Tem dia que escrever é uma longa história de amor em crise. Nada dá certo, nada está bom, nada está perfeito. Nada, compreende quando digo isto, um nada? Nem originalidade tenho nesta situação e ainda tem um negócio inegociável — não passa pelos meus princípios copiar textos produzidos por IA.
Não é preconceito, nenhuma restrição às IAs espalhadas pelo mundo digital — é verdade que faço consultas para enriquecer a crônica, mas sem plágio. Não me sinto bem fazendo isto. Aquilo ali não sou eu, não tem minhas ideias, mesmo as mais fracas, nem as piadas ridículas que teimo em colocar nos parágrafos intermediários. E isto fica entre mim e minha personalidade.
Escrever deveria ser automático, como andar, falar etc., mas tem dia que não sai nada do desejado. A mente está vazia, e você sabe o que dizem sobre isto — "mente vazia, oficina do diabo". Mas ela não se encontra vazia: passam milhares de coisas e não fazem sentido no meu sentido de busca.
Estou velho, um velho lobo cansado, a desejar atracar na terceira margem do rio, como contou — e me encanta sempre — Guimarães Rosa. Falando nele, é sua também a frase do dia de hoje: "O que a vida quer da gente é coragem."
É isto aí!

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Gratidão!