sábado, 14 de novembro de 2015

A mulher de piercing no seio (Fabio Hernandez)

Alto lá - Este texto não é meu
Confesso que copiei e colei.

Quem é o autor - É o cubano Fabio Hernandez , que se declara em autodefinição como um "escritor barato".

De onde copiei? Do Diário do Centro do Mundo

Meu amigo Thunder achava que tinha encontrado o amor de sua vida. Tereza, dizia ele, era perfeita. Repórter da seção de cultura de um grande jornal. Bonita, loira de cabelos que escorriam quase até a cintura, sexualmente petulante, inteligente. Falava de Proust, de Almodóvar e de artes marciais, e não recusava as fantasias de Thunder.

Piercing no seio, que ela dizia deixá-la em estado de contínua excitação, tatuagem de golfinho na virilha esquerda. Tudo bem que Thunder é uma gangorra sentimental, sempre à procura da mulher perfeita, mas sua descrição de Tereza me fez acreditar que aquela história duraria pelo menos algumas semanas. Não durou mais que dez dias. Quando Thunder me disse por que tinha demitido de sua vida uma mulher tão sensacional como Tereza, vi que ele tinha toda razão.

Tereza era a Mulher Tagarela.

Um homem suporta muitas coisas. Dor de dente, congestionamento, jogadores mercenários. Pedágios que se multiplicam, Claudia Leitte e Ivete Sangalo, o mosquito da dengue. Filas. Sogras, juízes de futebol, supermercados sábado pela manhã. É incrível a resistência do homem às calamidades.

O que não dá para suportar é a Mulher Tagarela.

Tereza, me disse Thunder, era uma Mulher Tagarela. Seu assunto favorito, como sempre acontece nesses casos, era ela mesma. Tereza se julgava uma eterna manchete. Contava suas histórias com entusiasmo barulhento. Seus olhos se arregalavam ao falar de si própria. Não havia pausa, não havia brechas pelas quais o pobre Thunder conseguisse deter o vulcão verborrágico da loira espetacular.

“Tudo bem que a mulher fale antes e depois do sexo”, me disse Thunder em sua estupefação tola. “Mas durante fica difícil. Não estou falando de conversa sexual. Ela me contava coisas como o elogio que tinha recebido do chefe, e de como tinha sido merecido. Uma vez ela me falou como tinha roubado o namorado rico e poderoso de sua irmã. Uma outra vez ela abriu os olhos subitamente e me disse se podia me fazer uma pergunta. Eu disse sim, e ela perguntou se eu podia trocar o pneu furado do carro dela. O pior é que troquei imediatamente.”

A Mulher Tagarela não tem limites. Simplesmente detesta ouvir. Depois de escassos segundos de aparente atenção, você nota em seus olhos fugidios que ela não esta ouvindo. Seus pensamentos estão na verdade voando em torno dela mesma. Nada do que você faz é capaz de prender o interesse da Mulher Tagarela. Por isso ela não tem amigas e nem amigos. É amiga apenas de si mesma.

Thunder é um jornalista aspirante a escritor. Contou empolgado a Tereza que uma editora de livros tinha decidido publicar o seu primeiro romance. O primeiro romance publicado de um aspirante a escritor é mais importante que o primeiro sexo ou que a primeira vez que dirige um carro. Ela bocejou e pediu a ele que fosse buscar um copo de água para ela. Metade gelada, metade natural. Estava com sede.

Foi quando Thunder desistiu. Não sem antes, é verdade, ter providenciado o copo sob medida de água para Tereza.

Thunder queria o básico. Nada além do básico. “Ela não precisava nem ler o manuscrito”, ele me disse. “Bastava pedir uma cópia e depois dizer que tinha achado alguns trechos legais.”

Nos poucos dias em que estiveram juntos, Thunder conheceu compulsoriamente toda a história de Tereza. Detalhes em geral pouco animadores de seus namorados passados. Johnny falhara algumas vezes. Lúcio tinha ejaculação precoce e se recusava a enfrentar a verdade e procurar um médico. Danny Boy gostava de vê-la com outro cara na cama. Edu, com certeza, não escovava os dentes. Tavito nunca tinha lido um livro, era um burro. Bruno achava que Sergio Leone era um jogador de futebol do Milan.

A Mulher Tagarela só tem palavras positivas para ela mesma. Nem com piercing no mamilo se salva.

Apenas uma espécie se compara a ela.

É o Homem Tagarela.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Pinto do Acordeon - Episódio Completo


Pinto do Acordeon (Conceição - PB, 1948 – São Paulo - SP, 2020), cujo nome de batismo é Francisco Ferreira Lima, foi um instrumentista, cantor, compositor e político brasileiro.

A música lhe gerou interesse desde a infância e ele também é aficionado por acordeon, instrumento em que se tornou um virtuoso, ficou conhecido desde quando fazia parte das apresentações com a trupe de Luiz Gonzaga, o “Rei do Baião”, período em que ganhou notoriedade da música nordestina e que produziu músicas que estão presentes até hoje nos festejos juninos brasileiros.

Gravou seu primeiro LP em 1976 e detém em torno de vinte álbuns gravados em seu nome (entre CDs e LPs), já tendo composto músicas para Elba Ramalho, Genival Lacerda, Dominguinhos, Fagner, Os 3 do Nordeste e Trio Nordestino. Um de seus sucessos, “Neném Mulher”, ficou consagrada na voz de Elba Ramalho e foi tema da telenovela Tieta.

Em 2008, foi para o Festival de Montreux, Suíça, no qual se apresentou junto com outros artistas brasileiros, entre os quais Gilberto Gil, Elba Ramalho, Milton Nascimento, Chico César, Flávio José, Aleijadinho de Pombal, e Trio Tamanduá.

É, com certeza, um grande músico com uma extensa trajetória, mas, acima de tudo, é uma figura inigualável, tão carismática quanto engraçada. 

O paraibano de Conceição de Piancó, seguindo a tradição de Luiz Gonzaga, mistura suas músicas à contação de 'causos'. E não dá ponto sem nó: uma história é melhor que a outra. O próprio Dominguinhos, seu amigo, não se aguentou e caiu na risada no meio da gravação para o filme O Milagre de Santa Luzia. 

Sua versão de 'New York, New York', de Frank Sinatra, já vale o programa. Mas tem muito mais: além de engraçado e afável, Pinto dá uma aula sobre a música nordestina e sua ligação com outros aspectos culturais e sociais da região, e faz um som de primeira na lendária sanfona branca de teclas pretas que pertenceu a Luiz Gonzaga.

Fonte Youtube: MilagreStaLuziaSerie 
Vídeo produzido por: Miração Filmes 
Vídeo dirigido por: Sergio Roizenblit.








Olhos amendoados

Um conto curto de um sonho rápido.

Olhos amendoados, é o que mais me lembro. Ela entrou tão mansamente nos meus sonhos, foi de uma sutileza de gueixa, mas os lábios, ah! - os lábios em carmim, do jeito que me enlouquece.
O corpo era de uma escultura divina, a luz irradiando em sua aura, tudo tão tangível. Mãos finas, pele em seda, tão linda.

Aí acordei, caramba.


É isto aí!

Fundo de Quintal - Nas Batidas do Coração


Clique aqui e escute no Youtube:


Fundo de Quintal é um grupo de samba brasileiro formado no Rio de Janeiro na década de 1970. Surgido a partir das rodas de samba do bloco carnavalesco Cacique de Ramos, agremiação criada por Bira Presidente, Ubirany e Sereno em 1961, o Fundo de Quintal tornou-se ao longo dos anos uma das maiores referências do gênero, em especial no pagode, vertente a qual o grupo se tornou o seu grande paradigma.

Realizadas todas as quartas-feiras na quadra do Cacique de Ramos, as rodas de samba organizadas pelo Fundo de Quintal – abertas a diversos sambistas – revolucionaram muitos aspectos o universo do samba, manifestada por uma renovada linguagem musical caracterizada por um estilo interpretativo ancorado à tradição do partido alto e na introdução nas rodas dos instrumentos tantã, repique de mão e banjo de quatro cordas, que foram responsáveis por grandes inovações harmônicas e percussivas no samba.

Com aval da intérprete Beth Carvalho e do produtor musical Rildo Hora, a RGE convidou músicos do Cacique a participar da gravação de estúdio do LP da cantora, De Pé No Chão, e pouco depois, a gravadora lançou Samba É No Fundo de Quintal, álbum de estreia do grupo.] Nesse disco, o Fundo de Quintal apresentou como formação os sambistas Bira Presidente, Ubirany, Sereno, Neoci, Almir Guineto, Jorge Aragão e Sombrinha. Entre saídas e entradas de integrantes, o Fundo de Quintal gravou outros LPs ao longo daquela década, dando ainda mais visibilidade às composições de seus novos músicos, como Arlindo Cruz e Cleber Augusto, como também de Guineto e Aragão, que seguiram carreira solo, e ainda de parceiros ligados ao pagodes do Cacique de Ramos, como Luiz Carlos da Vila, Beto sem Braço, Nei Lopes, Wilson Moreira, Noca da Portela, entre outros.

Mariene De Castro - Coração Leviano (Paulinho da Viola)

Fonte da imagem: Brasil de Fato

Mariene Bezerra de Castro, (Salvador, 12 de maio de 1978), é uma cantora, compositora e atriz brasileira, notória por exaltar a cultura afro-brasileira em sua obra musical. Nascida em Salvador, Mariene de Castro despontou no cenário musical brasileiro identificada como uma força da natureza. 

Roque Ferreira - seu conterrâneo e um dos compositores preferidos da cantora - intuiu certa vez que Mariene nunca subia ao palco sozinha: alguma força superior entrava com ela em cena e impregnava sua música. Cantou na festa de encerramento das Olimpíadas de 2016, enquanto era apagada a chama olímpica. 

Foi indicada ao Grammy Latino 2020, na categoria "Melhor Álbum de Músicas de Raízes Em Língua Portuguesa", pelo álbum "Acaso Casa Ao Vivo", em parceria com o cantor pernambucano Almério.

Coração Leviano
Autor/Compositor: Paulinho da Viola

Trama em segredo teus planos
Parte sem dizer adeus
Nem lembra dos meus desenganos
Fere quem tudo perdeu

Ah coração leviano não sabe o que fez do meu
Ah coração leviano não sabe o que fez do meu (mas trama)

Este pobre navegante meu coração amante
Enfrentou a tempestade
No mar da paixão e da loucura
Fruto da minha aventura
Em busca da felicidade

Ah coração teu engano foi esperar por um bem
De um coração leviano que nunca será de ninguém

Trama em segredo teus planos
Parte sem dizer adeus
Nem lembra dos meus desenganos
Fere quem tudo perdeu

Ah coração leviano não sabe o que fez do meu
Ah coração leviano não sabe o que fez do meu (mas trama)

Este pobre navegante meu coração amante
Enfrentou a tempestade
No mar da paixão e da loucura
Fruto da minha aventura
Em busca da felicidade

Ah coração teu engano foi esperar por um bem
De um coração leviano que nunca será de ninguém

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Termo de posse

Poemeu - Termo de Posse

   Meu bem não dorme. 
              Meu bem não durmo.
                          Meu bem não durma
                                       Meu bem não jura...

                                   Meu amor faz drama
                         Meu amor faz cama
               Meu amor faz fama
    Meu amor apraz ...

      Minha preta tão boa
                         Minha nega não dou-a 
                             Minha meiga perdoa
                                            Minha vida zamboa  ...



É isto aí!

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Adriana Sanchez | Sabiá | Oficial

Fonte da imagem: SESI SP

Adriana Sanchez é cantora, sanfoneira, compositora. Começou a tocar piano clássico ainda criança para complementar sua bagagem de bailarina, mas se interessou pela música popular bem mais tarde, quando em algum momento a música a encantou definitivamente. A artista acompanhava Itamar Assumpção com a banda Orquídeas do Brasil e em 1999 criou a Barra da Saia – que foi amadrinhada por Hebe Camargo. Em 2007, com o álbum Roça’n Roll, a banda foi indicada ao Grammy Latino e, por vários anos, tem representado o Brasil em eventos fora do país, como o Festival Internacional de Chamamé de Corrientes na Argentina.


Sabiá (David Nasser Zedantes / Luis Gonzaga)

A todo mundo eu dou psiu (psiu, psiu, psiu)
Perguntando por meu bem (psiu, psiu, psiu)
Tendo o coração vazio
Vivo assim a dar psiu
Sabiá vem cá também (psiu, psiu, psiu)

A todo mundo eu dou psiu (psiu, psiu, psiu)
Perguntando por meu bem (psiu, psiu, psiu)
Tendo o coração vazio
Vivo assim a dar psiu
Sabiá vem cá também (psiu, psiu, psiu)

Tu que anda pelo mundo (sabiá)
Tu que tanto já voou (sabiá)
Tu que fala aos passarinhos (sabiá)
Alivia minha dor (sabiá)

Tem pena d'eu (sabiá)
Diz por favor (sabiá)
Tu que tanto anda no mundo (sabiá)
Onde anda o meu amor (sabiá)

A todo mundo eu dou psiu (psiu, psiu, psiu)
Perguntando por meu bem (psiu, psiu, psiu)
Tendo o coração vazio
Vivo assim a dar psiu
Sabiá vem cá também (psiu, psiu, psiu)

A todo mundo eu dou psiu (psiu, psiu, psiu)
Perguntando por meu bem (psiu, psiu, psiu)
Tendo o coração vazio
Vivo assim a dar psiu
Sabiá vem cá também (psiu, psiu, psiu)

Tu que anda pelo mundo (sabiá)
Tu que tanto já voou (sabiá)
Tu que fala aos passarinhos (sabiá)
Alivia minha dor (sabiá)

Tem pena d'eu (sabiá)
Diz por favor (sabiá)
Tu que tanto anda no mundo (sabiá)
Onde anda o meu amor (sabiá)

Tem pena d'eu (sabiá)
Diz por favor (sabiá)
Tu que tanto anda no mundo (sabiá)
Onde anda o meu amor (sabiá)

Fonte: LyricFind
Compositores: David Nasser Zedantes / Luis Gonzaga



Adriana Sanchez | O xote das meninas | Oficial


Fonte da imagem: SESI SP

Adriana Sanchez é cantora, sanfoneira, compositora. Começou a tocar piano clássico ainda criança para complementar sua bagagem de bailarina, mas se interessou pela música popular bem mais tarde, quando em algum momento a música a encantou definitivamente. A artista acompanhava Itamar Assumpção com a banda Orquídeas do Brasil e em 1999 criou a Barra da Saia – que foi amadrinhada por Hebe Camargo. Em 2007, com o álbum Roça’n Roll, a banda foi indicada ao Grammy Latino e, por vários anos, tem representado o Brasil em eventos fora do país, como o Festival Internacional de Chamamé de Corrientes na Argentina.


O Xote das Meninas (Composição: Zé Dantas / Luiz Gonzaga -Irmãos Vitale)

Mandacaru quando fulora na seca
É o sinal que a chuva chega no sertão
Toda menina que enjoa da boneca
É sinal que o amor já chegou no coração...

Meia comprida não quer mais sapato baixo
Vestido bem cintado não quer mais vestir timão...

Ela só quer
Só pensa em namorar
Ela só quer
Só pensa em namorar...

De manhã cedo já tá pintada
Só vive suspirando sonhando acordada
O pai leva ao dotô a filha adoentada
Não come, nem estuda
Não dorme, e nem quer nada...

Ela só quer
Só pensa em namorar
Ela só quer
Só pensa em namorar...

Mas o doutor nem examina
Chamando o pai de lado lhe diz logo em surdina
Que o mal é da idade e que prá tal menina
Não há um só remédio em toda medicina...
Ela só quer
Só pensa em namorar
Ela só quer
Só pensa em namorar...

Ela só quer
Só pensa em namorar
Ela só quer
Só pensa em namorar...



quarta-feira, 4 de novembro de 2015

O Analista da Pitangueira em: Eu não existo, eu poetiso!


Casos crônicos em crônica do Analista da Pitangueira:

Ando lendo poesias horríveis, humm, ando lendo ... não, não ando lendo, eu leio e ando em tempos opostos, antagônicos, versados pela natureza de cada evento, é isto, eu ando e leio separadamente. Também não falo ao celular lendo, a não ser para declamar, mas o caso que não declamo, sabe?! - aquela entonação não aparece.

- Entendo.

O senhor entende mesmo? Sabe lá o que é esta loucura de ser vivo neste manicômio globalizado? Tem noção exata ou aproximada, com no máximo um desvio de uma casa após a vírgula, entre 1 e 4, para não arredondar, o senhor tem mesmo a exata razão de entender minha loucura particular, única, habitante em mim?

- Não, mas acredito que fala por que há nisto tudo uma razão.

Não há nada em mim, doutor, sou um niilista em fausto rufar da negação do tudo, desde o que sou, quem sou, e o que é isto tudo à minha volta.

- Bem, se o senhor vê um "isto tudo à sua volta", então há algo aí que dá vazão aos seus mais secretos e ocultos mistérios. 

(silêncio)

- Contemplando seu niilismo?

Se quer saber se o meu niilismo é apenas algum tipo de movimento negador de toda e qualquer coisa, a resposta é "não exatamente". Meu cérebro pode criar, recriar, destruir e edificar mundos fantásticos, pode me levar em locais onde nunca outro ser vivo jamais ousou sonhar. A verdade em tudo é que eu não existo,  doutor, eu poetiso! Mas não ando lendo.

- Muito bem, temos aqui um avanço. Finalmente o senhor afirma que pensa, e isto o faz ser vivente deste mundo, para onde a sociedade necessita tê-lo ressocializado e em segurança.

Então quer dizer que ser poeta é estar louco a ponto de necessitar ter uma camisa de força física e /ou preferencialmente química, só para provar que a minha negação do que está aí fora, neste espaço cósmico, é o real e meu eu, minhas percepções, são etéreas. 

- Veja só, o senhor reconhece uma negação de dentro para fora, mas a posiciona de uma forma excêntrica.

- E ser concêntrico satisfaz a quem, doutor? Nem as putas gostam de homens concêntricos, nem as pervertidas, e muito menos as não normais.

- O senhor gosta de putas ou de pervertidas ou de mulheres anormais?

E quem não gosta? São o elo entre os mundos, romperam barreiras seculares, e fazem do seu corpo um monumento literato, onde vão escrevendo as fases, reminiscências, transgressões e taras desta sociedade cada vez mais hipócrita. Quer saber? Chega por hoje. Fui passar bem ou mal, não me interessa em si, mas não ande lendo, doutor, não ande lendo. 

- Semana que vem, pode ser? Gostaria de vê-lo semana que vem. 

Não sei, doutor, mas caso esteja nesta órbita por aquela hora daquele dia, quem sabe? Se assim for que seja assim nosso próximo eclipse.

É isto aí!

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Mariene De Castro - Impossível Acreditar Que Perdi Você

Fonte da imagem: Brasil de Fato

Mariene Bezerra de Castro, (Salvador, 12 de maio de 1978), é uma cantora, compositora e atriz brasileira, notória por exaltar a cultura afro-brasileira em sua obra musical. 

Nascida em Salvador, Mariene de Castro despontou no cenário musical brasileiro identificada como uma força da natureza. 

Roque Ferreira - seu conterrâneo e um dos compositores preferidos da cantora - intuiu certa vez que Mariene nunca subia ao palco sozinha: alguma força superior entrava com ela em cena e impregnava sua música. 

Cantou na festa de encerramento das Olimpíadas de 2016, enquanto era apagada a chama olímpica. Foi indicada ao Grammy Latino 2020, na categoria "Melhor Álbum de Músicas de Raízes Em Língua Portuguesa", pelo álbum "Acaso Casa Ao Vivo", em parceria com o cantor pernambucano Almério.


Impossível Acreditar Que Perdi Você
Compositores: Marcio Pereira Leite (Márcio Greick) / Carlos Alberto Pereira Leite


Não, eu não consigo acreditar no que aconteceu
É um sonho meu, nada se acabou
Não, é impossível, não consigo viver sem você
Volte e venha ver, tudo em mim mudou

Eu já não consigo mais viver dentro de mim
E, e viver assim é quase morrer
Venha me dizer, sorrindo, que você brincou
E que ainda é meu, só meu, seu amor

Hoje mais um dia de tristeza para mim passou
Nem no meu olhar nada se alegrou
Sinto-me perdido no vazio que você deixou
Nada quero ser, já nem sei quem sou

Eu já não consigo mais viver dentro de mim
E, e viver assim é quase morrer
Venha me dizer, sorrindo, que você brincou
E que ainda é meu, só meu, seu amor

Eu já não consigo mais viver dentro de mim
E, e viver assim é quase morrer
Venha me dizer, sorrindo, que você brincou
E que ainda é meu, só meu, seu amor

Fonte: Musixmatch
Compositores: Marcio Pereira Leite / Carlos Alberto Perei Leite



sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Samba do Grande Amor (Chico Buarque)


Samba do Grande Amor (Chico Buarque)


Tinha cá pra mim
Que agora sim
Eu vivia enfim o grande amor

Mentira

Me atirei assim
De trampolim
Fui até o fim um amador

Passava um verão
A água e pão
Dava o meu quinhão pro grande amor

Mentira

Eu botava a mão
No fogo então
Com meu coração de fiador

Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor

Mentira

Fui muito fiel
Comprei anel
Botei no papel o grande amor

Mentira

Reservei hotel
Sarapatel
E lua-de-mel em Salvador

Fui rezar na Sé
Pra São José
Que eu levava fé no grande amor

Mentira

Fiz promessa até
Pra Oxumaré
De subir a pé o Redentor

Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor

Mentira

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Sem Título (Paulo Leminski)

Brigitte Bardot 1952
Sem título  (Paulo Leminski)

Eu tão isósceles
Você ângulo
Hipóteses
Sobre o meu tesão

Teses sínteses
Antíteses
Vê bem onde pises
Pode ser meu coração

Timidez (Cecilia Meireles)


Timidez (Cecilia Meireles)


Basta-me um pequeno gesto,

feito de longe e de leve,

para que venhas comigo

e eu para sempre te leve...


- mas só esse eu não farei.


Uma palavra caída

das montanhas dos instantes

desmancha todos os mares

e une as terras mais distantes...


- palavra que não direi.


Para que tu me adivinhes,

entre os ventos taciturnos,

apago meus pensamentos,

ponho vestidos noturnos,


- que amargamente inventei.


E, enquanto não me descobres,

os mundos vão navegando

nos ares certos do tempo,

até não se sabe quando...


- e um dia me acabarei.


entre o planeta e o Sem-Fim,

a asa de uma borboleta.

Reinaldinho do Bloco D

Noite de sábado, maior confusão no 403. A vizinha do 401 chamou o síndico, que mora no 502. Em um minuto já estavam batendo na porta, que é aberta por uma mocinha esquálida, de olhos esbugalhados, ainda se vestindo.

A senhorita mora aqui?

Não, mas ela mora, disse apontando para uma senhora que apareceu na sala, enrolada num lençol.

A senhora pode explicar o que aconteceu?

Tudo se deu de uma forma tão estranha, por que deu que assim que eu cheguei em casa, deparei com aquela cena ridícula dele na cama com a minha melhor amiga. Meu Deus do céu, o que ela fez para merecer isto? Então eu comecei a rir daquilo tudo, e parecia que eu flutuava, mas também eu era uma bola, sei lá, só sei que quando me vi, estava enquadrada na moldura da cama, feito uma obra de arte.

O senhor tem algo a dizer?

Então, eu estava em casa de boa, esperando a hora de ver o jogo passar na TV, então ela foi entrando, tipo assim, muito doida, esbaforida, e já foi logo tirando a roupa, correndo para a cama, gritando vem, vem, vem. Caramba, ela é muito gostosa. Fiquei uns dois segundos refletindo sobre o fato dela ser totalmente desconhecida, mas estava deliciosamente pelada. Fui atrás de forma tranquila, até que ao entrar no quarto, ela foi me agarrando, beijando, e quando tentei segurá-la, me puxou para a cama, quando perdi o controle da televisão, digo, da situação. 
Ouvi um grito vindo do corredor, e era ela veio entrando, coincidentemente pelada e doidona também, aí, na correria, deu mais uns gritos e pulou na cama, e as duas foram aos tapas, gritos, urros e mais um punhado de coisas aí.

E a senhorita? Está em condições de explicar o ocorrido?

- Ocorrido? O que ocorreu? Onde estou? Cadê minhas roupas? Este vestido rosa não é meu. Quem é este pessoal todo? Não estou entendendo nada.

A senhora disse que eram amigas. Como explica isto?

- Então, parecia demais com minha amiga, não é, Reinaldinho? Mas agora, com mais calma, olhando assim com luz, eu tenho dúvidas. Não é, Reinaldinho? A Marileide é mais alta, e mais magra, engraçado, acho que não é ela. Não é, Reinaldinho?

O senhor concorda com a sua esposa?

Minha esposa? Mas ela não é minhas esposa, nem eu sou o Reinaldinho, e não entendi nada até agora.

A senhorita entende o que está ocorrendo e pode explicar isto?

Espera aí, aquela não é a Avenida da Ladeira, nº 125, Bloco B, apto 403? Você não é o Reinaldinho?

O senhor pode responder.

Sim e não - Aqui é a Avenida da Ladeira, n/ 125, Bloco D, apto 403 ... espera aí, você não é a esposa do Reinaldinho Zangado? Caramba! Puxa vida, esposa do Reinaldinho ...

A senhora é esposa do Reinaldinho Zangado?

Sim, sou eu mesma, gente, que vergonha, eu posso explicar. Estava tudo escuro, meu Deus do céu, o que eu fiz? Era um desejo antigo dele, sabe? - então eu estava numa festinha no Bloco A e conheci esta menina que aceitou fazer esta surpresa como um presente de aniversário. Desculpe, olha, desculpe mesmo, na pressa eu errei de Bloco.

Está tudo bem para vocês? Podemos ir então? Temos outros chamados mais sérios que isto.

Claro, claro. Muito obrigado pelo rápido atendimento, estou indo agora para explicar isto ao meu marido.

E eu? Onde estou, quem são vocês? Espera, eu vou com você, para te ajudar a explicar tudinho ao Reinaldinho.

Puxa vida, puxa vida!!! Que inveja. O pior é que não tenho nem ao menos uma roupa igual às do Reinaldinho.

É isto aí!




sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O Blend e o vento encanado

- Fulano roubou - ou cunhou? será que roubar e cunhar é igual? - meio bilhão  e rodou o mundo, disse Meirinha, enquanto lia o jornal e balançava-se na cadeira, na varanda, de frente para a roça.

- É a danada da maconha transgênica que faz isto, rebateu Juleidson, cortando a palha no canivete. Este povo fica preparando uns negócios malvados que termina num baseado no qual acham que podem fazer quase tudo.

- E aqui tem aquele outro, Juleidson, o tal galã leblon do botox, que está se esfarelando todo.

- Este aí é maconha estragada, Meirinha. Não vale a corda do cânhamo. Dobrou paciente a palha seca, curtida na sombra até ficar pronta para uso.

- Olha aqui, Juleidson, aqui no jornal tem outro moço branquinho, com cara lavada, daqueles que ganham muito dinheiro para falar bobagem só prá branco - ele falou que a búlgara está rodeando o suíço, o tal de óvisqui, troviskim, enfim, o da batina preta, para rolar um clima de amor carnal.

- Fez ouvido de mercador, deu de ombros e colocou o blend na palha em V, previamente tamisado e homogeneizado, composto de folhas secas de canhamo indiano com fumo legítimo de Ubá, uma pitada de determinada erva que era segredo de família, proibido de ser revelado, um pouco de cacau, essência de tomilho e um elemento etéreo do reino fungi, catalizador de viagens cósmicas.

- Juleidson, o dia está bonito demais hoje, não acha? Por causa de que estes bandidos roubam tanto assim do povo?

- Olhou para o céu alaranjado da tarde, apalpou o preparado dentro da palha de milho, apertando levemente com o indicador pressionando o polegar, deu uma cuspida para o lado e disse - estão todos amaconhados, Meirinha, mas de erva barata, destas de escala comercial produzidas com defensivos agrícolas e financiamento bancário. Se fosse orgânico, nada disto aconteceria.

- É, Juleidson, as notícias chegam numa rapidez, não é mesmo?

- Meirinha, por causa do que você está me rodeando desde cedo e falando destas coisas todas hoje?

- Uai, Juleidson, por nada, ué!

- Por nada? Fica aí lendo notícias, dando volta, tem mais notícia?

- Falando nisto, Juleidson, já que perguntou, a nossa filha, a Emereciana, pegou um vento encanado e deu barriga.

- Foi assim? Vento encanado?

- É, Juleidson, agora que a ciência falou que vento encanado gera energia, e a dona coisa lá, chefa de brasília revelou pro mundo, só pode ser isto.

- Meirinha, vai lá dentro e busca aquele litro de cachaça, por que vou preparar outra palha para você, para modo de nós dois entendermos destas coisas todas, e se achar aqueles dois ácidos que seu irmão perdeu num pote azul pequeno, escrito trigo integral, escondido por detrás da cômoda, traz também.

É isto aí

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Gilda

A moça tinha quarenta e sete anos, solteira, funcionária pública no último grau de ascendência, sem perspectivas maiores, apolítica, apartidária e à espera da aposentadoria. Andava sem nenhuma ostentação, mas sua elegância natural garantia-lhe certa visibilidade. 

Nas suas angústias, de certa forma, sentia-se amada, mas também desamada, e apaixonada, embora permitisse sentir-se desapaixonada Nos últimos vinte e cinco anos havia ficado, namorado, embolado, desembolado, por várias vezes, sempre com o mesmo rapaz. Desde a faculdade esta paixão sempre foi super mal resolvida, e dela nunca vira a luz no final do túnel.

Frequentava sempre o mesmo salão, comprava sempre as roupas parecidas, tinha sempre sapatos no mesmo modelo, férias sempre na mesma praia, chamava sempre o mesmo táxi, ia sempre aos mesmos bares, restaurantes e conversava sempre com as mesmas pessoas sobre os mesmos assuntos.

Enfim, era feliz e ninguém tinha nada com isto, até que se encantou com Claudionor, um estafeta na pré- juventude. Feito louca, alucinada e criança, lambuzou-se do mel em deleite eterno por uma eternidade que perdurou por dias a fio.

Refeita das naturezas da paixão, retornou ao seu habitual amor mal resolvido, disputando a atenção do seu parceiro com a esposa deste e quem sabe com alguma outra que se deixou envolver com a peculiar habilidade sedutora dele.  

Findo mais um ciclo, voltou à rotina, até que conheceu Betão, um novo garçom do seu predileto restaurante, que achou-a em tudo muita coisa. Feito louca, alucinada e criança, lambuzou-se mais uma vez do mel em deleite eterno por um período infinito que durou uma eternidade de tempo finito, mortal e prazeroso.

Refeita das naturezas da paixão, retornou ao seu habitual amor mal resolvido, entre finais de tarde de sábados e nos horários possíveis durante o expediente.

Como um carrossel, voltou ao ponto de origem dos conflitos, e foi numa sala de espera de determinado analista que conheceu o Almeida, um discreto cavalheiro com seus cinquenta anos, divorciado, que era destes que pagam as contas, abrem as portas, oferecem flores, e não têm pressa e achou tudo muito intrigante. 

Quase se entregando a um relacionamento para toda a sua vida, percebeu que no quesito paixão ainda cabiam novas questões a serem levantadas, digamos assim, e então buscou novamente Claudionor e a roda girou ... girou ... e foi feliz para sempre!

É isto aí!


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Eu odeio dias de chuva!

Você me ama? - perguntou a jovenzinha ao seu amado.

Sério isto? Você quer saber de uma coisa que é só minha?

Só sua? Como assim só sua?

Você, meu bem, você é só minha.


Puxa, que susto. Sei lá, de repente me vi sem seu amor.

Bobinha.

Você acha que teremos muitos filhos?

Não está queimando etapas aí não?

Como assim? Acho até muito natural, enquanto mulher, conversar estas coisas.

Sei, também vai perguntar se lavo as vasilhas, se abaixo a tampa do vaso, se fecho a torneira, se deixo copo e roupa pela casa toda, se ...

Você faz isto mesmo? Nossa, detesto pensar que um homem pode fazer tudo isto e se achar.

Eu odeio dias de chuva!

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Fernanda Takai e Zélia Duncan - Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme

Fonte da imagem: Youtube



Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme ( Louiguy / Edith Piaf / Cleide)

Nesse corpo meigo e tão pequeno
Há uma espécie de veneno
Bem gostoso de provar

Como pode haver tanto desejo
Nos seus olhos, nos seus beijos
No seu jeito de abraçar?

E foi com isso
Que você me conquistou
Com esse jeito de menina
E esse gosto de mulher

E nada existe em você
Que eu não ame
Sou metade sem você
Mon amour, meu bem, ma femme

Nesse corpo meigo e tão pequeno
Há uma espécie de veneno
Bem gostoso de provar

Como pode haver tanto desejo
Nos seus olhos, nos seus beijos
No seu jeito de abraçar?

E foi com isso
Que você me conquistou
Com esse jeito de menina
E esse gosto de mulher

E nada existe em você
Que eu não ame
Sou metade sem você
Mon amour, meu bem, ma femme

Mon amour, meu bem, ma femme
Mon amour, meu bem, ma femme


Fonte vídeo Youtube Fernanda Takai e Zélia Duncan - Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme

Marisa Monte * AMOR I LOVE YOU * (1999)


Deixa eu dizer que te amo
Deixa eu pensar em você
Isso me acalma, me acolhe a alma
Isso me ajuda a viver

Hoje contei pras paredes
Coisas do meu coração
Passei no tempo, caminhei nas horas
Mais do que passo a paixão

É um espelho sem razão
Quer amor, fique aqui

Deixa eu dizer que te amo
Deixa eu gostar de você
Isso me acalma, me acolhe a alma
Isso me ajuda a viver

Hoje contei pras paredes
Coisas do meu coração
Passei no tempo, caminhei nas horas
Mais do que passo a paixão
É o espelho sem razão
Quer amor, fique aqui

Meu peito agora dispara
Vivo em constante alegria
É o amor que está aqui

Amor I Love You ....

( Texto - trecho do Livro O primo Basílio - Eça de Queiroz)

"tinha suspirado,
tinha beijado o papel devotamente!
Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades,
e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas,
como um corpo ressequido que se estira num banho tépido;
sentia um acréscimo de estima por si mesma,
e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante,
onde cada hora tinha o seu encanto diferente,
cada passo condizia a um êxtase,
e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!"



Amor I Love You / Citação: Trecho da Obra Intitulada "Primo Basilio" De Eça de Queiroz...
Fonte Youtube: yavieneelsol (Aquí resiste la buena música)

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Contos para aquecer o coração na Primavera!

Saiu de casa todo arrumado, perfumado, elegante e de face glabra. Passou na padaria, tomou um café expresso duplo, atravessou a rua, entrou na loja de trecos&coisas, e comprou uma lembrança vintage em prata, cafona, mas ainda resistente ao tempo. Saiu dali olhando compulsivamente para o relógio e chamou pela florista da rua, que vendeu-lhe um bouquet de rosas vermelhas, de tal intensidade, que chamavam a atenção dos transeuntes.

Entrou no táxi, e entregou o cartão com o endereço de destino, num bairro distante e totalmente desconhecido da sua vida. O motorista olhou para ele, olhou para o papel, tornou a olhar e indagou se tinha certeza de que aquele era o lugar onde queria chegar. Acenou que sim com a cabeça, combinaram o preço e quarenta minutos depois estava diante da casa.

A rua era uma ladeira estreita com calçamento de pedra imperial, as casas tristes, assobradadas e encostadas umas nas outras, as janelas de madeira em estilo guilhotina, com venezianas abrindo para a rua, e as imensas portas duplas, davam um ar de século XIX à arquitetura local. Bateu solenemente na argola sobre uma chapa de aço, afixada no largo batente, e aguardou ser atendido.

A moça veio mansamente, abriu a porta sem nenhuma pressa, olhou para ele, olhou para a rua, olhou de novo para ele, olhou para as rosas, para o presente, sorriram mutuamente e alguém perguntou lá de dentro - quem é, Maristela? 

- Quem é, eu não sei não, mãe, mas o danado é lindo! 

E viveram felizes para sempre, enquanto acesa a chama!

É isto aí!