sociais, ela mostra o “amor real”.

O fascínio por espinhas