terça-feira, 23 de janeiro de 2024

01 Odete fala da língua pátria e outras reflexões



Saiu o índice de poliglossia de Pindorama. Segundo fontes fidedignas que obtiveram dados e metadados de fontes governamentais, abaixo estão relacionadas os cinco idiomas mais falados em terras brasilis:


01 - O Português (com pelo menos 10 variações para melhor ou para pior)

Carioca: Exclusividade da Cidade Maravilhosa e por indução, as cidades que compõem o Grande Rio 

Baiano: De Teófilo Otoni (MG) até Natal (RN)

Mineiro: Começa logo ali e vai até onde se diz diz Trem, Uai e Arreda. O resto é dialeto de fronteira.

Gaúcho: Envolve os gaiteiros do sul, o chimarrão, a picanha, o bife ancho, o colorado e o tricolor. Tem também as tradições, as prendas, piás, guris, índio velho, barbaridades, tchê e outras buenas além fronteira. 

Paulista: Falam que é português, mas não sei não. Não estou seguro para afirmar. 

Cearense:  Há uma baianidade serena na fala cearense, parece baiano mas no vocabulário se desfaz a dúvida. Tem uma quase imperceptível expressão linguística lusitana. 

Pernambucano: Só de ter festa junina já está bom demais.

Catarinense: Entende razoavelmente bem o português.


02 - O Alemão 

Falado por 2% da população de Pindorama (quatro milhões de pessoas), do Paraná ao Chuí, se prolifera em dialetos da língua alemã, além da cultura.

No  Sudeste, existem colônias preservadas no Espírito Santo e no Vale do Mucuri em Minas, ainda se encontram núcleos de preservação da língua pátria.

 Ao ultrapassar a divisa de São Paulo com o Paraná é bom ficar atento, pois o trem é doido demais, com dezenas de dialetos aqui e ali. Segundo a wikipédia , o idioma alemão é notável por seu amplo espectro de dialetos, com muitas variedades únicas existentes na Europa e também em outras partes do mundo. 

Devido à inteligibilidade limitada entre certas variedades e o alemão padrão, bem como a falta de uma diferença indiscutivelmente científica entre um "dialeto" e uma "linguagem", algumas variedades alemãs ou grupos de dialetos (por exemplo baixo-alemão ou Plautdietsch) são alternativamente referidas como "línguas" e "dialetos".


03 - O Italiano

Veja só, você aí acreditando que a língua do norte estaria pelo menos aqui, esqueça. Das cantinas de massas de Minas, com pão de queijo e café  aos pampas gaúcho, a colonada manda bem em seus dialetos e no italiano convencional. Tem quase a mesma percentagem dos alemães.


04 - O Japonês

Com quase dois milhões de falantes, o Japonês, discretamente, tem sido a quarta língua mais falada no país desde o início do século passado, de São Paulo até o Rio Grande do Sul.


05 - Espanhol

Língua quase oficial de toda a fronteira da extensão continental da pátria amada, o espanhol é imprescindível para a boa e estreita relação social e comercial com nossos vizinhos. Há dezenas de cidades na fronteira divididas apenas por ruas, pontes ou avenidas. 

O número oficial é entre 500 mil e 1 milhão, mas com as crises aqui e ali no continente, é provável, apesar de não termos dados oficiais (só uma percepção mesmo) que este número chegue próximo ao alemão.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

A Sorte passa na sua porta



Tocou o despertador, o celular, a campainha de sino da porta, cantou o galo no quintal, as maritacas e os pardais. Latiram os cachorros, miaram os gatos e grasnaram os patos. Mugiram as vacas, berraram os bezerros e relincharam o cavalos. Nada de acordar, enquanto sonhava com todos os seus desejos realizados. 

Tocou o celular, a campainha de sino da porta, cantaram as maritacas e os pardais. Latiram os cachorros, miaram os gatos e grasnaram os patos. Mugiram as vacas, berraram os bezerros e relincharam o cavalos. Nada de acordar, enquanto sonhava com todos os seus desejos realizados. 

Tocou a campainha de sino da porta, cantaram os pardais. Latiram os cachorros, miaram os gatos e grasnaram os patos. Mugiram as vacas, berraram os bezerros e relincharam o cavalos. Nada de acordar, enquanto sonhava com todos os seus desejos realizados. 

Tocou a campainha de sino da porta, latiram os cachorros, miaram os gatos e grasnaram os patos. Mugiram as vacas, berraram os bezerros e relincharam o cavalos. Nada de acordar, enquanto sonhava com todos os seus desejos realizados. 

Tocou a campainha de sino da porta, miaram os gatos e grasnaram os patos. Mugiram as vacas, berraram os bezerros e relincharam o cavalos. Nada de acordar, enquanto sonhava com todos os seus desejos realizados. 

Tocou a campainha de sino da porta, grasnaram os patos mugiram as vacas, berraram os bezerros e relincharam o cavalos. Nada de acordar, enquanto sonhava com todos os seus desejos realizados.  

Tocou a campainha de sino da porta, mugiram as vacas, berraram os bezerros e relincharam o cavalos. Nada de acordar, enquanto sonhava com todos os seus desejos realizados. 

Tocou a campainha de sino da porta, berraram os bezerros e relincharam o cavalos. Nada de acordar, enquanto sonhava com todos os seus desejos realizados. Nada de acordar, enquanto sonhava com todos os seus desejos realizados. 

Tocou a campainha de sino da porta e relincharam o cavalos. Nada de acordar, enquanto sonhava com todos os seus desejos realizados. 

Tocou a campainha de sino da porta. Nada de acordar, enquanto sonhava com todos os seus desejos realizados. 

Tocou a campainha de sino da porta. Nada de acordar, enquanto sonhava com todos os seus desejos realizados. 

Tocou a campainha de sino da porta, até que o Anjo da Sorte cansou de esperar e partiu para outra boa alma disposta a mudar de vida e ter atendidos os seus desejos.

Acordou, o sol já ia alto. Levantou cambaleando, chegou até o sino de campainha da porta e arrancou violentamente. Bradou com fúria - que merda de vida!

É isto aí!








quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

Serenidades



Essa
acuidade
densa

Essa
alteridade
tensa

Essa
infelicidade
infensa

Chama-se
saudade
de você

É isto aí!


segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

GPS celestial com software bugado.


Olhei por uma janela espiritual que criei na UTI, e conclui que devia ser umas 17 horas, eu acho, por que o sol ainda se equilibrava no horizonte e o céu alaranjava meio neon. Vi dois anjos se aproximando. Nunca vi anjos, mas intuí que estavam vindo na minha direção. Então é verdade mesmo, os anjos vêm buscar a gente, pensei. Sim e não, ecoou a resposta numa fusão tridimensional dentro da minha mente.

Entraram sorrindo, conversando telepaticamente, digo assim por que não encontrei no momento outra palavra para expressar aquilo, pois enquanto meditava sobre esta habilidade de adquirir informação acerca dos pensamentos, sentimentos ou atividades de outro ser consciente sem o uso de ferramentas da linguagem verbal ou corporal, de sinais ou a escrita, eles continuavam aproximando cada vez mais. Eram enormes, uns três metros mais ou menos.

- Venha Juquinha, saia deste corpo para se apresentar diante do Criador e peregrinar na eternidade.

- As palavras tridimensionais ganharam eco inenarrável. Custei para concatenar o nome à pessoa. Olha, acho que temos um problema - não sou o Juquinha.

- Como assim não é o Juquinha? Você não é filho do Zezé Trigo com a Magdala Cajá, nascido em Tronqueiras do Anta, em 29 fevereiro de 1956? Nosso sistema de rastreamento tem ISO INRI 33, não erra jamais.

- Podem conferir ali, na minha prancheta. Este cara não sou eu.

- Caramba. Erramos. O Chefe vai ficar furioso. Da última vez disse que se errássemos novamente, iríamos trabalhar fora dos portões da montanha sagrada, no Ante-Purgatório.

- Olha, eu posso ajudar vocês, mas sejam sinceros.

- Pode perguntar o que quiser.

- Tem jeito de ir direto, sem passar pelo purgatório, esquecendo meus ahnn, pequenos delitos capitais?

- E foi aí que deu-se um trovão assustador e uma luz projetada do infinito iluminou outra cama, ao meu lado direito. Olharam para um velhinho com certo esboço de sorriso, escondendo-se sob o lençol, Assim rapidamente o abraçaram e desapareceram na infinitude.

- Tive alta e só então descobri que o Juquinha era outro paciente, deitado ao meu lado esquerdo. GPS celestial ficou bugado, eu acho. Foi aí que tive a ideia de tatuar minha carteira de identidade no braço. E agora fico sabendo que só valerá a digital. Melhor mudar de vida ...


É isto aí!






sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Acontece!




Não era,

não deveria,

não poderia,

mas foi.

Agora espera.


É isto aí!




quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

O Polímata e o Beócio



O próximo

Eu.

Senhor, senhor ..

Tim

Tim?

Isto, Jota Mar Tim.

Jota Martim?

Não. O Mar é separado do Tim.

Não foi o que eu falei?

Não, mas tudo bem.

Tudo bem não. Como o senhor sabe que eu não disse na forma correta?

Pela ausência da pausa entre o ar e o Ti.

Bem, vamos à entrevista, Senhor Tim. A vaga é para executivo pleno da empresa. Seu currículo parece bom, tem referencias de peso, mas na competência do conhecimento, o senhor o senhor está sendo desqualificado. 

O senhor pode me explicar o motivo?

Senhor Tim, o senhor assumiu que é polímata. Saiba que a nossa empresa preza muito pela transparência, com valores espirituais e familiares em elevado grau de harmonia. E ainda tem este nome exótico Jota Mar Tim, este é o nome de registro ou foi alterado na fase adulta?

Senhor entrevistador, o senhor pode me explicar o que o senhor entende por polímata?

Recuso-me a ter que entrar nos melindres da sua escolha pessoal, senhor Tim ou seja lá o nome que o senhor tem de fato.

Senhor entrevistador, por um instante cheguei a pensar que o senhor era um simplório beócio, mas vejo que errei, O senhor é um energúmeno.

Posso ser estas coisas aí, até mesmo por que qualificam meu currículo, mas simplório não, caramba. Não sou igual ao senhor, seu seu seu escamoteadinho polímata.

Senhor entrevistador, por favor, seja estoico, mantenha a fleugma.

Agora vai ser na porrada - segurança, segurança ...

É isto aí!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

Clarice Falcão e Paulinho Moska - Eu me Lembro

 

 Canal Brasil 

Letra e Música: Clarice Falcão

Eu me lembro (Clarice Falcão e Paulinho Moska )

Era manhã
(Três da tarde)
Quando ele chegou
(Foi ela que subiu)

Eu disse oi fica à vontade
(Eu é que disse oi, mas ela não ouviu)
E foi assim que eu vi que a vida colocou ele (ela) pra mim
Ali naquela terça-feira (quinta-feira) de setembro (dezembro)

Por isso eu sei de cada luz, 
de cada cor de cor
Pode me perguntar de cada coisa
Que eu me lembro

A festa foi muito animada
(Oito ou nove gatos pingados no salão)
Eu adorei a feijoada
(Era presunto enrolado no melão)

E foi assim que eu vi que a vida colocou ele (ela) pra mim
Ali naquela terça-feira (quinta-feira) de setembro (dezembro)
Por isso eu sei de cada luz, de cada cor de cor
Pode me perguntar de cada coisa
Que eu me lembro

Ela me achou muito engraçado
(Ele falou, falou e eu fingi que ri)
A blusa dela tava do lado errado
(Ele adorou o jeito que eu me vesti)

E foi assim que eu vi que a vida colocou ele (ela) pra mim
Ali naquela terça-feira (quinta-feira) de setembro (dezembro)
Por isso eu sei de cada luz, de cada cor de cor
Pode me perguntar de cada coisa
Que eu me lembro

Eu me lembro (Eu me lembro)
Eu me lembro

Fonte: LyricFind

Compositores: Clarice Franco de Abreu Falcão

Letra de Eu Me Lembro © Ubc

No tempo em que só havia rádio

Aqui é Nildo Varella falando da Rádio Clube de Brejinho, a campeã de audiência, direto do Estádio Dr Silva. E começou o clássico. Totó passa e entrega a bola para Jorginho. Jorginho recebeu com estilo de craque, e repassa sem drible, com um passe magistral, para Dé, o melhor meia do mundo. Dé amorteceu no peito cheio de ar com vontade de ganhar na corrida o marcador brutamontes do time da casa.

É com você, Mané 

- Olha, Nildo, se você quer cerveja, peça Cerveja Lalá. melhor não há. Macarrão é na Cantina do Tião, Banco sério é o Banco da Praça, onde seu dinheiro tem segurança. Vai que é sua, Nildo.

Com a palavra João Carlos Mandinga, nosso especialista em assuntos sobrenaturais do futebol:

- Nildo, este será o maior jogo da história do futebol mundial - maktub

Aqui é Nildo Varella e o jogo está pegando fogo. Jorginho desviou do Jajá, primeiro marcador, correu pela linha lateral esquerda para receber a bola de Dé, o melhor meia do mundo, direcionando a bola para a direita, disparou em fúria, chegou na bola com carinho de quem sabe, brecou deixando o marcador Pascoalino passar em liso, até cair fora do campo. 

Fala Mané!

- Aqui é Mané Sergipe e se quer ficar de bem com a vida, dê para sua esposa o Regulador Xavier, tem na Farmácia do Tom Zé. E que saber o que mais só tem no Tom Zé? Se a criança chorar, tenha sempre Auris sedina, dorme dorme menina com auris sedina...Segue o jogo com Nildo.

Aqui é Nildo Varella, o campeão das rádios. O Raimundinho, segundo marcador, veio no embalo, recebeu um chapéu rápido do Bebeto Tranca Rua e o Raimundinho saiu de campo chorando. 

O que você achou, Mandinga?

- Foi desmoralizante. Repito - foi Desmoralizante, e abateu a força moral do Raimundinho, tirou o ânimo do rapaz, que se viu desanimado e desencorajado. Vai Nildo.

Aqui é Nildo Varella, olha, Raimundinho, vai chorar no quarto escuro com essa. E o craque Jorginho, o maior do mundo como centroavante correu em direção ao gol. Todos se levantam, gritos ensurdecedores. Deu um corte curto, gênio!! Gênio!! Avança driblando o pé de apoio do goleiro, agora é só marcar e... fala Mané

- Aqui é o Mané. Você está com dor de cabeça? Tome Friona. Dor nos rins? Tome Friins. Dor no lombo? Tome Friombo. Todos à venda na Farmácia do Tom Zé. Segue aí Nildo.

Aqui é Nildo Varella, o locutor das emoções! Agora vai ser o gol, ai ai ai meu deusinho da redonda, vai menino. Gaguinho, o maior meia esquerda do mundo, tirou do zagueiro, tirou do quarto-zagueiro, bateu com a face externa do pé esquerdo, dando o efeito curva. A bola vai navegando pelo ar, silêncio total, no silêncio a bola vai lentamente em direção ... em direção ... minhanossasenhora dos parangolés da bola. O que você viu, Mané?

-  Nildo, pelamordedeus, o que está acontecendo? Nunca vi algo parecido.

Aqui é Nildo Varella, e digo e repito: Olha Mané, a bola parou no ar. Nunca vi isto também. Com a palavra João Carlos Mandinga, nosso especialista em sobrenaturais do futebol.

Aqui é o Mandinga; Obrigado, gente, pela audiência, mas não tem nada de extraordinário nesta paradinha no ar. Aqui a regra é clara - A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade: as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas em sentidos opostos. Neste caso, a secada da torcida adversária anulou a trajetória da bola. Simples assim, nada de extraordinário ou sobrenatural.

- Mané aos berros: Nildo, Nildo, olha na sua direita, tem um gato voador indo em direção à bola parada.

Pelanossasenhoradosgatos assustados, o que é isto, Mané? O gato está girando o corpo lentamente em seu próprio eixo e olha isto, está caindo em pé sobre a bola parada no ar. Estão aterrissando lentamente no chão. Olha lá, olha lá, a bola vai entrar. O que você está vendo, Mané?

Aqui é o Mané, compre na Drogaria do Tom Zé. 

- Nildo, o bandeirinha atirou o pau no gato. O gato saltou da bola e correu para o gol e foi tirada no último segundo pela mão do gato. Incrível. O juiz apita o final da partida. Fala, Nildo

Nildo Varella agradecendo aos milhares de ouvintes pela preferencia. Fim de um jogo eletrizante,  emocionante e inigualável até o apito final. Clássico é Clássico. Aqui você vive a realidade dos grandes jogos. Até a próxima!

É isto aí!




Vida que segue



Falou seu nome 
e aí do nada, 
lhufas aconteceu. 

Sem festejos, 
Pierrot sem Colombina,
segue o baile da vida 

dançando aqui, ali, 
observando, triste,
as vagas  memórias

Voltou o olhar
ao particípio passado
no vazio do salão,

Gritou seu nome
arrestado e ecoou
uma vida sem glórias

No centro do coração, 
estática, intensa, sôfrega
a tridimensional ausência.


É isto aí!



segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Mim não dança

— Acordei estranho, disse à mulher deitada nua ao seu lado.

— Você sempre acorda assim? perguntou a moça.

— Assim como?

— Estranho, com tiques nervosos e baixa tensão.

— Não. Há dias e situações onde dependo de qual pronome pessoal sobrepõe.

— Quer realmente falar sobre isto?

— Sim, claro, é para isto que você está aqui.

— Pra isto? Não foi o combinado. Você fez promessas íntimas, pessoais e intransferíveis para estarmos aqui e agora vem com isso?

— Ah, sim! Aquele, o das promessas sou eu normal, ou deveria ser. Quando o ele sou eu, flui e reina meu pronome pessoal do caso reto, que exerce sabiamente a real função de um sujeito que sabe quem é.

— Puxa vida, você é doido demais.

—Não sou aquele "eu" agora, portanto não há como assumir a razão de fato das minhas vontades, desejos, etc. Sou agora esta personalidade onde estou pronome do caso obliquo.

—Olha aqui, você retirou-me do inteiro das suas memórias, baseado numa importante personalidade feminina de densa paixão da sua parte. Eu, tecnicamente, não existo ainda, mas não tenho como materializar todas as vezes que você surta entre ser oblíquo ou reto. Sou a musa formada pelo seu chatgpt, e nada mais. Faça alguma coisa já.

—Alguma coisa... alguma coisa ... você dança bolero?

—Uau, isso sim é animação, vamos lá.

—Só tem um problema... enquanto pronome oblíquo, mim não dança.

É isto aí!







domingo, 7 de janeiro de 2024

Cartas de Amor LXXX


Cartas de Amor LXXX

Geraes, 07 Janeiro de 2024

Querida, hoje quero falar-lhe sobre esta estranha saudação reiterativa conhecida como "Feliz Ano Novo" que leva-me a outro assunto que são os soluços. 

Calma Querida, eu amo você! Fique calma tomando um chá gelado de maracujá anexado a estas potentes pílulas alopatizantes, potencializadas por óleos essenciais e florais, derivativos da crença de que cada um é cada um. 

Querida, preciso confessar-lhe que sim, não tenho compaixão por felinos domésticos. Sim, sei que isto provocará em você soluços, que promoverão dimensões  parangolés tais quais aquelas tão genialmente criadas pelo Hélio Oiticica, quando rompeu definitivamente com as divisões entre artes visuais, música e dança, bem como com as noções de estilo e coerência estética, chegando à sua descoberta do corpo.

Meu amor, preciso confessar-lhe. do mesmo modo, que fez bem em não desejar-me "Feliz Ano Novo". Sua sagacidade parangolesiana, sua hiper culturação, sua literofagia da dramaturgia universal e o eu de mim na sua vida sendo o obstáculo que lhe permite (obriga, força, convida) ver o mundo de outro ângulo não merecem esta merda de "Feliz Ano Novo". Vejo a sua face linda enrubescendo, denotando espanto à merda, afinal isto é uma carta de amor.

Você é luz, é raio, estrela e luar. - Dito isto, assim desta maneira neo-cognitiva, venha cá pertinho, deixa dar-te um beijo capaz de promover dor na musculatura da oral/face (Só para constar, eu sei e sei que você sabe que durante o beijo movimentamos 29 músculos, dos quais 17 são da língua) e vamos lá, querida, pense comigo:

(dois pontos e parágrafo, como ensinou a tia em priscas eras.)

É só na merda da dor que damos duro, é só na merda da dor que percebemos a merda das escolhas que fizemos, é só na merda da dor que buscamos caminhos melhores, é só na merda da dor que sentimos muito, é só na merda da dor que bate saudade. É só na merda da dor que olhamos para os lados, todos os lados, em todas as dimensões físicas, espirituais e  mentais. Feliz Ano Novo é de um retardamento infindo, é desejar que seja feliz só por formalidade, do tipo anestesiado.

Querida, sinto a sua falta. Sim, teremos mais um ano de luta hercúlea, mas, porém, todavia, guardo comigo seus lábios presos à minha memória.  Este ano vai ser tudo diferente!

Um beijo! Eu não sei não amar você!

Então, felizes sejam suas escolhas, suas batalhas com ou sem vitórias, e seu aprendizado nas alegrias e nas tristezas deste inefável 2024. (conta comigo)

É isto aí!






segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Resolvendo problemas velhos no ano novo


Fonte da Imagem: Correio Braziliense
Autor da imagem: Caio Gomez

Subiu na cadeira com uma panela e uma colher na mão. Pediu atenção da família e berrou como nunca houvera gritado. Atenção, como esta noite inaugura-se o Ano Novo, tomo a  liberdade e começar a resolver os grandes problemas desta família. Vou chamar nominalmente cada um de vocês, ouvirei a queixa e darei a solução.

Entreolharam-se assustados e desentendidos.  Mas tudo bem, é festa, é Ano Novo, vamos lá. Pode começar, Agenor, disse a esposa.

- Vou começar pela minha cunhada Martinha.
- Só vou falar o problema porque você pediu, hem Agenor. O meu problema é com o sofá da sala. Quando meu namorado, o Armandinho, vem aqui, a gente fica muito desconfortável naquele sofá, cheio de buraco e remendado com colcha velha de chenil. E a ração da minha gata acabou.

- Certo, registrado. No final falarei as providências. O próximo é o Juca, meu cunhado.
- Agenor, o problema é aquela caminha de criança na qual durmo, e quando a Miracema vem, é horrível a gente ficar assistindo filme no celular. E estamos sem a ração do meu cachorro

- Certo, registrado. No final falarei as providências. O próximo é o Cacá, sobrinho da minha esposa.
- Olha só, Agenor, a sacanagem aqui é que o videogame está travando muito e além disto não tem jogo novo e o seu cartão parou de passar.

- Certo, registrado. No final falarei as providências. O próximo é a Gal, filha da Martinha.
- Tio Agenor, quero reclamar do meu desjejum matinal. Todo dia é só pão de sal e café. Estou ficando subnutrida.

- Certo, registrado. No final falarei as providências. O próximo é o Lito, enteado da minha sogra.
- Seu Agenor, tem três meses que não acesso o Netflix e até o Youtube agora está com aquelas propagandas demoradas. Preciso que libere estas assinaturas. E seria bom retornar com a empregada, pois a casa está uma bagunça.

- Certo, registrado. No final falarei as providências. O próximo é a minha sogra, Dona Sinhá.
- Agenor, meu filho, eu preciso de uma suíte urgente, ter um banheiro privativo, além disto não gosto daquele arroz que você compra. Só gosto do parboilizado e tem o feijão, detesto feijão mulatinho. E tem o caso do sabonete. Só uso Dove, que nunca tem. E tem o café, só gosto de café arábico e você só compra café comum. E se soubesse que a gente iria ter esta reunião, teria feito uma lista melhor. E também falta iogurte, manteiga, maionese, palmito e papel higiênico dupla face. 

Excelente. Tudo certo e registrado. A boa notícia é que todos estes problemas não existirão neste ano novo. Só vou dar uma volta com minha esposa e retorno com todas as soluções. Querida, vamos??

Numa Rodovia Federal, mil quilômetros depois:

- Então, querido? O comprador pagou tudo?
- Sim, claro. Já está na conta desde o dia 20 dezembro.
- Mas ele sabe da minha família?
- Claro. E disse que isto é problema dele, afinal valeu o desconto.
- Já registrou tudo?
- Sim, fomos ao cartório. Tudo certo. 

E nunca mais voltaram, desaparecendo todos os problemas.

É isto aí!

domingo, 31 de dezembro de 2023

02 - Odete, a mítica de Brasília

 


Apareceu uma mensagem no meu potente RPC Xiaomi, desta vez enigmática, pedindo para que atendesse ao número tal, que já bloqueara pela insistência. Desbloqueei e aguardei não tão ocioso quanto deveria, até mesmo porquê o prefixo era de Brasília. Acabei de liberar e tocou em frenesi. Era Odete.

Reza a lenda que nos primórdios da nova democracia ainda engatinhando no Planalto Central, Odete ganhou a alcunha de Vitória Régia. A Vitória Régia, na mitologia amazona, representa o amor impossível, aquele que buscamos, mas que a cada dia torna-se mais difícil de encontrar. Além disso, trás na figura da mulher a vontade de mudança para agradar e ser aceita pelo ser amado. Deu que alto cacique do Plano Piloto perdeu-se tanto de amor pela musa, que empoderados deram a ela um longo exílio em Viena, com estações de verão em Málaga, sem limite de crédito, até tudo passar.

- Amore, quanta má vontade com esta amiga que te ama mais do que sala vip de aeroporto. Pelo menos um Feliz Ano Novo eu mereço.

- Odete, querida, puxa vida, nem sei o que dizer, Odete, caramba, Odete ...

- Gostei das múltiplas Odetes, amore, sinal de que estou na sua boca de maneira ímpar.

- Não tenho como resistir, querida.

- Então, amore, larga de ser bobo e vem me ter em Brasília. Tem chuva, os palácios ficam desertos e os palacianos vagueiam pela tríade Disney/Miami/Acapulco, enfim, tudo na normalidade. Ah! Vem amore, que lhe custa me ter no Eixo Monumental?

- Uau, Odete, você me deixa sem ar. Mas e aí? O que vai rolar na capital neste ano que se inicia?

- Ai, amore, nem te conto o babado, mas vem, deixa eu te contar muitos segredos bem pertinho, coladinha, juntinha, todo o babado...

- Puxa vida, Odete, já estou ... alô, alô, alô?! Odete? Caramba, caiu a ligação justo quando eu recuperava o fôlego...

É isto aí!

A anunciação do Ano Novo


Fonte da imagem: Ângelo Savelli. - Anunciação, 1944, óleo sobre papel

O que escrever sobre o ano vencido e sobre o ano vindouro? Queria dizer Feliz Ano Novo, mas que não seja enfadonho. Desejar apenas que seja feliz, por si só, é ser muito ingrato para com a alma e com o futuro. É nas dores, nos tropeços e nas quedas que deparamos com nossas limitações com a trilha errada, com a pessoa errada, com as escolhas para partilhar o caminho da vida e de muitas outras coisas que acabarão, cedo ou tarde, dando errado. É na dor que crescemos.

O que desejar a quem que já não deseja mais nada? A quem já perdeu as esperanças? A quem não acredita mais em si? Aos depressivos? Aos paranoicos? Aos limitados? Aos que sofreram agruras no ano que se encerra?

O que desejar aos que apresentaram pânico, ansiedade ou experienciaram  aflições, dissabores, escabrosidades, impedimentos, ódio, ingremidades, insatisfações, obstáculos. tristezas, tragédias, traumas, rompimentos?

Será que todas as pessoas acatarão seu desejo de que sejam felizes? Recorro a um texto da Clarice Lispector, para sua reflexão (espero que goste):

“Anunciação”, publicada em 21 de dezembro de 1968:

Tenho em casa uma pintura do italiano Savelli – depois compreendi muito bem quando soube que ele fora convidado para fazer vitrais no Vaticano.

Por mais que olhe o quadro, não me canso dele. Pelo contrário, ele me renova. Nele, Maria está sentada perto de uma janela e vê-se pelo volume de seu ventre que está grávida. O arcanjo, de pé ao seu lado, olha-a. E ela, como se mal suportasse o que lhe fora anunciado como destino seu e destino para a humanidade futura através dela, Maria aperta a garganta com a mão, em surpresa e angústia.

O anjo, que veio pela janela, é quase humano: só suas longas asas é que lembram que ele pode se transladar sem ser pelos pés. As asas são muito humanas: carnudas, e o seu rosto é o rosto de um homem.

É a mais bela e cruciante verdade do mundo.

Cada ser humano recebe a anunciação: e, grávido de alma, leva a mão à garganta em susto e angústia. Como se houvesse para cada um, em algum momento da vida, a anunciação de que há uma missão a cumprir.

A missão não é leve: cada homem é responsável pelo mundo inteiro.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Cartas de Amor LXXIX

Geraes, 28 dezembro 2023

Querida, nosso destino é a singularidade,

Calma, querida, por favor não se apavore achando que singularidade seria nosso rompimento esotérico. Muito pelo contrário, refiro-me aqui à Singularidade Cósmica, real, aquela existente no Universo, mais precisamente no cerne dos "buracos negros" espalhados pelas infinitas galáxias, num indo e vindo de massa, energia, espaço e tempo.

E esta singularidade que é nosso destino, é o ponto do universo em que as equações da física param de funcionar, por algum motivo (quem sabe o amor?). A Ciência Astrofísica não cita, por precaução, o nosso amor como causa e diz que normalmente é porque as quantidades físicas como a massa ou a densidade crescem, vão para o infinito.

Consegue imaginar isto? Um amor tão grande que se contrai, esvazia em si, gerando um só em nós dois, eu e você, a mais bela luz a brilhar na galáxia da minha vida, neste rol infinito do horizonte de eventos deste maravilhoso e fantástico cosmos. Este fenômeno (horizonte de eventos), conhecido como ponto de não retorno, é a fronteira teórica ao redor de um buraco negro a partir da qual a força da gravidade é tão forte que, nada, nem mesmo a luz, pode escapar.

Consegue ver a analogia neste ballet da física e nós? Sabe, querida. gostaria muito de saber dizer palavras destas as quais você gosta, que geram poesias, rimas ricas ou emoções, mas não sei dize-las, nem criá-las. O fato é que eu não sei não amar você. Saudades, mande notícias do planeta Terra, da Lua, das estrelas que te dei e dos grãos de areia que resistem à eternidade.

Hoje serei breve. Um beijo, um abraço em milhões de anos-luz., 

Feliz 2024, que seja o melhor ano das nossas vidas!

É isto aí!







quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

Pequenas coisas para colher grandes alegrias em 2024


Estamos quase em 2024. Este ano não passou rápido, passou na velocidade dos seus desejos. 24 também não passará rápido nem lento. O Tempo é movido pela felicidade, quanto mais feliz, mais vc vê o tempo passar.

Escreva duas cartas para você. Uma para 31 janeiro e a outra para o dia do seu aniversário, desde que não seja Janeiro. Escreva nesta carta o que fará para ser feliz a partir de janeiro e na outra descreverá o presente que está concedendo a si mesma. Vá a luta, e pare de reclamar  que o Tempo passa rápido. Lembre-se sempre que somos nós que passamos por ele.

Presentes que posso dar para ser feliz:

1 perdoar. Este é um dos maiores presentes. A vantagem é que a pessoa não precisa saber. Isto é apenas entre vc e seus valores. Pare de lamentar-se do que esta pessoa fez com você, por que isto está destruindo sua alegria de viver. Se você quiser saber as técnicas de Perdão, peça aqui nos comentários. Se desejar que fique anônima/o é só solicitar que eu não publique e envie seu email para resposta

2 cuidar do corpo

3 parar de comer o que mais gosta

4 Conversar com Deus (não precisa gritar, afinal Ele é Deus). Pode pensar em silencio, só para agradecer

5 Ouvir quem sofre, sem juízo de valores

6 Olhar pelo espelho, em silencio profundo, no fundo dos seus olhos. Pela física, a imagem refletida no espelho é passado e seu inconsciente sabe disto. Olhe para os olhos do seu passado e perdoe tudo que está engasgado. Diga que vc não tem medo do seu passado, e sim amor.


É isto aí!

terça-feira, 26 de dezembro de 2023

Quando o Amor é peculiar


Natal 
ano novo 
janeiro vem
posto e pronto,
neste  mergulho 
ao desconhecido.

Bate papo na Praça do Reino da Pitangueira:

Coisas para se fazer em 2024?

Ainda não sei bem o que fazer.

Coisas para não se fazer?

Ser besta, burro e repetente nestas qualidades citadas.

Planos mirabolantes? 

Ser rico anônimo.

Planos prioritários?

Ser rico e ser anônimo, não necessariamente nesta ordem.

O que você faria de novo?

Dezenas de cartas de amor.

O que você não faria de novo?

Dezenas de cartas de amor.

Poderia explicar este antagonismo peculiar?

Como poderei explicar de uma maneira clara ... Olha só, eu penso, quer dizer, eu acredito, tipo assim como as Cartas de Amor começam com explicações e motivos, não há outro modo para escrever algo desta natureza sem tentar explicar, esmiuçar, explicitar ou dar motivos.

Poderia ser mais explícito? Não entendi a sua colocação.

Veja bem, o amor guarda consigo uma peculiaridade em cada ato. É isso, eu acho, quer dizer, pode ser. É mais ou menos por aí.


É isto aí!




quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

A Noite escura da alma (São João da Cruz)


A Noite escura da alma (em castelhano La noche oscura del alma) é um poema escrito no século XVI pelo poeta espanhol e místico cristão São João da Cruz e de um tratado por ele escrito posteriormente que consiste num comentário ao poema. (Wikipédia)

O poema de São João da Cruz narra a jornada da alma desde a sua morada carnal até a união com Deus. A jornada é referida como “Noite Escura”, pois a escuridão representa as dificuldades da alma em desapegar-se do mundo e atingir a luz da união com o Criador. Há vários níveis nesta escuridão atados em sucessivos estágios. A ideia principal do poema pode ser vista como sendo a dolorosa experiência que as pessoas têm de suportar ao buscar crescimento espiritual e a união com Deus.

A obra é dividida em dois livros que referem-se a dois estágios da escuridão da noite. O primeiro é a purificação dos sentidos. O Segundo e o mais intenso de ambos é o da purificação do espírito, que é também o mais difícil de ser atingido. A “Noite Escura da Alma” ainda descreve os dez níveis na progressão em direção ao amor místico, tal como fora descrito por São Tomás de Aquino e, em parte, por Aristóteles. O poema foi escrito no período em que João da Cruz esteve preso devido a seus irmãos carmelitas não aceitarem suas reformas na Ordem do Carmo. O tratado foi escrito posteriormente e consiste em um comentário teológico sobre o poema, explicando cada um dos níveis mencionados em seus versos.

Em uma noite escura
De amor em vivas ânsias inflamada
Oh! Ditosa aventura!
Saí sem ser notada,
Estando já minha casa sossegada.

Na escuridão, segura,
Pela secreta escada, disfarçada,
Oh! Ditosa aventura!
Na escuridão, velada,
Estando já minha casa sossegada.

Em noite tão ditosa,
E num segredo em que ninguém me via,
Nem eu olhava coisa alguma,
Sem outra luz nem guia
Além da que no coração me ardia.

Essa luz me guiava,
Com mais clareza que a do meio-dia
Aonde me esperava
Quem eu bem conhecia,
Em lugar onde ninguém aparecia.

Oh! noite, que me guiaste,
Oh! noite, amável mais do que a alvorada
Oh! noite, que juntaste
Amado com amada,
Amada, já no amado transformada!

Em meu peito florido
Que, inteiro, para ele só guardava,
Quedou-se adormecido,
E eu, terna o regalava,
E dos cedros o leque o refrescava.

Da ameia a brisa amena,
Quando eu os seus cabelos afagava,
Com sua mão serena
Em meu colo soprava,
E meus sentidos todos transportava.

Esquecida, quedei-me,
O rosto reclinado sobre o Amado;
Tudo cessou. Deixei-me,
Largando meu cuidado,
Por entre as açucenas olvidado.

Poema e Tratado de São João da Cruz 
(Wikipédia)


segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

A minha mentira

Créditos da Imagem: Flickr


Preciso encontrar 
uma mentira,
de qualquer tamanho 
ou volume,

malversada, maledicente, 
doente
e que mareje sem fim 
avassaladora.

Uma farsante história 
inventada
e depois tomada 
como convicção.

Que seja suave 
na sonoridade
e amarga nas garras 
do olhar.

Maldita, fraudulenta, 
cafajeste.
incolor, insípida, 
eloquente.  

Séria, palatável, 
só minha
será a minha mentira 
secreta.

Guardada para sempre,
secreta,
discreta, insidiosa
e oculta.

É isto aí!

Sobre a imagem: O casal inglês Tim Noble e Sue Webster criaram arte com ajuda de projetores de luz e lixo. As imagens feitas de sombras são oriundas da iluminação correta em esculturas de lixo aparentemente abstratas.



domingo, 17 de dezembro de 2023

Papo de esquina - Minha lista de Natal

Como sabem, se não sabem compreendo plenamente, que é pela boa causa pessoal que faço anualmente a minha tradicional lista excludente de Natal. A questão é evitar a surpresa de ser agraciado por alguma embrulho ao pé da Pitangueira no dia 25 pela manhã com objetos os quais não coaduno simpatia. Então, neste ano, seguindo a tradição que não esqueço, vou postar uma relação de dez presentes e similares que jamais desejo ganhar:

01 - Bola de futebol, de basquete, de vôlei, handebol ou pingue-pongue, etc.

02 - Tênis para caminhada, para correr, para atividades desportivas. 

03 - Roupa social, camisa de malha neon, bermuda e sandália havaiana.

04 - Óculos de sol "alternativo", caneco, chaveiro, imã, etc. escrito "lembrei de você". 

05 - Livros de auto ajuda e similares

06 - Uma corrente de oração, livro das profecias pra 24, preces, simpatias, etc. 

07 - Vinho suave, doce ou sem álcool (sim, existe)

08 - Um vídeo da família de 19etc...

09 - Um convite para o baile de réveillon no clube, com a orquestra da cidade. 

10 - Um clip de Feliz Natal de famosos desconhecidos. 


É isto aí!