quarta-feira, 1 de maio de 2013

Dia do Trabalhador e o 1º de Maio



A data comemorativa do trabalhador deve-se a um fato histórico envolto em tragédia e drama. Todos sabem, mas para efeito histórico, faço também o registro:

Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos. Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA.

No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com um enfrentamento com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket. 

Três anos mais tarde, no dia 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objetivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. 

Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.

Em 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adota o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países.

Apesar de até hoje os Estados Unidos se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores norte-americanos conseguiu que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.

É isto aí!

terça-feira, 30 de abril de 2013

A democracia da bola!





Vamos devagar para não perdermos o raciocínio. Aprendi lá na minha adolescência  que a ditadura na pátria amada era para defender o capitalismo, pois o comunismo era antitético a esta esfera econômica. Acho isto sempre intrigante, pois ambos concederam à humanidade ditaduras violentas, cruéis e autoritárias, onde uma meia dúzia de poucos mamaram e ganharam fortunas em nome da democracia, que curiosamente está inserida nas duas modalidades.

Hoje não há mais um processo comunista em voga ou na moda. Há um capitalismo estatal e um capitalismo bancário, que se afrontam, erguem punhos, batem de frente, promovem, erguem e destroem uns aos outros. O que virá depois? Isto não sei, mas que os que estão por cima manipulam os que estão por baixo, é nítido.

Enquanto isto, por estas estranhas coincidências do mundo, dois clubes de futebol alemão demonstram a força de seu povo diante da combalida Espanha e seu futebol alegre. É querer demais deste blogueiro acreditar que todas estas coincidências são apenas coincidências, com o velho continente em polvorosa, e a Merkel, a rainha da linha dura do alto meretrício capitalista, em risco de abandono nas eleições que se aproximam.

Bem, hoje foi o Real Madrid, que saiu de cena e amanhã é provável que Barcelona veja o mesmo filme, considerando que dois gols em Munique foram escandalosamente irregulares, além de faltas não marcadas, etc, como o pênalti com mão vergonhosa no jogo desta tarde em Madrid. Estranho, muito estranho. Estas vitórias dos espanhóis sobre os alemães colocariam um ímpeto em seu povo, mas o golpe foi duro.

Enquanto isto, há uma limpeza de fachada na maior entidade esportiva do planeta, em nome da nova ordem da safadeza mundial. Saem os velhos latinos e entram os velhos alpinos...nada, nada, é nada mesmo.

É isto aí!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

A Igreja do Diabo

A violência está na moda, nas esquinas, nas praças e nos botecos. Está também no cinema, nas novelas e nos seriados. Tem-se violência nas igrejas, nas escolas e nas empresas. Enfim, está no meio e entre nós e nos amedronta, nos acua e nos faz sentir pavor do outro, qualquer que seja o outro.

A novidade é a exteriorização da violência da fé, onde pessoas que deveriam falar do amor ao próximo, proclamam o ódio aos que ali não se encontram. Ódio, ódio, ódio, muito ódio, e claro, seguido de muito dinheiro, afinal nenhum destes líderes espirituais que falam de um deus filho de uma puta deste (não achei outra expressão melhor), trabalha o medo para ficar rico, coisa que não era antes de ser pacto deste deus, ou algo semelhante.

E o diabo delira, pois entra e sai com uma frequência demoníaca destes templos. Como tem capeta neste meio. É um negócio infernal, digamos assim. As pessoas estão sempre possuídas, e para desencapetar, pagam aos líderes pactuados com um deus destes que dialogam com o maldito. Pronto, está salvo, vá, pague seu quinhão e não encapete mais.

O incrível é que não há novidade nisto. Em 1884, Machado de Assis publicou o conto "A Igreja do Diabo",
quando narra que o Diabo decide fundar sua própria religião onde as pessoas seriam livres para praticar impiedades. Todavia a tendência humana de contradizer-se levam seus adeptos a praticarem o bem.

Este é o nó do ódio dos líderes destes tempos - o povo, na sua essência, é bom. Enfim, vai dar merda esta merda!

É isto aí!

domingo, 28 de abril de 2013

Estou contido!




Andei evitando o blog por estes dias, meus fieis e amigos leitores. Sim, é verdade, recebi outras cartas daquelas de crises existenciais; sim é verdade, sempre acho que são de brincadeira; sim, é verdade, acabo publicando. O que levam as pessoas a enviarem suas dores para este insignificante espaço virtual? Talvez a solidão, a angústia de quem não ama, apaixona-se e pensa que ama. Sofre mais desta forma, mas diz que é amor.

Mas não foi isto que promoveu o afastamento das palavras. Elas estão todas ali  como uma imagem dentro de um bloco de mármore, à espera de serem libertas pelas mãos do escultor, com toda a graciosa leveza do ser.

O afastamento é uma reflexão. Este blog tinha a intenção anterior de ser um manifesto pela ética, pela moral, pelo sentido lato de ser humano, mas venho testemunhando tantas atrocidades em nome de um deus que desconheço, em nome de um poder que ameaça, em nome de uma farsa que não se esgota, que fiquei estarrecido, e por consequência, calado.

Nos últimos trinta dias, dois blogs de próxima intenção e conteúdo, porém mais acirrados pela justiça, sofreram as agruras da violenta manifestação contrária ao mal que se espalha, cegando as pessoas pelas drogas, pelo sexo, pelos esportes e pela, sobretudo pela fé. Isto, confesso, abateu meu ímpeto. Foi determinante para mim ver pessoas honestas expondo seus pensamento e colhendo a fúria física dos desonestos.

Não posso continuar a ser um guerreiro moicano, sem lado, mas com uma causa justa. Vamos caminhar desta forma, se ficar chato, resolvo de outro jeito.

É isto aí!

terça-feira, 23 de abril de 2013

Te amo puta!

Carlos Drummond de Andrade 
A puta

Quero conhecer a puta.
A puta da cidade. A única.
A fornecedora.
Na rua de Baixo
Onde é proibido passar.
Onde o ar é vidro ardendo
E labaredas torram a língua
De quem disser: Eu quero
A puta
Quero a puta quero a puta.

Ela arreganha dentes largos
De longe. Na mata do cabelo
Se abre toda, chupante
Boca de mina amanteigada
Quente. A puta quente.

É preciso crescer esta noite inteira sem parar
De crescer e querer
A puta que não sabe
O gosto do desejo do menino
O gosto menino
Que nem o menino
Sabe, e quer saber, querendo a puta.



domingo, 21 de abril de 2013

O mundo virtual da Velhinha do Sobrado Azul


A velhinha do sobrado azul anda tendo alucinações as mais escalabrosas. Talvez seja Alzheimer, talvez seja caduquice apenas, ou talvez sejam delírios virtuais. Tudo começou quando a nobre senhora pegou a navegar por redes nunca antes imaginadas.

Monoglota convicta, descobriu ferramentas de tradução simultânea para os mais diversos idiomas. Assim leu textos em inglês, russo, alemão e tudo o mais que achava interessante. Mas como era de se esperar, excesso de informações por excesso de fontes poderia promover uma desordem em sua concepção de mundo.

Afinal o que é real, o que é virtual, o que é aspiração e o que é conspiração em todos os movimentos do planeta? Muitas perguntas e para cada pergunta muitas respostas. Um dia deparou com uma questão que envolvia o velho continente, terra de seus antepassados. Dizia que em alguns países há uma forte crise que está destruindo as benesses sociais aos pobres.

A velhinha chegou a pensar que isto seria algo relacionado ao Princípio Matemático da Inclusão-Exclusão (PIE), que é uma generalização de um dos princípios básico de contagem, o princípio aditivo. Balançou a cabeça - não, não era nada disto! Pensou então na possibilidade de uma forma legal que permitisse a desigualdade, desde que fosse legítima, no sentido de que a norma jurídica pudesse conter fatores de diferenciação que justificassem, de forma racional e legal, sua existência.

Mas achou isto viajado demais. Pensou nas pessoas a vagar pelas ruas, tristes, desempregadas e macambuzias, e achou que algo estava fora do eixo. Não, isto não pode ser verdade, afinal nada foi dito no jornal nacional, então não existe.

É isto mesmo, isto não existe. Este mundo virtual não é real. Real só pode ser o mundo do jornal nacional, por que lá ela via as coisas, ouvia pessoas bonitas de vozes sedutoras. Então é neste sentido que a vida se esvai, na tela da televisão, entre duas novelas - deve ser sempre assim, pensou a velhinha, deve ser assim que é lá fora, e eu aqui acreditando em redes.

É isto aí!

sábado, 20 de abril de 2013

Bruna Caram



Bruna Caram (Avaré, 26 de julho de 1986) é uma cantora, compositora e atriz brasileira. 

A influência musical de Bruna vem do berço. Sua avó materna, Maria Piedade, era cantora de rádio nos anos 50. Seu avô paterno, Jamil Caram - de ascendência libanesa - foi violonista de choro. Bruna cresceu rodeada de cantores, compositores e instrumentistas de todos os tipos. Ela estudou piano desde os sete anos de idade. Aos nove anos passou a fazer dos Trovadores Mirins e em seguida do Trovadores Urbanos. É formada em Música pela Unesp desde 2010 e toca piano, violão, cavaquinho e acordeom

.O primeiro álbum, lançado em dezembro de 2006 foi chamado Essa Menina. O disco é uma mistura de baladas, blues, pop e bossa nova. As músicas foram compostas por Otávio Toledo e seus parceiros musicais, José Carlos Costa Netto e Juca Novaes e produzidas por Alexandre Fontanetti.

Seu segundo álbum, Feriado Pessoal também produzido por Alexandre Fontanetti foi lançado em 2009. A faixa título foi escrita por Bruna. Outras canções foram escritas por Lô Borges (Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor), Guilherme Arantes (Cuide-se Bem) e Caetano Veloso (Gatas Extraordinárias). Em 1 de julho 2012 Bruna lançou seu terceiro álbum Será Bem-Vindo Qualquer Sorriso.



sexta-feira, 19 de abril de 2013

Lor, Crush e os marcs!




Era uma vez um Planeta, o Planeta Lor. Lá existiam muitos reinos, que viviam pacificamente em completa harmonia. Os mais famosos eram os Marcs, os Crushs e os Líps. Os Marcs habitavam nas montanhas, os Crushs nos vales e os Lips eram povos nômades, aqui, ali, sem lugar definido. E para todos os outros povos, a etnia era a Zaipidig.

Tudo ia bem até que um dia um príncipe de Crush resolveu dominar todo o mundo de Lor, afinal, pensou, alguém tinha que colocar Lor nos eixos, pois toda aquela felicidade era um atraso de vida. E foi assim, na base das Organizações de Convencimento Unilateral do Bem, também conhecido nos guetos, becos e botecos como Ocudobem, que Lor foi predestinada a se tornar coisa e propriedade de Crush.

No reino imperial de Crush tudo passou a ser possível para os crushs. Desde que se inventaram, invadiram dezenas de outros reinos, reduziram ou permitiram reduzir milhares e milhares de marcs, lips e zaipidigs.

Os marcs, que podem ser de várias matizes são responsáveis pela genealogia da ancestralidade crush, o que não impediu a dizimação da qualidade e quantidade de vidas das suas etnias, como a dos marcs creps. que jamais se envolveram em conflitos e nem os marcs trolls, que são ogros paleolíticos.

Bem, não é fácil falar de um crush, sem ter medo de falar de um crush. Tudo para eles é deles, e quando se diz tudo em Lor, estamos falando dos crushs. A água, a terra e o ar do planeta foi todo patenteado e registrado como coisa e propriedade crush. Os crushs odeiam e desconhecem a todos que não são crushs.

Consegui com um viajante interplanetário um decálogo do mundo em Lor:

1 - Todos em Lor tem direito à liberdade, desde que se submetam à Democracia Crush.
2 - Todos em Lor tem direito à saúde, desde que se submetam ao Modelo Crush.
3 - Todos em Lor tem direito a eleger os seus representantes, desde que aprovados por Crush.
4 - Todos em Lor tem direito à um sistema político partidário múltiplo, desde que atrelados a Crush.
5 - Todos em Lor tem direito a um exército, desde que subordinado e desarmado por Crush.
6 - Todos em Lor tem direito à alimentação, desde que beneficiada pelos Crushs.
7 - Todos em Lor tem direito aos medicamentos, patenteados por Crush.
8 - Todos em Lor tem direito a um vestuário digno, confeccionado em Crush.
9 - Todos em Lor podem ter todos os eletrodomésticos, criados por Crush.
10 - Todos em Lor devem visitar Crush pelo menos uma vez na vida.

Mas apesar de toda esta organização hierárquica e asséptica, este viajante espacial disse que em Lor não há mais felicidade nem momentos felizes, nem pessoas alegres, nem risos soltos, nada. Nada há que Crush não determine. Deve ser dura a vida em Lor, já que a democracia Crush é muito estranha.

É isto aí!




Aqui e ali.


Você já se deu conta de que não estamos dando conta de nada? Terremotos aqui e ali, carros e coisas que de forma abrupta deslocam o ar em ondas de alta concentração energética (falando assim desta forma não desperto o dragão) aqui e ali, meteoros que incendeiam e iluminam os céus aqui e ali, conflitos localizados de interesses dispersos aqui e ali.

Acidentes dos mais variados tipos, com os mais variados meios de transportes, aqui e ali. Pessoas diversas de diversas localidades abandonando entes queridos e nem tanto assim, de forma abrupta, aqui e ali.

Bem, voltamos ao blog. Muitas novidades para contar, mas vamos devagar.

É isto aí!


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Bitcoin - A Moeda Virtual Mundial


Já está nos corredores da rede mundial uma moeda - Bitcoin - sendo manipulada para substituir o Dólar. Supõe-se que deverá ser o dinheiro corrente do poder mundial. Não seria controlada por um governo, mas por um sistema global. Só poderão manipular este modelo econômico pessoas com acesso à rede.

Fonte do texto abaixo: http://www.afp.com/pt/home/


PARIS - A compra de uma pizza pode marcar a história das finanças. Em maio de 2010, um programador chamado Laszlo pediu, em um fórum na internet, que alguém entregasse esse produto em troca de 10.000 bitcoins, uma moeda virtual experimental lançada em 2009 e cuja vertiginosa ascensão pode ser motivada pelo desejo de investidores russos e cipriotas de colocar seu dinheiro a salvo.

"Sem anchovas nem outros acréscimos extravagantes", indicava o pedido de Laszlo. Na cotação da época, seu pedido equivalia a 41 dólares. Hoje, essa pizza custaria 1,4 milhão de de dólares.

Na sexta-feira passada, esta moeda cibernética era cotada em torno dos 135 dólares - depois de roçar os 147 dólares no início da semana. É um aumento exponencial se levarmos em conta que, em fevereiro, o bitcoin podia ser negociado a 20 dólares.

Alguns analistas afirmam que a assombrosa valorização desta moeda, ainda pouco conhecida, pode ter sido causada pelo desejo de investidores russos e cipriotas de salvar seus euros quando a crise financeira eclodiu no Chipre.

Outros expressam suas preocupações diante do que consideram o nascimento de uma nova bolha financeira, que logo poderá ter o mesmo destino do que outras bolhas da internet: explodir de forma fatal.
"É algo totalmente irracional", afirmou à AFP Yannick Naud, gestor de valores da companhia Glendevon King Asset Management, com sede em Londres. Cada vez mais clientes perguntam sobre os bitcoins, mas, segundo ele, é impossível atribuir um valor racional a esta moeda.

O bitcoin foi concebido em 2009 por causa da crise financeira mundial. Seu criador, um programador conhecido pelo pseudônimo de Satoshi Nakamoto, queria uma moeda que não dependesse de nenhum banco central ou instituição financeira.

Esta moeda eletrônica, criada a partir de complexos códigos informáticos gerados automaticamente por computadores ou dispositivos móveis, pode ser criada - em teoria - por qualquer usuário.

Mas a quantidade de bitcoins em circulação não pode ultrapassar os 21 milhões. Uma vez criados, os bitcoins são armazenados no disco rígido do computador do usuário e podem ser então intercambiados com terceiros.

No entanto, existem riscos. Em junho de 2011, harckers esvaziaram as "carteiras virtuais" de pessoas que possuíam esta moeda. Apesar disso, várias empresas e pequenos negócios aceitam bitcoins como meio de pagamento para serviços de todos os tipos e esta moeda está no centro das conversações na web.

Um americano afirma ter vendido seu Porsche por 300 bitcoins e um canadense colocou sua casa à venda nesta mesma moeda.

Robert Walker, um designer digital de Londres, afirma ter comprado cerca de 200 bitcoins desde o final de 2011, seduzido pela natureza descentralizada desta moeda, que não depende da confiança de nenhum emissor central. O investimento de Walker chega a 900 dólares, mas, no curso atual do bitcoin, poderá se valorizar para chegar a 27.000 dólares.

"No momento, não é um valor que mudaria minha vida, mas poderá mudá-la dentro de uns cinco anos", afirma Walker. Para Yannick Naud, no entanto, o valor desta moeda virtual está alcançando níveis insustentáveis.

terça-feira, 9 de abril de 2013

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Margaret já foi tarde!

Hoje o inferno está em festa com a chegada da Margaret Thatcher, pessoa que mais caçou, desempregou e destruiu a classe operária no mundo, sem precedentes. Seu mal se espalhou por todo o planeta, atingindo em cheio a pátria tupynambá, onde empresas estatais foram doadas a banqueiros e bilionários para controle do mundo.

Ela veio na frente, a dama de ferro, abrindo alas, limpando os trilhos e prejudicando milhões de seres humanos para o deleite de uma nobreza falida. A colheita da sua plantação está aí, com desemprego, crises e tensões. Para mim uma completa malvada, na sua mais fina quintessência.

A falácia dos seus seguidores em solo pátrio sempre recai sobre a telefonia - quanto benefício se fez com a sua política de destruição de uma nação. Hoje pagamos preço de Marte por um serviço de merda. Nossa, fico puto só em saber que esta desgraça demorou para morrer.

Se privatizar era a solução, e se estavam dando de graça para as hienas, por que FHC, tão bonzinho, não entregou as grandes empresas para os trabalhadores que fizeram esta riqueza? Malditos sejam todos.

Em todo o velho continente, principalmente em sua terra natal, as pessoas foram às ruas comemorar sua entrada para o portal do diabo. Triste é saber que esta vaca foi apenas um instrumento dos invisíveis dominadores, reais portadores da maldade humana, mas seus dias também estão contados.

É isto aí!


domingo, 7 de abril de 2013

A Dança de São Guido



Conhecida e documentada desde o século III dC, a dança macabra, no Extremo Oriente, era parte de uma cerimônia mórbida em que, no quarto de um moribundo, o dançarino executava uma dança em desarmonia com o corpo, composta de movimentos convulsivos e espasmódicos, até começar a babar e perder a consciência.

Com a chegada da navegação ocidental no século XV, e com a troca de tecnologia e conhecimentos variados, como a medicina, logo os ocidentais ligaram aquela dança aos espasmos. No século XVII, o médico britânico Sydeham denominou os espasmos provocados pela agravação da Febre Reumática como Coréia. A história tratou de incluir Sydeman ao nome da enfermidade, ficando então Coreia de Sydeman. 

Bem, até o século XIX, acreditava-se que uma outra manifestação clínica, conhecida como Dança de São Guido, era a mesma Coreia de Sydeman, até que cientistas mais antenados perceberam que a Dança de São Guido era uma manifestação de fungos alucinógenos que contaminavam os centeios utilizados para fazer os pães.

Desta forma a Dança de São Guido é uma falsa Coréia.

Neste domingo já primavera e ainda inverno no Hemisfério Norte, o presidente chinês, Xi Jinping, discursando num evento na ilha de Hainan, disse que nenhum país "deve ter permissão para jogar uma região e mesmo o mundo inteiro no caos para ganho próprio".

A enigmática frase logo foi traduzida pelos analistas precipitados como uma alusão à Coréia do Norte. Mas este blogueiro, com limitadas compreensões do mundo, vasto mundo, não se chama raimundo, não faz rima e nem vê solução para decifrar este embate. (Valei-me Drummond!)

Bem, é claro que Kim será demonizado de todas as formas, até que a choldra ocidental se certifique que ele é um perigo, tal qual Sadam Hussein, Kadaffi e outros tantos. Mas ocorre que isto não está ocorrendo. Talvez pela distância, ou então por que isto não cola mais.

A imprensa apache&sioux tem alertado para o tamanho do exército de Kim - o maior do mundo - dizem. Era esta a mesma frase sobre o Iraque. Aí fica difícil acreditar. Neste momento, pelo menos uns três submarinos SSGN, cada um com 24 mísseis Trident, segundo a G1, estão na área do conflito.

Apenas um míssil Trident custa 30 milhões de dólares, tem inteligência artificial e alto poder nuclear de destruição. E a Coréia do Norte tem armamentos da década de 60 e 70, segundo o site português http://www.publico.pt/multimedia/infografia/o-poder-militar-da-coreia-do-norte-53 .

E vamos que vamos! É isto aí!   

sábado, 6 de abril de 2013

A Coréia de Kim


Esta é a semana decisiva para a Coréia do Norte - Ou dá ou para de fazer c* doce. Ninguém aguenta mais esta especulação entediante. Se você procurar nas fotos de exercícios de guerra dos bravos soldados, perceberá que a grotesca duplicação de imagens é patente. Se querem ganhar a guerra, não será por aí.

Exercícios para entender a Coréia do Norte ameaçando alguém:

1 - Só está blefando. Neste caso a crise interna engole o Kim Jung Un, ou Cai Kim, como ficará conhecido.

2 - Não está blefando e está sozinho. Aí pode internar o Kim, que ficará conhecido como Kim Doidin.

3 - Não está blefando e tem o apoio da China. Opa, apoio é sempre algo que tende a uma ação maior. Kim Solindo a Toa passará para a história.

4 - Não está blefando, tem o apoio e armas da China. Epa, começou a encrenca. Kim Foi Fundo!

5 - Não está blefando, tem o apoio e armas da China e apoio da Rússia. Aí passará para a história como Kim Fudeu Tudo...

É isto aí!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Cebola australiana – passo a passo

 FONTE:   Cebola australiana – passo a passo




Atenção -  a imagem acima é apenas ilustrativa - 

Essa cebola faz muito sucesso. A receita é do chef Erasmo Santana Santos, do Australiano Bar, em Santos. Lá, eles usam o produto importado dos Estados Unidos, mas é possível fazer com a cebola nacional — basta comprar uma bem grande. Siga os passos e chegue ao paraíso, com essa cebola temperada e frita. Veja o passo a passo


Cebola Australiana

Chef Erasmo Santana Santos



Ingredientes

1 cebola grande (a maior que encontrar)

1 litro de leite

2 ovos

500g de farinha de rosca

2 colheres de sobremesa de sal

2 colheres de sobremesa de pimenta caiena

2  colheres de sobremesa de pimenta do reino

2 colheres de sobremesa de tomilho

Preparo

Pegue a maior cebola que encontrar. Corte fora o lado oposto ao da raiz (passo 1) em algum ponto entre a metade e 3/4 da cebola (quanto mais perto da metade, mais fácil fica). Descasque a cebola e corte fora a raiz, bem rente (passo 2).

Com uma faca grande, faça cortes perpendiculares, como numa pizza (passo 3), mas ao invés de 8 pedaços, faça no mínimo 16 e idealmente 32 cortes. Tome cuidado para não atravessar a cebola, parando estes cortes cerca de 2 cm antes de chegar a base.

Para deixá-la em forma de flor solte os gomos da cebola (passo 4), abrindo-a (deixar por duas horas na geladeira pode ajudar nesse processo).

Misture a farinha com o sal, as pimentas e o tomilho. Empane a cebola jogando esta farinha temperada em bastante quantidade para entrar entre os gomos da cebola (passo 5). Retire o excesso.

Mergulhe com o topo para baixo na mistura do leite e ovos (passo 6) e novamente acrescente farinha e retire o excesso (passo 7). Está pronta para fritar.

Em uma panela coloque óleo suficiente para submergir a cebola. Leve ao fogo alto. Com a ajuda de uma espumadeira, coloque a cebola com o topo para baixo e deixe fritar por 2 minutos. Gire-a e deixe fritar mais dois minutos, gire-a de novo e deixe mais 2 minutos.

Retire-a. Seque-a com papel toalha (passo 8), e coloque no prato.

Prenda o centro com um garfo e, com uma faca afiada, retire o miolo (passo 9).

Para terminar (passo 10), coloque no centro um potinho com seu molho preferido (molho rosé, maionese de alho ou ervas finas, por exemplo).




quinta-feira, 4 de abril de 2013

O que virá depois?




Observações e percepções: 

Estou visivelmente postando menos, talvez por que eu desanimei ou por que só tem especulação e nada acontece. Tudo bem, há uma tensão asiática, a Europa faliu, a violência avança sem precedentes no continente americano, de norte ao sul, as drogas são mecanismos banais e instrumentalização de monitoramento, mas nada acontece. Nem o Nibiru veio, talvez nunca tenha existido.

O mundo deve 300% do PIB mundial e no entanto o colapso econômico não aconteceu - como assim?! A economia baseada em créditos é uma grande pirâmide financeira oficial. Tudo pode, tudo lhe é permitido, e dela partem as determinações do César - polegares acima ou abaixo são determinantes para a choldra.  

Muita coisa não faz sentido! Hugo Chávez, teve morte cerebral em dezembro, segundo o ex-embaixador do Panamá, e só morreu oficialmente 60 dias depois; Evo Moralez surge com uma misteriosa enfermidade, o Papa é um Jesuíta, a Coréia do Norte surtou com o Gangnam Style, o Atlético Mineiro está vencendo jogos sucessivos, enfim, está tudo muito estranho! 

Será que só resta postar sobre os Chemtrails? Você nunca ouviu falar disto - não é mesmo? É mais uma paranoia escatológica. Os Chemtrails estão na mesma órbita do Nêmesis, dos ETs, dos Ufos e de todos os elementais que fizeram a nossa infância mais assustadora.

O capitalismo, mecanismo supostamente atrelado è democracia, já deveria ter acabado? Qual seria a nova corrente econômica? Alvin Toffler afirma em um dos seus aforismos - "Ou você tem uma estratégia ou é parte da estratégia de alguém". Qual seria esta nova estratégia?  

Concluo repassando aqui as palavras do sábio consultor de economia britânico Geoff Mulgan: 

"O resultado é que um grande espaço político está se abrindo. No curto prazo, está sendo preenchido com medo, raiva e confusão. A mais longo prazo, pode ser preenchido com uma nova visão do capitalismo, e sua relação com a sociedade e ecologia, uma visão que vai ser mais clara sobre o que queremos para crescer e o que não fazer. 

Democracias no passado repetidamente domaram, guiaram e reviveram o capitalismo. Elas impediram a venda de pessoas, de votos, repartições públicas, o trabalho infantil e os órgãos do corpo, e elas têm forçado os direitos e regras, ao mesmo tempo, despejando recursos para atender à necessidade do capitalismo para a ciência e habilidades, e foi para fora desta mistura de conflito e cooperação que o mundo alcançou o extraordinário progresso do século passado.

Para descobrir o que vem a seguir, talvez devêssemos olhar para cima. Horizontes fornecem o teste mais simples do que uma sociedade de valores, e onde seus excedentes são controladas. Alguns séculos atrás, os maiores edifícios em cidades do mundo foram fortes, igrejas e templos, e depois de um tempo eles se tornaram palácios. Posteriormente, no século XIX,  edifícios civis, estações ferroviárias e museus os sucederam. E então, no final do século XX em todos os lugares que eles existiram, estavam os bancos. Poucos acreditam que eles existirão por muito tempo. Mas o que virá depois? Palácios próximos a áreas de lazer e grandes estádios esportivos, universidades e galerias de arte; torres de água e jardins suspensos, ou talvez impérios de biotecnologia? Precisamos reacender a nossa capacidade de imaginar, e ver através da tempestade ainda encontro com o que está além." 

É isto aí!

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Lavar carros



Andei fazendo vários ensaios para lavar o carro. Afinal isto deveria ser uma rotina. O que tem de mais em lavar o seu carro? Imagina, tudo ali, sem nenhum problema. Pegar e lavar.

Pois bem, o rapaz chamou à porta. Era o responsável pela lavagem do veículo. Ao seu lado estava seu sócio. Seguiu-se o diálogo:

- Doutor, vai lavar hoje?
- Agora tenho que sair, mas quanto está custando?
- Mixaria, doutor, mixaria.
- Mixaria quanto?
- Vixe, vejo que hoje o senhor está de marcação.
- Quanto?
- trintinha para cada, doutor e jogo rápido...
- Mas aí é rápido, doutor.
- Mas aí é sessenta, não é trintinha.
- É rápido mesmo?
- Rapidinho, é porque temos cumprir a cota de 15 carros por dia, então não tem enrolo.
- Não pode ser sábado?
- Seguinte doutor - sábado é a pelada com a turma, daí não tem jeito, é sagrada.
- Tudo bem, eu espero.
- 30 minutos e pronto - carro cheiroso e limpo.

Bem, resolvi lavar o carro e fui fazer as contas. Cada um recebe 30 reais x 15 carros/dia dá 450 reais por dia. São 53 sábados mais 53 domingos/ano no máximo. Humm, deixa ver...365 - 106 = 259 dias.

259 dias, tira aí uns 90 dias- chuva, passou mal, férias, viagem com a família, etc. - 169 dias, arredondando para 170 dias a 450 reais. Isto dá 76.500 reais/ano, dividido por 12 meses...vejamos...6.375 reais/mês sem imposto, sem encargos, sem contador, sem nota fiscal, sem fiscal do trabalho, sem nada. Sem aluguel, sem custo de material principal - água. Ainda ganham café, almoço e lanche, dependendo onde estão e assim arrumam os horários para bater com suas necessidades.

De posse destes números, fui lavar o carro. Três horas depois, exausto e limpeza ainda por terminar, comecei a achar que se pedirem 50 reais para cada na próxima, eu pago e esqueço todas as contas que justificaram esta sandice..

É isto aí!

domingo, 31 de março de 2013

Kafe Kultura: A Instalação do Medo, de Rui Zink




Alto lá
Este texto não é meu
Confesso que copiei e colei

Obra comentada
Livro: A Instalação do Medo
Autor: Rui Zink 

Dois homens batem à porta. «Bom dia, minha senhora, viemos para instalar o medo. E, vai ver, é uma categoria».

“A história começa com a chegada de um par de técnicos que batem à porta de uma mulher anunciando que vêm instalar o medo na sua casa. Ao longo da instalação, vamos percorrendo o catálogo dos medos humanos, que não é pequeno. O capítulo em que se procede à demonstração do medo tem como epígrafe a imorredoira frase do sábio António Borges, e cito: «Diminuir salários não é uma política, é uma urgência».

O medo foi, desde sempre, o assessor principal da Política. Mas agora que o tempo não está para luxos, fez um golpe de Estado e tomou-lhe o lugar.

É muito mais fácil governar países através do medo do que através da negociação política – e a Europa começa agora a entender o encanto e as potencialidades deste método que tanto sucesso económico garantiu à China.

O medo torna as pessoas muito mais produtivas do que a pura ambição. Por isso, os neo-liberais entraram em metamorfose acelerada para se tornarem mais dirigistas do que o camarada Hu Jintao, e arranjaram na troika um comité central pós-moderno, que, como os comités centrais dos tempos soviéticos, significa emprego e segurança para o resto da vida, quer o povo coma raspas ou brioches.
O velho sonho de construir um mundo melhor para todos foi substituído pelo ainda mais velho discurso da pobreza honrada.

O problema é que é complicado ouvir serenamente um gestor multimilionário pregar a necessidade da pobreza alheia – e a antiga classe média que luta agora pela pura sobrevivência, revolta-se.

Os jovens turcos da Coisa Financeira ( que se tornou a única Coisa) não contavam com a revolta: os países magníficos como a China ou a União Soviética nunca tiveram classe média; os que nunca tiveram nada convencem-se calmamente a ter pouco e calar.

«O medo, pouco a pouco, torna-se virtualmente a única realidade», escreve Zink, na sua ficção mais verdadeira do que o pão de cada dia.

O medo varre todas as espécies de amor e garante a subsistência de uma única lealdade: a devida ao chefe. O estreitamento da oportunidade de ter um chefe, um trabalho – qualquer que seja – e um salário, exponencia o grau da subserviência.

Sempre que abre uma vaga, as pessoas esgadanham-se para a conseguir, utilizando todos os métodos de pressão e influência. É esta a paisagem.

O medo devora sentimentos, dignidade, consciência – tudo o que representa a diferença e a excelência da humanidade.

Os instaladores do medo pasmam de o ver tão eficaz. Também eles têm medo: medo que a estratégia do medo tome um dia conta dele, e se vejam no lugar dos pobres que hoje cozem no forno do barro do terror de amanhã.

Amanhã, não se esqueçam, estaremos todos mortos. A espécie humana é a única que o sabe – mas até a ideia da morte o medo parece ter comido. “ por Inês Pedrosa

«Recorrendo a frases curtas, à meta-linguagem […] e despido da ironia que o acompanha quase sempre, o escritor constrói uma narrativa que é uma forte crítica ao modelo civilizacional assente nos mercados. Os mercados são aqui o papão que tudo comanda e assusta […] Seco, cru, o livro arrisca na fórmula e é eficaz no efeito. No mesmo fôlego da escrita, o leitor entra na espiral construída por Rui Zink, sente o incómodo, sente-se vítima.» por Isabel Lucas, Público

Ao longo da história são conhecidos os vários momentos em que oriundas, ora de Inglaterra, ora da Alemanha, fomos invadidos por más notícias. Mas que me lembre nunca tivemos dessas más invasões em simultâneo.


(…). Tive, ao ler A Instalação do Medo, a mesma emoção feita de espanto causada pela leitura de O Processo, de Kafka. (…) Mais do que este medo que se anuncia porta a porta e se instala, de modo viral, incontornável, a descrição de situações com que deparamos dia a dia em destaque na net, nos jornais, na rua, -por todo o lado: a da indiferença perante o outro, despido da sua humanidade, como os judeus o foram outrora, de modo sistemático como nunca se vira até ao tremendo momento da “solução final. (…)

Este medo descrito, de diversas maneiras, é próximo parente dessa ideia de alguma solução final, agora modernizada e mais adequada ao que se julga ser de imediato mais útil: empobrecer, em vez de matar logo. Pois a promoção da pobreza, física, mental, moral – matará tanto ou mais do que as câmaras que consumiram os corpos mas acabaram por elevar as almas: hoje a consciência do Holocausto é mais viva e o apelo a que nunca mais se repita fala alto.

O medo fala baixinho, por isso se tornou em arma melhor escolhida, mais fácil de espalhar e mais actuante: medo e silêncio coabitam nas almas enfraquecidas (…) Nesta obra, Rui Zink deixa um grande fresco da nossa sociedade portuguesa e não só, pelo nosso exemplo passa a nova realidade que no mundo se enfrenta: e escusado será dizer, é uma realidade que ele, pela ironia crua nos convoca a combater”.

quarta-feira, 27 de março de 2013

A Rede de Intrigas



Este texto não é meu. Copiei e colei.
Fonte: http://www.jornalagora.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?e=4&n=41414


Um conflito virtual entre uma organização, com sede na Inglaterra e na Suíça, que combate spam (e-mails indesejados, uma verdadeira praga do mundo virtual), e uma empresa holandesa de hospedagem de sites, transformou-se em um dos maiores ciberataques já registrados, causando congestionamento generalizado na internet em todo o mundo.         

O serviço de vídeos sob demanda Netflix e outros sites populares ficaram lentos ou inacessíveis para muitos internautas, relata a imprensa internacional. As forças policiais de cinco países estão investigando o caso, segundo a rede britânica BBC.         

Tudo começou porque a ONG Spamhaus colocou em sua lista negra e bloqueou a Cyberbunker. A alegação foi de que a companhia holandesa mantém, em seus servidores, materiais usados por pessoas que enviam mensagens com propaganda ou golpes virtuais via e-mail. A organização também disse que a empresa está ligada a grupos criminosos da Rússia e de outros países do leste europeu.         

Em suposta retaliação ao bloqueio, a ONG foi alvo de ataques de origem ainda não divulgada. Steve Linford, um executivo da Spamhaus, disse à BBC que os ataques já duram mais de uma semana e que tem "escala sem precedentes". Segundo especialistas consultados pelo "New York Times", o problema é "preocupante" porque os ataques não pararam e vêm aumentando em intensidade.         

Os hackers que vêm causando o problema estão usando ataques de negação de serviço (DDoS, na sigla em inglês), tática relativamente simples. O objetivo não é invadir o sistema alheio, mas sobrecarregá-lo e "derrubá-lo", dependendo do tamanho da investida.      


O ballet das gordas empreiteiras


Não deveria, mas tantas coisas ao mesmo tempo interferiram na confecção de um texto para o blog nesta semana. Textos chatos e longos devem ser evitados sempre, afinal não é este o nosso objetivo, mas vamos aos fatos:

Inicialmente orçado em 60 milhões, o Engenhão acabou custando aos cofres públicos municipais do Rio de Janeiro 380 milhões de reais. Isto para atender o Panamericano de 2007, com vistas para as Olimpíadas de 2016. Agora foi lacrado por que o teto estava cedendo. E como sempre as empreiteiras não sabem de nada. Por estas e outras é que não há obras no Céu.

Enquanto isto as obras no Maracanã aproximam-se de 1 bilhão de reais, lotadas de denúncias de irregularidades grosseiras. E a Arena Corinthians parou. Não dá mais nenhum passo. É este o retrato de pessoas que detestam o país, mas adoram promover crescimento social de benefícios pouco claros.

E hoje o assunto no mundo foi a pane mundial da Internet. Como o assunto é interessante, estou fazendo em postagem separada. Veja só você como este sistema é frágil. E olha que estas turmas disputam e desfrutam da  DEEP WEB ("Web Profunda" em tradução literal), que são sites criptografados que não são encontrados em sites de buscas como o Google, Bing e Yahoo.

Não são piores nem melhores do que os empreiteiros e políticos tupynambás, apenas lidam com processos diferentes.

É isto aí!