quarta-feira, 5 de agosto de 2026

82 - Odete, a Coach de Alta Performance do Povo Job

 

A última vez que vi Odete foi em janeiro do corrente ano. Estávamos em contenção de problemas, e Odete preferiu tomar café puro de origem, no interior do interior da antiga República Guarani. Mas não quer dizer que perdemos o contato, afinal, nossa amizade com benefícios é reconhecida desde tempos remotos. Deu que, dia destes, sonhei com a moça.

Como sempre, mesmo nos sonhos, nossos diálogos são discretos e cifrados, feito uma música em alta frequência.

— Odete, puxa vida, você nunca muda.

— Diga, meu bem, se isto é um elogio ou uma constatação de que sou uma pedra?

— Um diamante, querida, um diamante.

— Uau, fiquei sem palavras agora. Mas a que devo esta sua presença tão sedutora?

— Sedutora? Como assim?

— Considerando que você traja uma camisola sensualíssima, transparente e voraz, sim, posso dizer que está sedutora.

— Hum, ainda sente aquele arrepio diante da sua Odete, querido?

— Mais que isto, querida, sinto sua falta. Quando você retornará ao Reino da Pitangueira?

— Gostei disto, carinhoso e direto ao tema. Como sabe, refugiei-me na República de Fulano, mas Brasília me chamou em chamas, de maneira que tenho que regressar, já que fui nomeada pelo Comitê das Mulheres de Bem da Quinta Coluna do Centro-Oeste Pacificado como a Coach de Alta Performance do Povo Job, para a liberação das taxas Pix de Job para Job.

— Entendi errado ou você falou uma palavra mudando... caramba... você...

— Não mexe, não comente, não desvie seu olhar de mim para saber se está me querendo, desejando ou querendo se apossar das minhas filigranas, e nem comentou que a injeção milagrosa redefiniu meu corpinho de miss. Vou trabalhar e já volto, meu bem.

— Espere, Odete, aguarde minha fase Beta... Odete... puxa vida, pelas barbas dos profetas... Odete voltou! Pindorama ainda tem chance.

É isto aí!

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