Querida, eu amo você!
Faria diferença sua presença... não, melhor não seguir por este caminho. Pense, pense ... caramba, palavrões estão censurados pelo alto escalão da minha seleta inconsciência, já que o pré-determinismo é arma das seitas. Aceita que doi menos, me disse o Guru da Pitangueira, o Mago.
Faria, opa, faria é do futuro do pretérito de fazer ou ter feito, enfim, é desculpa barata, por isto, talvez, vai saber, ou nunca saberei, mas antecipo que futuro do pretérito é coisa de derrotado.
Querida, foi por isto? Me trocou por um canalha vulgar por que eu teria (opa) supostamente feito alguma promessa condicional para sermos felizes? Isto será amor para daqui a 80 anos, entre eu, você e Mary Taylor, uma IA num corpinho divino e senso de amor irlandês.
Pelo amor do meu presente, pela compaixão pelo nosso futuro, pela resplandecente juventude que nos privou na solidão dos hábitos binários, não volte para mim. Fique comigo. Sei, estou prolixo e é assim que você identifica o meu pânico. Queria, merda, esqueça o futuro do pretérito, acalma-se, isto é alexa, minha escrava privé acalmando.
Eu não sei escrever em outra língua, então nada deverá descongelar desta sua postura glacial, onde você está certa e eu estou certo e a gramatica lusitana é quem se habilita a ser a cárcere das minhas promessas.
Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal! Esta frase está aqui por que foi o Fernando Pessoa que escreveu e por causa disto eu queria estar lá na Escola de Sagres, sei que você não acredita, mas tenho idade e juízo náutico para isto. Tudo para destituir aquele canalha com minha Cruz de Malta.
Esta ainda é uma carta de amor. Eu amo você, do meu jeito para seu jeito sou o principal sujeito a romantizar nosso presente para todo o sempre. Não sei, merda merda merda, não sei ser normal quando penso em você. No fundo no fundo a gente sabe que seria feliz.
É isto aí!
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Gratidão!