A verdade é que nunca gostei de café com açúcar, adoçante ou leite, e isto, de certa forma, faz de mim um sujeito antipático, como afirmou Geraldinha, dizendo que aquilo era um ato antissocial. Rimos bastante, mas nunca mais voltei para vê-la.
Tem também os gatos. Detesto gatos, tenho ojeriza a gatos. Não gosto de gatos, nem de gatas, nem de filhotinhos lindinhos de gatos, nem de gatos persas, nem de gatos vira-latas, nem de pensar que, por alguma ocorrência maléfica, venha a Dedé me arrumar um maldito gato.
Não vou deixar de gostar da Dedé por isso. Sim, é verdade: ela é apaixonada por gatos, cachorros, orquídeas e passarinhos de qualquer espécie. Acho que Dedé não é deste mundo. Sei lá, vai saber. Um dia, não hoje, contarei histórias da natureza do nosso ajuntamento cárdio-romântico. Um dia, mas hoje não.
E tem os malditos pernilongos, as abelhas, os cupins, os gafanhotos, os percevejos, as formiguinhas, as formigas e as formigonas. Todas do mesmo balaio dos marimbondos. Malditos sejam todos os criadores domésticos de marimbondos, menos Dedé.
Aranha? Engraçado, de aranha gosto. De todos os tipos, as variações, os estilos, as redes de teia, os hábitos etc. Tem também aqueles animais confinados em zoológicos. Acho triste isto: tirar o ser vivo do seu habitat natural para preservar a espécie em extinção.
Aqui cabe uma nota interessante. Dedé detesta aranhas. Nós nos amamos pelas adversidades.
É isto aí!

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