Era uma vez uma palavra perdida
que caminhava sem pressa
rumo às análises morfológicas.
Veio um verbo irregular
que não se manifestou
enquanto sujeito da ação.
Passou por um substantivo,
mas era abstrato demais.
Viu de longe um adjetivo
que mudava tudo ao seu redor;
escondeu-se porque achou-o perigoso.
Continuou vagando ávida
até que seus olhos correram
numa reluzente Preposição,
Era seu complemento mágico
E foram felizes até que
os verso e os reversos se acabem.

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