terça-feira, 9 de julho de 2013

Uma proposta para a Saúde Pública




Uma proposta básica para se iniciar uma conversa real em Saúde Pública neste país:

Considerando que estou vendo o Governo Federal e a oposição combinarem que nada mudará na Saúde Pública, estou apresentando esta proposta, que poderá ser modificada, questionada, excluida, discutida, lamentada, ignorada, mas o que vale é que um começo.

Se gostarem, repassem, discutam, vamos fazer chegar às ruas.

A princípio 1.000 municípios serão contemplados, e deverão ser os mais carentes do país. Nada de ir para Ipatinga ou Montes Claros, que adoram tomar tudo dos vizinhos.

No quadro coloco salários que estão dentro do mercado, para atrair os profissionais, porque falar em levar Médicos recém-formados para ficarem 2 anos no SUS, cá prá nós, é uma puta de uma sacanagem. Nem a Ditadura ousou tanto.

Perceberão que não citei Fisioterapeutas, Terapeutas Ocupacionais, Nutricionistas, etc, mas como disse é um começo.

Os recursos existem - estão no Fundo Social do Pré-Sal.

Os custos do Estado com Vigilância já estão pactuados com a União.

Considerando que R$ 2 bilhões do Pré-Sal devem ser diretamente direcionados à área de Educação, o governo calcula que outros R$ 2 bi deverão ser aplicados no Fundo Social, um tipo de poupança formada por recursos que a União recebe na produção do petróleo da camada pré-sal.

Pelo texto do Senado, o capital principal desse fundo será preservado e somente seus rendimentos financeiros serão usados, sendo 75% deles para a educação e 25% para a saúde.

Pela Proposta abaixo, estes 2 Bilhões/ano viram Saúde Pública de Qualidade.
R$ 500 milhões serão utilizados na infra-estrutura do município para receber os profissionais.
R$ 500 milhões/1000 municípios = 500 mil/município (Este gasto é único)
Estes 500 milhões nos anos seguintes irão para os demais municípios, à medida que o Pré Sal cresce em valores, se abrirão novas frentes.

Este capital investido no Programa não será inscrito nos gastos com Saúde do Município, que permanecerá obrigado a custear 15% do seu orçamento com Saúde Pública, mantendo seus serviços de rotina. O Congresso deverá criar uma Lei eliminando esta obrigatoriedade da Lei de Responsabilidade Fiscal

Não será permitida a terceirização destes serviços, exceto o serviço de Radiologia, que poderá ser local, regional ou nacional, via Online.

R$ 1,5 bilhões/ano = 150 milhões/mês
1000 municípios = R$ 150 mil/município.
União Valores em R$
Medicina 1 x 15.000 = 15.000
Farmácia 1 x 5.000 = 5.000
Enfermagem 1 x 5.000 = 5.000
Odontologia 1 x 5.000 = 5.000
Assistência Social 1 x 5.000 = 5.000
Análises Clínicas 1 x 5.000 = 5.000
Psicologia 1 x 5.000 = 5.000
Administrador Centro de Controle, Avaliação e Auditoria 1 x 5.000 = 5.000
Técnico Enfermagem 3 x 2.000 = 6.000
Técnico Análises Clínicas 3 x 2.000 = 6.000
Técnico Rx 2 x 2.000 = 4.000
Encargos Trabalhistas Regime CLT 34.000
Manutenção Rx, Análises Clínicas 50.000
Total da União 150.000

Estado
Vigilância Sanitária
Vigilância Epidemiológica
Vigilância Ambiental

Município
Serviços Gerais

Manutenção

domingo, 23 de junho de 2013

Por que não cuido mais da Pitangueira




O texto não é meu, mas minha identificação é plena. Postarei aqui coisas outras que falem das estrelas, da alma, e só.


Atendendo à curiosidade de alguns e pedidos de outros tentarei esclarecer o misterioso fenômeno aqui ocorrido. O falecido blog nasceu com a finalidade de combater a mídia golpista, lembram dela? - continua firme, forte e golpista - mas problemas iguais ou maiores surgiram no caminho do infeliz blogueiro. O primeiro problema atende pelo nome de Dilma Rousseff. Excelente ministra, grande gerente e terrível presidente; um ser que abomina a política e vive no mundo das planilhas e das pesquisas de opinião. O cargo de presidente é político, não gerencial, fosse assim faríamos um concurso público para preencher o cargo e não eleições. Dilma é um desastre político de dimensões ainda incertas, não se sabe onde  vai terminar esse drama sem fim. Cercado pelo pior e mais reacionário ministério já escolhido em tempos democráticos, temos um governo que não só pede para ser derrubado, mas financia e elogia os que o odeiam.

Dito isso, esclareço que não defendo coisa nenhuma contra Dilma, nem sequer sua substituição em 2014 por Lula ou alguém com vocação política. Não é viável. Devido ao nível vergonhoso, criminoso e aterrador da oposição, toda ela, votarei em Dilma de novo em 2014, se não tivermos um golpe até lá, torcendo para que o pior não aconteça.

A segunda pedra no meu caminho é a chamada "blogosfera progressista", coletivo de gente burra e reacionária com a qual não suporto mais ser confundido. O apoio entusiasmado desse bando de iletrados à turba totalitária e fascistoide que tomou as ruas de São Paulo e depois do Brasil inteiro causou-me um mal-estar físico, uma vontade incontrolável de ter nascido em outro lugar ou outro tempo, livre dessas companhias.

O fato inacreditável de o único blogueiro importante a ter denunciado essa corja totalitária desde o primeiro instante e mantido e aprofundado a crítica mesmo quando o movimento foi oficialmente adotado pela mídia corporativa e assumiu bandeiras descaradamente golpistas ter sido Reinaldo Azevedo foi o tsunami, não a gota d'água, que afogou esse pobre ser nas profundezas do terror existencial. Não foi para ter Reinaldo Azevedo como companheiro de armas que entrei nessa fria.

À pergunta "E para onde ir agora e o que fazer?" eu respondo que não sou Lenin e, portanto, não pretendo escrever uma cartilha chamada "Que fazer?". Vou viver um dia de cada vez e enfrentar os problemas que surgem da melhor maneira possível sabendo que uma grande treva paira no horizonte. Meu consolo é já ter mais de 50 anos e saber que por pior que seja o futuro, não vai durar muito para mim.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Buscando em Hamlet

No célebre romance de Shakespeare, Hamlet, após perceber e afirmar que havia "algo de podre no reino da Dinamarca", passou a fingir-se de louco incapaz de compreender o que se passava ao seu redor, no intuito de meramente não ser eliminado e poder sobreviver. No final do romance, Hamlet consegue eliminar o seu cruel algoz, embora não tenha sido capaz de sobreviver porque seu algoz foi capaz de, antes de morrer, feri-lo de raspão com uma espada embebida em veneno mortal.

Ser ou não ser... Eis a questão. Que é mais nobre para a alma: suportar os dardos e arremessos do fado sempre adverso, ou armar-se contra um mar de desventuras e dar-lhes fim tentando resistir-lhes? Morrer... dormir... mais nada... Imaginar que um sono põe remate aos sofrimentos do coração e aos golpes infinitos que constituem a natural herança da carne, é solução para almejar-se. Morrer..., dormir... dormir... Talvez sonhar... É aí que bate o ponto. O não sabermos que sonhos poderá trazer o sono da morte, quando alfim desenrolarmos toda a meada mortal, nos põe suspensos. É essa idéia que torna verdadeira calamidade a vida assim tão longa! Pois quem suportaria o escárnio e os golpes do mundo, as injustiças dos mais fortes, os maus-tratos dos tolos, a agonia do amor não retribuído, as leis morosas, a implicância dos chefes e o desprezo da inépcia contra o mérito paciente, se estivesse em suas mãos obter sossego com um punhal? Que fardos levaria nesta vida cansada, a suar, gemendo, se não por temer algo após a morte - terra desconhecida de cujo âmbito jamais ninguém voltou - que nos inibe a vontade, fazendo que aceitemos os males conhecidos, sem buscarmos refúgio noutros males ignorados? De todos faz covardes a consciência. Desta arte o natural frescor de nossa resolução definha sob a máscara do pensamento, e empresas momentosas se desviam da meta diante dessas reflexões, e até o nome de ação perdem." Ato III, cena I

sexta-feira, 14 de junho de 2013

A pátria amada



Queria falar sobre política, o poder, o terror  e o mal disseminado entre o mundo, mas tudo isto é fato intensivo em toda a mídia, e não tenho muito o que falar nem para combater. O problema é que a grande tribo tupy-guarany está em polvorosa convulsão. Estamos cada dia mais traídos por uma paranoica necessidade dos ricos ficarem mais ricos, desde que sejam brancos, eslavos e nórdicos.

Para tentar explicar utilizando um outro contexto o que está ocorrendo na pátria amada, vamos ver o que circula na rede nacional 

Conspirações pelo Brasil

Acre
A conspiração do Acre é uma teoria da conspiração satírica em volta do estado brasileiro do Acre, onde é afirmado que este não existe, ou que dinossauros habitam o território. (aqui)

Amazonas
Um estudo recente mostra que cerca de 20% do total da Amazônia já emite mais dióxido de carbono do que absorve, ou seja, mais um pouco e deixa de existir. (aqui)

Bahia
Jorge Amado alarmou que "Baiano é um estado de espírito". Têm seu próprio dialeto - o dialeto baiano ou baianês, que é um dialeto do português brasileiro, cujos falantes têm como região geográfica o estado da Bahia, Por vezes, pela semelhança, é confundido com o dialeto nordestino. (aqui

Ceará
Cearense não é bem o que você pensava. A formação do cearense se deve a povos vikings que dominaram a Europa séculos atrás. (aqui)

Brasília - Distrito Federal
Como dizia Niemeyer: "você pode gostar ou não da cidade, mas nunca poderá dizer que já viu algo assim". Para começar, a cidade tem a forma de um avião, que fica dentro de um quadradinho, o Distrito Federal. Não tem esquinas e é a única cidade brasileira a receber uma corrida de... cadeiras de escritório. (aqui)

Espírito Santo
É um hiato meio bahiano, meio mineiro meio fluminense, mas se acha mesmo carioca sem sotaque. (aqui), como prova disto, cidade de Vitória, no Espírito Santo, é a única capital brasileira sem destaque no serviço do Google de mapeamento (aqui)
- para o capixaba as coisas não estragam, "daum tilt".
- capixaba adora falar "ninguém merece" pra tudo.
- capixaba não diz como vai, diz "qualé".
- capixaba inicia as frases com "deixa falar...".

Goiás
Se tem um negócio que os goianos fazem naturalmente é não usarem pronomes reflexivos., que são aqueles que expressam a igualdade entre o sujeito e o objeto da ação. “aném” ao 'tem base" começam ou encerram quaisquer diálogos. É o único estado que foi protetorado de São Paulo desde a sua criação
cujo nome não tem origem de referência.  Aném!! Goiás é Goiás e pronto, tem base?

Maranhão
O Maranhão nunca conseguiu se definir geograficamente. Parece Norte, já foi Meio-Norte e ultimamente tem de forma tímida se apresentado como Nordeste. Mas na verdade, na verdade mesmo, Maranhão é caribenho, criador do Reggae, simbioticamente vinculado à Jamaica (aqui). O Maranhão foi anexado ao pais somente em 1823, pelos ... ingleses, ah! estes ingleses... os mesmos que libertaram os jamaicanos dos malvados espanhóis Antes disto passou pela mão dos franceses e holandeses.

Mato Grosso
Pelo Tratado de Tordesilhas, pertencia à Espanha, até que abriram mão, já que era num lugar entre o quase e o fim do mundo. Para se ter uma ideia,  a notícia da independência do Brasil , que ocorreu em 7 de setembro de 1822, só chegou na província de Mato Grosso em 22 de janeiro de 1823, um pouco desacreditada, mas oficialmente chegou nesta data. Tem fuso horário diferente e confuso, já que não são todas as regiões que adotam este procedimento. Como vê, continuam longe.

Mato Grosso do Sul
Não existe. O que se autodenomina MS não passa de uma expansão gaúcha, com aquelas prendas lindas, aquele churrasco típico, aquelas danças coloridas, chimarrão, poncho e vinho, mas muito garrafão de vinho nas colônias espalhadas no território. 
 
Minas Gerais
No plural, caso único de duplo plural cultural, linguístico, econômico etc. Tudo em Minas é plural, tudo passa por Minas, assim no plural, exceto Goiás, mas Goiás não conta. Mineiro é uma incógnita universal que transcende.

O mineirês é um dialeto do português brasileiro falado na região central do estado. O Triângulo fala um mineirês Nheengatu, um dialeto bem rico e quase incompreensível ao português clássico. Na prática todo berlandês é no mínimo bilíngue.  
 
O implacável é o Uai. Nada se compara a ele. É a marca registrada do mineiro. Já tentaram colar muitas hipóteses para explicar o Uai, mas nenhuma delas se sustenta. O Uai existia antes do primeiro mineiro falar. É atávico, Uai é a ontogêneses explicando a filogênese de ser mineiro. Ah! E lá no Goiás, se fala Uai também, deve ser rastilho do plural.   

E tem o Trem, e o Trem é uma palavra que designa a Teoria de Tudo, ou Teoria do Todo, ou ainda teoria unificada ou unificadora de Minas. Poderia ser uma teoria científica hipotética que unificaria, procuraria explicar e conectar em uma só estrutura teórica, todos os fenômenos linguísticos do planeta num único tratamento teórico gramatical, linguístico  e quântico.

Pará
Em extensão territorial, é maior do que todo o sudeste, e fica só nisto. 

O Pará era para ser membro da União Europeia, mas os ingleses, ah!! Os ingleses. Tudo que se sabe é que quando o Brasil se torna independente no dia 7 de setembro e a Província do Grão Pará não aceita fazer parte do Brasil, fiel a Portugal.
 
Um ano depois alçou as sandálias da humildade e aderiu ao Brasil. Porém, essa adesão não foi tão simples. Dom Pedro I, Imperador do Brasil, enviou (sic) pro Pará um comandante de fragata inglês, John Grenfill, que havia sido contratado para formar a nossa Marinha. E ele foi com a missão única  e exclusiva de incorporar o Pará ao Brasil, custe o que custar. Chegou lá e assim o fez de maneira dramática, conta o historiador Jean Ribeiro. (aqui)

Paraná
A capital paranaense, Curitiba e alguns torcem para o Coritiba, que manteve a grafia de 1909, tem os pé vermelhos, tem os coxas brancas e uma infinidade de outras derivações étnicas. Só foi colonizado pelos portugueses tardiamente, e hoje soma uma abundância de etnias como portugueses, espanhóis, italianos, alemães, neerlandeses, eslavos, poloneses, ucranianos, árabes, coreanos, japoneses, gaúchos, catarinenses, paulistas, mineiros, nordestinos, indígenas e africanos, as quais colaboraram para o fortalecimento da identidade do povo paranaense. 

Ah, sim, fala-se português no Paraná, apesar dos nativos acharem que é uma língua estrangeira. 

Pernambuco
Dom João VI, quando veio fazer da província um co-império, cometeu a deselegância e desprezar Recife, a capital da mais rica e próspera capitania do brasil de então. Dali em diante Pernambuco virou uma efervescência de desconjuras. Deu revolução de dar no pau, e criou o maracatu, o frevo e o forró.  

Em 1817, cansados de carregar a corte na maré mansa do Rio de Janeiro, fizeram uma grande revolução, apoiada pelos ricos e pela igreja local. Os revoltosos buscaram o apoio dos ingleses, ah! os ingleses fizeram-se de surdos. 

Com uma enorme pressão, Dom João VI sufocou a rebelião separatista de uma forma abrupta, com prisões, violência, mortes e torturas. Depois de apaziguar sob o poder das armas, foi aos poucos dividindo a capitania de Pernambuco, criando os estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Alagoas.

Tenho orgulho danado destes pernambucanos.

Rio Grande do Sul
O nome do estado originou-se de uma série de erros e discordâncias cartográficas, quando se acreditava que a Lagoa dos Patos fosse a foz do Rio Grande. Tri legal!!

Segundo a wikipédia, Gaúcho é uma palavra oriunda do castelhano gaucho, um adjetivo que, aplicado a pessoas, pode significar "nobre, valente e generosa" ou "camponês experimentado em pecuária tradicional", ou ainda "velhaco, astuto, dissimulado ou ardiloso experiente", mas também pode ter o sentido de "vagabundo, contrabandista, desregrado e desprivilegiado". (aqui)

Como se sabe, gaúcho fala, entende lê e escreve bem o alemão, e tem noções de português para poder suportar os nordestinos de Santa Catarina para cima. 

Rio de Janeiro
Não existe. É uma crença popular, talvez o maior problema de identidade cultural dos nativos da terra brasilis. O que temos de verdade na alma do povo é a Guanabara rodeada de fluminenses, uns capixabas, outros mineiros e outros paulistas. 

Que venham os ventos da liberdade e devolvam ao país a sua capital cultural, social e maravilhosa.

Rondônia
Nunca deixou de ser o Guaporé lá das bandas do Acre.

Santa Catarina
Estado membro da União Europeia, com capital oficial em Berlim.

São Paulo
No princípio era São Paulo!

No princípio criou Deus o Brasil.
E o Brasil era sem forma e vazio; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas da Guanabara.
E disse Deus: Haja São Paulo; e houve São Paulo.

Com a perda da identidade cultural da Guanabara, o Brasil acabou isolando também São Paulo, como se tivéssemos vergonha de sermos felizes e sermos competentes para fazer e acontecer um grande desenvolvimento nacional. 

São Paulo caminha a passos largos para a desindustrialização, o que o descaracterizará completamente. Estamos testemunhando um movimento disruptivo de pátria. Triste sina ou maledicência? 

É isto aí!


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Olavo Bilac, o Poeta Pornográfico.



Satânia
(...)
Sobe... cinge-lhe a perna longamente;
Sobe...- e que volta sensual descreve
Para abranger todo o quadril!- prossegue,
Lambe-lhe o ventre, abraça-lhe a cintura,
Morde-lhe os bicos túmidos dos seios,
Corre-lhe a espádua, espia-lhe o recôncavo
Da axila, acende-lhe o coral da boca,
E antes de se ir perder na escura noite,
Na densa noite dos cabelos negros,
Pára confusa, a palpitar, diante
Da luz mais bela dos seus grandes olhos.
E aos mornos beijos, às carícias ternas,
Da luz, cerrando levemente os cílios,
Satânia os lábios úmidos encurva,
E da boca na púrpura sangrenta
Abre um curto sorriso de volúpia...
Beijo Eterno
Diz tua boca: "Vem!"
"Inda mais!" diz a minha, a soluçar...Exclama
Todo o meu corpo que o teu corpo chama:
"Morde também!"
Ai! morde! que doce é a dor
Que me entra as carnes, e as tortura!
Beija mais! morde mais! que eu morra de ventura,
Morro por teu amor!
Ferve-me o sangue: acalma-o com teu beijo!
Beija-me assim!<
O ouvido fecha ao rumor
Do mundo, e beija-me, querida!
Vive só para mim, só para a minha vida,
Só para o meu amor!

Delírio
Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!
Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.
Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:
Mais abaixo, meu bem! ? num frenesi.
No seu ventre pousei a minha boca,
Mais abaixo, meu bem! ? disse ela, louca,
Moralistas, perdoai! Obedeci…

Última Página
Primavera. Um sorriso aberto em tudo. Os ramos
Numa palpitação de flores e de ninhos.
Doirava o sol de outubro a areia dos caminhos
(Lembras-te, Rosa?) e ao sol de outubro nos amamos.
Verão. (Lembras-te Dulce?) À beira-mar, sozinhos,
Tentou-nos o pecado: olhaste-me... e pecamos;
E o outono desfolhava os roseirais vizinhos,
Ó Laura, a vez primeira em que nos abraçamos...
Veio o inverno. Porém, sentada em meus joelhos,
Nua, presos aos meus os teus lábios vermelhos,

(Lembras-te, Branca?) ardia a tua carne em flor...

Drummond, o poeta pornográfico

Cinco poemas pornográficos de Drummond, extraídos do livro O AMOR NATURAL
Maria La Piedra

Sugar e ser sugado pelo amor
Sugar e ser sugado pelo amor
no mesmo instante boca milvalente
o corpo dois em um o gozo pleno
Que não pertence a mim nem te pertence
um gozo de fusão difusa transfusão
o lamber o chupar o ser chupado
no mesmo espasmo
é tudo boca boca boca boca
sessenta e nove vezes boquilíngua.

A língua lambe
A língua lambe as pétalas vermelhas
da rosa pluriaberta; a língua lavra
certo oculto botão, e vai tecendo
lépidas variações de leves ritmos.
E lambe, lambilonga, lambilenta,
a licorina gruta cabeluda,
e, quanto mais lambente, mais ativa,
atinge o céu do céu, entre gemidos,
entre gritos, balidos e rugidos
de leões na floresta, enfurecidos.

A castidade com que abria as coxas
A castidade com que abria as coxas
e reluzia a sua flora brava.
Na mansuetude das ovelhas mochas,
e tão estreita, como se alargava.
Ah, coito, coito, morte de tão vida,
sepultura na grama, sem dizeres.
Em minha ardente substância esvaída,
eu não era ninguém e era mil seres
em mim ressuscitados. Era Adão,
primeiro gesto nu ante a primeira
negritude de corpo feminino.
Roupa e tempo jaziam pelo chão.
E nem restava mais o mundo, à beira
dessa moita orvalhada, nem destino.

Mimosa boca errante
Mimosa boca errante
à superfície até achar o ponto
em que te apraz colher o fruto em fogo
que não será comido mas fruído
até se lhe esgotar o sumo cálido
e ele deixar-te, ou o deixares, flácido,
mas rorejando a baba de delícias
que fruto e boca se permitem, dádiva.
Boca mimosa e sábia,
impaciente de sugar e clausurar
inteiro, em ti, o talo rígido
mas varado de gozo ao confinar-se
no limitado espaço que ofereces
a seu volume e jato apaixonados
como podes tornar-te, assim aberta,
recurvo céu infindo e sepultura?
Mimosa boca e santa,
que devagar vais desfolhando a líquida
espuma do prazer em rito mudo,
lenta-lambente-lambilusamente
ligada à forma ereta qual se fossem
a boca o próprio fruto, e o fruto a boca,
oh chega, chega, chega de beber-me,
de matar-me, e, na morte, de viver-me.
Já sei a eternidade: é puro orgasmo.

Sem que eu pedisse, fizeste-me a graça
Sem que eu pedisse, fizeste-me a graça
de magnificar meu membro.
Sem que eu esperasse, ficaste de joelhos
em posição devota.
O que passou não é passado morto.
Para sempre e um dia
o pênis recolhe a piedade osculante de tua boca.
Hoje não estás nem sei onde estarás,
na total impossibilidade de gesto ou comunicação.
Não te vejo não te escuto não te aperto
mas tua boca está presente, adorando.
Adorando.

Nunca pensei ter entre as coxas um deus.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Cadê o ouro que estava no WTC?

Um dos maiores depósitos de ouro estavam armazenados no subsolo do WTC. Em 1993, o valor do ouro estava estimado em 500 milhões de dólares. A informação corrente era a de que este ouro era de propriedade do Kuwait. Quando o WTC foi destruído, a quantidade do ouro era muitas vezes superior ao de 1993. Em 01 de novembro de 2001, na matéria publicada por Nicholas Wapshott, veiculada na Times on Line, informou-se que uma grande quantidade de ouro fora descoberta nos escombros do WTC. O prefeito Rudolf Giulliani anunciou que mais de 230 milhões de dólares, em barras de ouro, haviam sido resgatados do Ground Zero. Contudo, a divisão comercial de metais da Comex, estava armazenando 200 milhões em barras de ouro para o Bank of Nova Scotia. O Bank of New York, o Hong Kong and Shanghai Banking e o Chase Manhattan Bank, possuíam um total de 950 milhões de dólares em barras de ouro. Estas somas eram administradas por uma só empresa. No total, mais de 160 bilhões de dólares, em ouro, estavam armazenados no WTC. Para onde foi todo este ouro? Evaporou com o incêndio?

Em novembro de 2001, a Reuters relatou que foi descoberto certa quantidade de ouro, na parte de trás, de um caminhão de transporte de soldados, juntamente com vários carros, em um túnel logo abaixo do edifício 5 do complexo do WTC. Não havia corpos para serem resgatados. À medida que os trabalhadores se aproximavam do ouro, as autoridades começaram a restringir o acesso ao Ground Zero, juntamente com agentes do FBI e dos serviços secretos. Um trabalhador, que foi afastado do túnel, comentou a um repórter: “Se eu tentasse ir lá embaixo, eles atiravam em mim.” No total, lá estavam mais de 100 agentes armados, monitorando todos os trabalhadores. Vejamos: o ouro do edifício 4, foi descoberto abaixo do edifício 5, num caminhão de entregas vazio, junto com uma escolta de carros vazios. Essa é fácil. Eles estavam terminando o último carregamento da torre sul, quando tiveram de abandonar tudo. Mas como poderiam saber que tinham que se afastar de lá, se nem mesmo os bombeiros que trabalhavam no resgate, na torre sul, sabiam que ela iria cair? E por isto mesmo tantos bombeiros perderam suas vidas, naquele dia. Assim, de um total de 167 bilhões de dólares em barras de ouro, somente 200 milhões, foram recuperados.


É importante que se saiba que Marvin Bush, irmão do presidente George W. Bush , foi  um dos diretores da Securacom entre os anos de 1993 e o ano fiscal de 2000. A Securacom, agora denominada Stratesec, é uma empresa de segurança eletrônica, com ligações a Kuwait American Corp, responsável pela segurança da United Air Lines, de Dulles International Airport e desde o início dos anos de 1990 até o dia 11 de setembro de 2001, do WTC. Marvin fora também diretor da HCC Insurance Holdings Inc que segurava parte do WTC no dia 11.


domingo, 26 de maio de 2013

Por que a bola do campeonato brasileiro é tão ridícula?



Muitas ideias, mas a repressão do super-ego, e a auto-censura cercearam todos os textos produzidos. Daí esta parada. este blogueiro anda preocupado com o que vê e sobretudo, com o que não vê, mas sabe que está ali. São os novos tempos, os tempos de uma era mal explicada.

Boston, Londres, Estocolmo e agora Paris, transferem uma imagem de que adeptos do islamismo são crueis e perversos. O que isto representa? Por que a mídia coloca estas questões no ar? O interessante é que as peças não se encaixam, mas fazer o que? Não se encaixam, então que sejam aparadas as arestas, daí deverão ir até se encaixarem.

A Coréia do Norte bradou um tanto de intempéries, bateu os pés, cuspiu no chão, ameaçou este, acusou aquele, e meteu o rabo entre as pernas. Ora, direis, ouvir estrelas, algo deu errado na histérica ação deste pequeno país no apêndice norte da China. Mas o que deu errado? Mistérios...mistérios...

Já a Síria reverte a situação de uma sangrenta guerra civil, fratricida e terrível. Apoiada pela Rússia e pelo Irã, cresceu sua possibilidade de estremecer as questões sionistas. Estariam estas atividades relacionadas às questões que ligam Boston, Estocolmo, Londres e Paris? Humm, seria muita conspiração, não é mesmo?

Enquanto isto, na pacificada Líbia, em apenas seis meses diversos atentados, alguns de projeção internacional, como o de Bengasi contra cidadãos apaches e em Trípoli, contra os gauleses. Fora isto, morrem às dezenas cidadãos do Iraque, Egito, Mali e Argelia, além de outros pela mesma região.

Eu ia falar da bola laranja e rosa do campeonato nacional, mas é tão ridícula que por si só se condena.

É isto aí!

*Fonte da imagem: vindicatto

quinta-feira, 9 de maio de 2013

“UFOs são tão reais quanto os aviões voando sobre as nossas cabeças”.


O vídeo abaixo foi gravado na audiência pública sobre a revelação dos ufólogos (UFOs). Esta audiência aconteceu em Washington, nos Estados Unidos, do dia 29 de abril a 3 de maio de 2013. Um dos convidados foi Paul Hellyer, ex-ministro da Defesa do Canadá. Existem alguns trechos importantes nas declarações feitas por Paul Hellyer, que esteve à frente do Ministério da Defesa canadense por 23 anos, durante três diferentes governos.

Aos 2 minutos e 20 segundos, o ex-ministro diz que os “UFOs são tão reais quanto os aviões voando sobre as nossas cabeças”.

“Esta foi a minha declaração, o que me deu a chance de ser o primeiro líder de primeiro escalão no mundo a fazer esta declaração de uma maneira clara e inequívoca”, afirma Paul Hellyer. Ele continua dizendo que “reconhece ao menos 4 espécies diferentes convivendo conosco neste momento no mundo”.

“Há ETs vivos na terra neste momento, e pelo menos dois deles trabalham com o governo dos Estados Unidos”.

O vídeo continua e Paul Hellyer diz que o seu interesse é fazer uma revelação completa, ou pelo menos de 98% dos fatos conhecidos.

“Do mesmo modo que as crianças estão preparadas para em algum dia perceberem que há ilusões que não existem, como a fada-do-dente, os adultos que pagam impostos devem ser considerados preparados para entender esta nova realidade de que vivemos num cosmos cheio de vida, o qual compartilhamos com várias outras espécies”, completa.

Para ele, o fato de que outras espécies são mais avançadas do que nós [humanos] pode nos exigir humildade, mas pode ser um passo importante para a nossa sobrevivência.

“Temos um sistema econômico terrivelmente tolo no ocidente hoje, e o congresso dos Estados Unidos tem parte da responsabilidade por isso, terei prazer em elaborar mais o assunto caso tenham interesse em ouvir”.

Assista ao Vídeo com as declarações do ex-ministro Paul Hellyer no Youtube e tire as suas conclusões:





quarta-feira, 8 de maio de 2013

O estranho mundo da wikipédia





Alto lá!
Este texto não é meu  
Copiei e Colei
De quem? Max


O artigo de Wikipédia acerca da Síria é uma pequena obra-prima e vale a pena analisa-lo.

Envolvimento estrangeiro - Apoio a oposição.

Guerra Civil Síria (às vezes referida como Revolta Síria ou ainda Revolução Síria) é um conflito interno em andamento na Síria, que começou como uma série de grandes protestos populares em 26 de janeiro de 2011 e progrediu para uma violenta revolta armada em 15 de março de 2011, influenciados por outros protestos simultâneos no mundo árabe.

As manifestações populares por mudanças no governo foram descritas como "sem precedentes". Enquanto a oposição alega estar lutando para destituir o presidente Bashar al-Assad do poder para posteriormente instalar uma nova liderança mais democrática no país, o governo sírio diz estar apenas combatendo "terroristas armados que visam desestabilizar o país".

Primeira conclusão: na Síria há um conflito interno ("Guerra Civil") desencadeado pelos cidadãos ("grandes protestos populares") que querem "mudanças no governo" na óptica democrática ("uma nova liderança mais democrática"). Nada mal como começo.

Um salto para frente e vamos ler o que estiver escrito sob a voz "Envolvimento estrangeiro":
O conflito sírio é interpretado como parte de uma "guerra por procuração" entre Estados sunitas, como a Arábia Saudita, Turquia e Catar, apoiando a oposição de maioria sunita, e outros países como Irã e o movimento político do Hezbollah no Líbano, que apoiam o governo alauita sírio.

É impressão minha ou falta alguém? O Leitor consegue ler "Estados Unidos" ou "Israel"? Não? Curioso.

O governo da Turquia é o que fornece maior apoio direto aos dissidentes sírios, sendo que boa parte dos mais de 500 mil refugiados gerados pelo conflito encontraram refúgio no território turco. Muitos opositores sírios usaram a cidade de Istambul como centro para comandar a luta pela mudança de regime no seu país, e a Turquia também refugiou o líder do Exército Livre da Síria, o coronel Riad al-Asaad. 

O governo turco, durante o conflito, aumentou sistematicamente a hostilidade contra o governo de Assad. Em maio de 2012, combatentes da oposição começaram a ser treinados pela Agência de Inteligência Turca. Os turcos, e vários países árabes e ocidentais, vem auxiliando os rebeldes com armamento pesado desde o início da guerra.

São os Turcos, são eles que odeiam o governo de Assad e querem uma Síria mais democrática. Os Turcos são os novos defensores da Democracia no Médio Oriente. Sem Wikipédia, ninguém teria suspeitado isso. Segue uma breve lista de outros Países que não gostam de Assad:

Alguns países cortaram relações com o governo de Bashar al-Assad logo no começo das hostilidades, como os Estados do Golfo, a Líbia, Tunísia, Reino Unido, Espanha, Turquia, Estados Unidos e Bélgica.
Espertos os gajos da Wikipédia: na breve lista aparecem antes os Países Árabes, tais como a Arábia ("Estados do Golfo"), Líbia, Tunísia. É importante: isso transmite a ideia de que em primeiro lugar são os mesmos islâmicos que desejam uma mudança na Síria. Só depois aparecem os Países ocidentais, entre os quais é possível encontrar os EUA ao lado da Bélgica (a Bélgica???).

Suspeita: mas não será que estes Países, pelo facto de não gostarem da Assad, participam activamente na "guerra civil"? Exemplar a forma como a simpática Wikipédia resolve o assunto:

De acordo com um homem ligado a Bashar al-Assad em uma entrevista uma agência de noticias Anna da Abecásia, antigos membro do Exército de Libertação do Kosovo estão lutando na Síria ao lado dos opositores. Ele disse que o Exército Sírio de Assad matou 400 rebeldes no país, incluindo kosovos.

Sim, de fato há vozes que denunciam "infiltrações" estrangeiras no seio dos rebeldes. Mas de quem são estas vozes? Dum homem "ligado a Bashar al -Assad", portanto um indivíduo de parte, não dá confiança, é uma pessoa que falou numa entrevista a um agência de notícias ("Anna") da qual ninguém alguma vez ouviu falar.

Resumindo: sim, há vozes, mas valem o que valem...

E mais:
Grupos terroristas como a al-Qaeda também contribuem para a luta em nome da oposição armada. Oficiais americanos acreditam que membros da Al-Qaeda no Iraque tem conduzido ataques a bomba contra alvos do governo sírio, e que o líder da organização, Ayman al-Zawahiri, condenou o governo de Assad. 

Militantes islâmicos jihadista, vindos de diversos países, também foram a Síria para lutar pela oposição.
A lógica teria pedido que o nome de Al-Qaeda tivesse aparecido após a lista dos Países que não gostam do governo sírio. Mas não, aparece depois das declarações suspeitas do "homem ligado a Bashar al-Assad": desta forma é mantida uma distância entre os terroristas e os Países democráticos (os EUA, a Bélgica) e ao mesmo tempo aproxima-lo das declarações do homem de Assad. Isto obriga a uma associação mental, uma técnica velha mas que funciona sempre.

A propósito: nesta altura o Leitor mais atento poderia fazer 2 + 2 = 4. Isto é:

EUA e Bélgica contra Assad
+
Al Qaeda contra Assad
=
EUA, Bélgica e Al Qaeda do mesmo lado da barricada.

Então é aqui que aprendemos como "oficiais americanos acreditam que membros da Al-Qaeda...": nada de dúvidas, não há nenhuma colaboração, os americanos simplesmente suspeitam que haja Al-Qaeda atrás das bombas que matam civis ("alvos do governo sírio"). Pelo que: é Al-Qaeda que continua com o estilo de sempre, as bombas e o terror, não os Países que não gostam de Assad. Nem os americanos, nem a Bélgica.

Continua o artigo:
Em agosto de 2012, a missão da ONU na Síria constatou que os rebeldes combatiam o governo com tanques e armas pesadas em Alepo, considerada a batalha decisiva. Turquia e os Estados Unidos supostamente estudaram estabelecer zonas de exclusão aérea na Síria, com o objetivo de ajudar os grupos rebeldes sírios em áreas que estes alegavam está em seu controle.

Donde vinham os tanques dos rebeldes? Do céu, só pode ter sido. Provavelmente os rebeldes acordaram uma manhã e no quintal de casa encontraram alguns tanques, cada um com uma fita cor de rosa, prenda de Allah. Porque do ocidente não eram com certeza: os turcos e os americanos limitaram-se a estudar uma zona de exclusão aérea, ora essa, não é tal o estilo ocidental.

Qual o estilo ocidental? Este:
Em 11 de novembro de 2012, em meio a escalada de violência, em Doha, o chamado Conselho Nacional e outros grupos de oposição se juntaram para formar a "Coalizão Nacional Síria da Oposição e das Forças Revolucionárias", unificando assim a maioria dos grupos anti-Assad. Nos dias que se passaram, muitos Estados árabes do golfo e várias potências ocidentais reconheceram a nova coalizão como legítimos representantes do povo sírio.

Legalidade, este é o estilo das forças ocidentais. No máximo, os EUA podem reconhecer uma coligação "legítimo representantes" (nota: "coalizão" é singular, "legítimo representantes" é plural. Mas quem escreve na Wikjipedia portuguesa, um italiano?).

Esperem lá: mas porque raio os EUA reconhecem uma coligação, não é uma forma de ingerência? 

Entre os delegados que compõem o novo conselho, estão mulheres e representantes de minorias étnicas e religiosas, como os alauitas. Já o conselho militar é formado por lideranças do Exército Livre da Síria. Em 25 de março de 2013, a Coalizão Nacional Síria ganhou oficialmente um assento no plenário da Liga Árabe, organização que apoia os rebeldes sírios desde o início do conflito.

Não, não é, na coligação há "mulheres" e "minorias étnicas e religiosas": a coligação é boa por definição! Dúvidas? Então que tal a "liderança do Exército Livre da Síria"? Se for "livre", como pode ser mau? Até ganhou um assento no plenário da Liga Árabe, boa e democrática por definição (Iraque, Arábia Saudita, Líbia, Kuwait, Bahrein, Qatar, Omã, Emirados Árabes Unidos são bons e democráticos, desde sempre. Ou, pelo menos, desde que vendam o petróleo ao Ocidente).

Continuemos:
No começo de 2013, uma nova onda de armas teria sido enviada as forças rebeldes através da parte sul da fronteira jordaniana. Estes armamentos incluiriam fuzis de assalto, armas antitanque M-79, rifles e canhões, como o modelo M-60.

Donde chegaram estas armas? Ah, pois, as prendas de Allah, sempre ele...

Anteriormente, o fluxo do tráfico de armas para a Síria era feito pela fronteira norte da Turquia. Contudo, muita dessas armas acabavam parando em mãos de rebeldes islamitas.

Aqui Wikipedia torna-se hilariante: não consegue encontrar uma declaração decente dum representante do governo oficial, não faz ideia nenhuma de quem envie armas para a Síria, mas sabe que os "fuzis de assalto, armas antitanque M-79, rifles e canhões" da Turquia acabaram nas mãos dos rebeldes islamistas. Não dos rebeldes "legais", que são bons por definição (são reconhecidos pelos Estados Unidos), apenas dos islamistas. Que são brutos e ferozes, como todos os islamistas.

Agora sim, esta é a altura certa para tomar uma grande decisão:

Em 6 de março de 2013, a Liga Árabe deu aos seus países membros o "sinal verde" para armar rebeldes sírios. Reino Unido e França também anunciaram que poderiam tomar atitude similar, fornecendo armamento pesado para a oposição, apesar do embargo de armas da União Europeia contra a Síria.

Tem que ser: não podemos deixar que apenas os islamistas fiquem com as armas, não é justo e pode ser muito perigoso. Em qualquer caso, antes são outros árabes que decidem enviar armas para os rebeldes (de islamistas para islamistas, de brutos mas democráticos para brutos mas democráticos), só depois (e com evidente sofrimento interior) são Reino Unido e França (a civilização no seu melhor) que não enviam mas anunciam "que poderiam tomar atitude similar".

Começa aqui a segunda parte do artigo de Wikipedia:

Apoio ao governo Assad
Em janeiro de 2012, a Human Rights Watch criticou a Rússia, principal apoiadora de Bashar al-Assad, por "repetir os mesmos erros dos países ocidentais" ao apoiar "disfarçadamente" o lado que simpatiza. A Anistia Internacional, notando que o governo sírio utiliza armas pesadas e até aeronaves de combate para atacar opositores, criticou os russos por ter "um desleixo arbitrário pela humanidade."

É só nesta altura que aprendemos como Human Right Watch denuncie "erros dos países ocidentais" (sem nomes, ora essa): uma pequena concessão que bem vale a pena, pois descobrimos que a Rússia é nada mais nada menos de que a "principal apoiadora de Bashar al-Assad". Malandros!

E se isso não fosse suficiente, eis Anistia Internacional que revela como o governo sírio utilize armas pesadas. Pergunta do cerebrinho: "mas quem fornece à Síria as armas pesadas?". Wikipédia não esclarece, mas a associação Rússia-Síria-armas pesadas está aí, nem é preciso esforçar-se muito. Reforço: a Rússia tem um "desleixo arbitrário pela humanidade". Assim fica mais claro.

Claro? Sim, mas melhor repetir: afinal duas vezes o mesmo conceito ajuda a formar uma certeza:
Novamente, a Human Rights Watch alertou que a companhia russa de armas, a Rosoboronexport, "enviar armas a Síria enquanto crimes de guerra são cometidos pode ser interpretado como cumplicismo destes crimes", e convocou empresas internacionais a cortar relações com empresas russas envolvidas com o conflito.

Se duas vezes for bom, que tal três vezes? Talvez com uma explicação geopolítica, que fornece uma camada de lógica:

Um dos principais interesses da Rússia no conflito é a manutenção da base naval no porto de Tartus, que Moscou considera essencial para a manutenção da influência do país no mediterrâneo. Em apoio ao regime sírio, o governo russo teria enviado enormes quantidades de armas pesadas e até helicópteros de combate para suprir as forças do ditador Bashar al-Assad.

Por isso: a Rússia é má. A propósito: haverá na região alguém ainda pior? Claro que há:

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, abertamente anunciou apoio ao governo sírio. O jornal britânico The Guardian reportou que o governo iraniano apoiou Assad com equipamentos e informações. O The Economist disse que o Irã, em fevereiro de 2012, enviou a Síria US$9 bilhões de dólares para ajudar o país a suportar o impacto da sanções econômicas do ocidente. O país também enviou combustível a Síria e mandou dois navios de guerra para a região para demonstrar apoio militar ao regime de al-Assad.

Rússia e Irã ao lado do brutal governo sírio, contra a "livre" coligação que defende democracia, mulheres e minorias étnicas. É esta a altura certa para a intervenção do paladino da Liberdade. Quem? E quem poderia ser? Alguém que até agora nem tinha sido nomeado:

O presidente americano, Barack Obama, e o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice, acusaram o Irã de secretamente apoiar Assad militarmente em sua busca para esmagar os protestos e também houve relatos de combatentes iranianos lutando na Síria.

E, para concluir, várias e eventuais do eixo do Mal: 
O controle da cidade de Zabadani provou-se vital para Assad e para o Irã, ao menos em junho de 2011, já que a cidade servia como centro de apoio de logística do Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica ao Hezbollah. De acordo com oficiais da ONU, o governo iraniano vendeu quantidades significativas de armas a Síria antes do conflito, em violação as restrições de exportações de armas da República Islâmica a outras nações. Também durante a guerra, armamentos pesados foram contrabandeados pelos iranianos para dentro do território sírio afim de ajudar as forças do governo de Bashar al-Assad. De acordo com informações vindas do Irã, o grupo Hezbollah, dito como terrorista pelos governos ocidentais, apoia militarmente a luta do governo Assad contra opositores em Damasco e em Zabadani.

Acabou? Não, ainda não, porque não pode haver dúvidas: 
Em 31 de agosto de 2012, o autoproclamado "Movimento dos Países Não Alinhados" declarou que recusava a ideia de uma intervenção armada estrangeira no país e alguns países, como Equador e Irã, voltaram a declarar o seu apoio à posição do governo de al-Assad Eles também pediram o fim da violência e a retomada das negociações de paz. O ex-líder cubano, Fidel Castro, enviou mensagens ao presidente Assad declarando seu apoio.

O "autoproclamado". Pode pensar o sagaz Leitor: também o Exército Livre da Síria e a Coalizão Nacional Síria são "autoproclamados". Sim, mas há uma diferença: estes foram reconhecidos e até ganharam um assento no plenário da Liga Árabe. Onde é que o Movimento dos Países Não Alinhados ganhou um assento? Em lado nenhum? Então, fica "autoproclamado". E vale o que vale.

Digno final: o apoio de Fidel Castro.
Atingimos o fundo do poço.


Ipse dixit.

terça-feira, 7 de maio de 2013

A Síria Palestina



Após uma viagem do imperador Adriano pelo Oriente, entre os anos 130 e 131, ele deixou claro seu propósito de revitalizar o helenismo enquanto esteio cultural do Império Romano. A Judeia se rebelou contra seus planos de reconstrução de Jerusalém como uma cidade helenística e onde, sobre o monte do templo, seria erguido um santuário dedicado a Júpiter Capitolino.

Quando a revolta começou, os romanos foram apanhados de surpresa. Grupos de judeus armados emboscaram coortes, infligindo-lhes pesadas perdas. Ato contínuo, a fortaleza romana em Cesareia foi atacada e parcialmente destruída. Como um rastilho de pólvora, a revolta se espalhou por toda a província, com os rebeldes fabricando e reunindo armas, e fortificando cidades.

A essa altura, evidenciou-se, entre os combatentes judeus, a liderança de um jovem comandante, Simão bar Koziba, em quem o Rabi Akiva reconheceu o "Mashiach" (Messias) davídico, aguardado ansiosamente, e lhe trocou o nome para "bar Kokhba" (filho da estrela). À frente de seus comandados, Simão entrou em Jerusalém, foi saudado como "Príncipe de Israel", e proclamou a independência do estado judeu. Moedas foram cunhadas com os dizeres "Primeiro ano da libertação de Jerusalém" e "Primeiro ano da redenção de Israel". Por cerca de três anos e meio, esses guerrilheiros atacaram os romanos - legionários e civis.

A situação tornou-se tão séria que Adriano despachou para a Judeia seu melhor general, Sexto Júlio Severo, que estava governando a Britânia. Assim, cerca de 50 esconderijos dos rebeldes foram localizados e eliminados, 985 vilas judias foram destruídas na campanha e 580 mil judeus mortos pela espada (além dos que morreram por fome). Em 135, Severo finalmente encurralou bar Kokhba em Betar, seis milhas a sudoeste de Jerusalém. Apesar da tenacidade de seus defensores, o reduto foi invadido e os romanos massacraram todos os que nele encontraram. Foi o fim do "Filho da Estrela" e da terceira revolta judaica.

Terminada a guerra, a Judeia estava devastada. Prisioneiros judeus abarrotavam os mercados de escravos, aviltando os preços dos cativos ("Um escravo tornou-se mais barato do que um cavalo"). Os inaptos ao trabalho eram enviados aos circos, para servir de entretenimento a plateias sanguinárias, que apreciavam vê-los ser retalhados pelas lâminas dos gladiadores ou dilacerados pelas presas de animais selvagens.

Jerusalém foi reconstruída de acordo com o projeto do imperador, recebendo o nome de Aelia Capitolina, onde os judeus ficaram proibidos de entrar, sob pena de morte, enquanto o nome da província foi mudado de Judeia para Síria-Palestina (Syria Palaestina).

Além disso, um édito imperial que combatia a prática da mutilação, equiparou a circuncisão à castração, proibindo os judeus de praticá-la. E como os recalcitrantes se valessem de argumentos religiosos, ficaram também proibidos o ensinamento da Torah e a ordenação de novos Rabinos. 

segunda-feira, 6 de maio de 2013

A Triste Bangladesh





Hoje vamos falar de Bangladesh. Não, não é uma cidade, nem uma ilha, nem fica no Oceano Pacífico. É um país situado no continente asiático, literalmente abraçado pela Índia, por todos os lados, fato único no mundo. Do ponto de vista histórico, é novo, pois nasceu como estado em 1971, depois que os interesses ingleses pela região promoveram mortes aos milhões, onde a culpa ficou para os paquistaneses e indianos. 

A grande maioria dos habitantes é composta de agricultores pobres, que se esforçam para tirar seu sustento de pequenos lotes de terra. Muitos dos trabalhadores das cidades ganham apenas alguns centavos por dia, explorados por multinacionais. Mais da metade da população adulta é analfabeta e 3/4 dos habitantes são muçulmanos, sendo a quase totalidade dos restantes compostas de hindus.

A principal exploração da mão de obra deste povo vem das grandes grifes internacionais, destas que movimentam fortunas aos bilhões pelos malls e shoppings espalhados pela "civilização" ocidental. A alegação, fartamente explicada pela Rede Glb. é que o custo de uma camisa, daquelas elegantes, sai por lá por $3,60 enquanto os malditos empregados ocidentais, que impõem custos elevadíssimos à produção e  impedem o crescimento do seu país de origem, forçam o custo a elevados $13,60.

O que a mídia não fala e não escreve, é que escondem a farsa de que o povo paga algo entre $30 e $50 na ponta. O lucro da diferença fica todo para a canalhice de sempre.

Ocorre que os dominadores da superfície, em território romano, estão chafurdando na lama que criaram com seus conceitos de poder total sobre tudo e todos, desde o Césares, até a presente data. Daí que ao serem flagrados explorando com uma tecnologia nazista em campos de concentração, todo um país, reúnem se e prometem retaliar o governo deste país.

Desta forma, suas ex-celências acreditam estar liquidando com duas faturas: eliminam Bangladesh do seu mapa de fornecedores de mão de obra escrava, e mandam uma mensagem subliminar para seus desempregados, na casa dos milhões: baixem sua bola, baixem seus custos, baixem sua cabeça e terão seus empreguinhos de merda de volta, enquanto nós continuaremos ricos e poderosos. Tudo muito cristão.  

Enquanto isto, depois da morte de seiscentas pessoas na semana passada, contabilizadas (fora as mortes não contabilizadas), em função desta exploração medíocre, coincidentemente o país entra em convulsão, e de quem é a culpa? Sim, deles, sempre deles, dos muçulmanos  que em pátria tupynambá, a direitada chama de reacionários e radicais.

Faça você um exercício histórico, como dever de casa: desde a retomada de Constantinopla pelos Turcos, em 1492, a mais de quinhentos anos, quantas vezes um país ocidental foi invadido, explorado, sacaneado, extorquido, destruído, humilhado ou esfacelado, pela mão dos muçulmanos?

É isto aí!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Kafe Kultura: “Arbeit Macht Frei”



Alto lá
Este texto não é meu
Confesso que copiei e colei

Kafe Kultura: “Arbeit Macht Frei”


“Arbeit Macht Frei”
Os tempos que correm são um final de um ciclo, tempos de mudança, que não prometem nada de Bom...
O Trabalho tem sido esmagado, destruído um pouco por todo o lado, pasme-se, aqui mesmo ao lado em Espanha o número de desempregados já vai para lá dos 30%. Por cá – Portugal – aproxima-se a passos largos dos 20 %, se nos pudermos fiarmos nas estatísticas oficiais que são manipuladas. Mas, a situação começa a ser preocupante um pouco por todo o lado. Então se não houver emprego, como há consumo?
Se o dinheiro não circula, como pode funcionar a Economia?

Isto para não falarmos da emigração dos mais novos e qualificados para outras paragens, procurando melhores condições de vida.

E onde fica a renovação das gerações?
Se não houver nascimentos quem paga as reformas?
A Segurança Social?
E o Estado?
Bem, o Estado está falido!

E será sustentável?
Haverá Futuro?
Uma pergunta sem resposta...

Não terá tudo isto sido orquestrado há muito tempo?
É que as golpadas aconteceram um pouco por todo o lado e em simultâneo.
Curioso...

Há cerca de um ano assisti a uma conferência de imprensa (numa universidade inglesa) de Christine Lagarde (sim, essa mesma, a Directora do FMI), quando confrontada por um estudante universitário, acerca do futuro para os mais novos, esta sorriu troçando, que provavelmente muitos jovens qualificados desta e da próxima geração, não teriam emprego, independentemente das qualificações que tivessem.

O Futuro prometia ser brilhante e promissor, no entanto afigura-se de dia para dia cada vez mais sombrio.
E não se perspectivam melhoras... O que será dentro dalguns meses, quando boa parte dos países da Zona Euro cair na real?
Sim, porque muito boa gente dizia que a crise era coisa própria dos países do Sul da Europa, dos países periféricos, no entanto parece que já assentou arraiais noutras paragens, tais como por exemplo: a Bélgica, o Luxemburgo, a França, a Eslovénia, a Hungria e a Turquia.
Segundo uma amiga que está na Alemanha, confidenciou-me bem recentemente que já se começam a notar os primeiros sinais de inquietação em terras germânicas, com tantos emigrantes a chegar todos os dias, uns sem falar uma única palavra de alemão e sem qualquer qualificação possível.

Tanta Austeridade levou um pouco por todo o lado, ao encerramento de pequenas e médias empresas, se os despedimentos continuarem bem como a recessão, como haverá crescimento quando tudo tiver fechado?
O que farão as pessoas?
O que se perspectiva?
Estarão à espera dum Evento?
Será o Fim do Mundo?
Ou a chegada de Godot?

E já agora de que falarão os eurocratas nas reuniões de topo em Bruxelas, Estrasburgo e Berlim?

Será que estarão a pensar cumprir a Agenda e ressuscitar os célebres campos de trabalho nazis?

Sim, porque facilmente chegarão a todo o lado, com tanta auto-estrada.
Advinham-se tempos difíceis....
“Arbeit Macht Frei”

Os sinais da próxima Grande Depressão Mundial


A seguir, são 20 sinais de que o próximo Grande Depressão já começou na Europa:.

01 - A taxa de desemprego na França subiu para 10,6 % , e o número de pedidos de auxílio-desemprego no país recentemente criado um novo recorde de todos os tempos.

02 - Desemprego na zona do euro como um todo, está sentado em um recorde de 12 % .

03 - Dois anos atrás, a taxa de desemprego em Portugal foi de cerca de 12 %. Hoje, é cerca de 17 %.

04 - A taxa de desemprego na Espanha estabeleceu um novo recorde de 27 %. Mesmo durante a Grande Depressão da década de 1930 os Estados Unidos nunca tiveram o desemprego tão alto.

05 - A taxa de desemprego entre jovens com idade inferior a 25 anos na Espanha, é um espantoso 57,2%.

06 - A taxa de desemprego na Grécia estabeleceu um novo recorde de 27,2%. Mesmo durante a Grande Depressão da década de 1930 os Estados Unidos nunca tiveram o desemprego tão alto.

07 - A taxa de desemprego entre jovens com idade inferior a 25 anos na Grécia é uma gritante 59,3%.

08 - Vendas de carros franceses em março foram 16% mais baixos do que um ano antes.

09 - Vendas de carros alemães em março foram 17% mais baixos do que um ano antes.

10 - Na Holanda, a dívida do consumidor é agora até cerca de 250% do rendimento disponível.

11 - A produção industrial na Itália caiu surpreendentes 25% nos últimos cinco anos.

12 - O número de empresas espanholas com declaração de falência é 45% maior do que era há um ano.

13 - Desde 2007, o valor dos empréstimos inadimplentes na Europa aumentou em 150%.

14 - Saques bancários no Chipre durante o mês de março foram duas vezes maiores que em fevereiro, embora os bancos estavam fechados para a metade do mês.

15 - Devido a um acidente de habitação absolutamente incapacitante, existem cerca de 3 milhões casas vazias em Espanha hoje.

16 - As coisas ficaram tão ruins na Espanha que muitos edifícios de apartamentos vazios estão sendo invadidos por posseiros sem-teto.

17 - A fome infantil se tornou tão gritante na Grécia que os professores estão relatando que crianças famintas estão implorando aos seus colegas por comida.

18 - A dívida em relação ao PIB na Itália é agora a 136%.

19 - De 25% de todos os ativos bancários no Reino Unido estão em bancos que são aproveitados pelo menos 40 para 1 .

20 - O gigante bancário alemão Deutsche Bank tem mais de 55.000.000.000.000 € ( Cinquenta trilhões de euros - que é mais de 72 trilhões de dólares) de exposição a derivativos. Mas o PIB da Alemanha por um ano inteiro é apenas cerca de € 2.700.000.000.000 (dois trilhões e setecentos milhões de euros)