O Médico perguntou: Doutor Jota, que bom que o senhor acordou. A boa noticia é que está fora de perigo. A má notícia é que ficará aqui, imobilizado, mais três dias. Mas conte como tudo aconteceu. O senhor foi atropelado?
— Dr. Jota respondeu:
Antes fosse, doutor, antes fosse. Vou contar até onde lembro. Tudo começou naquela sessão aborrecente da tarde de sexta-feira, aproveitando o plenário esvaziado, resolvi falar umas invencionices para chatear e denunciar o puto do meu adversário da região. Aí, me inscrevi para o discurso...
— A Mesa Diretora:
O próximo inscrito é o nobre parlamentar Doutor Jota Mato.
— Doutor Juca Pinto:
Licença, senhor presidente, questão de ordem
— A Mesa Diretora:
Com a palavra o líder da MEIA, nobre parlamentar Doutor Juca Pinto
— Doutor Juca Pinto:
Obrigado a Vossa Excelência, senhor presidente. Só quero aqui salientar que este senhor que tomou para si a palavra, este Mato Pinto, é indigno de estar aqui nesta tribuna.
— Doutor Jota Mato:
Exijo o direito imediato à defesa, Senhor Presidente.
— A Mesa Diretora:
A palavra é sua, nobre parlamentar.
— Doutor Jota Mato:
Ora, ora, Vossa Excelência, veja só como o insignificante Doutor Juca Pinto Mole, que é um estupefaciente alcoviteiro da maior zona da sua cidade, resolveu vir pela primeira vez ao plenário depois de semanas de férias com a amante/secretária do lar, impunemente bancada por esta instituição.
— A Mesa Diretora:
Ordem, ordem. Este é um ambiente democrático, de respeito e de livre manifestação política em alto nível.
— Doutor Juca Pinto:
Senhor Presidente, eu fui citado como indigno e tenho direito à resposta. E não é Pinto Mole, seu moleque. É Juca Pinto Melo, seu filhodégua, e sua mãe sabe disto.
— Doutor Jota Mato:
Citado? Vossa Excelência é quem me chamou de alcoviteiro, seu corno manso.
— A Mesa Diretora:
Estou autorizando retirar estes apartes da ata.
— Doutor Juca Pinto:
Não, Senhor Presidente, não retire, pois todo o povo sabe que este homem, amigo do alheio, é corrupto
Pois saiba Vossa Excelência, que corrupta é a triputa que o pariu, seu molequinho de bordel. Eu sei do que tu gosta.
— Doutor Jota Mato:
Vossa Excelência, cria do baixo meretrício, sabe que mulheres que me cercam são honestas, religiosas, e não as quengas do seu pasto.
— Doutor Juca Pinto:
Vossa Excelência não tem o direito, a honra, a moral e a dignidade para falar da minha família.
— Doutor Jota Mato:
Vossa Excelência tenha a generosidade de deixar-me de fora desse seu mau sentimento de lacaio de porteiro de zona.
— A Mesa Diretora:
Ordem!! Ordem!! Vou encerrar a sessão!!!!
— Doutor Jota Mato:
Só um instante, senhor presidente. Este nobre parlamentar está aqui apenas querendo angariar simpatia da corja que o elege, é um acéfalo insidioso.
— Doutor Juca Pinto:
Vossa Excelência é um esfaimado indigno de representar o povo nesta tribuna.
— Doutor Jota Mato:
Vossa Excelência é um reverendíssima onagro e não passa de um sevandija
— Doutor Juca Pinto:
Vossa Excelência é um filibusteiro, é cria de manga-de-alpaca. Rei das maracutaias
— Doutor Jota Mato:
Vossa Excelência é a encarnação mefistofélica do final dos tempos. É um "fluffer"
do cais do porto.
— Doutor Juca Pinto:
Vossa Excelência só não apanha agora, por que não bato em merda mole.
Pode vir, seu merda. Aqui é Melo Pinto, seu palhaço.
— Doutor Jota Mato:
Ninguém me segura, vou arrancar o braço deste merda mole e bater com sua mãozinha morta no seu rostinho de gueixa
— A Mesa Diretora:
Ninguém entra, ninguém entra, deixem os dois resolverem democraticamente, disse o presidente.
— Doutor Jota Mato:
E foi assim que além de descobrir que o filho de uma puta bate pra caralho, apanhei muito, já que ninguém aparteou nem segurou os dois. O filho de uma jumenta com o demônio bate demais da conta.

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