quinta-feira, 6 de agosto de 2026

MoçaFlor, você me deixou mal acostumado

 


MoçaFlor se aconchegou na noite fria madrugada no meu corpo sobre o estrado de uma cama com colchão de capim seco curtido e rezado para evitar roedores e outros bichos. Aqui na roça a reza é patente lugar-tenente das coisas que desenvolvem coisas estranhas como sonhar com MoçaFlor e a danada aparecer numa realidade material dentro de um campo esotérico, até que nem tão esotérico assim.

Deu que MoçaFlor ia e vinha aqui e acolá num estranho baile de valsas soadas por batidas soteropolitanas frenéticas em curvas em evolução a aninhar com curvas envolventes. E dançávamos dançávamos bailávamos lavávamos com nosso suor um corpo ao outro. Mal acostumado, você me deixou mal acostumado feito Ara Ketu arrastando multidão pela Bahia de todos os santos.  

Deixou mais uma vez minha vontade minguar diante da sua beleza estatística, artística, postada por poetas apaixonados por MoçaFlor em outros cantos, outras dimensões, mas nos sonhos meus. Partiu nunca para sempre, até a próxima madrugada fria, até a próxima mão tocando seu corpo. MoçaFlor, você já faz parte deste todo que sou dentro de mim sendo seu. 

P.S. Eu sei que te amo porque você me disse isto tantas vezes que nem sei mais como é não amar você. Por hoje é só, descerei deste sonho com cuidado para não quebrar as palavras que cobrem nossa nudez, e da próxima vez trarei mais saudade com vontade de te abraçar e de te dizer que amor de verdade só senti ... 


É isto aí!

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