Levantei-me e percebi que algo estava errado comigo e com tudo. Faltava Cristal, a fada dos ventos. Vai ser engraçado Cristal ver-se relacionada aos ventos. Acho que estou saindo de dentro de mim. Isto é estranho demais.
De súbito, comecei a subir rumo às estrelas. Vejo meu corpo abandonado, as colinas, a antiga casa de Cristal, a vila, a igrejinha. Vejo tudo, até o que nunca vi. Seres que presumo angelicais aproximam-se e levam-me até a entrada de uma caverna, toda iluminada.
Sinto uma levigação em meu corpo, agora etéreo, como se mãos celestiais lixassem minha superfície corporal, removendo riscos, manchas e cicatrizes, deixando-me com um aspecto brilhoso.
— Zé... Acorda, Zé!
— Cristal? Como você chegou aqui?
— Eu moro aqui. Acorda, levanta, que o trabalho nos espera.
É isto aí!

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