sábado, 16 de setembro de 2023

Camilla Faustino - Despacito


Despacito

"Despacito" é uma canção do cantor porto-riquenho Luis Fonsi , do rapper compatriota Daddy Yankee, e Erika Ender, para o nono álbum de estúdio de Fonsi, Vida (2018). Em 12 de janeiro de 2017, a Universal Music Latin lançou "Despacito" e seu videoclipe, que mostra os dois artistas que interpretam a música no bairro La Perla de Old San Juan, Porto Rico e o bar local La Factoría. A música foi produzida por Andrés Torres e Mauricio Rengifo. 

Fonte: LyricFind
Compositores: Erika Ender / Luis Fonsi / Ramon Ayala
Letra de Despacito © Sony/ATV Music Publishing LLC, Warner Chappell Music, Inc


Sí, sabes que ya llevo un rato mirándote
Tengo que bailar contigo hoy 
Vi que tu mirada ya estaba llamándome
Muéstrame el camino que yo voy

Oh, tú, tú eres el imán y yo soy el metal
Me voy acercando y voy armando el plan
Solo con pensarlo se acelera el pulso (oh yeah)

Ya, ya me estás gustando más de lo normal
Todos mis sentidos van pidiendo más
Esto hay que tomarlo sin ningún apuro

Despacito
Quiero respirar tu cuello despacito
Deja que te diga cosas al oído
Para que te acuerdes si no estás conmigo

Despacito
Quiero desnudarte a besos despacito
Firmar las paredes de tu laberinto
Y hacer de tu cuerpo todo un manuscrito 

Quiero ver bailar tu pelo
Quiero ser tu ritmo 
Que le enseñes a mi boca 
Tus lugares favoritos 

Déjame sobrepasar tus zonas de peligro 
Hasta provocar tus gritos 
Y que olvides tu apellido 

Yo sé que estás pensándolo (eh)
Llevo tiempo intentándolo (eh)
Mami, esto es dando y dándolo
Sabes que tu corazón conmigo te hace bam bam
Sabe que esa beba 'tá buscando de mi bam bam

Ven prueba de mi boca para ver cómo te sabe
Quiero, quiero, quiero ver cuánto amor a ti te cabe
Yo no tengo prisa, yo me quiero dar el viaje
Empezamo' lento, después salvaje

Pasito a pasito, suave suavecito
Nos vamos pegando poquito a poquito
Cuando tú me besas con esa destreza
Veo que eres malicia con delicadeza

Pasito a pasito, suave suavecito
Nos vamos pegando, poquito a poquito 
Y es que esa belleza es un rompecabezas 
Pero pa' montarlo aquí tengo la pieza 

Despacito (yeh, yo)
Quiero respirar tu cuello despacito (yo)
Deja que te diga cosas al oído (yo)
Para que te acuerdes si no estás conmigo

Despacito
Quiero desnudarte a besos despacito (yeh)
Firmar las paredes de tu laberinto
Y hacer de tu cuerpo todo un manuscrito (sube, sube, sube)
(Sube, sube) Oh

Quiero ver bailar tu pelo
Quiero ser tu ritmo (uh oh, uh oh)
Que le enseñes a mi boca (uh oh, uh oh)
Tus lugares favoritos (favoritos, favoritos baby)

Déjame sobrepasar tus zonas de peligro (uh oh, uh oh)
Hasta provocar tus gritos (uh oh, uh oh)
Y que olvides tu apellido

Despacito
Vamo' a hacerlo en una playa en Puerto Rico
Hasta que las olas griten "Ay, bendito"
Para que mi sello se quede contigo (báilalo)

Pasito a pasito, suave suavecito (hey yeah, yeah)
Nos vamos pegando, poquito a poquito (oh no)
Que le enseñes a mi boca (uh oh, uh oh)
Tus lugares favoritos (favoritos, favoritos baby)

Pasito a pasito, suave suavecito
Nos vamos pegando, poquito a poquito
Hasta provocar tus gritos (eh-oh) 
Y que olvides tu apellido 

Despacito


Fonte Abramus:  Camila Faustino
Abramus – Associação Brasileira de Música e Artes

Camilla Faustino é considerada uma das mais belas vozes da “Nova MPB”. Parceira de palco de Toquinho, essa Goiana vem surpreendendo pela sua facilidade de transitar por diversos estilos musicais, sempre imprimindo a sua identidade.


A Misoginia Estrutural 2


Em um vídeo publicado na sexta-feira (15/setembro/2023), gravado durante a inauguração de uma estrada em Barra do Piraí, no sul do estado do Rio de Janeiro, o Prefeito da cidade - Mário Esteves - afirmou precisar ‘’começar a castrar’’ as mulheres da cidade para conter o crescimento da população. A fala polêmica causou revolta na população. 

"O que não falta em Barra do Piraí é criança. Cadê o Dione [secretário de Saúde]? Tem que começar a castrar essas meninas. Controlar essa população. É muito filho, cara", diz Mário Esteves.  

Fonte do Vídeo: UOL



quarta-feira, 13 de setembro de 2023

A palavra edificante


A palavra concreto
trás consigo cimento, 
água, areia, brita

A palavra flor
trás consigo pétalas,, 
pedúnculo, cálice. 

A palavra montanha
trás consigo ar frio, 
cascatas, vales.

A palavra amor
trás consigo você
e você é tão bonita.

É isto aí!

sábado, 9 de setembro de 2023

432Hz Tom milagroso / Meditação dos Anjos / 528Hz Frequência de Cura




Escutar música com a frequência 432Hz reverbera dentro de nossos corpos, liberando bloqueios emocionais e expandindo nossa consciência, nos permitindo sintonizar com a sabedoria do Universo, com a Inteligência Divina e com nossa Alma. Esta frequência cria Unidade, em vez de separação e expande nossos corações e nos deixa mais cheios de amor e compaixão. 

A ciência moderna começou a reconhecer o que os antigos místicos e sábios nos disseram por séculos: que tudo está em constante estado de vibração, até a menor partícula física que não podemos não perceber com nossos (ainda) sentidos limitados.
O estado mais elementar de vibração é o do som. Tudo tem uma faixa ótima de vibração (frequência), e essa taxa é chamada de ressonância. Quando estamos em ressonância, estamos em equilíbrio. Cada órgão e cada célula em nosso corpo precioso absorve e emite o som com uma frequência ótima particular. Uma música sintonizada em 432hz e 528hz cria ressonância em nosso corpo físico, mental, emocional e espiritual.

De acordo com o Dr. Leonard Horowitz, 528 Hertz é uma frequência que é central para a "matriz matemática musical da criação." Mais do que qualquer som previamente descoberto, a "frequência do AMOR" ressoa no coração de tudo, no seu coração, sua essência espiritual, à realidade do céu e da terra. Usado para retornar o DNA humano ao seu estado original e perfeito, para aumentar a energia vital, a clareza mental, a consciência, a criatividade e despertar ou ativar estados de êxtase como profunda paz interior, dança e celebração. 

Gatilho: o estupro na ficção brasileira



Alto lá
Este texto não é meu
Confesso que copiei e colei

Autora: Karine Döll (doutoranda em Letras pela UFRGS, e mestre pela Universidade Estadual de Ponta Grossa.) 

Fonte:  Blog escrevalolaescreva 

Livro: Gatilho: o estupro na ficção brasileira (Editora Letramento)


QUINTA-FEIRA, 31 DE AGOSTO DE 2023

AS NARRATIVAS DE ESTUPRO NA LITERATURA BRASILEIRA (MAS NÃO SÓ)

Recebi um livro que parece formidável (ainda não li inteiro) de Karine Döll, doutoranda em Letras pela UFRGS, e mestre pela Universidade Estadual de Ponta Grossa.

Pedi pra ela escrever sobre seu livro, e publico seu relato como guest post aqui, na esperança que você se interesse e compre Gatilho: o estupro na ficção brasileira (Editora Letramento). E divulgue também!

Demorei a voltar a falar sobre o tema da minha pesquisa. Demorei a voltar a falar sobre o crime que possivelmente mais desperta as paixões e perversões humanas. Desde que terminei o mestrado, em 2019, muita coisa aconteceu. Desde que comecei minha pesquisa, em 2017, mais coisa ainda. Não fazíamos ideia do que estava por vir. E veio. Demônios, impotência, pandemia. No entanto, muita gente falou. Muitas mulheres falaram e, de repente, a palavra “estupro” não apareceu mais como um assunto colocado sempre para debaixo do tapete. Será?

Acompanhei de longe o que houve em Belo Horizonte, algumas semanas atrás. De longe mesmo, pois moro e sou do Paraná. E posso dizer que o que houve naquela rua, àquela noite, também me chocou (logo a mim que, pressupunha, tive contato com as mais variadas narrativas de estupro ao longo de todos esses anos). Penso ser este o retrato de nossos tempos. A moça escapou de um, de dois, de três homens, mas não escapou do quarto. Houve avanços. Em outro momento, muito provavelmente ela teria sido estuprada pelo primeiro. Ou, talvez, por todos. Porque é inevitável. Somos todas reféns. Lembro de uma menina, em minha cidade, que também saiu para se divertir com amigos, foi drogada, estuprada por vários homens e se matou algumas semanas depois. Disseram que ela era viciada.

Lembro de mim, que saí certa vez com um amigo e “passei do ponto”, tendo bebido pouco, pouquíssimo, mas também apaguei, sendo que este meu amigo me salvou (que sorte a minha, não é mesmo?). Demorei para entender que aquilo (que não foi nada) também não foi culpa minha e nunca mais saí na balada com um copo sem tampa. Lembro de uma amiga que me contou recentemente que fora drogada por um primo enquanto bebiam na casa dele e alguns meses depois descobriu que estava grávida, sem nem saber ainda que já havia perdido sua virgindade.

Não quero simplesmente divulgar um livro e não tenho por intenção propagar um discurso de autoridade sobre assunto tão desafiador e dilacerante, para todas nós. Mas quero lembrar, para além dos martírios, que continuamos lutando, e continuamos existindo, e continuamos escrevendo e pensando. Este livro, para mim, é só a ponta de um iceberg que por vezes afunda completamente, mas por outras reaparece, sólido, imponente, interrompendo a travessia daqueles que cogitaram já estarmos navegando por mares mais ermos. Belo Horizonte nos lembra que não. Cada cidade, em cada canto desse Brasil, certamente tem um relato que, da mesma forma, nos lembra que não. Desconhecidos, conhecidos, aproveitadores, oportunistas... estupradores. Por que o corpo da mulher precisa sempre estar à disposição, afinal? Alguns mais que outros, é verdade.

Meu livro, intitulado Gatilho: o estupro na ficção brasileira, trata deles, esses “monstros” tão encobertos de suposta humanidade, sob a ótica de duas escritoras brasileiras (ou quase) contemporâneas: Paloma Vidal e Sheyla Smanioto, que corajosamente trouxeram o discurso do estuprador à baila. Impregnaram suas páginas de dor, mas também de evidências. Ao expor seus escritos, tenho por intenção mostrar que para ser possível realizar a análise das narrativas de estupro na literatura, é preciso desmembrá-las de um certo sistema de ambiguidades no qual elas parecem estar sempre imbricadas, sistema esse que trato como “retórica do estupro”.

Penso ser importante esclarecer que, em meu livro, especifiquei o trabalho com o estupro partindo de duas delimitações: a narrativa de estupro enquanto verdade histórica, a qual se impõe como única, sendo traduzida, porém, em diversos mitos (como, por exemplo, “é impossível estuprar uma mulher que resiste”; “o 'não' às vezes quer dizer 'sim'”; “os homens correm o risco de serem injustamente acusados de estupro”, etc) e as narrativas de estupro enquanto verdades literárias, as quais podem ser apresentadas de diferentes formas partindo, contudo, de uma mesma singularidade imposta pela verdade consagrada historicamente.

Por vezes, na literatura, associa-se o estupro a uma suposta prática sexual e vemos, então, inscrever-se uma narrativa que mascara a violência sexual cometida, deixando figurar em primeiro plano uma noção rasa de prazer masculino em concomitância com um presumido desejo feminino. Por não se apresentarem enquanto violência propriamente, estas narrativas fazem parecer que a imposição de vontade tida pelo homem coincidiria com um certo tipo de desejo tido pela mulher, ou seja, as mulheres permitiriam uma tal violência e, inclusive, até a desejariam. O grande problema que aqui se delineia é que, uma vez não sendo difícil reconhecer que a própria concepção moderna de sexualidade por vezes parte também de uma retórica do estupro, a qual traça um determinado script no que diz respeito a práticas sexuais heteronormativas, essas narrativas tornam-se quase irreconhecíveis enquanto narrativas de estupro por serem colocadas lado a lado de uma certa concepção de literatura erótica.

O resultado disso é que a violência em si, de fato, acaba por desaparecer, tornando-se assim uma violência dupla: a real e a ficcionalizada. Bem, não é o caso dos romances que fundamentam minha análise, mas como eu disse, trata-se de autoras contemporâneas (e muitas mais narrativas vieram depois delas, como, por exemplo, o romance Vista Chinesa, de Tatiana Salem Levy, publicado em 2021, algum tempo depois de já concluída esta primeira etapa de meu trabalho).

Hoje, enquanto doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Letras da UFRGS, sigo nessa empreitada, vasculhando mais e mais exemplos de narrativas consideradas por mim como problemáticas, para dizer o mínimo, partindo da metade do século XIX para cá.

De Machado de Assis a Clarice Lispector, de Adolfo Caminha a Olavo Bilac, de Rachel de Queiroz a Guimarães Rosa, de Jorge Amado a Marçal Aquino, a literatura brasileira parece ter se empenhado em trazer para dentro de suas histórias o crime de estupro, ao mesmo tempo em que parece ter se empenhado também em borrar um pouco os limites que separam a narrativa de estupro da narrativa erótica ou sexual, dificultando a compreensão daqueles que a leem (embora tal dificuldade jamais seja explicitada) e deixando que a violência maior torne-se despercebida: a imposição de um discurso por trás de uma narrativa que a qualifica enquanto estupro ou enquanto sexo, sendo que cada uma tem limites bastante precisos e estes devem ser respeitados.

Por fim, uma vez que só conseguimos comunicar o estupro através do texto (texto aqui entendido como qualquer manifestação de linguagem), é importante que nos atentemos a ele em toda a sua extensão. Dentro e fora dos livros.

sexta-feira, 8 de setembro de 2023

Neologismo (Manuel Bandeira)

Beijo pouco, falo menos ainda

Mas invento palavras

Que traduzem a ternura mais funda

E mais cotidiana

Inventei, por exemplo o verbo teadorar

Intransitivo;

Teadoro, Teodora


Manuel Bandeira é considerado como parte da geração de 1922 do modernismo no Brasil. Seu poema "Os Sapos" foi o abre-alas da Semana de Arte Moderna. Juntamente com escritores como João Cabral de Melo Neto, Gilberto Freyre, Clarice Lispector e Joaquim Cardozo, entre outros, representa o melhor da produção literária do estado de Pernambuco.

Pode ser, só que não



Pode ser
que não,
seja por 
outro lado
com deveria

Mas assim
o é, imutável 
dia após dia
saber sempre
que é o errado.

É isto aí!

Louvar a Deus

 Salmo 145:1-21

¹ Louvor. De Davi. 

  Ó meu Deus, meu rei, eu vos glorificarei, e bendirei o vosso nome pelos séculos dos séculos.

² Dia a dia vos bendirei, e louvarei o vosso nome eternamente.

³ Grande é o Senhor e sumamente louvável, insondável é a sua grandeza.

⁴ Cada geração apregoa à outra as vossas obras, e proclama o vosso poder.

⁵ Elas falam do brilho esplendoroso de vossa majestade, e publicam as vossas maravilhas.

⁶ Anunciam o formidável poder de vossas obras e narram a vossa grandeza.

⁷ Proclamam o louvor de vossa bondade imensa, e aclamam a vossa justiça.

⁸ O Senhor é clemente e compassivo, longânime e cheio de bondade.

⁹ O Senhor é bom para com todos, e sua misericórdia se estende a todas as suas obras.

¹⁰ Glorifiquem-vos, Senhor, todas as vossas obras, e vos bendigam os vossos fiéis.

¹¹ Que eles apregoem a glória de vosso reino, e anunciem o vosso poder,

¹² para darem a conhecer aos homens a vossa força, e a glória de vosso reino maravilhoso.

¹³ Vosso reino é um reino eterno, e vosso império subsiste em todas as gerações. O Senhor é fiel em suas palavras, e santo em tudo o que faz.

¹⁴ O Senhor sustém os que vacilam, e soergue os abatidos.

¹⁵ Todos os olhos esperançosos se dirigem para vós, e a seu tempo vós os alimentais.

¹⁶ Basta abrirdes as mãos, para saciardes com benevolência todos os viventes.

¹⁷ O Senhor é justo em seus caminhos, e santo em tudo o que faz.

¹⁸ O Senhor se aproxima dos que o invocam, daqueles que o invocam com sinceridade.

¹⁹ Ele satisfará o desejo dos que o temem, ouvirá seus clamores e os salvará.

²⁰ O Senhor vela por aqueles que o amam, mas exterminará todos os maus.

²¹ Que minha boca proclame  

Salmo 145:1-21


Fonte Youtube: Cadu Isnard


terça-feira, 5 de setembro de 2023

Caetano Veloso recebe título de Doutor Honoris Causa na Espanha

Fonte da imagem: Correio Brasiliense
Autor da fotografia: Cesar Manso / AFP

Caetano Veloso recebeu nesta segunda-feira (4/9/2023) o título de doutor honoris causa concedido pela Universidade de Salamanca, na Espanha, indicado pela Faculdade de Filologia e pelo Departamento de Filologia Moderna em abril de 2021 e a decisão por homenagear Caetano surgiu de Pedro Serra, professor de Filologia Galega e Portuguesa.



Fonte do Youtube: Mídia Ninja

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Tutóia


Lembrei de você hoje. 
Deparei com a Tutóia  , 
que esteve guardada 
por anos merencória. 

Estava naquele canto 
onde guardo as coisas 
para não esquecer que 
quando em vez, aparecem. 

Você é a protagonista 
que narra a trajetória 
da nossa existência;
romântica, sensual e linda.

Você é essa história
assim, bem originária
simples, naturalmente,
para sempre infinda

É isto aí!


Do tupi-guarani, TUTÓIA é uma exclamação que quer dizer: “Que linda! Que beleza! Que maravilhosa!”
Pode ser traduzido também como "Água Boa"





sexta-feira, 1 de setembro de 2023

Hino à vida (Paulo Mendes Campos)



Autor: Carlos de Almeida Vieira: – Médico, Psiquiatra, Psicanalista da Sociedade de Psicanálise de Brasília SPBsb, Membro da Federação Brasileira de Psicanálise – FEBRAPSI e da International Psychoanalytical Association IPA/London

Nota: “Todos os poetas de Minas são o mesmo e único poeta. Representa o psiquismo das Gerais, isto é, a bipolaridade (coexistência de emoções e desejos conflitantes), a abulia (inibição da vontade), a libido(gana sexual), a oniomania (inclinação à barganha), a disforia (malestar espiritual, a ambivalência emoções contrárias de amor e ódio) etc.” 


Hino à vida (Paulo Mendes Campos)

(Publicado no livro A palavra escrita - 1951)

Continuar a primeira palavra escrita,
Continuar a frase, não resigná-la
A temor, imperfeição, náusea,
Continuar com imenso trabalho
(Irreconhecível bosque do abstrato),
Doam os músculos e os cães ofeguem,
Continuar através do fogo e da água,
Em nome do fogo e da água,
Continuar desejando, farejando,
Por despeito e ambição continuar,
Não abrir muito os olhos,
Não cerrá-los demasiado,
Continuar por esta rua sem fé,
Como o cego devassado de um sol morto,
Como um anarquista de sensações,
Místico do prosseguimento,
Advogando a persistência, a engrenagem,
Continuá-las, ideia, sensibilidade, diferenças,
Porque não se pode parar,
Continuar com a paixão e sem ela,
Como um pugilista fatigado,
Com a disciplina da expedição guerreira,
A ferocidade histórica do saque,
Continuar, não desistir, não esmorecer,
Não refletir intensamente,
Acompanhando a órbita essencial da natureza,
Como os depósitos minerais,
A vida imperceptível do cristal,
A desagregação da vontade,
Como o crime caminhando, onde, quando,
O explorado por um sentimento,
Um camelo magro,
Continuar, ó máquina palpitante, ó vida,
A comiseração não refreie o nosso hálito,
Continuar como um jogador que perde
E se parar há de faltar-lhe alento e vida,
Continuar continuando,
Como um soldado em guerra,
Um mensageiro de tempo evangélico,
Um condenado à morte que-não-pode-morrer-antes-da morte,
Um navio a fazer água,
Um rato, um gigante,
Porque seria perigoso demorar,
Ceder à tentação de um voo incalculável,
Porque a ideia do não continuar existe em nós,
Símbolo fechado, êmbolo de resoluções imprevistas,
Continuar, reação em cadeia de minutos incoerentes,
Chama que se alastra de momentos opacos,
Como os antepassados continuaram,
As águas míticas, o espírito da treva,
Continuar,
A despeito de humilhações, do medo,
Dos vagares do amor,
Continuar com as unhas, os pulmões, o sexo,
Sem medir a iniciativa e o resultado,
Sem comparar nossos poderes e os alheios,
Continuar como alguém, construindo e desmanchando,
Continuar como todas as ações continuam,
E no tempo se prolongam estranhamente,
Continuar porque não se pode senão continuar,
Emparedado em dois tempos,
Toda a podridão do remorso,
Toda a vontade de não continuar,
E querer continuar,
Árido este mundo,
Porque a vida é sempre a vida, a mesma vida.
Porque não se pode,
Porque, se parássemos, ouviríamos um estrondo
E depois, perturbados, o silêncio do que somos.


Três Coisas (Paulo Mendes Campos)


Foto tirada na casa do cronista Rubem Braga - RJ - em 1966. Da esquerda para a direita: Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Moraes, Manuel Bandeira, Mário Quintana e Paulo Mendes Campos.

Cronista por excelência, escritor, poeta e jornalista mineiro de expressão nacional, nasceu em Belo Horizonte em 1922 e faleceu no Rio de Janeiro em 1991. Possui uma obra lírica, moderna e inteligente. Dominava, como poucos, a arte literária da Intertextualidade, ou seja, Paulo Mendes Campos detinha o fenômeno de referenciar conteúdos e formas de textos para produzir um novo texto, contribuindo no sentido, para ampliá-lo ou modificá-lo.


Três Coisas (Paulo Mendes Campos)


Não consigo entender
O tempo
A morte
Teu olhar

O tempo é muito comprido
A morte não tem sentido
Teu olhar me põe perdido

Não consigo medir
O tempo
A morte
Teu olhar

O tempo, quando é que cessa?
A morte, quando começa?
Teu olhar, quando se expressa?

Muito medo tenho
Do tempo
Da morte
De teu olhar

O tempo levanta o muro.


A morte será o escuro?


Em teu olhar me procuro


quinta-feira, 31 de agosto de 2023

Peito Vazio - instrumental - Duarte Veloso e Jelber Oliveira

Fonte da Letra da música: LETRAS
Show " As Rosas não Falam" 100 anos de Cartola.
 27 de dez. de 2010

Música - Peito Vazio
Autor¹ - Cartola
Autor² - Elton Medeiros

Peito Vazio
Cartola/Elton Medeiros

Nada consigo fazer
Quando a saudade aperta
Foge-me a inspiração!
Sinto a alma deserta
Um vazio se faz
Em meu peito
E de fato eu sinto
Em meu peito um vazio

Me faltando
As tuas carícias
As noites são longas
E eu sinto mais frio
Procuro afogar no álcool
A tua lembrança
Mas noto que é ridícula
A minha vingança

Vou seguir
Os conselhos
De amigos
E garanto que
Não beberei
Nunca mais
E com o tempo
Essa imensa
Saudade que sinto
Se esvai



quarta-feira, 30 de agosto de 2023

A Misoginia Estrutural

Fonte da imagem: Blog da Cris

Caso 1: O TEMPO

Uma jovem de 25 anos recebeu uma multa por um motivo um tanto incomum. Milica Živković foi atacada sexualmente por um homem e o confrontou em legítima defesa. No entanto, o tribunal de Kolašin, em Montenegro, considerou que ela excedeu no revide, levando-o a nocaute, e a multou em R$ 460. 

Caso 2: BBC

Paola Schietekat havia chegado à capital do Catar, Doha, em fevereiro de 2020 para trabalhar para o governo na organização da Copa do Mundo de 2022.

Depois de um ano e meio morando lá, ela conta que foi vítima de uma agressão física. Mas quando procurou as autoridades para registrar a queixa, o caso se voltou contra ela: Paola foi acusada de "sexo extraconjugal", um crime sob a lei islâmica.

A jovem de 27 anos foi condenada a sete anos de prisão e cem chibatadas. E, surpreendentemente, foi dada a ela uma alternativa: ela poderia se livrar da pena, mas para isso teria que casar-se com seu agressor. O caso ganhou visibilidade porque foi visto como um símbolo da vulnerabilidade de mulheres no país que se prepara para sediar o principal evento do futebol mundial.

Caso 3 - O GLOBO

Justiça mexicana sentencia a seis anos mulher que matou seu estuprador: 'excesso de legítima defesa'. Roxana Ruiz, de 23 anos, foi presa há dois anos pela morte de um homem que a agrediu sexualmente no populoso município de Nezahualcóyotl, no estado central do México, região do país onde mais se cometem feminicídios, segundo estatísticas oficiais.



terça-feira, 29 de agosto de 2023

Sobre Marco Temporal e outras coisas


Saiba que, na realidade, não existem índios no Brasil. O que existe são povos nativos originários ou povos indígenas. A palavra índio usada para se referir às pessoas de etnias indígenas é extremamente pejorativa e reafirma preconceitos, como por exemplo, a ideia de que os povos originários são selvagens e/ou seres do passado.

Fonte sobre o Marco Temporal: Wikipédia

Fonte do conceito de Povos Nativos: Sim à igualdade racial 

Fonte da imagem: Agência Brasil

Agora que você já sabe disto, vamos ao pensamento do dia:

Com certeza os povos nativos originários são seres humanos amados por Deus e amantes da natureza, cercados por atos desumanos por todos os lados.

É isto aí!


Histórias para aquecer o coração



Deitou pensando em algo estranho, diferente, longínquo e disruptivo a ponto de alterar a rota da sua vida. Rolou de um lado ao outro, levantou e foi ao banheiro por umas três ou quatro vezes e ao retornar, a quarto parecia, na penumbra, modificado. Achou aquilo estranho, mas poderia ser apenas o sono pesado acusando a necessidade de dormir.

Acordou com uma voz o chamando. Uma voz firme, delicada, de tom sereno, mas contundente, da qual  não saberia explicar melhor do que isto. Aquela voz era conhecida, mas sem lembrar de quem seria. Levantou-se com certa dificuldade, caminhou pelo quarto e ao olhar para ver as horas, não encontrou o relógio digital. Tateou o criado mudo e não encontrou também o celular - deve estar na cozinha - pensou.

Saiu no quarto e o corredor pareceu mais extenso. Havia uma luz tênue vindo de local desconhecido, que parcamente clareava o ambiente. Não se deu conta quanto tempo andou. Acordou trinta e dois anos depois ao lado de uma mulher bonita, mas estranha aos seus olhos, que dormia angelicalmente. Saiu no corredor só de calção curto de pijama e deu de cara com dezenas de desconhecidos e desconhecidas cantando numa língua estranha algo no ritmo de "parabéns para você" a ele. 

No final da sala estava uma morena lindíssima, de pijama de algodão com motivos florais, com ares de quem também não estava entendendo nada. Seguiu em direção a ela, e à medida que se aproximavam as pessoas e o lugar desapareciam. Quando a abraçou, um flash de luz os transportou a um mundo onde estavam quando se perderam. Era dela a voz no sonho e agora era dela para sempre.

É isto aí!

segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Papo farmacêutico sobre os efeitos colaterais dos medicamentos


Alto lá
Este texto não é meu
Confesso que copiei e colei
Fonte do Texto: Eurofarma
Publicado em: 22 de maio de 2023
Atualizado em: 22 de maio de 2023
Fonte da imagem: Eurofarma

Os efeitos colaterais podem acontecer quando um tratamento faz mais do que tratar o problema-alvo e causa outro(s) problema(s). O impacto pode variar de leve a grave e, até mesmo, com risco de vida

Os efeitos colaterais são uma pauta importante e, com frequência, acontecem com muitas pessoas ao redor do mundo. Além disso, esse assunto é muito comum em discussões sobre produtos farmacêuticos, vacinas, procedimentos e cirurgias. 

Por serem onipresentes na medicina, os efeitos colaterais desempenham um papel importante nas decisões de tratamento para pacientes e médicos. 

O que é

É um efeito não ocasional (adverso ou benéfico) causado por medicamentos que são usados em doses terapêuticas.

Os tratamentos realizados pelos médicos, que podem oferecer algum tipo de efeito colateral, são: os medicamentos, procedimentos cirúrgicos ou qualquer outro tipo de intervenção, incluindo terapias complementares e alternativas. 

Os efeitos colaterais podem oferecer eventos adversos e eventos adversos graves e podem até resultar em morte, defeitos congênitos, complicações que requerem hospitalização ou danos permanentes. 

O que causa um efeito adverso

Existem muitas razões para que os efeitos colaterais aconteçam, dentre eles, destacamos :

Dosagem: que talvez necessite ajustar conforme o uso;

Reação individual a um ingrediente da medicação;

Uma droga que mata um tipo de célula indesejada, mas também destrói células saudáveis;

Interações entre medicamentos/drogas.

Interações que ocorrem os efeitos colaterais

Já sabemos que existe a possibilidade de tomarmos dois medicamentos ao mesmo tempo e não ocorrer interação medicamentosa, mas, para que isso não ocorra, é preciso fazer a “mistura” correta dos remédios tomados. Por exemplo, a aspirina e a varfarina são anticoagulantes. Os dois tomados juntos podem aumentar o risco de sangramento e hematomas. 

As interações medicamento-alimento ocorrem quando um alimento altera o que o medicamento deveria executar. Por exemplo, se não tomar determinado medicamento em jejum, ele pode ter menor absorção ou não realizar nenhum efeito curativo no paciente. 

As interações entre medicamentos e ervas também podem acontecer, por exemplo, o uso de antidepressivos e erva-de-são-joão podem provocar mudança de humor - para hiperativo - em uma pessoa que possui bipolaridade ou, até mesmo, a episódios de tremores, sangramentos, desmaios e problemas cardíacos. 

Tipos de efeitos colaterais

Alguns eventos adversos podem ser mais leves quando ocorre o uso de medicamentos, vale lembrar que alguns efeitos podem ser fortes ou tranquilos, isso depende do remédio. 

Alguns exemplos mais comuns de efeitos colaterais que podem acontecer ao tomar medicação são :

Constipação;

Dores de cabeça;

Boca seca;

Sonolência;

Tontura;

Dermatite;

Diarreia;

Náusea;

Vômitos.


Também existem os efeitos colaterais mais graves, como :

Pensamentos suicidas;

Ritmos cardíacos anormais;

Sangramento interno;

Câncer.

O Brasil não é para amadores



Lembrei nesta manhã de frase atribuída a Tom Jobim, que virou mantra nacional - O Brasil não é para amadores (em algumas publicações está "O Brasil não é para principiantes"). Prefiro a que pronuncia o amadorismo.

Um país predominantemente construído e constituído (com orgulho) por descendentes negros, pardos, mamelucos cafuzos, amarelos, brancos e sararás de várias etnias, culturas e conceitos, tem hoje metade dos seus habitantes simpáticos a causas preconceituosas e pouco nobres, vinculando-as a um poder pleno apenas pelo tom da pele, com argumentos cretinos do ponto de vista antropológico, sociológico e pelos melanócitos.

Estamos adernando. A Pátria pende sobre um dos bordos, quer pelo deslocamento catártico da classe média, quer pelo impulso midiático somatizante de novos valores, quer pela consequência de aparelhos de indução a ideias, quer aos se julgam no direito de carenar a fé nas múltiplas oficinas de oração e, claro, a cereja do bolo - quer pela políticas públicas de interesse privado.

Tom Jobim não viveu para ver que cada vez mais este país não é para amadores.

É isto aí!



domingo, 20 de agosto de 2023

Ela nunca vem


Ela 
nunca vem
nunca, nunca
nunca vem 

Espero 
da manhãzinha
à noite alta
parado aqui

Na porta
na janela
na varanda
no quintal

E ela nunca
nem diz ou desdiz
a doida lindinha
sumida de mim


É isto aí!



Voz de Mulher (Abel Silva/Sueli Costa)



A letra de Voz de mulher é do poeta Abel Silva. A melodia é um atestado da sensibilidade e refinamento de Sueli Costa 

Desde que nasci
A voz da mulher
Me embala
Me alegra
Me faz chorar

Me arrepia os cabelos
Me faz dançar
Me cala ressentimentos
Me ensina a amar

Uma mulher cantando nas Antilhas
Uma voz de mulher
Nos rádios do Brasil

Minha mãe que cantava
Lembrança tão bonita
E as negras americanas
Dos hinos e dos blues

Amor, amor
Me leva essa voz
Nas asas das canções

Eu quero ouvir
Por toda minha vida
Uma mulher cantando para mim

Amor, amor
Me leva essa voz
Nas asas das canções

Eu quero ouvir 
por toda a minha vida
Uma mulher cantando para mim


Alaide Costa - Tema
Provided to YouTube by The Orchard Enterprises
Voz De Mulher · Alaide Costa
Tudo que o Tempo me Deixou
℗ 2005 Lua Music
℗ Elemess
Released on: 2004-04-01
Music Publisher: EMI Brazil
Auto-generated by YouTube.